Notas iniciais
Ao som de Buried Alive - Avenged Sevenfold, a trilha sonora perfeita, ou quase. Boa Leitura! *-*
Subimos para os nossos quartos. Já eram onze horas e todos já se preparavam para dormir.

Todos menos eu.

Subi até o meu quarto parando em frente a porta. Pude ver James subindo as escadas e vindo em minha direção, a direção contrária a do quarto de Jesse.

— Então, como você quer fazer isso? — perguntou ele nervoso.

— Você vai ficar aqui comigo — respondi — Vamos descer pela janela.

Ele assentia. Jesse subiu as escadas e olhou com reprovação para James, que ignorou.

— Seu tio não vai deixar — ele disse.

Encarei Jesse tentando fazê-lo parar.

— Não me olhe assim, Cathy — ele ralhou — Estou de olho em você, Beaumont.

Ele encarou James com os olhos estreitos, imitando Joey.

— Ok, ok, vai dormir — dispensei-o.

Sentei no chão em frente a minha porta e mandei James sentar também. Não queria que meus pais pensassem que James iria entrar no meu quarto — o plano era esse, mas eles não precisavam saber.

— Por quê estamos sentados no chão? — ele perguntou.

Eu ri.

— Shh — eu fiz.

Vovó e tia Sue subiram, em seguida minha mãe.

— Cadê o papai? — perguntei.

Ela respirou fundo, estava cansada.

— Seu pai vai passar a noite no porão trabalhando — ela respondeu — Arranjou um sócio pela internet e vai passar a noite por lá. Acho até que vai dormir no porão.

Olhei na direção da escada esperando Ben, mas lembrei que ele iria dormir no sofá.

Eu estava em uma sinuca.

Ficamos conversando sobre coisas bobas até tudo ficar silencioso. A única luz acesa era a do corredor, que logo tratamos de apagar.

Entramos no meu quarto e eu tranquei a porta. Fomos até a janela e depois de alguns minutos de esforço, abrimos. A parte de cima do telhado era plana, de modo que conseguíamos andar normalmente, mas a descida foi bem mais complicada.

Quando finalmente chegamos ao chão, nos esgueiramos até a entrada da floresta. Passamos pelas árvores tentando não fazer barulho. Nos escondemos atrás de um carvalho e esperamos.

Eu ficava cada vez mais nervosa. Sentia que iríamos descobrir quem ele era, que finalmente daríamos um fim a tudo isso.

James parecia atento e ansioso. Olhava para todos os cantos.

Depois de um tempo o silêncio era absoluto. Era tudo tão sombrio que comecei a temer que encontrássemos algum fantasma, o que era completamente irracional para mim.

Eu estava fazendo uma loucura, mas era minha última chance de tentar. Tudo isso estava me deixando insana, eu desconfiava de tudo e de todos, não aguentava mais tudo isso, essas mortes, a polícia desconfiando de mim, todo esse sofrimento. Precisava dar um fim nisso.

Então olhei para James que estava sentado ao meu lado no chão, ele havia aceitado tudo isso, ele havia me salvado e era o único com quem eu poderia contar, os outros pensariam que eu era uma louca.

Quanto mais o tempo passava era como se aquele assassino ficasse mais perto de mim.

Minha respiração começou a ficar ofegante. Que podia ser ouvida claramente, o que me deixou muito mais aflita. Então, notei que não era eu quem arfava, muito pelo contrário, minha respiração era calma. Olhei para James e ele para mim. Também não era James.

Tentei escutar e prestar atenção, parecia vir de cima. Senti minha mão tremer, eu não queria olhar para cima, tinha medo do que poderia encontrar.

James, ao contrário de mim, reuniu coragem e levantou os olhos para ver.

— Catherine — ele chamou baixo.

A curiosidade finalmente venceu o medo e eu olhei para o mesmo lugar que James.

Havia alguém pendurada na árvore, um pouco abaixo da copa, poderia muito bem ser confundida com um dos galhos que eram quase do seu tamanho e largura. Tentei enxergar melhor e vi os cabelos escuros caindo. Amarrada a um dos galhos da árvore estava uma mulher, os braços presos atrás das costas e ela havia sido amordaçada.

Meus olhos se arregalaram e eu levantei num salto.

— Ah, meu Deus — eu disse.

— Temos que tirá-la daí — disse James.

Ela parecia muito cansada, mas estava nervosa e ofegava.

James começou a escalar o grande carvalho indo na direção da garota, que começou a se mexer frenéticamente.

— Cuidado — disse num grito abafado.

Há quanto tempo ela estaria lá? Dois dias? Eu não a havia visto naquela hora porque ela estava presa a árvore, fora do meu campo de visão.

Ouvi passos vindo em nossa direção e meu coração começou a bater mais forte.

— James.

Ele não me ouviu. Eu já podia ver a sombra da pessoa. Senti minha pele se arrepiar. Tínhamos que sair dali o mais rápido possível, mas não podíamos deixar a garota lá, ele iria matá-la.

Me escondi atrás da árvore e o vi se aproximar. Uma luz forte percorreu o lugar, devia ser uma lanterna ou algo do tipo. Tentei controlar a respiração acelerada.

— Catherine Hoffman!

Notas finais
Comentem, sentiram a adrenalina? Bjuuuss C=