Thomas pegou o diário, uma pena verde e um potinho prata que tinha uma tinha preta com um cheiro muito forte.

Thomas não sabia o que deveria escrever. Para tentar de concentrar, ele desceu as escadas e pegou um copo d’agua. Subiu para o seu quarto, trancou a porta e pôs-se a escrever.

Mergulhou a ponta da pena na tinta, e começou com um simples “Olá”. Thomas chegou a conclusão que não era uma boa ideia começar a escrever com “Querido Diário”. Isso soaria muito feminino.

Mas antes que pudesse continuar, algo incrível e extra-ordinário, mas ao mesmo tempo super bizarro e assustador aconteceu, apareceu uma resposta para Thomas. A resposta estava meio que se escrevendo sozinha, com uma espécie de tinta cor azul marinho que tinha um tipo de brilho próprio. Thomas olhava atentamente as palavras aparecerem como se alguém estivesse do lado dele escrevendo. Então parou, o diário tinha terminado de escrever. Então Thomas pegou o diário e leu “Olá, quanto tempo que não nos falamos, Thomas!”

Thomas sentiu seu corpo todo ficar arrepiado, estava morrendo de medo que aquilo fosse real ou talvez seria uma pegadinha de sua mãe para tentar anima-lo!

Thomas ainda medo e muitas dúvidas, pegou a pena que tinha deixado cair no chão, mergulhou na tinta e escreveu

-Como você sabe o meu nome? -Escreveu Thomas

Na mesma hora o diário respondeu.

-Eu sei tudo sobre você!

Thomas se perguntou como aquilo era possível! Não faz sentido um diário conversar comigo só porque deu na telha! Mas a essa hora, nada fazia sentido pra ele.

-Como você me conhece? Como sabe quem eu sou? Porque sabe tudo sobre mim? –Escreveu Thomas muito rápido.

-Calma, você ainda vai saber de muita coisa. Mas não hoje, você ainda tem muitas aventuras pela frente, e eu preciso estar com você em cada uma delas. Mas só até que você possa se virar sem mim. Respondeu o Diário.

-Mas eu tenho muitas perguntas! – Escreveu Thomas ofegante.

-Fique tranquilo, com o tempo todas as suas perguntas serão respondidas. Mas até lá, essa conversa fica só entre nós! Fechado? – Perguntou o diário.

-Fechado! Escreveu Thomas.

-Bigo' - Respondeu o Diário parecendo finalizar a conversa.

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Thomas olhou aquilo, e disse:

-Por mais estranho que pareça, eu acho que já ouvi falar ou li em algum lugar essa palavra “Bigo”, só não sei onde!

Quando Thomas foi perguntar da onde era aquela palavra Bigo, parecia que tudo tinha começado a girar e der-repente ele se deparou deitado e coberto na sua cama, ele olhou o relógio e já eram duas horas da manhã. Então ele percebera que acabara de acordar. Seu diário estava na sua mesa de estudos que ficava no canto do seu quarto de cor verde azulado.

-Mas será que foi tudo um sonho? – Se perguntou perplexo enquanto coçava a cabeça . Será que o diário “falante” foi tudo coisa da minha cabeça? Que ótimo, a coisa mais empolgante que acontece na minha vida foi simplesmente um sonho!

-Só tem uma maneira de descobrir! Falou Thomas tomando coragem para se levantar. – Abrindo esse diário! Afinal se isso realmente aconteceu, o diário ainda vai estar com a conversa.

Thomas levantou da cama, pois sua avó que dormia no quarto ao lado odiava barulhos, e se ela soubesse que Thomas fica acordado de Madrugada seria o fim dele e de seu computador.

Thomas calçou os chinelos e silenciosamente foi até a sua mesa de estudos e pegou o diário. Quando abriu o diário, viu que só tinha o Olá que tinha escrito antes do diário resolver conversar. Thomas estava frustrado, pois tinha começado a gostar da ideia de ter aventuras. Cabisbaixo, ele jogou o diário esquecendo-se que sua avó detesta barulhos altos, (por mais silenciosos que eles fossem!). Então Thomas voltou para cama, e quando ia se cobrir percebeu que o diário abriu-se sozinho. Talvez fosse o vento, mas se lembrara que a janela estava fechada e o ar condicionado não produz tanto vento assim. O diário começou a se folhear, e der-repente ele parou. Thomas percebeu que tinha algo brilhando no meio das páginas. O brilho tinha a cor azul. E Thomas reconheceu essa cor, era a cor da tinta que o diário usava para se comunicar com ele! Thomas levantou da cama correndo e na pressa, sem querer deixara um pote de tinta para penas cair no chão fazendo um barulho muito alto e que escorresse tinta por todo o chão. Seu coração acelerou como se fosse as batidas de uma bateria de uma banda de Rock. Ele ficou gelado e então parou de respirar por uns 10 segundos para ouvir se alguém tinha acordado com a barulheira. Mas por muita sorte ou por conspiração do Universo todos pareciam estar dormindo. Então ele foi até o diário, e a palavra Bigo’ continuava lá, seu peito se encheu de felicidade. Thomas ficou tão feliz que sem querer chutou a lata de tinta fazendo mais lambança. A vida de Thomas passou diante de seus olhos mais uma vez, mas por mais incrível que pareça, Thomas não escutou nenhum barulho. Então ele abriu a terceira gaveta que ficava no canto e pegou uma lanterna que não funcionava muito bem, mas quebrava o maior galho.

Thomas apagou todas as luzes de seu quarto, para que não percebessem que ele saiu do quarto. Quando Thomas abriu a porta, percebeu que o abajur que iluminava a saleta que dividia os quartos do pequeno banheiro do segundo andar estava desligado. Então ele tentou ligar a lanterna, mas ela não ascendeu, então Thomas tentou bater na lanterna pra ver se ela dava algum “sinal de vida”, e na terceira tentativa a lanterna piscou duas vezes e ascendeu. Mas na hora em que ele apontou para o caminho veio o susto, a lanterna não iluminou a saleta, mas sim uma velha senhora, robusta, pálida, com longos cabelos pretos, presos em um belo coque. A senhora vestia uma longa roupa de dormir cor vermelho sangue e sua expressão era de prazer em olhar Thomas e ao mesmo tempo parecia estar furiosa. Mas a expressão de Thomas era de total medo, pois aquela era sua avó paterna. Seu nome era Ellen.

-Pensa que vai a algum lugar Thomas? – Perguntou Ellen com uma voz esganiçada.

-E eu acreditando em sorte e na Conspiração do Universo!- Murmurou Thomas.

— O que você disse? – Berrou a velha

— Nada – Disse Thomas olhando para o auto.

-Você não vai responder a minha pergunta? – Falou a velha – Aonde você pensa que vai?

— Em lugar nenhum.

-Ótimo, então apague a lanterna, volte para o seu quarto e vá dormir! – Falou Ellen com rispidez.

-Sim senhora. – Disse Thomas enquanto tentava não fazer caretas para ela. – Eu tenho uma pergunta, a senhora ficou me ouvindo atrás de porta?

-Eu mandei você ir dormir Thomas! – Berrou Ellen Furiosa

— Mas.. – Tentou falar o garoto ante de ser interrompido por Ellen mais uma vez.

— Sem mas! – Gritou Ellen. –Vá dormir ou eu acordo seus pais e conto tudo o que aconteceu!

Com esse escândalo que você está fazendo , não é nem preciso acordar. Pensou Thomas.

Mas tudo o que o garoto conseguiu dizer foi “Sim senhora!”

Thomas voltou para o quarto, pegou uma camisa velha e enxugou a tinta. Pegou sua garrafinha com água e bebeu um pouco. Depois que o garoto deitou, ficou contemplando o teto até que caiu no sono.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.