Notas iniciais
Chorei aqui escrevendo este capítulo, tudo bem, sou um pouco sensível demais, só que a forma como a personagem expressa seu amor pela sua irmã é incrível e apaixonante. Amores, quando ela para de escrever no diário dou um espaço que ai começo a representar a vida dela, é como se ao mesmo tempo que a Mellanie ta lendo o diário da Mary, tudo estivesse acontecendo no exato momento.

Querido diário,

Não nos conhecemos não é? Bom é que o meu antigo está sem folhas, então fui tecnicamente obrigada a comprar outro, sem ofensas, me apaixonei por você quando o vi, é tão lindo quanto o meu antigo, mas enfim, me chamo Mary Anne, tenho 17 anos, acabei de me formar no colegial como a melhor da classe; sabe por ser um pouco sozinha, sempre me dedicava aos estudos, livros e tudo mais, e a única pessoa que tenho pra desabafar é você, bom não é bem uma pessoa, mas é como se fosse. Moro em New Jersey com meus pais, mas estou prestes a me mudar daqui, passei em uma faculdade que fica na Carolina do Norte, e vou me mudar pra lá em dois dias, no começo adorei a ideia, cidade nova, pessoas novas, iria construir minha vida sozinha, ser independente; mas ultimamente estou morrendo de medo, afinal, quem eu sou sem meus pais por perto? Nada, eu me sentia um nada sozinha, e é fútil isso, mas agora me apavora a ideia de ficar sozinha em um lugar completamente desconhecido. Tudo bem vou me acalmar, alias ainda nem chegou o dia de ir, por que sofrer antecipadamente? .. Sabe o que me corta o coração nessa história toda? Deixar minha pequena Collin sozinha, ela é a única pessoa que está comigo em tudo que preciso, é a única em quem posso confiar, é a irmãzinha mais doce e amável que alguém poderia ter, e somos tão apegadas, a minha pequena criancinha, eu tinha o dever e a missão de protegê-la, como eu posso deixa-la sozinha? Como? Ainda meu Deus, estou desabando em lágrimas aqui, e não faço ideia do que dizer ao ir embora, não posso dizer adeus, não á ela. Bom já está muito tarde e não consigo mais parar de chorar, é melhor eu ir dormir, amanhã o dia vai ser longo e difícil, tenho que me preparar.

Deitei-me pra dormir, mas eu não estava cansada, as lágrimas da hora em que escrevia ao diário ainda caiam, meu desespero era evidente agora e me odiava por isso, eu tinha que ser forte, forte pra me despedir de todos e da minha pequena Collin, forte pra deixar um pedaço da minha vida pra trás, forte pra seguir em frente. É claro que eu veria meus pais em todos os feriados e em minhas férias, mas não era a mesma coisa, não mesmo, principalmente não estar aqui quando Collin tivesse algum pesadelo, ou pra enxugar suas lagrimas; eu sei, era dependente da minha irmãzinha, mas como nossos pais passam o dia todo trabalhando, eu era como uma mãe pra ela, e tudo que ela precisava era eu quem estava sempre ali pra ajuda-la, sempre confiamos uma na outra, e o pior, jurei que jamais íamos nos separar, e agora vou quebrar essa promessa. Estava com tantos pensamentos em minha cabeça que nem reparei na pequena garotinha á porta com seu pijama de pezinho rosa e branco, e seu cobertor sendo arrastado pelo chão, seus cabelos loiros todo bagunçados tão perfeitamente, seus olhinhos tão inocentes, era a minha pequena Collin que estava ali esperando que eu a chamasse para entrar. Limpei minhas lágrimas e então sorri e lhe disse:

– Ei meu amor, venha logo aqui deitar comigo. – lhe disse apontando o lugarzinho dela.

Não demorou muito até que ela se deitasse nele; ela era tão tímida, e quieta, esse era um dos meus maiores medos por deixa-la aqui.

– Você estava chorando? – ela disse fazendo carinho em meu rosto.

– Não meu amor, não estava chorando, eram só algumas lagrimas de sono que escaparam do meu rosto. Mas me diga, teve algum sonho ruim? – Como eu odiava ter que esconder as coisas dela, era meu fim isso.

– Não, estava sonhando com uma princesa linda, mais acordei do nada e quis vir dormir com você, porque aqui é meu lugar mais preferido do mundo inteiro!

– Awn meu amor, eu amo quando dorme aqui com sua maninha, razão da minha vida. – lhe disse quase caindo os prantos, mas eu tinha que ser forte e aguentar, não por mim, mas por Collin, ela era apenas uma criança, não deveria se preocupar com essas coisas.

Então comecei a fazer carinho e cantar, ela adorava quando eu fazia isso, e adorava também que eu cantava "You are my Sunshine".

" You are my sunshine. My only sunshine."

Então ficamos ali, até cairmos no sono, ali no nosso refugio, uma ao lado da outra, no único lugar em que erramos nós duas, sem termos que nos preocupar com o dia seguinte e nem com as pessoas; dormimos tranquilamente como se não tivesse mais dor, e como se não fossemos mais nos separar, nunca!

Notas finais
Bom espero que estejam gostando da história, afinal to escrevendo ela com todo amor.