O Devaneio

4 Sonhos de uma mente perturbada


IV- Sonhos de uma mente perturbada Oneiros consegue entrar nos sonhos do Dr. Rudie com certa dificuldade, e ainda assim longe do seu alvo, ele estava em uma longa estrada aonde em volta existia o vazio, logo a frente viu um ponto de luz, correu at o local e viu que se tratava de uma espcie de portal, parou um pouco para pensar e decidiu entrar no portal. Depois de um forte enjoo, abriu os olhos e estava em uma vila, as pessoas do local usavam roupas estranhas e falavam coisas sem sentido, eram todos loucos. Decidiu pedir informao para uma jovem que vendia os seus maravilhosos bolinhos de sapos roxos, mas quando chegou perto da jovem foi parado por guardas: -O que tu fazer aqui no reino dele. Disse um guarda apontando para um circo. -Estou atrs de um velho chamado Rudie. -Mais despeito com nosso maldito e querido Rei Rudie. Bradou a jovem vendedora. Sapos! Comam ele! A moa joga trs sapos perto de Oneiros, eles o atacam, mas logo so esmagados, provocando leses no viajante devido ao seu sangue cido. -Voc est presa por atacar um inimigo do Rei! Tem o direito ficar tagarela, o que voc no falar ser usado contra voc no terminal! Ordenou um dos guardas. Agora vamos homem, o Rei te espera. Os homens acompanham Oneiros at a entrada do circo. Entre, vamos tomar um solvente na barraca de cachorro-quente porque faz muito calor aqui, odeio esses dias que nevam, o inferno a pior estao do ms. Entrando no picadeiro ele v apenas um homem no centro, era ele, Dr. Rudie: -Ol meu caro, vejo que voc conseguiu escapar, mas eu j estava preparado, venha para o centro do picadeiro que o show j vai comear. Apagaram-se as luzes que logo depois se acenderam, a arquibancada que a pouco estava vazia agora est lotada, no centro do picadeiro encontrava-se Oneiros e um palhao, o Doutor estava em um local privilegiado na plateia. Uma voz chiada sai de algumas caixas de som: -De um lado, pesando no sei quantos quilos, com uns tantos metros de altura e cabelos brancos temos nosso querido visitante, Oneiros! O publico presente comea a vaiar e a jogar flores no picadeiro. -Do outro temos nosso campeo, invicto, com nenhuma vitria e tambm com nenhuma derrota, ele, o poderoso palhao Pompom! A multido vibra ao mesmo tempo em que joga ovos e tomates no palhao. -Comecem a luta! O palhao Pompom tira uma flor de dentro da cala e grita: -Com essa flor eu sou invencvel! Tente me atacar! Oneiros vai para cima do palhao e quando chega perto vomita por causa do cheiro doce daquela flor, era um cheiro agradvel, mas era muito forte e causava nuseas. Percebeu que no podia chegar perto do palhao, ficou ali de joelhos at encontrar uma soluo, quando pensou em algo tomou um chute no meio da fua, o palhao soltou uma gargalhada e a multido foi ao delrio. -Voc no plido pra eu senhor Oveiro. Chacoteava Pompom. -Verdade? Olhe para a sua querida flor. Disse Oneiros com certo deboche. Uma abelha sugava todo o nctar da flor com uma velocidade incrvel, e ela estava enchendo como se fosse um balo, chegou a ter um palmo antes de explodir, o palhao ficou sem graa e logo tomou um soco bem dado no meio do queixo, acabou saindo pelo teto do circo, tamanha a fora do golpe. As luzes novamente foram apagadas e quando foram acesas o Dr. Rudie se viu sozinho no meio do picadeiro e com um circulo de fogo a sua frente, atrs dele uma nuvem negra que engolia tudo o que tocava, depois de alguns segundos uma voz familiar saiu das caixas de som: -Pule Doutor, essa a sua nica chance. O prisioneiro deu uma risada e logo sua voz sumiu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.