O Deus de Sempre.
7 Tem muita coisa acontecendo aqui!
Notas iniciais
AÍ CARALHO, LÊ AS NOTAS INICIAIS DO CAPÍTULO ANTES DE ME XINGAR PRA CARALHO, valeu? Valeu.
***
—Sério, tem algo muito errado com esse lugar...As escrituras pra me invocar no porão de uma casa qualquer e aquele cara que acabei de matar, pode ser só coincidência, mas isso tudo tá me deixando intrigado... – Disse Fisher caminhando pelas ruas escuras da noite sendo apenas iluminadas por poucos postes na área. – Será que o Birth já está dormindo?
Fisher se teletransportou pra casa de Birth depois de se lembrar que não tem que caminhar até a casa dele.
—Ah...É ele dormiu. Mas que horas devem ser agora? — Pensou Fisher.
Ele caminhou pra fora do quarto atravessando a porta e desceu pra sala flutuando no ar, pelo que ele se lembrava, lá tinha um relógio na parede.
—...3:48? Bastante tempo hein, agora era a hora que os demônios estariam andando por aqui ou coisa assim...Se eu não tivesse dizimado todos. Meh, tanto faz. Não poder dormir às vezes é um saco.
Fisher ficou sentado num sofá sem fazer nada o resto da noite.
***
Birth acordou com o despertador, como sempre, às 6 da manhã. Ele percebeu algo estranho no teto pelo canto do olho enquanto tentava parar o barulho do despertador, quando ele olhou direito viu Fisher deitado no teto...? Olhando fixamente pra ele com uma cara de entediado.
—E aí, tem algo pra fazer hoje? – Perguntou Fisher.
—Bem...Eu teria que ir pra aula, não?
—Você é rico, não precisa ir pra escola.
—Teu cu.
—...Isso por algum motivo me deu um dejavu.
—Em mim também, enfim. Por que a pergunta?
—Bem, – Nesse momento Fisher saiu do teto e foi para o chão, andando até a parede e se encostando nela. – digamos que vai ter um tipo de evento anual na dimensão de onde venho, um evento em que eu não posso faltar, pois, eu sou um dos deuses da criação ou qualquer merda assim que eu não me importo. Você gostaria de conhecer este lugar lindo e super legal conhecido como dimensão dos deuses?
—Eh...Acho que tudo bem, mas vai ser hoje?
—Não, mas vai ser daqui há uma semana.
—...Então por que perguntou se eu não tinha algo pra fazer hoje?
—Foi só pela piada envolvendo a referência do outro capítulo.
—Outro capítulo?
—Esquece isso.
—A Lily também vai?
—Sim. Bem, eu pelo menos chamei ela e ela disse que sim.
—Ah, entendo.
—Enfim, vamos logo buscar ela e ir pra lá?
—Mas não é só daqui há uma semana?
—Eu sou um deus, e não tem muito o que se fazer pra enrolar até chegar na semana do evento, claro que enquanto a gente conversava eu dei um pulo no tempo.
—...Você tem que parar de fazer isso.
—Sempre fiz e ninguém nunca reclamou,(Tirando a maior parte da comunidade dos deuses...) não é agora que eu vou parar.
—Eu realmente não deveria aceitar perder uma semana de vida tão facilmente como se não significasse nada, mas, eu não ligo mesmo. Só vou me arrumar e a gente vai pra lá.
—Ok então.
Birth não tinha uma vida muito movimentada, então perder uma semana de vida pra ele não fazia diferença, ele não ligava muito pra esse tipo de coisa e ele sabia que isso não era bom pra uma pessoa. Mas não ligava pra isso também.
***
Chegando na casa de Lily, Fisher bateu na porta.
—Espera um segundo aí. – Disse Birth.
—O que? – Perguntou Fisher.
—Como você sabia onde ela morava?
—...Você ainda pergunta?
—...É, foi o que imaginei.
Neste momento Lily abriu a porta.
—Yolo. – Disse Fisher.
Lily com uma cara de sono respondeu.
—O que caralhos vocês estão fazendo na porta da minha casa às 6 da manhã?
—Ué, pra ir pra dimensão dos deuses, aquele evento que eu comentei e tal.
—Mas isso não era semana que vem?
—Agora já é a outra semana.
—Não é não, você falou comigo ontem, eu lembro perfeitamente.
—E eu lembro perfeitamente de ter acelerado o tempo agora a pouco.
—Mas você não pode fazer isso! – Ela olhou pro Birth e direcionou a fala pra ele. – Ele não pode não, né?
—Pode sim. – Respondeu Birth.
—Ah...Então, e-espera um pouco que eu tenho que vestir outra roupa, ou qualquer coisa assim...(Então agora eu tenho uma semana a menos de vida?)
—Não, você tecnicamente vai ter uma semana a mais de vida, por que você não envelheceu ou coisa assim quando eu acelerei o tempo, meio que você parou, então basicamente você vai morrer uma semana após a data original do seu óbito.
—Para de ler os meus pensamentos! – Disse com uma voz de raiva.
—Desculpe-me, é o hábito.
***
—Ok, como a gente vai ir pra essa tal dimensão dos deuses agora? Vai ter que fazer uns símbolos loucos no chão pra sumonar um portal ou coisa assim? – Perguntou Lily.
—Na verdade não, é bem simples ir pra lá, bem, quando se é um deus ao menos.
Fisher aparentemente passou a unha no ar como se estivesse querendo arranhar algo, e logo depois uma espécie de portal se abriu.
—Isso, é uma fenda dimensional. Ou um portal, chamem como quiser. Quem vai ir primeiro pra esta dimensão super legal e divertida primeiro?
Birth e Lily ficam em silêncio.
—É, foi o que imaginei. Eu vou primeiro.
Fisher respirou fundo e entrou no portal, dando a deixa pros outros entrarem.
—Ok, quem vai ir primeiro? – Perguntou Birth.
—Eu, eu acho? Ah, tanto faz, te encontro lá dentro.
Lily entrou no portal um tanto quanto nervosa e Birth vai logo depois.
Eles aparecem num tipo de beco negro com uma luz no final dele, atrás deles está a dimensão deles, mas esse portal pra voltar se fecha logo depois.
—Então... Acho que agora é só seguindo em frente né? – Disse Lily.
—Com certeza. – Respondeu Fisher encostado num canto do beco. – Bem, a partir de agora vocês não vão poder se separar de mim, digamos que alguns deuses são bem filhos da puta e provavelmente irão querer ferir vocês como meio de se chegar até mim. Como sabem, não sou muito amado por eles.
—Imagino como deve ser isso. – Disse Birth.
—Enfim, vamos logo, apenas lembrem-se de não se separarem de mim e tá tudo bem.
—Ok. – Birth e Lily disseram juntos.
Os três andaram até a luz e entraram nela, saindo num lugar bem bonito, iluminado por alguma coisa, não era algo como sol, mas uma luz que não vinha de lugar nenhum, era estranho. O lugar tinha um chão branco, aparentemente não era feito de algo conhecido pela humanidade, era um pouco macio, quando se pisava nele podia se perceber seu pé afundando um pouco nesse chão. Aquele lugar parecia o centro de um tipo de cidade ou coisa assim, tinha uma fonte um pouco a frente. E o lugar estava cheio de pessoas vestindo roupas estranhas, provavelmente Deuses.
—Caralho! Esse lugar é bonito hein! E olha esse chão, ele é macio, do que isso é feito? Parece uma almofada gigante! – Disse Lily empolgada. Ela deu uma olhada em volta e disse. – Uau. Agora que percebi. Essa gente por aqui...Vestindo essas roupas estranhas...Parece até um evento de anime que eu tinha ido uma vez. Bem...Sem a parte de uns caras gordos espinhentos e um monte de gente com plaquinhas escrito “Abraços Grátis!” ou coisa do tipo.
—Ué, você já foi num evento de anime? – Perguntou Birth.
—Sim, ué. Não é tão incomum assim, né? E-enfim... Aqui não parece um lugar que você possa odiar, Fisher. Digo, aqui é um lugar bonito e aparentemente calmo.
—Isso é por que ainda não me notaram aqui. E sobre as roupas estranhas, todos os deuses têm uma roupa que eu acho que pode ser conhecida como uma “Roupa Formal” de um Deus. Eles só usam esse tipo de roupa em ocasiões especiais e coisas assim. No caso, o evento de hoje é a ocasião. Eles também costumam usar essas roupas em batalha. (Por mais que eu ache que elas atrapalham no combate, essa gente adora usar isso, vai entender)
—Então, onde vai ser o tal evento? – Perguntou Birth.
—Num tipo de arena. Ela vai ser feita na hora do evento. Enquanto essa hora não chega por que vocês não dão uma passada na minha casa?
—A sua casa fica aqui? – Perguntou Lily.
—Você tem uma casa? – Perguntou Birth com um tom de surpresa.
—Sim, pras duas perguntas. – Fisher apontou pra frente, pra uma casa grande e totalmente negra um pouco longe dali. – É aquela lá.
—Uau, combina bastante com você. – Disse Birth
—É, todo mundo sempre diz isso. E com todo mundo quero dizer uns dois Deuses, três demônios e uma alma perdida.
—Agora tem um humano na lista também. – Disse Birth.
—Espera, você já trouxe demônios pra cá? – Perguntou Lily.
—Sim, ué. A rixa de demônio com deuses é só com aquele Deus da bíblia mesmo. E esses demônios também eram de outra realidade, os criados no inferno eu já dizimei. – Respondeu Fisher com um sorrisinho. – Mas enfim, vamos logo entrar. É estranho ficar parado na porta.
—Mas a gente ainda nem tá perto da sua casa... – Birth olha pra frente e a casa estava bem ali na frente dele. – Ok, agora eu tô assustado.
—Quando a gente veio parar aqui? – Perguntou Lily
—Vocês acham mesmo que vou desfilar no meio daquela gente que já tem um amor incondicional por mim? Não, muito obrigado. O tele transporte parece muito mais fácil pra mim.
—Ah, qual é, você tá exagerando agora. – Disse Birth.
—Você já vai ver como eu tô exagerando. – Disse Fisher enquanto abria a porta da casa.
—Ué, você deixa a sua casa destrancada? – Perguntou Birth.
—Não, se outro ser tentar entrar nessa casa sem minha permissão ele é pulverizado. Isso é, no mesmo momento que tocar na casa. – Respondeu Fisher
—Eita. Belo sistema de segurança esse. – Disse Lily.
—Bem, entrem logo.
Birth e Lily entram na casa e ficam surpresos pela decoração ser absolutamente...Nada.
—Espera, cadê a mobília da casa? – Perguntou Birht.
—Eu não preciso desse tipo de coisa, eu sou um Deus sabe.
—Mas se é assim por que então você tem uma casa? – Perguntou Lily.
—Boa pergunta.
—E? – Perguntou Lily.
—O que foi? Foi só uma boa pergunta mesmo. Bem, no meu quarto ainda tem umas coisas. Vamos pra lá, fica no segundo andar.
—Espera, você tem toda uma mansão, mas o único cômodo que tem alguma coisa é o seu quarto? – Perguntou Birth.
—Evidentemente. – Disse Fisher.
—Mas isso não faz o menor sentido! – Exclamou Birth.
—Olha, até duas semanas atrás você era ateu, mas aí invocou um deus que fez os dentes de um cachorro caírem, depois de uns 3 dias presenciou uma luta desse mesmo deus que você invocou com um arcanjo, e depois de um tempo foi pra dimensão dos deuses com esse mesmo deus. Você não está muito em posição de questionar o sentido das coisas, está?
—...Wow... É verdade. O que aconteceu com a minha vida em apenas duas semanas? Uau. – Disse Birth impressionado com a realidade que ele já deveria ter percebido há muito tempo.
—Falando nisso, como você invocou o Fisher? – Perguntou Lily.
—Eu entrei numa casa abandonada que estava no meio de um beco questionavelmente suspeito, e no porão dessa casa haviam umas escrituras estranhas na parede em sabe se lá qual língua, eu li e katchau, brotou essa criatura.
—Katchau? – Disse Lily.
—É, katchau.
—O que caralhos é “Katchau”?
—É uma expressão, tipo xablau.
—Xablau?
—...Você pelo menos sabe o que é um meme?
—Nope.
—Mas...Você tem internet, certo?
—Sim.
—Então como diabos você não sabe o que é um meme?!
—Como diabos eu saberia o que é um meme?
—Mas isso é algo automático, em qualquer rede social que você entre vai ter um meme!
—Eu não uso redes sociais.
—...O que você costuma fazer na internet?
—Pesquisas. Mas na maior parte do tempo ver animes ou fotos de gatinhos.
—...Você tem muito o que aprender sobre esse mundo obscuro chamado internet minha cara amiga.
—Fala sério, até eu sei o que é um meme. – Disse Fisher.
— Tá, tá, tá bom, já entendi, todo mundo aqui sabe o que é um meme menos eu. Depois vocês me mostram isso, mas agora, vamos focar no objetivo atual que é chegar ao quarto do Fisher.
—Mas a gente já está nele. – Disse Fisher.
—Espe- Lily olha em volta e vê uma cama, uns pôsters na parede e um guarda-roupas. – Você fez isso de novo enquanto a gente conversava?
—Eu adoro fazer isso, é o que anima o meu dia. – Disse Fisher com um tom sarcástico.
Lily começa a andar pelo quarto observando os pôsters. Até que ela vê um cartaz em especial do lado da cama de Fisher. Que era bem pequena no caso, já que ele não precisava de uma cama, ele não é do tipo que dorme.
—Espera “Aparições do verdadeiro Fisher em outras histórias”? O que é isso aqui? – Perguntou Lily.
—Oh nããão, não leia isso por favor, se você fizer isso você vai estar revelando novos projetos que não deveriam ser revelados. Mas é claro, não posso fazer nada pra te impedir, só posso ficar em prantos enquanto você revela tudo...Ou algo assim. – Disse Fisher com um tom de voz que indicava que ele não dava a mínima praquilo.
—Oh, okay, vou ler então. “Sessão de aparições do Fisher em outras histórias que na verdade têm ligações com a história original.”? Isso não me interessa. “Spin-offs que na verdade vieram à tona antes da história original.” Ué? Eu não tô entendendo nada nisso aqui. E por que essa “O Deus de Sempre” Está em destaque nessa lista de spin-offs?
—Só ignora isso, é algo completamente inútil.
—...Okay.
—Okay, pra esse evento em especial vou usar minha roupa mais especial.
—E qual seria? – Perguntou Lily.
—Essa aqui. – Fisher simplesmente apareceu vestindo um terno preto com listras cinzas gravata vermelha e camisa preta. – É, eu gosto dessa roupa.
—Eita, tá parecendo com o Soul. – Disse Lily.
—Soul? – Perguntou Fisher.
—É, Soul, de Soul Eater.
—...Que?
—Ah, esquece, esqueci que você não manja muito de animes.
Birth que estava voando na imaginação olhando pro nada acorda do transe e olha pro Fisher.
—Uau, ficou bonito. – Disse Birth ainda meio avoado.
—Hm? – Disse Fisher.
—OPA! Vocês já estão nesse nível?! –Disse Lily surpresa.
—...Oi? – Birth ainda estava meio desligado da realidade.
—Espera, você nem percebeu o que falou? – Perguntou Lily.
—O que eu falei?
—Ah, deixa, eu sabia que era bom demais pra ser verdade.
—Espera, o que eu tinha falado?
—Algo que você provavelmente acharia melhor não saber que falou. – Disse Fisher.
—Tudo bem então...
—Espera, vocês estão ouvindo isso? – Perguntou Lily.
—Isso o que? – Perguntou Birth.
—Essa barulheira, parece vir lá de fora. – Lily abre a janela do quarto que dá vista pra rua logo em frente da casa. – Oh, tem um monte de gente aqui em frente. Eles estão em volta de um cara, ele é algum tipo de astro por aqui?
—Ah...Esse cara é o Bokusatsu.
—Espera, o seu rival, ou coisa assim? – Perguntou Lily.
—Sim, esse mesmo.
—Ele não parece tão agressivo...
***
—E então Bokusatsu, é verdade que você vai lutar contra o vencedor do torneio desse ano? – Perguntou um dos deuses que estava no meio da multidão.
—Definitivamente sim. – Respondeu Bokusatsu.
—Então pode ter a possibilidade de você enfrentar o Fisher hoje? – Perguntou outro deus.
—Sim...Olha, vocês estão começando a me sufocar...Vocês poderiam chegar mais pra trás?
Nenhum deles conseguiram ouvir nada que Bokusatsu disse pois estavam muito ocupados fazendo várias perguntas ao mesmo tempo e cada vez o aglomerado de pessoas aumentava em cima dele.
—Ehrm...Por favor, vocês poderiam me dar um pouco mais de espaço?
—Como você se sente com a possibilidade de enfrentar o Fisher?
—Está ansioso?
—Me dá um autógrafo?
—....Ô SEUS FILHOS DA PUTA, SAIAM DE CIMA DE MIM AGORA, CARALHO! – Bokusatsu faz todos saírem voando na explosão de raiva. E um desses deuses voa bem na janela onde o Fisher estava vendo o que estava acontecendo.
—...VAI JOGAR LIXO NA JANELA DA SUA CASA, FILHO DA PUTA – Fisher pegou o deus já desacordado e jogou de volta no ser iluminado logo abaixo.
—Foi mal aí, — Bokusatsu desvia do corpo desacordado. – espero te ver de novo quando a gente estiver no torneio.
—Tá, tanto faz. – Fisher fecha a janela — ...Sabe o que eu acho?
—O que? – Perguntou Birth.
—Toda essa parada de torneio anualmente...Isso é tããão clichê de Shounen, dá uma raiva.
—Pois é. Mas espera, não é você quem não manja de nada sobre animes? – Perguntou Birth.
—Eu só me faço de bobo, eu gosto de fazer isso, isso anima o meu dia. – Disse Fisher novamente com um tom de sarcasmo depois da última vírgula. – E agora que eu percebi, já que o Bokusatsu já está por aqui quer dizer que não vai demorar pro torneio começar.
—Mas você não disse que o evento seria numa arena que ainda ia ser feita? Como eles vão fazer uma arena tão rápido? – Perguntou Lily.
—Você está numa dimensão de deuses e ainda questionam como eles vão fazer algo? – Disse Fisher. – Magia é claro.
—Faz todo o fodendo sentido. – Disse Birth.
Nesse momento, tudo começa a tremer um pouco, como um terremoto.
—Olha aí a sua arena. – Disse Fisher. – Bem, agora provavelmente eles vão organizar quem vai lutar contra quem e quando. Esse ano eu não vou brincar, vou lutar a sério, o Bokusatsu já está se achando há muito tempo.
—Mas e como os outros deuses vão reagir se você vencer ele? – Perguntou Birth.
—...Isso aí é algo que eu vou ver depois.
Um tipo de sinal começou a vir da arena que tinha acabado de ser formar.
—Opa, isso aí é o aviso pros deuses aparecerem lá. Obviamente vocês não podem ficar junto de mim no meio da arena, vocês vão ter de ficar na arquibancada, mas podem ficar tranquilos, eu sempre sei onde vocês estão, vocês hoje são os únicos humanos por aqui então fica fácil de distinguir a aura de vocês da dos outros.
—Aura? – Perguntou Lily.
—É, eu costumo reconhecer os seres pela aura deles. É mais fácil do que guardar rostos.
—Entendi.
—Agora... – Fisher coloca a mão direita dele no ombro de Birth e a esquerda no de Lily e tele transporta eles pra frente da arena. – Vamos entrar?
—...Você realmente deveria parar de fazer isso sem avisar. – Disse Birth.
—Então... – Eles entram na arena. – Vocês dois sigam ali pela esquerda, aí é só subir aquela escada e escolher um lugar na arquibancada. Ah, por mais que pareça legal eu não recomendo ficarem na primeira fileira, meio que deuses vão lutar aqui em baixo então quem está mais perto tem mais chances de sair ferido.
—Oh, okay então. Você vai ficar aqui em baixo? – Perguntou Lily.
—Não, tem uma sala especial pros deuses que vão participar do torneio. Eu tenho que ficar lá junto dos outros deuses, o que vai ser um saco. Mas enfim, vão logo pra lá. – Fisher sumiu logo depois.
—Okay, acho que agora só sobra pra gente ir pra lá mesmo. – Disse Lily.
***
—(Ah droga...Eu sabia que essa gente ia ficar me encarando...) ...Então...Como vão? – Perguntou Fisher com um tom meio nervoso.
Depois de um breve momento de silêncio... – Então, é verdade que você esteve se misturando com humanos? Você desceu bastante o seu nível hein, Senhor Deus do Fim. – Disse um Deus que estava sentado bem à frente de Fisher.
—Isso é sério? Por favor, eu achei que era só mais uma brincadeira de mal gosto dos outros deuses. – Disse outro que estava do outro lado da sala segurando a risada.
—...Olha aqui, esse ano eu não vou me segurar contra vocês fedelhos, então, é melhor se prepararem, por que se não tomarem cuidado podem sair daqui praticamente mortos. – Disse Fisher com um tom de voz bem sério.
—Woah, abaixa a bola aí, o seu reinado de deus mais forte de todos já acabou faz tempo. Já faz um bom tempo que você só fica em terceiro no torneio, você não está mais no direito de se achar superior à todos, deus homicida de merda... – Disse o mesmo deus que estava na frente de Fisher.
Naquele momento o clima no lugar ficou muito pesado, e os outros deuses sentiram aquilo, mas nem se importaram por que no mesmo momento começou a chamada deles na arena.
***
—Ah, acho que é agora que vão começar a chamar os deuses pra arena. – Disse Birth.
—Pois é.
Depois de um tempo chamando os deuses parecia que todos os deuses já haviam sido chamados, menos o Fisher.
—Espera, cadê o Fisher no meio dessa gente? – Perguntou Birth, mas logo depois sua pergunta foi respondida pelo narrador.
—E por último, um dos deuses mais fortes de todos, e também o mais odiado, ele já tem ficado em terceiro lugar há 800 anos seguidos no torneio, será que hoje ele vencerá e terá a oportunidade de lutar novamente contra Bokusatsu? – Disse o narrador do torneio bem entusiasmado. Logo Fisher entrou e foi recebido muito calorosamente com vaias e xingamentos.
—É, também amo vocês, seus lindos. – Disse Fisher novamente com um tom sarcástico.
—Bem, para seres convidados por outros deuses presentes aqui explicarei como vão ser as coisas daqui em diante. Nossa máquina irá selecionar as lutas aleatoriamente, as lutas serão de um contra um, menos a final, na final devem haver 4 finalistas e os quatros vão lutar entre si na arena, o último a ficar de pé vai ter o direito de lutar contra o Bokusatsu. As lutas sorteadas aparecerão neste telão localizado flutuando há 8 metros de altura do centro da arena. E também, os deuses em luta não podem matar seus inimigos, e não precisam se preocupar com se segurar ou coisa assim, a arena é feita de um material indestrutível, e qualquer dano possivelmente infligido à ela será concertado até a próxima rodada. Sobre os deuses e seres de outras espécies na primeira fileira, como sempre, não precisam se preocuparem com nada, o campo de força em torno do campo de batalha da arena será ativado quando as lutas começarem. Agora nós iremos ligar a máquina e os combates serão sorteados. – Disse o narrador do torneio, logo depois os resultados aparecem no telão.
—Mas se a arena é indestrutível por que eles teriam que reparar em algum momento? ...Okay, onde está o nome do Fisher? Ué, não é por nomes? É pelo título do deus? Okay, “Deus do Fim” tenho que achar isso...Ah, ali, a primeira luta é o Deus do Fim contra o Deus das Espadas. – Disse Birth.
—Como você consegue ler? Pra mim tá tudo embaçado... – Disse Lily.
—Acho que você tem que usar um par de óculos Lily.
—Que nada.
***
Ah...Droga, por que eu tenho que ter a primeira luta? – Disse Fisher com um tom de voz aborrecido. – Tão clichê.
—Ué, está com medo de me enfrentar? – Disse o deus que antes estava sentado logo à frente de Fisher na sala onde os deuses ficavam, esbarrando nele.
—Hm? Você não é o deus das espadas, eu conheço ele.
—Sabe essas duas semanas que você ficou fora? Então, nesse meio tempo ele morreu em combate. Então as habilidades divinas dele foram transferidas pra mim.
—Nossa, agora eles colocam mesmo qualquer um pra substituir um bom deus, que decepção.
—“Bom deus”? Ele também te odiava, não seja idiota.
—Eu não considero um deus ruim só pela opinião dele sobre mim, ele era sim um bom deus.
—Huh? Você é mesmo um idiota... Como um dia essa gente te respeitou do mesmo jeito que eles respeitam o Bokusatsu? É mesmo uma pena. Bem, tanto faz, eu vou te eliminar na primeira rodada mesmo, aí eu quero ver você continuar se achando o fodão pra cima de mim.
—Okay então...
—Tudo bem, agora, apenas os dois deuses que vão lutar agora no centro da arena, todos os outros deuses fiquem no canto da arena. – Disse o narrador do torneio. Todos os outros deuses se afastam e começam a apostar entre si quem vai ganhar essa luta. – Ok, agora, se preparem. E...COMECEM O COMBATE!
***
—Com certeza o Fisher vai ganhar. – Disse Birth.
—Sem sombra de dúvidas. – Disse Lily – Mas por que eles ainda estão parados?
***
—Olha, já que você está tão motivado a me derrotar – Fisher deu uma risadinha – eu vou deixar você dar o primeiro ataque, mas vem com tudo, provavelmente vai ser a única chance que você vai ter de me atacar.
—Hm? Fala sério, única chance? Você ainda fica se achando... – Nesse momento, o deus começou a liberar todo o poder dele, o chão começou a tremer e uma espada negra aparece na mão do deus. – Essa é a minha espada mais forte...Mas relaxe, não vou te matar, é contra as regras, só vou te cortar fundo o suficiente pra te desacordar, hehe. – O deus foi pra cima de Fisher numa velocidade absurda e tentou cortar ele, mas quando a espada bateu no corpo dele ela simplesmente para. — ...Hm? – O deus fez uma cara de espanto quando percebeu que a espada dele tinha se rachado e logo depois se quebrado. – M-mas que porra é essa...
—Ah, minha vez. – Fisher pegou o deus pela cabeça e afundou ela no chão quebrando ele. Logo todos na arquibancada ficam sem reação.
***
—...Tá, era óbvio que ele iria ganhar, mas isso foi ridiculamente rápido! – Disse Birth surpreso.
—Caraaalho... – Disse Lily com os olhos arregalados.
—E-e em surpreendentes 18 segundos Fisher ganha a luta...Alguém pode conferir se aquele cara ainda tá vivo?
—Eu sei me controlar, não matei ele. Só bati a cabeça dele forte o suficiente pra desacordar ele...Hehe? – Disse Fisher com um tom entediado.
—A-ah, bem...Então...O dano feito na arena pela cabeça do Deus das Espadas aí vai ser reparado automaticamente...Cara, isso foi um recorde de tempo.
—O Fisher parece mesmo estar motivado a lutar contra o Bokusatsu. – Disse Lily.
—Com certeza.
***
Depois de uma série de lutas sem muita relevância entre outro deuses e mais umas humilhações que o Fisher fez os 4 finalistas foram selecionados.
—Então, chegamos à parte final do nosso torneio anual. Os 4 finalistas são...O Deus dos raios, da destruição, da luz e claro, o Deus do Fim. Que pela primeira vez em 800 anos consegue chegar às finais, será que ele será o grande vitorioso hoje? Bem, isso nós só veremos depois da pausa de meia hora para os 4 finalistas descansarem. Enquanto isso faremos a checagem nos campos de força. – Disse o narrador.
—Até que foi rápido. – Disse Birth.
—Ainda mais que todas as lutas do Fisher juntas deram menos de um minuto. – Disse Lily.
—Nah, não foi tão rápido assim...Eu acho. – Disse Fisher aparecendo do nada do lado deles.
—FILHA DA... – Gritou Birth num susto.
—Oi pra você também. – Disse Fisher com um sorriso no canto da boca. – E então, enquanto eu tava lá em baixo alguém mexeu com vocês ou algo assim?
—Nope. – Respodeu Lily.
—Ah, que bom então. Agora eu tenho meia hora pra fazer absolutamente nada por aqui, eu, sinceramente, não vejo necessidade dessas pausas.
—É claro né, você não chega nem perto de ser algo ‘normal’ perto desses deuses que você enfrentou. – Disse Birth enquanto tentava recuperar o fôlego.
—Tem essa parte da história também, mas não vem muito ao caso. E então, querem fazer algo?
—Não. – Respondeu Lily.
—Eu tô de boa com ficar quieto por mais tempo. – Disse Birth.
—Então...Vai ser mesmo meia hora de procrastinação? Legal.
E foi exatamente isso que eles fizeram, ficaram sentados na arquibancada olhando pro nada até o sinal na arena tocar novamente, sinalizando que logo a luta final iria começar.
—Ah, acho que agora que eu tenho que ir pra lá. Foi legal ficar ouvindo vocês respirarem por meia hora, a gente deveria fazer isso mais vezes. – Logo depois de concluir a frase ele some, novamente sem aviso prévio.
—Caaara, isso que ele faz é muito louco. – Disse Birth com uma risada meio lerda.
—...Você tá drogado? – Perguntou Lily.
—Hm? – Nesse momento Birth parecia ter acordado de outro transe. – Por que?
—Você não tá ficando muito em transe ultimamente?
—Nem tan... – Birth nesse momento foi interrompido pelo narrador.
—Agora é a hora que todos vocês estavam esperando para ver todo esse tempo! Um duelo entre os quatro deuses que melhor se saíram no torneio desse ano! – Disse o narrador empolgado. – Mas, lembrando uma regra crucial, se você matar algum dos seus oponentes você é automaticamente desclassificado do torneio e ainda receberá uma punição por isso, então, é melhor não se soltarem muito neste duelo, ainda mais que, como vocês bem sabem, o vitorioso deste duelo terá a oportunidade de lutar contra o maior deus que já existiu...Bokusatsu! – Neste momento Bokusatsu apareceu no centro da arena acenando para todos na arquibancada, como um astro. De imediato, o pessoal na arquibancada ficou agitado e histérico, se levantou e começou a gritar o nome de Bokusatsu. O deus que parecia brilhar no centro da arena começou a andar para um canto dela, neste canto havia um assento especial feito só para ele. Ele se sentou e começou a esperar pelos 4 finalistas para assistir o combate.
—E agora, que entrem os 4 finalistas! – O primeiro deus entrou – Halo, o Deus da destruição! – Ele acenou brevemente pros presentes que estavam assistindo tudo e foi pra um lado da arena. – Atsushi, o Deus da luz! – Logo Atsushi também entrou na arena acenando. – Tsubasa, o Deus dos raios! – Tsubasa entra, solta um breve “oi” e fica em outro canto da arena. – E agora, o antigo rival de Bokusatsu e que se mostrou bem focado na vitória esse ano, Fisher, o Deus do fim! – Novamente sendo recebido com vaias Fisher entra na arena, com o dedo do meio levantado pra arquibancada.
—Vão se foderem. – Disse com um tom de sarcasmo.
—Os campos de força já foram ligados, a partir de agora é melhor vocês irem com tudo! COMECEM! – Gritou o narrador bem mais empolgado.
—E então...Vai ter alguma ordem de quem vai lutar com quem aqui ou... – Os três deuses foram pra cima de Fisher ao mesmo tempo. – Ah sim, claro, todo mundo contra mim. Que surpresa. – Fisher desvia de todos os ataques dando um passo pra esquerda. – Olha, eu meio que tô com pressa pra acabar logo com o Bokusatsu, então, se me permitem, eu vou ficar sério só por um segundo, okay? – Logo depois de terminar de falar uma imensa aura negra saiu de Fisher, cobrindo toda a barreira.
***
—Espera, o que aconteceu lá dentro? Não dá pra ver nada do que tá acontecendo lá. – Disse Birth.
—Isso foi o Fisher? – Perguntou Lily.
—Provavelmente. – Respondeu.
A aura começou a se dissipar e algo já estava começando a ser visível lá dentro.
***
—Acho que não regulei bem a força...Tomara que ninguém aqui tenha morrido. – Disse Fisher enquanto pegava o seu tapa olho que havia caído no chão. – Enfim... – Fisher olhou bem nos olhos de Bokusatsu com uma expressão fria e séria. – Você é o próximo.
— F-F-F-FISHER MAIS UMA VEZ VENCE COM FACILIDADE!! – Berrou o narrador com certo espanto. – P-pela primeira vez em 800 anos Fisher fica em primeiro lugar! Ele vai poder lutar novamente contra Bokusatsu!
—Huhuhu...As coisas estão ficando interessantes esse ano, parece que eu vou me divertir um pouco lutando contra ele. – Disse Bokusatsu com um tom um tanto impressionado.
Fisher olhou pra arquibancada onde Birth e Lily estavam, eles estavam com uma expressão de espanto. – Yo. – Disse Fisher aparecendo na frente dos dois.
—CARALHO. – Gritou Birth novamente num susto – DAQUI A POUCO EU VOU MORRER NUM INFARTO!
—Se você morrer eu te revivo, relaxa.
—Então, você vai lutar contra o Bokusatsu agora né? – Perguntou Lily.
—Sim, daqui a pouco eu acho, agora é sem pausa pra descansar. Não que eu precisasse ou algo do tipo.
—Você acha que tem alguma possibilidade dele ganhar de você? – Perguntou Birth.
—O Bokusatsu? Sem chances. Vou acabar com ele rápido e sair logo dessa dimensão.
—Você não gosta mesmo daqui hein. – Disse Birth.
—Nossa, demorou isso tudo pra perceber?
—Ei, o Bokusatsu tá indo pro meio da arena. – Disse Lily apontando pra arena. – Isso quer dizer alguma coisa?
—Ah, isso quer dizer que a luta vai começar agora. Ele tem essas preferências aqui, ele pode começar quando quiser. Agora, vou lá. Daqui a pouco isso tudo vai acabar e vamos voltar pra normalidade da sua cidade. – Fisher se tele transportou pra arena.
***
—E aí. – Disse Bokusatsu com um sorriso sarcástico no rosto.
—Yo. – Disse Fisher com um tom de voz frio e com uma expressão séria.
—Nesta luta final, só haverá uma regra que não poderá ser quebrada e essa seria...NÃO SE SEGUREM NEM UM POUCO! – Gritou o narrador.
—Objeção. – Disse Fisher.
—Qual o problema? – Disse o narrador.
—Se eu for com tudo, o Bokusatsu, e todos presentes aqui, vão morrer.
—Você tá brincando né? – Disse o narrador contendo o riso.
—Pareço estar?
—Se você tá tão convencido assim, pode se segurar o quanto quiser...Esse aí não vai durar cinco segundos.
—Você vai se surpreender.
—E-ele acabou de ler...Ah, dane-se. COMECEM!
No mesmo milésimo em que o narrador deu o sinal pro começo da luta Bokusatsu deu um soco no rosto de Fisher que o fez voar do outro lado da arena numa velocidade absurda que só conseguiu parar quando bateu na barreira depois de destruir boa parte do piso da arena. Todos na arquibancada ficaram em silêncio enquanto a cortina de poeira abaixava.
—Ah, obrigado aí por me acordar... – Disse Fisher enquanto limpava o sangue no canto da boca. – Agora, é melhor se preparar... – Uma grande pressão começou a esmagar a arena. Graças a barreira em volta dela ninguém na arquibancada conseguia imaginar o que estava ocorrendo sem estar diante dos olhos deles. – Por que você dificilmente vai sair daqui com vida. – Disse Fisher com um sorriso demoníaco enquanto o tapa olho dele parecia queimar. Toda a arena começa a se rachar e quebrar por causa da pressão.
—Wow, você não tá meio instável? Ou talvez o Abdullah já... – Fisher, estourando a barreira do som com facilidade, foi pra cima de Bokusatsu dando um soco no estômago dele que o fez voar pra cima na diagonal numa velocidade que também ultrapassou a barreira do som, fazendo-o bater na barreira com tudo. Fisher novamente avançou pra Bokusatsu numa velocidade ainda maior desferindo mais um soco no estômago dele, fazendo assim a barreira se rachar.
—...Que nada... Eu tô bem consciente do que eu tô fazendo. – Disse Fisher com um sorriso sarcástico esboçado em seu rosto enquanto uma gota de suor escorria pelo seu rosto, ele parecia estar se controlando muito. Bokusatsu no mesmo momento em que foi acertado cuspiu muito sangue no rosto de Fisher e logo depois deu um sorriso provocante dando a impressão que ele fez isso de propósito.
Isso por algum motivo irritou bastante Fisher, o que fez seu controle desestabilizar, fazendo assim algo maior tomar o controle do corpo de Fisher por alguns segundos, desferindo vários socos contra o estômago de Bokusatsu muito rapidamente, o que começou a danificar cada vez mais a barreira, Fisher finalizou com um soco carregado de energia explodindo a barreira inteira com facilidade e fazendo Bokusatsu voar para muito longe dali. Ele desce de volta para o chão da arena e retoma o controle de seu corpo, aparentemente cansado.
—M-merda, eu deixei sair do controle de novo...
—...F-Fisher destruiu a barreira e m-mandou Bokusatsu para longe!! – Gritou o narrador muito espantado. – S-será que isso foi uma vitória pro Deus do Fim?!
Mas, logo depois do narrador completar sua fala, uma luz branca superando qualquer limite de velocidade existente acerta Fisher em cheio fazendo-o voar até o outro lado da arena, batendo na parede, o impacto destruiria a parte da arquibancada que ficava do lado onde Fisher se chocou com a parede, mas uma barreira de energia branca se ergueu atrás de Fisher no mesmo momento protegendo a destruição da arquibancada.
A luz branca, agora parada no meio da arena, se revela ser Bokusatsu em outra forma, o que poderia ser chamado de “Modo Deus”. Um modo em que o deus em questão libera todos os seus poderes e aumenta todas as suas habilidades milhões de vezes, como uma ‘forma suprema’. Ele estava brilhando, seu cabelo parecia flutuar, seus olhos estavam completamente brancos, suas roupas pareciam queimar em um tipo de fogo branco.
—Achou mesmo que com alguns poucos socos você iria ganhar de mim? Você ficou mais tolo com o tempo Fisher?
Fisher enquanto se levantava concertando seus ossos que se quebraram com o impacto só olhou no fundo dos olhos de Bokusatsu. – Não faça pouco de mim, sua fada do cu brilhante. Você não é o único aqui que usa esse modo. – Fisher começou a ser rodeado por uma energia negra imensa até que chega um ponto de ser impossível de se enxergar ele. Até que essa energia se dissipa e revela um ser de silhueta humanoide completamente negra, com umas linhas brancas que vinham de onde era pra estar seu olho direito e se estendiam pelo corpo inteiro. – Agora nós iremos ver quem realmente é o deus mais forte. Deus, por que isso parece tão clichê de Shounen tosco agora?
—Antes disso vamos para outra dimensão isolada, seria perigoso ir com tudo no meio de tanta gente fraca.
—Infelizmente tenho que concordar com você, por mais que eu ainda ache que isso seja só uma desculpa para eles não poderem presenciar a humilhação em cima de você.
—Tsc, vamos logo.
Os dois somem pra sabe-se lá onde enquanto todos na arquibancada da arena só conseguem ficar boquiabertos com o tamanho da presença avassaladora que os dois emitiam, presença essa que eles não conseguiam sentir quando a barreira ainda estava de pé. O narrador não sabe como continuar tudo agora, já que eles continuaram lutando em um lugar alternativo impossível de se assistir a luta. Até que ele diz o que seria o mais óbvio a se fazer numa situação como essas.
—E-então, acho que teremos que esperar eles voltarem pra decidirmos um vencedor de uma vez por todas... Pra segurança dos seres vivos aqui presentes já estamos providenciando o reparo da barreira em volta da área de batalha da arena, pedimos apenas um pouco de paciência já que os danos causados à barreira foram imensos.
Enquanto isso, no embate mortal entre os dois Deuses da Criação na outra dimensão...
***
Fale com o autor