O Diário De Chloe McCurdy

2 Tenho uma alucinação e fico ao vivo na TV


Notas iniciais
Heeeeeyyyy!!!! Mais um!!! Comentem!
A professora chegou colocando um pouco de ordem nas coisas. Após o engraçadinho ter gritado pra turma toda que eu e Thalia íamos comer pizza e jogar boliche, a turma fez uma farra, e todos disseram que iriam. Poxa, vão perseguir a filha da Madonna!

— A gente não convidou eles...

Thalia disse:

— Eu sei... Como eu queria ser filha de uma pessoa normal...

Eu assenti com a cabeça.

A professora de física entrou. Sinceramente, não prestei atençao na aula, fiquei lembrando de quando eu tinha cinco anos, minha mae estava na faculdade... Ainda não era famosa... Eu brincava na praia da Califórnia, que era praticamente o quintal da minha casa. Os meus avós maternos ainda eram vivos. Bons tempos, muita saudade!

A aula passou voando, na minha cabeça, cheia de pensamentos felizes. Os três tempos antes do intervalo eram de física, então foram basicamente 150 minutos sem fazer absolutamente nada!

No intervalo, fui ao meu armário e peguei meu celular. Minha mãe me dava muitos presentes caríssimos, mas nenhum era um celular. Ela dizia que eu não podia ter um porque era ingênua... Enfim, eu enchi tanto o saco dela que ela acabou me dando, claro, o mais caro de todos.

Fui para o refeitório, me sentei junto com Thalia e almoçamos. Hambúrguer, batatas fritas e Diet Coke. Pelo menos o almoço era decente!

Depois do almoço, aula de música. Nunca soube cantar muito menos tocar algum instrumento. Sentei perto da janela e fiquei observando o horizonte, o sol no alto so céu, e alguns anúncios da Times Square.

Só sai do tranze com Thalia estalando os dedos na minha cara e dizendo que o sinal havia tocado.

— Você vai lá pra casa pra depois irmos pro boliche ou vai pra sua?

— Fica tranquila, Thals, vou dar uma saidinha.

— Vê se não arruma encrenca hein! Tchau!

— Tchau!

Fui andando até a Times Square. Peguei o primeiro taxi que vi pela frente.

— Praia mais próxima por favor.

— São cinquenta dólares. Você tem tudo isso, mocinha? — disse o taxista.

— Tenho. — eu disse e lhe entreguei o dinheiro. Ele observou o dinheiro assustado e logo depois me encarou.

— Espere... Você não é a filha da Victoria McCurdy? Aquela que já apareceu na TV uma vez?

— Sou sim.

Quando afirmei que sou filha da minha mãe, o olhar do taxista mudou. Andou com o carro e virou na rua que seguindo reto dava direto na praia.

— Obrigada. — eu disse saindo do carro.

A praia estava vazia, mas os quiosques estavam abertos. Entrei no banheiro de um e me troquei: coloquei meu biquini e o short jeans e a blusa que havia levado escondido.

Cheguei na areia, joguei minha bolsa no chão. Eu sei o que você deve estar pensando: nossa! Você joga uma Carmen Steffens na areia? Sim, eu jogo, e quer saber? Dane-se.

Sai correndo em direção ao mar e mergulhei. A água estava super agradável. Nadei até uma distância considerativa da areia. Eu não dava pé, mas me sentia tranquila.

A praia, a água, me deixam livre de pensamentos ruins e de meus problemas. É como se eu estivesse em outro mundo.

Deixei o mar me controlar e me levar até a areia. Cheguei aonde estava minha bolsa, e me deitei na areia, sem canga mesmo. Minha novas forças foram saindo do meu corpo, até fazer com que eu me sentisse vulnerável novamente.

Não resisti. Tinha que dar mais um mergulho. Quando estava me levantando, meu telefone tocou. Era minha mãe.

— Ops! — murmurei enquanto apertava "sem querer" o botão de ignorar chamada.

Fui novamente correndo em direção ao mar e me joguei assim que a onda quebrou. Que sensação maravilhosa!

Fiquei mais uns vinte minutos na água, até lembrar que esqueci de passar protetor.

Corri em direção a minha bolsa. Quando olhei para o lado, Leo, o garoto de cabelos castanhos meios cacheados que sempre mexia em pequenas peças de metal na minha sala, estava lutando com uma mulher que as pernas eram como se fossem caldas de cobras, as duas nos lugares onde deveriam estar as pernas normais. Leo estava com cara de confuso, e parecia não entender o que estava acontecendo.

Não é possível, estou ficando maluca! Monstros não existem e Leo odeia praia!, eu pensei.

Juntei minhas coisas e fui correndo até o quiosque. Coloquei minha bolsa em cima da mesa e vesti o short e a blusa. Fui correndo ao ponto de taxi e abri a porta sem olhar.

— Edifício Luxury, por favor! Depressa!

Ele acelerou com o carro. Pegou um atalho que em cinco minutos eu estava em frente ao meu prédio.

Agora eu já estava mais calma, pois estava bem longe daquela alucinação. Será que estou ficando maluca? Espero que não.

Abri a porta e dei de cara com a minha mãe mais uns vinte repórteres.

— Até que enfim! — minha mãe disse levantando, seguida pelos repórteres — Aonde você estava?

— Sai da escola e fui pra praia.

Os repórteres agora tiravam fotos minhas. Meu cabelo estava solto, e a marca do biquini aparecia sobre a blusa. Já sabia qual seria a machete dos jornais no dia seguinte: "Filha de Victoria McCurdy sai sem avisar e deixa mãe preocupada"

— Eles vieram aqui pra falar comigo? — perguntei pra minha mãe.

— Na verdade, vieram fazer uma matéria sobre a minha rotina. Perguntaram por você e disse que não estava em casa. Te liguei mais você não atendeu.

Abaixei a cabeça. Eu devia ter atendido minha mãe.

— Srta. Chloe, sua amiga Thalia Grace está no telefone.

Atendi o telefone na frente dos repórteres mesmo.

— Você está ao vivo no Discovery Home and Health! — Thalia disse do outro lado da linha.

— O que?! — perguntei, e me voltei para os repórteres — Vocês estão ao vivo?

Eles assetiram.

Me despedi de Thalia, e fui para o meu quarto. Tomei um banho e me arrumei para o boliche.

Coloquei uma calça jeans, uma blusa preta e um all star roxo. Peguei uma bolsa qualquer e fui pra sala, passando direto pelos repórteres.

— Vou para o boliche com o pessoal da escola.

Ela assentiu e eu fui.

Não me importava com o vexame que passei ao vivo, e sim com a questão de alucinações e falta fe privacidade e liberdade para sair sem o país ficar sabendo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.