O Deus do Sol
20 XX- Encontrando um velho companheiro
Liceu caiu no chão e retirou a capa que era para cobrir seu rosto, e ao tirá-la percebeu que estava encharcada de sangue, não dava para saber se era o seu ou dos homens que ele atacou. Depois retirou a túnica, que por dentro mostrava várias manchas de sangue, isso significava que eram de Liceu.
Olhou para o seu corpo e viu muitos arranhões, cortes, hematomas e inchaços, sem contar que seu corpo já estava repleto de sangue que escorria das feridas, como estava se acalmando Liceu sentiu as dores aumentando, então antes que passasse por dores que ele não gostaria de sentir materializou a Solaris pelo seu corpo. Logo sentiu todas as dores ficando mais suaves e seus ferimentos se regenerando.
Olhou para a frente após não sentir mais nenhum ferimento pelo corpo e viu uma estátua, onde Perseis e Hélio se abraçavam de lado. Perseis estava a direita de frente para Liceu e com o braço esquerdo abraçando Hélio, olhando em seus olhos. Hélio fazia a mesma pose, só que espelhada.
Liceu se aproximou das estátuas que eram tão altas que chegavam perto do teto do templo, não sabia como reativar as estátuas, mas antes de reativar a estátua de Perseis, preferiu trazer seus outros equipamentos de volta.
A Sanguinária e o Refletor apareceram as suas costas e então Liceu caminhou até a estátua dos deuses e olhou para Hélio, lembrou-se da primeira vez que viu um sinal dele, a iluminação no velho perto de sua casa, mas em seguida lembrou-se de Artêmis falando que ele era o deus traidor e depois lhe dando o Crânio, o elmo que fazia vê-lo de forma nunca antes imaginada, algo como os deuses enxergavam.
Liceu materializou o Crânio em suas mãos, olhou para a estátua dos deuses e depois colocou o elmo. Ao colocar viu a expressão da deusa mudar, como se estivesse extremamente nervosa com Hélio. A expressão de Hélio não mudou, ainda parecia uma estátua, enquanto a da deusa parecia a própria deusa xingando em pensamento, mas não podendo ataca-lo.
Liceu sabia o que fazer para a deusa ouvi-lo, já tinha feito o ritual antes, com Ares. Achou uma pequena bacia de pedra no chão, mas que já era fixada, não era possível retirá-la do local e dentro dela tinha um pequeno buraco escuro.
Liceu cortou o pulso e viu um filete de sangue escorrer e cair certeiro no buraco, antes do sangue cair o pulso de Liceu já estava curado. Quando o sangue ultrapassou o buraco ouve um barulho e Liceu olhou tudo lentamente e viu a estátua de Perseis ganhando vida, com a mesma expressão de raiva que ele via com o Crânio a estátua estava no momento.
A estátua pegou o pescoço da estátua de Hélio e o quebrou com a força que havia apertado, e aos poucos ela foi quebrando o corpo da estátua. Liceu só saiu de perto, desviando das rochas que caía da estátua de Hélio. Ao ver que a estátua parou Liceu se levantou ao longe e foi se aproximando.
– Isso tudo para ele não ouvir nossa conversa? – Perguntou Liceu olhando para a estátua, que parecia ter se acalmado após ter quebrado a estátua de Hélio.
– Não. Isso era o que eu adoraria de fazer se o encontrasse nesse momento. – Falou a estátua ajeitando sua postura.
– Espero que você não me mande matá-lo agora?
– Por quê? Você acha que não é capaz? Se você acha que não conseguirá, desista! Pois se você não acredita em você como eu posso acreditar?
– Eu sei. Mas acha mesmo que eu conseguiria vencê-lo agora? Sendo honesta, você acha que posso matar um deus do jeito que estou? – Perguntou Liceu querendo saber até onde os deuses pensavam na possibilidade de um mortal matar um deus.
– Não, ainda acho que nenhum mortal mataria um deus sozinho. Mas se o oráculo disse que um mortal mataria um deus, então veremos até onde isso é possível.
– Em que ponto sua missão poderá me ajudar a matar um deus? – Perguntou querendo saber sobre o que enfrentaria.
– Em todos os pontos, pois você terá que destruir um templo de Hélio. E esse templo da muita força ao deus traidor.
– É só derrubar o templo? – Perguntou Liceu achando a missão muito simples.
– Sim, mas claro que terá um guerreiro muito habilidoso para defender o templo.
– Só um? Então vai ser até fácil.
– Tífis era só um e você viu no que deu. – Falou a deusa provocando.
– Só aconteceu com Tífis. – Falou Liceu irritado – E se eu o enfrentasse hoje a história seria outra.
– Você acha? E se você tivesse morrido naquela luta? – Perseis queria mostrar outro lado das batalhas que Liceu enfrentou. – Um deus teve que te salvar. Imagina se você pegasse Ares, Zeus, Afrodite, Poseidon ou Hades? Eles não interviriam na luta, como a luta terminaria? Se Tífis tivesse retirado sua armadura, acho que não seria você que estaria aqui.
– Sim, mas se eles me deram aquela missão foi por algum motivo. Que eu não teria como enfrentar alguém mais forte sem a ajuda de um deus, ou pode ser que eu tenho que respeitar e adorar mais os deuses, pois eles podem me salvar em alguns casos ou não.
– Se você pensa assim o problema é seu. Agora encontre o cavalo que você chama de Herc, que ele te levará até o templo.
– Pelos deuses! Esqueci-me dele. Como eu o encontrarei enquanto serei caçado por vários guardas? – Falou Liceu se tentando se lembrar se o cavalo teria corrido para algum lugar.
– Não se preocupe, ele está do lado de fora do templo. Poseidon o guia perfeitamente. Agradeça muito à ele. Agora vá e destrua o templo.
– Antes eu gostaria de saber. Você me encontrará depois que eu finalizar minha missão? – Liceu estava pensando no seu presente por completar a missão.
– Eu lhe darei a maior arma para você brigar contra o deus traidor. – Falou a deusa esboçando um leve sorriso. – Além de ter aliados para a briga, só finalize o templo e nada mais.
– Tudo bem! Muito obrigado, com toda licença. – Liceu esperou a deusa fazer um aceno positivo com a cabeça para se virar.
Liceu saiu do templo e Herc já estava do lado de fora do templo. Liceu correu em sua direção subiu rapidamente no cavalo e começou a corria, antes de sair da rua que levava ao templo Liceu viu que alguns guardas gritaram reconhecendo que era um fugitivo, mas Liceu já dobrava a rua.
Liceu corria em alta velocidade, Herc corria o mais rápido que ele conseguia, logo as pessoas que estavam no caminho só achavam estranho e os guardas só ficavam sabendo quando via outros guardas seguindo o fugitivo.
Liceu conseguiu chegar ao portão sem nenhum guarda entrar no seu caminho, mas com muitos as suas costas, mas quando chegou ao portão muitos guardas estavam de prontidão para qualquer imprevisto. Liceu retirou a Vingadora e acumulou um grande poder e teve que surpreender a todos os guardas, quando estava próximo ao portão jogou a espada no muro e correu na direção em que havia desviado, muitos dos guardas que estavam na frente viraram para segui-lo, porem nessa troca de rumo muitos acabaram se chocando um contra os outros que estavam a frente.
Liceu materializou a Vingadora, acumulou uma leve força e depois a jogou contra o mesmo local que agora estava coberto por uma grande nuvem de poeira, mas não ouviu som de pedras se quebrando então deduziu que a espada teria feito um grande buraco no muro. Herc continuou correndo em direção ao muro e quando chegou à nuvem de poeira pulou, ao passar pelo buraco que tinha feito Liceu viu que o buraco tinha sido grande o suficiente para passar mais uns três cavalos, imaginou um jeito de como poderia atrasar os guardas que corriam em seu encalço.
Liceu materializou a Vingadora mais uma vez e acumulou a mesma força que acumulou para jogar contra o muro e a jogou contra o muro novamente, mas a jogou em uma região baixa, bem próxima ao chão, entre o portão e o buraco que havia feito. A espada se chocou contra o muro e levantou uma grande nuvem de poeira, mas logo se ouviu um ruído e uma grande parte do muro foi ao chão.
Liceu deixou Herc seguir o caminho que os deuses o indicavam, por muitos dias continuou, sem perder a fé que tinha no cavalo e nos deuses. Dias se passaram e a viagem parecia não ter fim, Liceu ainda sabia que estava em território Grego, parecia que estavam indo no caminho de Athenas, demorou até Liceu reconhecer que estava perto de Athenas.
Liceu esperou ter um caminho difícil e ver muitos inimigos em sua frente, já que nenhum de suas missões foi fácil, todas as missões acabaram com a morte de alguém. Já fazia nove dias que Liceu tinha saído de Argos e foi pensar mais uma vez em seu caminho até aqui. Herc parou de correr e esperou Liceu descer da cela, e assim o fez, o cavalo foi pastar e beber água em uma lagoa próxima enquanto Liceu retirou sua armadura e a colocou debaixo de uma árvore, em seguida retirou suas armas e as fincou no chão, bem profundamente com a ajuda do anel, as armas ficaram impossíveis de ser retiradas.
Liceu sentou a beira da árvore e pensou em como sua vida estava sendo difícil desde que aceitara trabalhar para os deuses. Tudo começou com Hélio, que pediu para matar Enante, uma mulher que tinha a graça de Dionísio, que a fazia se regenerar automaticamente sem sentir dor, depois foi Nêmeses quem pediu uma missão, só para colocar Narciso de frente com o próprio reflexo, em seguida veio Ares, pediu para Liceu atravessar os oceanos, chegar na África e achar um semideus e assim o matá-lo, enquanto ele sofria de vários cortes que uma adaga com o veneno de Ares quase o matou.
A estrada a partir desse ponto só ficou pior. Liceu caminhou parar Argos enfrentou quatro desafios, o primeiro resgatar um cajado para a deusa da vitória, pra isso teve matar um monstro e um mago, depois fez a missão do deus da rivalidade, recebeu a maior surra de sua vida, nem seu pai tinha batido nele igual como Tífis o bateu naquela briga, o que o salvou foi o deus que requisitou a briga. O deus que o salvou lhe deu muitos ensinamentos e o alertou sobre os próximos desafios e sobre o porque da carreira de Liceu. Liceu foi para a sua próxima missão, dada pelo deus do poder, o transportou para outro tempo e teve que matar um rei que pregava uma ditadura e arruinava a vida dos mais pobres, Liceu também teve que enfrentar um grifo que tinha um enorme poder. Liceu cumpriu a missão e foi para a missão com uma parceira, a deusa da força o auxiliou na missão que ela mesmo deu, matar um deus primordial, o titã do universo, estranhamente a missão foi a mais fácil, Liceu começou a duvidar se o titã estava com todos os seus poderes no momento da briga.
E por último, Artêmis, a deusa mandou Liceu matar um soldado do seu próprio exército, um monstro criado por Apolo, que provavelmente o ajudaria na luta futuramente, mas Artêmis o recompensara com um excelente presente.
Liceu parou de pensar em suas aventuras e se recordou dos momentos que passou com sua única parceira, Bia, a deusa da força. Foi algo estranho, mesmo gostando de trabalhar sozinho, Liceu gostou de ter a presença de alguém para conversar, ou até mesmo só olhar. Lembrou-se da primeira vez que a viu, disfarçada de mortal, ela o conduziu até o templo dela e de seus irmãos, onde obteve bastante experiência.
Depois ela ainda o ajudou a matar um deus primordial, pensou na possibilidade dela explicar em como a deusa da força ter retirado parte da força do titã, para facilitar as coisas. Lembrou-se das explicações que a deusa deu para que ele compreendesse mais do mundo dos imortais.
Ela tinha paciência para explicar tudo e com um enorme gosto, mesmo andando entre armadilhas e enxergando em uma caverna escura a deusa não perdia o foco das explicações, sem mencionar na beleza dela, uma jovem de pele branca, com olhos castanhos escuros e um cabelo em um castanho muito claro e sedoso. Ela tinha um pequeno sorriso numa boca rosada.
Como em um choque Liceu se levantou rapidamente e olhou para a sua mão que agora olhava para o anel em que havia recebido da deusa, o anel estava imitindo uma luz levemente esverdeada, e foi isso que assustou Liceu, uma luz verde partindo do anel que Bia havia lhe dado, Liceu procurou o Crânio para podê-lo analisar de outra forma. Quando o pegou o anel já não brilhava mais, então resolveu dormir, teve uma longa viagem e teria outra ainda maior no próximo dia.
Passaram-se mais dois dias de caminhada, até Liceu chegar a frente a um templo grande, repleto de vários sois espalhados pelo mármore, que agora reluzia. Liceu parecia já ter visto este templo antes, mas não se lembrava de quando.
Liceu retirou a Sanguinária e a portou para atacar, enquanto adentrava no templo reparou que o templo parecia ser mais claro por dentro, do que estava lá fora. Liceu entrou no templo e viu um longo salão, com alguns bancos para as pessoas se sentarem e uma estátua de mármore de Hélio, que estava com uma armadura de ouro, muito parecida com a Solaris, mas ainda mais poderosa, porém Liceu estava com o Crânio e pode reparar que a armadura da estátua não exalava nenhum poder de cura.
Ao observar Liceu não viu nenhum sacerdote ou ninguém rezando, só um homem sentado em um trono aos pés da estátua. Liceu olhou bem e viu que o homem carregava uma armadura idêntica a armadura da estátua, porém essa exalava um poder de cura. Mesmo se parecendo com a Solaris, Liceu percebeu que a armadura do homem era mais completa. A armadura dele apresentava grandes ombreiras, uma saia já embutida para proteger as coxas e já vinha com um elmo que protegia completamente o rosto, o buraco que tinha para respirar e olhar eram tão pequenos que nem o cabo de uma flecha atravessaria.
Liceu viu o homem se levantar e retirar uma espada muito parecida com a Vingadora, mas tinha detalhes diferentes e nela estava gravado uma palavra: Justiceira na lâmina, Liceu retirou sua espada e olhou na lâmina e viu que nunca tinha reparado no nome da espada, no mesmo local onde estava escrito na lâmina do homem que andava em sua direção. Mas o nome da sua espada parecia estar só na essência, pois se lembrou de não ter visto o nome enquanto afiava a lâmina, o nome dela poderia ser visto só enquanto estava com o Crânio.
– O que você veio fazer no templo de Hélio? – Perguntou o homem enquanto se aproximava.
– Venho aqui em uma missão. Dada por Perseis, mulher de Hélio. – Falou Liceu guardando a Sanguinária e retirando a Vingadora da bainha.
– Eu acreditaria que uma deusa desceria do seu trono para falar com você. – Falou o homem parando ao ver que Liceu retirou sua espada.
– Ela não desceu, falou comigo através de uma estátua. – Liceu falou se aproximando. – Duvidas de mim?
– Qual a sua missão?
– Derrubar esse templo. – Falou Liceu acumulando grande energia na espada.
– A mulher de Hélio mandaria um mortal derrubar o templo do próprio marido? Há! – Liceu reparou através do Crânio que o homem também estava acumulando energia em sua espada, a Justiceira. – Só pode ser coisa de louco.
– Sabe que sua espada me lembra de muita a minha espada. – Liceu viu olhou para as duas espadas e percebeu que as duas estavam fortemente concentradas, várias esferas brancas rodeavam as espadas e mais apareciam. – Onde você a conseguiu?
– Eu a encontrei através de uma deusa. Estava à procura de alguém, mas ela me encontrou antes que eu encontrasse quem procurava.
– Você poderia me ajudar a destruir esse templo? Explico tudo depois que destruir o templo. Aposto que você estará do meu lado quando eu terminar de destruí-lo.
– Mas nunca! Acha que eu deixaria você destruir um templo de um deus? Ainda mais do deus que vem ajudando parte de minha família? Está decidido, você está morto.
O homem arremessou a Justiceira na direção de Liceu, que rebateu descarregando o poder da Vingadora sobre a Justiceira. O choque foi tremendo, uma grande nuvem de poeira se levantou do chão, vários bancos de mármore foram arremessados contra as paredes. Liceu saiu do templo por conta do impacto, e o guardião do templo de Hélio foi arremessado contra o trono que ele estava sentado.
Liceu se levantou meio atordoado e andou em direção a porta do templo, viu que as duas espadas tinham caído cruzadas no chão, até parecia que elas tinha sido colocadas de forma bem cautelosa. Mas Liceu viu que correndo em direção as espadas estava o guardião do templo.
Liceu só retirou a Sanguinária das costas e esperou o guardião se aproximar com as duas espadas em punho. Liceu sentiu uma combinação dentro de si entre a Sanguinária e o Crânio e pôde saber os movimentos do guardião. Liceu com a lança desviou a Justiceira e rodou para não ser acertado pela Vingadora, enquanto girava bateu com a Sanguinária na sua espada, que vou para o teto do templo e ao terminar a volta, que o deixou de costas para o guardião o empurrou com o cabo da lança.
Então rapidamente a jogou para o lado e materializou a Vingadora e acumulou uma força rapidamente, sentiu que Perseis o ajudou a acumular tanta força em tão pouco tempo e ao lançar a espada contra o templo pode perceber uma força estranha na presença da espada e quando se chocou contra o templo viu Perseis em cima do templo, em essência ajudando a derrubar o templo.
O templo foi a baixo e Liceu se virou para ver a cara do guardião, ele não esboçava reação nenhuma, estava ajoelhado olhando para as ruínas do templo, como o elmo escondia sua face Liceu não sabia se estava chorando, se estava horrorizado ou se até mesmo tinha sido um autômato ligado ao templo.
– Pronto! Minha missão foi cumprida, você está bem?
– Você destruiu o maior templo de Hélio. – O homem falou em meio a sussurros.
– Sim, essa era minha missão. Agora eu gostaria de saber qual é o seu nome e o que fará agora? Já que não tem mais um templo a defender. – Liceu imaginou que o homem seria o grande aliado de quem Perseis havia falado.
Minha vida está destruída! Arruinada! – O homem continuava falando em meio a sussurros. – E você é o culpado! – O Homem berrou e retirou sua espada em meio ao chão e a levantou contra Liceu.
Liceu já esperava uma reação assim, então só materializou o Refletor e se defendeu da Justiceira. A espada vinha com grande poder acumulado, então ao se chocar o guardião não segurou a espada que saiu voando e terminou seu trajeto fincando em uma árvore. Liceu sabia que um jeito de imobilizar o homem era tirando a armadura dele, o que impediria de ele se regenerar. Então já pegou o elmo e o puxou para cima, logo segui um chute no peito do guardião e pode ver, pela primeira, vez o rosto dele.
– Ipeleu? – Liceu olhou para o rosto de seu irmão mais velho. – Não acredito que você está com Hélio. Kipédius e Mineléia estão do lado do deus traidor?
– Como você sabe quem eu sou? E o nome de meus irmãos mais novos. – Ipeleu falou ainda caído ao chão olhando para o homem que havia derrotado o guardião de Hélio e derrubado o maior templo de Hélio.
– Porque eu sou um dos seus irmãos mais novos. – Liceu falou retirando o Crânio e revelando seu rosto.
Fale com o autor