O Diário Perdido De Bella
16 15.
Notas iniciais
"Querido diário,
Ele.. Edward, ele... ele foi embora. Ele me deixou, ele me deixou. Dói. Dói mais do que o veneno queimando todo o meu corpo; dói mais do que se alguém enfiasse uma faca em meu peito.
Eu sabia que eu não era boa o suficiente. Eu sabia que um dia ele se cansaria de mim.
Não foi só ele que me deixou, a família dele já havia partido antes dele. Ele ficara para se despedir. Eu sabia que tinha algo errado.
Não sobrou nada. Nem mesmo as fotos que eu tirara dele. Apenas os presentes que eu ganhara. Um lembrança amarga e doentia. Só o vazio, o nada que restara.
Era como se ele nunca tivesse existido, como ele dissera."
Ane viu que na página página, havia manchas de tinta, indicando que Bella havia chorado ao escrever aquilo.
Como seria perder um grande amor? Como deveria ter sido para Bella ter visto Edward partir, dizendo que não a amava mais? A dor deve ter sido grande.
Ane olhou para o diário. Era estranho ver, ler uma dor que não a pertencia. Mas, ela não conseguia para de ler. Ane sentia que se parasse, tudo voltaria ao normal; como se nada daquilo realmente tivesse sentido.
A garota virou a página, decidida.
"Querido diário,
Eu o vi. Ele.
Não estou enlouquecendo, não mesmo. Mas, quando eu fui ao cina com a Jessica, nós passamos por um grupo de homens. Aquilo pareceu me despertar, um d' eja vu.
Me lembrei dos caras que tentaram em atecer. Inconscientemente, eu fui até aos homens, não sei por quê, para ver se era os mesmos que tentaram me atacar.
Foi nesse surto de adrenalina, que eu o vi. Perfeito com seus olhos dourados, meu subconsciente havia guardado os detlahes melhor do que as minha lembranças.
Foi a primeira vez que eu realmente pensei em meses. Foi a primeira vez que eu agi conscientemente desde que ele se fora.
Mas, muito rápido, minha ilusão perfeita de Edward se fora. Deixando novamente um buraco em meu peito. Eu tinha que fazer com que ele voltasse, se não, o buraco ficaria doendo para sempre em meu peito."
Ela tinha ficado pior do eu imaginara, pensou Ane. A ponto de ter ilusões com ele.
Ane olhou para a janela. O lobo gigante não estava ali. Como aquilo poderia ser real? A garota balançou a cabeça, como se o movimento pudesse fazer com que a imagem saísse de sua cabeça.
Ao mesmo tempo que Ane queria fazer parte do sobrenatural, ela também não queria fazer parte. Pois, Bella havia sofrido bastante. E se ela sofresse também?
Ane preferia não pensar nisso. Queria continuar a ler sem ficar pensando nos prós e nos contras.
Ela olhou para a janela e depois para o relógio. Will chegaria dali a cinco minutos. Ele era muito pontual.
A garota, então, aproveitou esses minutos para ligar para Mary.
Ane pegou o telefone e discou o número da amiga. Depois de cinco toques — é, ela contou — uma voz feminina atende.
- Mary? — perguntou Ane.
- Não. Quem deseja falar com ela? — perguntou a voz.
- É a amiga dela. Ane — respondeu a garota.
- Ane?
- Sim. Eu poderia falar com ela?
- Ela está doente. — disse a voz, colocando um ponto final, como se não falaria mais nada.
- Eu posso ir vê-la? — perguntou Ane.
- Não — disse a voz.
- Com quem eu falo?
- Com a mãe dela — respondeu a voz.
- Ah. Então pode dizer a ela que eu liguei e desejo melhoras?
- Claro — disse a voz e depois desligou.
Ane olhou para o telefone mudo. Algo dizia que a mãe de Mary não falaria nada com a filha.
Tinha alguma coisa errada, muito errada.
Ane estava tão absorta em seus pensamentos, que assustou-se quando a campanhinha tocou lá embaixo.
Notas finais
Bem, comentem! Quero saber o que estão achando.
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