Notas iniciais
Gente, peço desculpas por meu sumiço, mas é que tá tudo tão corrido que nem to tendo tempo para entrar aqui )': mas jamais me esqueci de vocês, e por isso, ai vai um capítulo quentinho, boa leitura!

Os dias que se seguiram foram praticamente às mesmas coisas, faculdade, estudar, Jeremy e Math disputando minha atenção, pessoas novas, provas de começo do ano, uma correria sem fim e o cansaço que nem me dera animo para escrever em meu diário. Quando finalmente tive um tempinho resolvi ligar para casa, a saudade apertava meu peite de tanta falta que sentia de todos.

– Alo, quem fala? – Como era bom ouvir a voz doce e suave de minha mãe.

– Mãe? Mamãe?... – As lágrimas impediam que minha voz saísse.

– Mary? Filha? Como você está meu amor? Por que não mandou noticias suas? Estávamos preocupados.

– Ah mamãezinha, eu estou ótima, não tem que se preocuparem com nada, estou apenas morrendo de saudades de vocês, parece que faz uma eternidade que não os vejo.

– Querida também sentimos muito a sua falta, principalmente da Collin. Como está minha pequenina?

Um longo e sufocando silêncio se estendeu por minutos, até que o interrompi. – Mãe? A senhora tá ai?

– Estou aqui sim filha.

– Mãe o que houve? – Meu tom de voz aparentava a preocupação e o medo que tinha por dentro, por que ela teria se calado quando falei sobre Collin, será que havia acontecido algo?

– Não é nada querida, mas me conte como está sendo ai? Já fez amigos?

– Mãe eu não sou mais criança, o que houve?

– Não foi nada tão serio, apenas a sua irmãzinha está internada sobre cuidados, mas é para o bem dela.

– Como assim não é nada serio? – Estava quase gritando ao celular – O que houve com a Collin? E por que não me avisaram?

– Mary calma, vou te explicar tudo, mas se acalme primeiro. – Ela fez uma pequena pausa, mas continuou logo em seguida ao perceber que não a contrariaria. – Há alguns dias atrás sua irmã começou a se aranhar sem parar, tinha muito sangue, eu e seu pai tentamos a fazer parar, mas ela gritava e nos afastava dela, eu ouvia a agonia em sua voz, mas não conseguia ajudar, ela não me permitia – dava pra ouvir os soluços do choro que estava preso em sua garganta, mas não a interrompi — até que ela saiu correndo de casa e se tacou no lago aqui em frente, seu pai pulou para tira-la enquanto eu chamei a emergência, mas não conseguíamos tira-la de lá, ela gritava por socorro... – enquanto minha mãe contava o que havia acontecido algo fez eu me desligar do que ela dizia, uma lembrança recente me fez paralisar. O pesadelo que havia tido alguns dias atrás, sim, era praticamente idêntico, a água, os aranhões, o sangue, tudo, tudo era praticamente a mesma coisa, era como se o que tivesse acontecendo com minha irmãzinha fosse retratado no meu sonho e até no meu corpo. O medo tomou conta de mim, o que era aquilo, o que tava acontecendo?

Depois que desliguei o telefone, e fui correndo procurar algo na internet que explicasse ou desse alguma teoria, mas nada, nada que esclarecesse isso. Sentei no chão encostada na cama atordoada revivendo as lembranças daquele pesadelo, meus olhos se encheram de lágrimas e pavor, não conseguia acreditar no que tinha ouvido, na estranha ligação dos fatos, e muito menos acreditar que minha pequenina estava passando por momentos difíceis e eu não estava lá para ajuda-la.

Quando dei conta que já estava tarde, me arrumei e fui para cama ver se conseguia descansar e esquecer um pouco aquilo. Consegui pegar no sono de imediato, porém este não durou mais do que uma ou duas horas, quando estava quase despertando algo me impediu de abrir os olhos. As lembranças vinham no meu consciente, mas desta vez não era apenas o pesadelo, a imagem formada nitidamente por mim, mostravam também Collin fazendo tudo aquilo, era como se o pesadelo se assimilasse ao acontecido e virassem uma única coisa. Queria acordar, mas não conseguia, meus gritos ficaram presos em um constante ataque de choro, quando finalmente voltei a si o terror já havia me dominado mais uma vez, o choro e os gritos se confundiram formando apenas uma única coisa, estava atordoada, louca mais precisamente, tudo girava em volta de mim, e uns gritos agonizantes ecoavam por minha cabeça, e em questões de segundo tudo se foi, me deixando inconsolável e imóvel no canto do quarto.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado desse retorno com um pouco de mistério. Se ficou curioso para saber o que acontecerá com Mary, e o por que tudo isso tá acontecendo, não perca os próximos capítulos. Quem gostou comente, e sempre que der postarei novos e mais novos capítulos para vocês, besitos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.