Narradora:

Um mês depois.

- Bom acho que não podemos mais ficar empurrando com a barriga esse assunto. – Disse Silvia olhando pra Diego e Márcia.

- Que assunto? – Diego perguntou.

- A herança do pai de vocês. – Foi até sua bolsa e retirou um envelope. – Assim que o pai de vocês se foi o ex-advogado dele me deu esse envelope.

- É o testamento? – Márcia perguntou.

- Também, junto do testamento tem uma carta escrita por ele.

- O que diz? – Márcia perguntou aflita.

- Eu não sei, eu ainda não tive coragem de ler, até porque a carta é para que nós três lermos juntos. – Silvia se sentou entre os dois e abriu o envelope.

“Chegou a hora que talvez nenhum de nós esperássemos. A hora que nos despedimos para sempre, e que vocês só guardam na memória momentos bons e ruins que passamos. Agradeço a vocês por terem me amado mesmo sem merecer. Vejo lágrimas saindo dos olhos de vocês, me desculpe por faze-los chorar, vocês eram a minha vida, talvez eu tenha me preocupado demais com vocês meus filhos que acabei os prendendo demais, mais uma vez perdão a vocês dois. A você minha esposa, me desculpe por não estar presente a muitos momentos importantes na sua vida, acho que vivemos muito pouco para o amor que a vida nos permitia. A todos vocês levantem a cabeça, vivam a vida sem medo de cair, porque se caírem vão levantar outra vez, saibam que eu sempre quis o melhor pra vocês. Amo vocês.” 12/09/2010.

- Ai meu Deus. – Márcia disse aos soluços indo abraçar seu irmão que deixava algumas lágrimas escaparem, Silvia se encontrava aos prantos.

Alguns minutos se passaram até eles voltarem ao “normal”.

- Ele deixou vinte por cento pra mim e quarenta por cento pra cada dos dois. E os negócios quando vocês terminarem os estudos assumiram juntos, se quiserem é claro.

- Eu tenho que ir pra casa, eu tenho aula há dez minutos. – Disse Diego, ele e Roberta começaram a estudar em casa a uma semana.

- Sim, mas só mais uma coisa... – Disse Silvia.

- O que? – Márcia perguntou.

- Vocês sabem que o pai de vocês era uns dos homens mais ricos do país né?

- Sim, por quê? – Diego perguntou franzindo o cenho.

- Porque com a herança vocês então milionários.

Continua...