Notas iniciais
Queria me desculpar pela demora para publica capítulos novos, mas é que devido ao colégio e todos os cursos está difícil ter um tempo para postar bastante, porém assim que puder vou postando mais e mais.

Estava dormindo quando um barulho me fez acordar apavorada, olhei desesperada ao meu redor até me lembrar de onde estava, era lá, Carolina do Norte, finalmente meu pesadelo ou vida nova havia acabado de começar, me arrumei, desembaracei meus cabelos com minha mão esquerda, peguei meu diário e minha bolsinha com as coisas, respirei fundo e entrei na fila pra sair de lá. A viagem havia sido tranquila, sem turbulências, pousos de emergência, sem ninguém passar mal, realmente tudo tranquilo. Quando finalmente consegui descer do avião algo me fez querer voltar pra ele, meu estomago embrulhou na hora que finalmente cai na realidade, seria impossível viver ali, não conhecia ninguém, não tinha amigos, não tinha família, não tinha minha Collin, era apenas eu; segurei as lágrimas que estavam ameaçando a cair e desci rapidamente do avião, peguei minhas malas e me dirigi rapidamente á saída do aeroporto guiada por inúmeras placas, e sem perceber esparrei em um poste caindo e derrubando tudo no chão, todos prenderam sua atenção em mim, me fazendo ficar corada. Comecei a juntar rapidamente minhas coisas quando um par de braços me interrompeu, olhei para cima e logo me deparei por um sorriso simpático e um olhar atencioso:

– Você está bem moça? Sem machucou?

– Estou bem sim, foi só uma pequena distração. – Disse voltando a pegar minhas coisas.

– Ei deixa que eu pegue pra você. – Ele disse já pegando tudo e me entregando.

– Muito obrigado pela ajuda.

– Não precisa agradecer... – sorrio – Aliás, me chamo Jeremy, muito prazer em conhecê-la.

– Me desculpe que indelicadeza minha, nem pensei em me apresentar, me chamo Mary Anne, é um prazer conhece-lo, e mais uma vez muito obrigado.

– O prazer é meu, Mary – disse ele me acompanhando a saída – então, veio passar as férias por aqui? Desculpe a pergunta, é que a cidade não é muito grande, e nunca á vi por aqui.

– Não tem que se desculpar por nada. Eu sou nova por aqui estou me mudando hoje, vim para estudar psicologia.

– Psicologia? Muito interessante. Veio morar com algum parente?

– Ah não, estou completamente sozinha aqui, a única pessoa que conheço um pouco é a dona da republica onde irei ficar.

– Deve ser horrível vir pra uma cidade nova e não conhecer ninguém, mas você vai se adaptar por aqui, todos são muito receptíveis.

– Bom se forem legais como você, acho que tenho alguma chance – rs.

– Pode confiar em mim, não tem como uma garota tão linda e simpática não consegui se dar bem aqui.

Minhas bochechas ficaram coradas imediatamente – Bom foi um prazer conhece-lo Jeremy, mas tenho que ir obrigado por tudo.

– Não tem que agradecer nada, já disse – ele sorriu – espero que nos esbarremos por ai algum dia.

– Também espero – sorri timidamente e segui para a saída.

Já na saída sinalizei diversas vezes até que consegui um taxi, entrei nele e procurei pelo papel com o endereço em minha bolsa enquanto o motorista guardava minhas malas no porta-malas.

Logo que terminou de guarda-las, entrou no carro e me perguntou:

– Qual o destino moça?

– Rua: Merclevy Nuan. Nº 345, por favor!

– Republica, estou certo?

– Sim senhor!

Fiquei em silêncio enquanto o moço conduzia o taxi, me perdi em meus pensamentos que eram cada vez mais intensos, me segurei ao máximo para não deixar que as lágrimas caíssem. Alguns minutos depois chegamos á republica, era modesta, toda branca com decorações em azul, com um jardim convidativo na frente, as pessoas que passavam por ali sorriam como se não houvesse problemas no mundo, eram empolgadas, e uma garotinha em especial chamou minha atenção, era animada e pulava enquanto acompanhava sua mãe pela rua, vestia um vestido azul com bolinhas brancas e tiaras, tinha um rostinho angelical que me fez lembrar minha pequena Collin; voltando á casa, ela me fazia sentir um pouco o ar de minha casa, e isso me reconfortou um pouco; respirei fundo e então tomei a coragem que faltava para sair dali. Já com as malas em meus braços, paguei o taxi e entrei. O ar como do lado de fora, me passara tranquilidade, as pessoas me olhavam sorridentes, o que me fazia sentir menos medo; deixei minhas malas no canto e me dirigi a uma mesa um pouco antiga, de uma madeira viva e coberta de papeis e um computador antigo, por trás estava uma mulher com aparência de uns 50 anos, ela sorriu ao me ver:

– Boa tarde querida, posso ajuda-la?

– É... Boa tarde sou a Mary Anne...

– Ah, estávamos esperando-a, seja bem-vinda querida, e espero que tenha feito uma boa viagem!

– Ah viagem foi ótima e tranquila, obrigado!

– Então querida, seus pais já deixaram tudo certinho comigo, acho que só falta mostrar-lhe seu quarto.

– Tudo bem – disse dirigindo as minhas malas.

~Math, Math~ a mulher gritava até que um jovem rapaz, moreno dos olhos claros, de aparência jovem e sorriso encantador apareceu.

– Me chamou?

– Leve as malas da senhorita Anne para o quarto 41. – Disse apontando para mim.

– Pode deixar.

Math pegou as malas de minhas mãos e sumiu por uma longa escada.

– Não precisava, eu mesmo levava minhas... – quando fui cortada no meio da frase.

– Tudo bem querida, o Math trabalha aqui, é sua obrigação, e tenho certeza que ele gostou muito de ajuda-la. – Sorriu – Bom me siga querida.

Á segui por um longo corredor, seguidos de duas escadas de madeiras, paredes brancas ainda com detalhes em azul, até chegarmos a uma porta que indicava o numero 41 em sua parte superior.

– Bom querida, este é seu quarto, se precisar de alguma coisa sabe onde me achar, espero que goste dele! – Disse abrindo a porta.

– Obrigado, se precisar chamarei sim!

Quando entrei em meu quarto as malas já se encontravam sobre a cama, parei um pouco a porta enquanto observava todo o quarto, ele era branco em detalhes azul como todo o resto da casa, tinha uma cama de casal com colchas azuis, ao lado um criado mudo de madeira, um guarda-roupa um pouco antigo e uma escrivaninha, em um canto havia uma porta da qual me dirigi rapidamente, quando á abri me deparei com um banheiro somente meu, era simples, mas bastante acolhedor; e então voltei ao meu quarto, sentei á cama, respirei por segundos e então comecei a arrumar tudo em seu lugar, horas depois terminei. Estava exausta, e então tomei um banho para relaxar, sequei meus cabelos e sentei em minha cama pegando meu diário para escrevê-lo, o abri e fiquei por minutos analisando a folha em branco, até decidir não escrever naquele dia, estava cansada e a única coisa que queria era uma boa e longa noite de sono, então arrumei minha cama, deitei-me e em segundos peguei em um sono longo e profundo.

Notas finais
Bom este foi o primeiro dia de Mary Anne na nova cidade, porém um pouco corrido e cansativa, como será que nossa querida Mary se adaptara a nova cidade, será difícil e será que ela conseguira fazer novas amizades logo? Pra saber é só continuar lendo, não perca os próximos capítulos! Quem gostou deixa um comentário ai haha