O Diário De Samantha Shanderson
1 Capitulo 1 "vivendo e descobrindo"
O diário de Samantha sanderson
Capitulo 1
Sempre ouve dizer que a vida é assem o que desejávamos,o problema é saber o que desejamos.
Já que como humanos que somos nunca saberemos o que queremos,pois a única duvida da vida não é que caminho seguir e sim,qual?
Nasce em 7 de novembro em uma época que a religião,já não pairava,que estado já era nação e que a injustiça e corrupção era o que reinava; vem de uma família pobre de viciados em drogas nem todas licitas e claro adquiri certos problemas até aceitáveis e compreensíveis o problema é que não sou igual e sim diferente.
Aprende a falar com quatros meses papai e mamãe e isso não foi bem apoiado nem admirado,a falar perfeitamente com um ano e a sonhar e ver coisas que não existiam a bem antes de tudo isso. Talvez era a fumaça de ervas ou o cigarro que andava na minha casa como a maior forma de ar,que me fazia ter alucinações e foi isso que disse a cada um que me perguntou e pode responder.
Morava num conjugado,comunidade,“favela “de uma periferia no sul de lugar nenhum ao norte do total abandono,família nunca soube o real significado,escola nunca coloquei o pé até que um dia fui lembrada,mas já era tarde demais para o mundo e um começo do que me esperava.passava a maior parte do tempo nas ruas de becos e moelas mórbidas e frias,clamando por atenção e comida,meus pais trabalhavam,nem um pouco honestamente,para sustentar o seu vício e desse modo me trancava no quarto a cada dia de minha vida quando não descia pela janela enferrujada de uma casa de ratos e baratas que vivia que nem era casa e apenas barraco de madeira e pouco tijolos.as vezes,áleas,sempre olhava pela brecha da minha porta e raramente meus pais me chamavam para pedir alguma coisa muitas vezes comida ou para me agredir e isso claro não me deixava nem um pouco feliz então comecei a ir a sala com nenhuma freqüência,mas podia ver na brecha um pouco do que se passava.fumaça,pó na mesa que de preta havia se tornada branca com alguns amigos em comum,tudo sujo(imundo),agulhas um pouco de sangue e o que seria sexo,nem um pouco agradável e muito menos educativo,mas além de tudo isso existia lá coisas mas feias e estranhas,imagens destorcidas do que seria um humano ou tentativa disso,molambentos tão sujos quanto as pessoas que estavam por lá,podia ouvir as vezes o que sussurravam e não conheciam qualquer dialogo culto além de sempre parecer bravo,sua aparência era negra mas não clara.como qualquer criança tudo aquilo me assustava e pensei que era louca,principalmente quando se aproximavam da porta e o cheiro se tornava mas forte,fechava logo a porta e corria debruçada para debaixo da cama onde chorava e tremia.era difícil dormir já que isso acontecia noite após noite e só acabava ao amanhecer quando se retiravam pra conseguir mais,então cochilava contorcida sem lençol ou travesseiro e ainda parecia mas confortável que minha própria cama que até tentava manter organizada quando os ratos não vinha pra bagunçar.dormia cada vez menos e então pegava no sono na própria rua quando tentava pedir dinheiro ou comida pra me sustentar e trabalhar por merrecas de centavos que mal davam pro pão ou pro leite e muito menos um galeto no sinal da avenida.
Comecei a sonhar acordada e eram pesadelos,cães como sombras e fumaças com olhos e boca de fogo muitas vezes apareciam pra mim,latindo,rosnando.
E em um dia,sentada num lixeiro com um pedaço de pão mofado que revirei em meio do lixo me pareceu um gato preto e de olhos verdes em meio ao lixo,me pedia por comida,miando desesperadamente e divide o pouco que tinha,então apareceu um rato que ele pulou e agarrou com isso decide levá-lo comigo até o que poderia me ser meu lar.
–hã,qual será o seu nome bichano?
–miau!onomatopéia referida ao felino domestico.
–bem,pode ser bichano.
Levando para casa,andou por todas as alamedas e subiu os degraus da longa escadaria,já estava se tornando noite,quando ela sentiu um frio incomum de se acontecer mesmo no inverno naquela região,então quando se virou e avistou dois homens na moto que possuíam um véu negro sobre o seu corpo,agarrou-se ao gato que levava e que parecia ter visto o mesmo que ela e correu o Maximo que podia,enquanto a moto se distanciava e ela subia até que véu,um homem que saia da igreja e que o motoqueiro iria o matar,véu naquele estante a mancha de sangue mesmo antes da bala atravessar o seu corpo e ele se levantar como luz até o alto acima das nuvens,e se abaixou para não ser vista,porém seu olhar se fixava ao rosto dos assassinos e em vez de ver homens avistou caveiras de olhar negro.
Chegou em casa espantada,mas não falou com ninguém e como poderia entrou pela janela,e soltou o gato no chão que correu em direção a um rato,olhou pela brecha da porta para ver se tinha alguém e se deitou na cama;fechando os olhos pesados levemente até dormir e sonhou com fogo e grito sem rostos só grito e fogo,acordou ofegante e o gato dormia ao seu lado,ouvia a porta da sala bater e comentários:
– soube o que ouve hoje.
–o que?
–o homem que morreu,era o bruno um ex-viciado que se converteu a igreja com tanto ouvir seus pais.
– e porque morreu?
–não tinha pagado o que devia aos “traficantes” e pagou com a vida.
Samantha ouviu e pensou o que era pagar com a vida e se havia outra vida além da que havia vivido.quando dormiu e sonhou com pássaros em um céu ensolarado em frente ao mar,até que tudo escureceu o céu se tornava preto e flamejante e aparecia uma mulher retorcida de longos cabelos negros de vestido manchado de sangue,sangrando. Acordou e pode ouvir passos fortes próximo a janela e suas réstias,garotos correndo.
–bichano,o que esta acontecendo?
Saiu pela janela e bichano também saindo para outra direção.
– não vá tão longe bichano! Sussurrando.
Ela pode ver do alto que morava,policiais preenchendo boletim e perguntando a população local.ela desce sutilmente e pergunta a um morador:- o que ouve?
– Maria morreu,o seu marido chegou em casa bêbado e bateu nela até a morte.
– que horror.
– já estava predestinada pra isso,criança,se envolveu com quem se envolveu só daria nesse final.
De lá véu,a toalha branca sobre o seu corpo melada de sangue e seu longo cabelo escuro e então falou e um policial que estava lá escuta.
– o céu escureceu e se misturou a fogo e a morte chegou para retirar sua vida.
O policial vira rapidamente e chama a criança.
– não lhe conheço pra segui-lo.
–acha que sou mal?
–não,mas nem todos que usam suas mesmas roupas são bons.
–com assem?
– a caveira de olhos pretos está sobre os seus rostos,devia sair daí.
– nossa,profundo o que você diz,quantos anos tem?
– cinco,mas isso não faz de mim “boba”.
Ele abaixa a cabeça para escrever um boletim e afirma:- não,não faz e sendo criada aqui é esperto da sua parte.
–menina!...menina!,cadê você?
Samantha já havia ido e subia pra procurar seu gato em cada beco,esquina.
– bichano,disse pra não ir tão longe.
–bichano!
Ela ouve um barulho e corre chamando bichano,no meio do lixo que cai,ela encontra-o.
–bichano,seu gato traquina o que faz aqui.
Pega-o no colo e olhando bem,encontra um diário,grande,um pouco sujo e que não foi escrito sua paginas nem rabiscadas,com varias paginas com aspecto antigo provavelmente uma livraria o jogou fora,era marrom com uma arvore desenhada em relevo e possuía um lacre de botão e uma pena,não qualquer pena era industrial com ponta de metal e levou pra casa era quase seu aniversario e nunca havia ganhado um presente seria seu primeiro diário,só que tinha um problema ela não sabia escrever,sabia falar muito bem,ouvindo os outros falar e pronunciar algumas palavras no livro, só não escrever, levando pra casa e de frente ao diário decidiu desenhar e diferente de algumas crianças quase nunca era unicórnios, fada, uma família feliz, ela desenhava o que via e se autorretratava com realmente era como um verdadeiro diário só que em desenhos e pra isso misturava resto de cinzas com lodo e descrevia em detalhes o que via cada vez melhor ,cada vez mas realista.
Cada sonho que sonhava cada coisa com que olhava,suas visões pela brecha da porta de seu quarto de violência com sua mãe e tudo que se passava em cada noite começou a ser um relento,além de desenhar bichano e se retratar olhando pra lua e sangrando com uma faca na mão e uma cruz na outra com os olhos vermelhos e a boca com dentes afiados em meio a fogo;só que na mesma noite da visão seu pai estava furioso e mas agressivo que o habitual e em seu aniversario de seis anos fez algo que a mudaria pra sempre.com as batidas na porta depois de sentir calafrios e a porta quase se arrombando.ela abriu a janela e jogou seu gato quando a porta abriu,fechando novamente a janela.
–não ouviu a porta bater?
–estava dormindo.
–mesmo.
–tenho um sono pesado.
–hoje é seu aniversario e quero lhe dar um presente.
Por um momento seu coração se encheu de esperança até que olhou no rosto de seu pai e véu uma fumaça tão negra de dentes afiados e boca alongada, olhar vermelho e com hálito que seria enxofre.
– porque esta com medo? Fala a besta e meio a outras bestas encostadas a sua porta.
– você não é o meu pai?
– garota esperta, por isso que vou lhe dar um presente para nunca se esquecer.
Arremessou a porta a jogando com uma força sobre humana até a sala onde bateu a cabeça e desmaiou por alguns minutos até acordar.
– hoje, vou lhe transformar em mulher, para se lembrar de hoje, pequena.
Se arrastava no chão enquanto todos sorriam e a besta que habitava no corpo de seu pai retirava o cinto e abaixava sua calça e roupa intima, já se debruçava em lagrimas e tentava correr mas ainda era pega e jogada ao chão sendo rasgada sua roupa; gritava incessantemente pela sua mãe que não a respondia que só a olhava sem dó sem sentimento, algum talvez ,nojo, era o máximo que tinha de sua mãe e assem seus olhos de lagrima e socorro se transformaram em ódio o olhar antes que observava as bestas se tornava tão cruel e sofrida quanto elas e ao mesmo tempo sem se corresponder a nenhum mestre seu olhar se transformava em cor de sangue misturados ao fogo dos cigarros.
Assem o fato foi consumado e a dor de seu corpo não era pior que a dor de sua alma suas lagrimas já se tornará ódio, puro ódio, seu gemido não era de dor e de desgraça e gritava cada vez mas alto; mas todos já haviam ido embora, ninguém a escutava ou fingia não escutar, pedia por socorro e ninguém vinha lhe atender, até que no canto da sala ensanguentada de cabeça baixo pela um caco de vidro que quebrou na tentativa frustrada de se salvar, põe em seu pescoço e vai se cortar e como um milagre ou tragédia seu gato aparece miando em sua frente olhando fixada mente em seus olhos que se misturava ao verde do gato e marrom do seu.se levantou com o caco de vidro da mão que a machucava rasgando sua mão porém não demonstrava dor sendo seguida pelo gato, foi até o banheiro olhou para o espelho enquanto na porta o gato parecia olhá-la sem parar como se estivesse a observando e cortou seu cabelo, na verdade, o picotou com lagrimas nos olhos, seus cabelos que eram da altura de seu ombro ondulado agora parecia de um garoto curto apenas com uma mecha que cobria o olho esquerdo, respirava fundo,
ofegante, desesperado.
Seu gato miava quando ela estava de cabeça abaixada após cortar seu próprio cabelo.
– miau.
– o que quer bichano?
Ele vai até a janela aberta pula e a espera.
– essa janela não estava fechada!
Ele pula da janela e ela vai até ela se debruçando e murmurando aonde vai, volte já aqui. ele caminha e ela a segue até um caçamba de lixo onde ele sobre um corpo desmaiado de um dos homens que viram sua desgraça, Samantha olha porém não fala e nem demonstra alguma reação, somente relembra do que acabava de acontecer, nesse instante um cigarro empurrado pela pata do gato ainda em brasas começa a tomar o corpo e ela novamente sussurra saia bichano que pula para o seu lado, o fogo consome todo o corpo deixando clareado e em sua sombras de Samantha e bichano aparecem duas pessoas a resta de Samantha e a do gato como homem, Samantha não observou seus olhos estava apenas nas chamas, ouvira passos, bichano espantado corre para um prédio abandonado e ela o segue que sobre as escadas e para em uma imensa sala e então se senta virado em sua direção.
– era aqui que morava, “poxa” te tirei de um apartamento enorme para uma casa no meio da “favela” de ratos e baratas.
Senta-se no chão e bichano corre novamente ao ponto escuro da sala que possuía janelas amplas e uma varanda que se podia ver melhor a lua.
– bichano, não vou correr de novo atrás de você.
Ele volta trazendo panos e cobertores da sua boca e ganha um aconchego e beijos.
– gatinho, esperto e ainda tem edredons desse jeito vou dormir aqui.
Se cobrindo e se deitando sobre os lençóis, em seu sonho algo incomum acontece seu sonho era com um homem na janela de seu quarto que observa atentamente e segue o homem bêbado e embriagado que saia da casa dela em uma das esquinas uma fumaça negra sai de seu corpo e ele começa a andar sendo seguido pelo homem até que ele se aproxima e bate neste homem.
– calma, eu te devo alguma coisa rapaz?
–não!
– e porque isso?
– porque quero.
O homem então prende suas mãos no pescoço do embriagado até ele desmaia, joga-o na caçamba do lixo e sobre ele despeja álcool.
estando de terno, gravata e palito não se suja assem era elegante e bonito era branco um pouco pálido seu cabelo arrumado e negro seus olhos verdes pois a mão no bolso e seguiu parando apenas para dizer: acorda!
Samantha acorda e chama bichano que logo vem ao seu encontro.
– adivinha o que sonhei com um belo rapaz que batia no sujeito de ontem, será que foi ele.
– vamos preciso pegar o meu diário e desenhar isso.
Samantha segue até sua casa observa para que ninguém esteja lá e entra pela janela pega uma trouxa de roupa e seu diário, enquanto bichano esperava do lado de fora como ela havia mandado.
Seu pai e sua mãe chega desdenhado como sempre sujo de barba mal feita com a pele mas escura que o habitual e sua mãe de maquiagem borrada com alguns hematomas pelo corpo que eram bem visíveis pela sua pele branca e seu trajes marcantes e insinuantes de prostituta a única coisa que havia herdado era seu cabelo escuro como era antes de pintar de vermelho e assem loiro e fazer um carnaval e sua pele branca e mesmo assem de hematomas. estavam apressados um homem tinha matado seu amigo e estavam amedrontados além de estar devendo ao “dono da boca” me puxavam pelo braço e carregavam suas coisas rapidamente enquanto eu chamava por bichano.
– quem é bichano, menina? Diz minha mãe.
– meu rato de estimação.
– com o nome de bichano pra um rato!
– assem confunde os gatos.
– só você pra vem com uma besteira tão grande.
Nós mudamos adivinha só para um outro lugar pior ,esse minhas insônias tinha um motivo pior pra existir próximo de lá havia um prostibulo ou cabaré, onde minha mãe começava a trabalhar primeiro trabalho a não ser assalto, ela me levava algumas vezes o único modo de sair daquela nova casa dos horrores em que não havia tranca na minha porta a que havia estava na janela e aonde era violentada quase todas as noites pela besta que seria meu pai e renegada pela aquela que seria minha mãe ,me escondia nos armários estava abismada que ninguém tinha a ideia brilhante de prostituir-me e lá desenhava tudo que via e o ódio que sentia retratando cada momento tenebroso da minha vida. A imagem de tudo que se passava não saia de minha mente e a saudade de bichano também, não podia fugir daquele inferno de mulheres, porém comia sempre o que podia pegando disfarçadamente e levando um pouco para casa ,era bem melhor que a comida do lixo ou o pão velho e dormido. aqui era um antro de seres diferentes que o que costumava avista mas a mesma coisa sexo e droga, era tudo que convivia. uma noite meu temor aconteceu e uma amiga da senhora minha mãe me sugeriu como uma de suas integrantes pra ela era mas dinheiro, foram me procurar e seguir para o duto de ventilação onde fui pedir ajuda ao velho cozinheiro que me dava comida e sabia que era uma alma boa.
– senhor Carmo.
– espere, sei que esta com fome mas logo lhe dou as sobras.
– bem ,não é isso que venho pedir preciso de um emprego.
– você tem o que cinco anos.
– na verdade vou completar sete daqui a dois meses e preciso que me empregue se não serei obrigada a fazer algo que não quero e que me dói pra ganhar dinheiro...posso lavar os pratos e varrer o chão mas preciso ficar somente na cozinha...por favor, eu lhe imploro do fundo da minha alma.
– bem esta bem, comece já com os pratos.
– e quando sua mãe vier aqui, eu digo a ela que já trabalha que ganha o suficiente e honestamente.
– sei que com uma mãe dessa deve sofrer uns maus bocados então lhe ajudarei.
– obrigado, chefe!
Dito e feito não precisei passar por isso e ainda tinha diversão todas as noites e companhia, aprende a cozinhar algumas coisas e sempre ajudava quando podia, ganhei uma graninha que dava a minha mãe que sempre reclamava porque era pouco e um pouco pra mim que guardei no fundo falso do diário que desenhava todos os dias com paginas que começaram a ser um pouco mas alegre.
Até que um dia a noite jogando o lixo para fora encontrei bichano.
– bichano, saudades suas!
Abraçando-o pondo em seus braços.
– estou trabalhando aqui agora e os ajudantes estão me ensinando a escrever e ler e até adicionei algumas palavras ao diário e comprei outro novo com tranca e cadeado mas ainda ponho desenhos.
– Sam!
–estão me chamando me espere aqui e vou trazê-lo pra minha nova casa.
Bichano esperou e ela o levou depois do expediente, escondido em um casaco longo que escondia-o passou sem falar com ninguém mas também ninguém notava sua presença era apenas viciados com seu pai e sua mãe gastando o dinheiro dela com drogas.
– agora tem que ficar escondido não tem mas tranca na porta e nada de sair do quarto vou deixar toda comida debaixo da cama que é aonde vai ficar aparte de hoje todo dia a noite levo você comigo que é pra se distrair, agora algumas noites meu pai vai entrar no quarto e trancá-lo então não se assuste e não mie nem corra apenas fique debaixo da cama.
Bichano parecia ouvir atentamente como um humano e seguiu tudo a risca.
As noites passavam e assem o dia tudo na mesma e com todo o sofrimento Samantha ainda podia sorrir quando estava na cozinha.
De repente as coisas começaram a piorar o velho cozinheiro estará doente e não podia mas protegê-la
Esta com câncer foi percebido depois de uma tonteira e um desmaio e todos se tornaram mas competitivos e inimigos. Samantha começava a se tornar mas triste e solitária e a sofrer ainda mas na mão de seu pai e de sua mãe e a três semanas de seu aniversario que pela primeira vez seria comemorado não seria mas estava furiosa jogando pedras na parede enquanto bichano observava.
Naquela noite seu pai havia visto sua mãe de chamego com um homem bonito e elegante após o trabalho. havia roubado um carro e chamado Samantha para entrar.
– Samantha entre.
– de quem é esse carro?
– não interessa.
– esta com um olhar estranho além do comum?
– cadê sua mãe?
– esta lá dentro, o que ouve?
– sua mãe anda me traindo.
– e ela sempre não lhe traiu ,ela trabalha aqui fazendo o que.
– permaneça nesse carro e não saia, volto com sua mãe e quieta.
Olhava pelo espelho do carro, entrando no cabaré e saindo horas depois, trazendo a esposa pela mão com um olho roxo e com a boca sangrando tinha perdido um dente na briga que se envolveram lá dentro os dois estavam feridos e ela ainda mais; discutiram o caminho inteiro onde ela sempre levava um tapa ,estava no banco de trás imóvel sem expressão alguma, assem como ela havia feito antes.
Entramos em casa depois de ter deixado o carro a alguns metros, ela venha sendo espancada e arrastada até em casa quando entramos.
– vá para o seu quarto Sam e não saia de lá até eu mandar, leve esse joguinho com você e se distraia.
Samantha Fez o que ele mandou e ouviu todas as brigas, chutes e ponta pés e via muitas vezes pela brecha da porta o que acontecia sangue espalhado no chão e alguns dentes espalhados, véu que ela vê-a algumas vezes e até pedia socorro e fechava novamente não chorou o seu único olhar poderia ser o de total desprezo e indiferença ao que ela senti-a era como se fosse uma vingança sem sujar as mãos.
Ele a arrastou até a cozinha parecia terminar o serviço quando ela apareceu e seu sangue se impregnou a sua roupa com isso fugiu e de modo irônico o assassino de sua mãe seu próprio pai foi dormir. correu e correu era o que Samantha sabia fazer até que encontrou alguns policiais na delegacia e pediu socorro.
– por favor, ajuda me pai acaba de matar minha mãe. As viaturas foram até onde a menina explicou e pegou o acusado melado de sangue e dormindo no sofá de casa, a pequena Samantha estava de frente ao delegado contando por tudo que havia passado e muito mais coisas até que extrapolava o limite do normal o delegado entendeu que era uma menina inteligente que havia sofrido muito na vida e por isso tinha criado fantasias tenebrosas além de ser afeitada por todos os resíduos de drogas em sua vida foi encaminhada para fazer um corpo delito e servir de testemunha para o caso, tão jovem já era a queridinha da mídia como uma pobre menina de sete anos que somente sofreu em sua vida, sendo estuprada, maltratada e renegada em seu aniversario ganhou inúmeros presentes de pessoas que se sensibilizaram com sua historia sendo até fonte de biografia de livro e Best-seller, seu pai foi para cadeia jurando que não matou sua mulher e que a deixou viva e que a garota não é uma santa como afirmam o jornal que ela que havia matado; e lógico que isso foi tachado como piada e a garota como heroína sofrida e vivida com milhares de seguidores e fás em todo mundo de pessoas que todo o ano lhe mandavam presentes no orfanato até aparecer uma nova historia queridinha da mídia e se esquecida mas memorável, o cabaré foi fechado por trabalho infantil mesmo ela atestando que necessitava disso e eles que a ajudaram e os trabalhadores sofreram inquéritos, seu pai foi condenado por estupro de vulnerável e assassinado qualificado além de agressão, porém como a justiça é falha pode se soltar por bom comportamento e nem prestou sua sentença toda só passando alguns anos no presídio.
Porém Samantha continuava com sonhos e sendo perseguidas por esses seres que a assombravam, recebeu tratamento psicológico e remédios e com o tempo aprendeu a mentir que não via mas as bestas, seu nome era comentado na vala tutelar por acontecimentos estranhos com algumas crianças que tinham problemas com ela e se machucavam seriamente sem respostas, não tinha amigos e os poucos que tinham eram assustados e obedientes a ela, dormia muito pouco e desenhava e escrevia com frequência além de sempre estar na enfermaria por mal estar se alimentava muito pouco e era uma criança raquítica e doente sofrendo de transtornos alimentares e problemas de fundo psicológico com isso não foi adotada ninguém queria uma criança tão problemática, recebia a visita de bichano sempre que escondia alguma comida pra ele.
Porem o que abismava ainda mas era os vários pesadelos que sempre tinha e que nunca contava com a morte de sua mãe em que saia do quarto e via seu pai deitado dormindo e olhava bichano no corredor com a porta escancarada seguia até a cozinha onde sua mãe ainda respira e dizia filha ajuda.
– claro, mãe ,vou lhe ajudar a jamais ver o por do sol de novo.
E esfaqueava cortava lentamente, desmembrava os membros e arrancava a sua cabeça a parede esta coberta de sangue e o gato avistava tudo coma maior tranquilidade, ela pega a faca limpa retirando suas impressões digitais e coloca na mão de seu pai, joga o pano sobre o rosto de sua mãe mas antes fecha os seus olhos dizendo boa noite e caminha até a porta seguida por bichano.
Sua mente parecia estar lhe mostrando algo em que ela relutava a acreditar ou até mesmo para entender se realmente havia feito o que seu pesadelo lhe mostrava, em desabafo ao psicólogo em uma conversa gravada desabafa com a influencia de fortes medicamentos ,seu rosto se encobria ao negro da sala somente assem aparecendo sua boca, seu relato apavorante trouxe calafrios ao psicólogo Hugo Resendez ,seu veredicto foi simples que seu anseio psicológico com a rejeição de sua mãe com a incapacidade de protegê-la trouxe-a incomodo com a situação que a presenciou como culpa de indiretamente não ter feito nada para salva-la e assem matando-a como via e ao mesmo tempo expressão do rancor e ressentimento expressa em matá-la como se todo o ódio fosse colocado nisso, então deve entender que não podia fazer nada naquela situação que era tão vitima quanto ela, quanto a dor e a raiva deve tentar passar uma borracha sobre isso esquecendo todo o passado e somente pensar que seus pais eram doentes, mas que vai superar e pensar que daqui por diante é uma nova pessoa dês do ocorrido e que não vai se sentir culpada e sim aliviada por ser uma nova pessoa com uma nova vida. Samantha o escutou atentamente sem expressar nada até que confirmou tudo que assem ele pensava e que daí por diante seria uma nova pessoa sem culpa e aliviada.
Nesse mesmo instante do consultório do orfanato Maria de Calcutá ,com iluminação pouca e de quarto pequeno mas confortável de cadeiras acolchoadas e divã com estantes de livro um tanto empoeirada com quadros que estampavam seu ego de imagens da família e amigos e diplomas de conceituados cursos foi invadida por uma breve ventania tão fria quanto o ar que o pesava sobre as suas costas e mas tremulas que suas mãos a situação já que das três janelas do consultoria que se encontravam afastadas uma das outras de cortinas brancas uma em especial que se encontrava sobre suas costas da mesa do consultório foi a primeira a assoprar a ventania e com ela o prontuário antigo da paciente que se tratava dizendo:
– nossa que tempo louco,até me assustou e levou seu prontuário.
– não se preocupe doutor disse que sou uma nova pessoa, pois não preciso de histórico antigo.
Se levantou com um olhar sombrio de uma sala escura seguiu para porta e até mesmo o dia pareceu clarear mas com a tarde que chegava, o vídeo da filmadora parecia um pouco desfocado e com problemas de áudio quando o doutor pois a vela em seu momento de resposta sua voz lhe parecia mas grossa e seus olhos anda mas escuros e assem falhando deves seu filme.
Tudo parecia ainda um total mistério em sua vida.
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