O Diário Da Morte

1 Capítulo 1 - Charles Levintrock


Notas iniciais
Pessoal, pessoal, essa história é um original meu, no começo pode ser que vocês vejam alguma semelhança entre Harry Potter, devido ao uso de varinhas, mas é somente impressão, pois não tem nada a ver com Harry =D

ERAM EXATAMENTE DEZESSETE HORAS...

Quando eu estava caminhando na beira de um riacho que nascia das montanhas cobertas de neve ao leste e, de repente, avistei perto da menor das colinas uma figura, mais parecida com um cachorro, entrando no riacho. Mas o problema era que a água estava quase congelada o que indicava que o dito ‘cachorro’ não iria sobreviver por muito tempo.

Fiquei observando a criatura sinistra entrar no rio. Parecia que estava procurando algo... Ela mergulhou e não voltou mais. Pensei comigo mesmo se deveria ajudar aquele animal ou deixa-lo morrer? A resposta foi óbvia. Comecei a correr, como se estivesse sendo perseguido, em direção às enormes bolhas que eram lançadas para a superfície da água.

Depois de alguns dolorosos minutos de corrida desenfreada cheguei ao lugar onde a criatura havia submergido, mas tudo o que vi foram as enormes bolhas e ondulações na água que vinham do fundo do riacho.

Entrei em pânico. E se não fosse um cachorro ou qualquer outro animal e sim uma pessoa? Mergulhei também na água gélida e algo me puxou para o fundo, comecei a me rebater com toda a força que possuía para me livrar daquilo. Por fim o que estava agarrando meus pés soltou-me e eu pude me concentrar no que estava fazendo.

Então eu vi, em cima de uma grande pedra coberta de algas, onde a água era cortante, uma pessoa enrolada em um casaco de pele de urso pardo. Dirigi-me até lá e reparei que o espesso agasalho estava preso nas plantas do fundo do riacho, peguei minha adaga e cortei-as freneticamente, segurei o homem pelo punho, coloquei-o em minhas costas e nadei em direção a superfície.

Em seguida, movimentei minhas pernas o máximo que podia para que chegássemos até a margem do rio. Por fim, depositei o homem sobre a grama úmida pela neve e me retirei da água. Remexendo em minha bolsa encharcada, retirei de lá um pequeno frasco de elixir, e pinguei, com a maior calma que eu conseguia encontrar em mim, algumas gotas na boca daquela estranha pessoa, que não respirava. Imediatamente seus pulmões expulsaram a água congelada e ele voltou a inspirar o ar, com sofreguidão. Seu corpo tremia de frio, então o coloquei em minhas costas com esforço e levei-o até uma caverna que estava a alguns metros dali.

O lugar era até que aconchegante e, ao lado da parede havia uma grande pedra coberta de musgo verde, coloquei o homem recostado ali e retirei meu casaco, o embolei, e usei-o como travesseiro para o aquela pessoa que estava em convulsão de frio.

Saí da caverna atrás de gravetos para fazer uma fogueira, que seria o máximo de fonte de calor que eu conseguiria por ali, levei-os até perto do homem murmurei um encantamento fazendo uma pequena bola de fogo irromper naquele monte de madeira ressequida, o homem ainda tremendo. Provavelmente este fora o único feitiço, em toda minha vida, que eu conseguira realizar ser estar empunhando uma varinha. Deitei-me também perto da fogueira e adormeci de exaustão.

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Acordei assustado, havia dormido umas seis horas, no mínimo, mas reparei que o sol ainda brilhava, quase sumindo, no horizonte. Talvez não eu não tivesse adormecido tanto tempo assim... Olhei para o homem, ele estava entre algo que se interpunha entre sono e consciência, mas continuava a tremer e, de repente, começou a resmungar algumas palavras, que tive de prestar muita atenção, pois eram quase incompreensíveis, graças à enorme convulsão que o açoitava.

‘P-proteja o grand-de Oráculo’ disse, forçando o máximo para que as palavras saíssem meio entendíveis. Retirou então do bolso uma esfera cristalina — não maior do que aqueles globos de neve que se vendem nas lojas — e entregou-a para mim, suas mãos tremendo loucamente. Aquele estranho ser devia ter em média trinta anos, tinha olhos de cor dourado líquido, era alto, muito magro e sua pele, devido ao frio, estava branca como a neve, seus cabelos eram negros e compridos e estavam completamente congelados. ‘Não deixe Leibur p-pegá-lo!’ pronunciou com medo.

‘Quem é Leibur?’ perguntei assustado segurando a esfera ‘e quem é você?’

‘P-posso responder q-quem sou eu a-apenas.’

‘Então diga!’ exigi ao homem.

‘Charles Levintrock’ disse o homem tremendo ainda mais e desmaiou sobre a pedra acolchoada pelo meu casaco.

Fiquei observando aquela pessoa de olhos dourados com pena, mas também sentia um pouco de receio sobre ele. Ele era um feiticeiro, seus olhos dourados indicavam isso.

Atendi ao pedido de Charles e coloquei o Oráculo em minha bolsa, e me deitei em cima dela para protegê-lo, caindo no sono novamente.

Acordei, sem nem ter dormido dez minutos, com os gemidos de Charles e, com agonia, percebi que ainda estava tremendo e agora também transpirando muito. Coloquei minha mão direita em sua testa e quase dei um pulo, ele estava queimando de febre. Pensei comigo mesmo na possibilidade de ele estar com pneumonia e, na verdade, com toda a certeza ele estava.

Pensei, pensei e não vi outra possibilidade senão usar magia, mas dessa vez com a varinha, só por garantia, pois, digamos, eu não sou um feiticeiro muito bom. Se começasse a surgir ouro pela pele de Charles, eu não me surpreenderia nem um pouco. Peguei minha varinha mágica, guardada seguramente em meu bolso e comecei a murmurar feitiços curativos, torcendo para que funcionassem.

‘Sheruar Menjehere!’

Um lampejo de luz azul saiu da ponta de minha varinha e envolveu o homem como um saco de dormir brilhante. Charles soltou um suspiro longo e sutil e, após talvez um minuto, a luminosidade azulada desapareceu.

Coloquei novamente minha mão direita na testa do feiticeiro e agradeci aos céus: a febre havia cessado, o homem havia parado de tremer e transpirar.

Notas finais
Bem pessoal, espero que gostem da história o/ Não esqueçam dos reviews, por favor, para saber se a história está boa, o que eu preciso melhorar e tudo isso =DD ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.