Ane estava no banco de trás do carro, que seu pai estava dirigindo. Ela não queria estar ali. Ela queria estar com seus amigos em Nova York. Por que seus pais fizeram isso ela? Castigo? Só podia ser.

Ela só via verde, tá tudo bem, ela não podia negar que o lugar tinha o seu charme: o verde, o ar, era lindo em si. Mas ela preferia estar na sua casa, onde se ouvia os carros passando.

Seu pai conversava tranquilamente com sua mãe. Enquanto ela pensava no que podia acontecer naquela cidadezinha. Nada, foi a resposta que Ane pensou.

Ane olhou para janela. Ao que parecia estavam chegando. Ela viu a placa de boas-vindas e logos depois a cidade. O pai dela continuou a dirigir.

Depois de alguns minutos, seu pai parou na casa simples e branca, que pertenceu ao velho xerife da cidade.

Ane olhou para a casa, só pode ser brincadeira. Pensou ela.

Seus pais saíram do carro, e ela saiu logo depois, carregando sua mala. O resto da mudança chegaria amanhã. No dia de ir para escola. Enquanto isso, eles dormiriam no colchão que seus pais trouxeram. Que ótimo!, pensou ela.

Eles entraram na casa, e Ane olhou em volta. Tinha que admitir, que a casa em si não era feia. Ela então subiu as escadas. Tinha apenas dois quartos e um banheiro.

Ane foi para o quarto oeste, que era menor. Seus pais ficariam no quarto sul, provavelmente o maior.

A garota suspirou e tacou suas coisas no chão. E decidiu descer para ver o que seus pais decidiram.

Chegando lá, ela viu seus pais na cozinha, olhando tudo.

– Oi, queria – falou mamãe.

– Oi, mãe. – Ane respondeu sem entusiasmo.

– Gostou da casa? – perguntou ela.

– Huhum. – Falou. Ane não falou que não queria estar ali, pois poderia magoá-la. Ela estava tão animada para vir para cá – Ane não sabia por que – que ela não teve coragem de acabar com sua alegria.

Ela foi dar uma olhada no resto da casa. Não era uma casa grande e de pessoas ricas. Era simples e comum. Não que ela se importasse.

Ane voltou para a sala e viu seus pais conversando, sentados no chão. Ela suspirou e foi para fora de casa.

Olhou em volta e reparou que havia um bosque ao lado da casa. Foi até lá.

Como havia uma trilha ali, Ane não viu que não iria se perder.

Deu uma boa olhada nas árvores, na grama e até no musgo que ficava grudado na copa das árvores, quando Ane esbarrou em alguma coisa.

– Ai! – exclamou a garota em voz alta.

– Ai! – ela ouviu uma voz de homem gritar, foi quando ela se virou para olhar quem era. Ele era sem dúvida, lindo. Branco e alto, de cabelos e olhos castanhos.

– Quem é você? – perguntou a garota.

– Ai, meu nome é Will.

– O que você quer?

– Andar? – respondeu ele sarcasticamente. Ane estreitou os olhos.

– Essa é uma área particular.

– Desde quando esse bosque pertence a você?

– Desde que eu vim morar aqui – falou ela. Ele então, a olhou com curiosidade.

– Então, você vai morar na velha casa do xerife Swan?

– Acho que sim.

– Hum...

– Que foi?

– Você não me disse seu nome.

Ane olhou para ele e disse seu nome.

Notas finais
Outro capítulo pequeno :) Comentem!