O Detetive Hugo Hughoy

1 O primeiro caso - As Labaredas Secretas


Chamas com mais de três metros de altura consomem o
milharal. O trabalho de vários meses estava indo por água abaixo,
ou melhor, fogo acima.

O senhor Frederico Silva não tem mais como pagar as dívidas
adquiridas com seu vício em jogos. Agora Frederico está totalmente
falido.

O delegado Almeida está a investigar o caso. Ele começa
interrogando o senhor Frederico, o dono do milharal:

–Você tem algum inimigo, alguém que não goste de você?

Nisso, Frederico responde:

–Claro. O meu vizinho, o senhor Manoel. Ele sempre quis ser melhor que eu, pois não produz tanto quanto eu e não ganha tanto. Foi ele, foi ele que botou fogo no meu milharal!

Acalme-se, senhor Frederico -disse Almeida-Eu vou descobrir
quem botou fogo no seu milharal.

Enquanto procurava pistas no milharal, Almeida notou que
haviam pegadas que iam em direção a fazenda do senhor Manoel. Almeida seguiu as pegadas e chegou a um galpão onde achou um galão de gasolina. Já que Manoel não tinha qualquer veículo que usasse gasolina, Almeida concluiu que Manoel havia usado a gasolina para queimar o milharal. Manoel foi preso acusado de incendiar o milharal de Frederico.

Dois dias depois, chega à fazenda de Frederico um homem
com ordem judicial para investigar o caso do incêndio no milharal,
já que haviam poucas provas para incriminar Manoel. Esse homem
é Hugo Hughoy, um detetive particular.

Investigando no interior da casa de Frederico, o detetive Hugo
encontrou um documento muito importante, que mudava todas as
suas ideias. Hugo pensava que, já que Manoel não tinha gasolina
em casa, ele poderia ter a roubado. Ou então, havia outra hipótese:
Frederico havia colocado o galão de gasolina no galpão de Manoel
para incriminá-lo, por algum motivo, que Hugo não sabia qual era.
Mas agora com o documento, tudo estava resolvido. Só faltavam provas suficientes para incriminar o autor das labaredas.

No galpão de Manoel ainda estava o galão de gasolina que havia
incriminado Manoel. Hugo examinou o galão e achou três digitais.
Uma era do delegado Almeida. Outra era de Frederico e já outra do
capataz de Frederico. Não haviam digitais de Manoel ou de seus empregados, o que descartava a hipótese de roubo de gasolina.

Hugo Hughoy chegou à delegacia dizendo que tinha provas
suficientes para incriminar Frederico. Depois de apresentar as
provas, Hugo e o delegado Almeida digiram-se para a fazenda de
Frederico que, ao receber ordem de prisão, confessou tudo.

As provas de Hugo eram essas:

“O documento encontrado por Hugo era do seguro do
milharal. Com o que o seguro pagava, Frederico poderia pagar as
contas criadas graças a seu vício em jogos e, ainda, poderia refazer
o milharal. As pegadas que iam em direção à fazenda de Manoel
eram de botas especiais que só o capataz de Frederico tinha, em
toda a região.”

Frederico e seu capataz foram presos acusados de se prevalecer dos serviços do seguro. Manoel foi solto da prisão e ainda recebeu uma indenização
por danos morais.

Frederico Silva é o autor das labaredas secretas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.