Narrado por Diego:

Fui pro quarto de hospedes muito abalado, não acreditei no que estava acontecendo, meu coração havia se partido pela primeira vez.

Narrado por Roberta:

- Você acabou de admitir que acredita na paixão? — Carla me perguntou incredula.

- Acho que sim. – Disse confusa.

- Caraca, o Diego é muito especial. – A Carla afirmou.

- E o que adianta ele ser especial, perfeito, carinhoso, se ele ta apaixonado por outra pessoa?

- Sei lá, mas vocês já ficaram?

- Ai é uma longa história.

- Agente tem tempo.

- Cê num vai desistir né?

- Não.

- Lembra da festa fantasia da Márcia?

- Não sua maluca é do pijama (risos).

- (Risos) Exatamente (risos), então era pra ele ter saido da festa mais cedo com os amigos, mas ele acabou perdendo a hora e quando eu fui colocar o pijama no quarto dele encontrei ele no quarto, ele pediu pra me não contar a irmã dele que ele ainda não saiu porque ela pediu pra ele sair cedo, mas acabou que não deu, e ele pediu pra me dar cobertura pra ele pra ele sair escondido, e me deu o celular dele, mas ai ele disse que ia se vira, mas ele disse isso depois de uma brincadeira que eu fiz por mensagem, ai eu desconfiei que ele tinha ficado zangado comigo…

- Pula pra parte boa.

- Ta, eu me ofereci pra dormir sozinha, mas a Márcia me disse que ia ser no quarto do Diego e eu torci pra que ele não tivesse no quarto e quando entrei não tinha ninguém me senti alivida, mas ele acabou saindo do banheiro de toalha.

Flash Back ligado

- Roberta?

- Achei que você tivesse saído.

- Mas não saí.

- Dá pra você pegar uma roupa e vestir lá no banheiro eu to ficando sem graça.

- Foi mal.

Ele foi até o armário e eu virei e lembrei que provavelmente ele não ta entendendo nada. Ele saiu do banheiro de calção e sem camisa.

- Agora começa a fazer sentido Roberta.

- Ta, não deu pra todas as meninas em dois quartos e me ofereci pra dormir sozinha, mas não sabia que seria no seu quarto.

- Mas foi melhor você porque se fosse outra garota tinha me dedurado pra minha irmã.

- Isso é.

- Que vê um filme?

- Dês de que não seja…

- Me deixa adivinha terror, drama, ação e policial?

- Justamente o contrario, prefiro esses, filmes a esses melosos de amor que da vontade de vomitar.

- Que bom.

- É, quer que eu ajude a escolhe o filme?

- Quero.

Nós olhamos e acabamos escolhendo “Juventude Transviada” um filme de 1955, mas o Diego disse que é muito bom e fomos seu conselho. Começamos a assistir ao filme sentamos lado a lado sem nos encostamos. Mas acabei dormindo. Acordei no meio da noite deitada ao lado de Diego o abraçando, o que mais me espantava é que eu o abraçava, será que… Não claro que não eu posso ser conhecida como louca, mas tenho limites, tirei o braço de cima dele devagar e fiquei o máximo possível longe dele, quase caindo da cama, mas virada pra ele. E sinto meus olhos ficarem mais pesado e adormeço. Mais tarde o sinto rolar na cama e abro os olhos e ao mesmo tempo ele também abre os olhos.

Minha respiração fica quente, nossos narizes se tocam e nossos lábios se encostam me provocando um desejo inexplicável ficamos nos provocando usando os lábios, respiração minha ficou mais quente até que ele toma a iniciativa, puxou o lábio inferior dela e o segurei pela nuca, o beijo estava quente e romântico até que eu o soltei e disse:

- Agente ficou doido.

- Eu quero que agente fique doido pelo resto da vida.

- Esquece… Esquece que isso aconteceu e cada um dorme no seu canto.

Virei-me e deitei o máximo possível longe.

- Impossível.

- Cala a boca, quero dormi.

- Esse foi o melhor beijo da minha vida.

Olha rapidamente pra ele e disse:

- Você não deve ter beijado muitas garotas.

- Mesmo se eu tivesse beijado todas as mulheres do mundo o seu beijo ainda ia ser o melhor.

- Aposto que você diz isso pra qualquer uma.

- Você não é qualquer uma.

- Você me conheceu a algumas horas.

- Eu sei.

Ela olhou no fundo dos meus olhos fez um carinho no meu rosto e perguntou.

- Sem cobrança depois?

Ele me beijou naquele momento, as nossas línguas pareciam que estavam lutando, eu o segurava pela nuca e depois passava a mão nos seus cabelos como uma espécie de cafuné enquanto ele a puxava pra mais perto de mim pela cintura. O beijo estava sendo o melhor da minha vida. Ele foi se levantando da cama pra ficarmos pelo menos sentado, o beijo estava a cada vez mais quente ficamos horas apenas no beijando com direito a mãos bobas pelo seu corpo apenas com algumas pausas e muita intensidade e aquilo já estava me deixando louca. Ele passava a mão em meus cabelos e também ficava enrolando em seus dedos enquanto me beijava. Depois ele me segura pela cintura, eu estava completamente envolvida em seus braços.

Flash Back desligado

Continua…