Narrado por Roberta:

Assim que ele foi embora respiro fundo e fico apenas sentada no sofá como milhares de pensamentos. Fiquei pensando o quanto eu me abri pra ele, eu falei da minha infância da minha vida como nunca me abri pra ninguém, então disse pra mim mesma:

- Ele é o cara da minha vida – Sorri.

Narrado por Diego:

Assim que chego a casa encontro meu pai sentado na sala organizando alguns papeis tento passar sem ser notado, mas ele percebe e já vem com sete pedras na mão.

- Onde estava? – Ele pergunta se aproximando de mim.

- Na casa de um amigo.

- Isso não me importa, você sabe que sempre em finais de semana recebo pessoas importantes aqui em casa. – Ele diz em um tom arrogante.

- Bom pra você. – Digo no mesmo tom.

- Eu queria te apresentar pra pessoas importantes Diego, você é meu futuro herdeiro.

- Que sorte a minha. – Digo em tom de deboche.

- Olha o deboche Diego, aliais não estou te entendendo, por que esta falando nesse tom?

- Por que eu cansei de você mandar em cada passo da minha vida como seu eu tivesse cinco anos. – Nem esperei ele responder fui direto por meu quarto, depois tomei um banho e dormi.

Narradora: Dois dias depois.

Narrado por Roberta:

Estava em meu quarto quando de repente escutei gritos abafados da minha mãe vindo lá da sala e corro pra ver o que é.

- Que é mãe? – Digo sem humor.

- A empregada achou esse celular aqui ó. – Minha mãe me mostrou e logo lembrei que Diego avia perdido o celular dele.

- É do meu amigo. – Digo pegando o celular da mão dela.

- Ok, fim de caso. – Ela diz pegando uma revista e enquanto eu vou pro meu quarto.

- Acho que vou ter que entregar. – Digo sorrindo pra mim mesma. – Acho que peguei mania de falar sozinha. – Dou risada do meu próprio comentário.

Continua…