POV. Roberta.

Já estava de saco cheio. Andei o shopping todo com Diego e ele não queria nada.

– Diego, o que acha dessa camisa? — Perguntei mostrando uma camisa de algodão vermelha, com um desenho de surf a ele.

– Pode ser.

– Diego. Escolhe direito.

– Robs, qualquer coisa que você me der vai me deixa feliz.

– Mas eu não quero te dar qualquer coisa. — Suspirei frustrada.

– Então não me dá nada, eu juro que não faço questão.

– Mas acontece que eu faço questão.

– Ta, vamos dar mais uma volta. — Ele entrelaçou nossas mãos e começamos a dar voltas pelo shopping.

Nós passamos em frente a uma loja de roupas de bebê, fiquei olhando e imaginando cada coisa, imaginando se seria menino ou menina, se ia se parecer mais com Diego ou comigo.

– Quer entrar? — Diego perguntou fazendo despertar-me dos meus pensamentos.

– Não... Não precisa. Agente nem sabe o sexo. – Respondi.

– Podemos compra roupas unissex. – Ele disse-me, encarei o chão, pensativa. – Vamos? Eu sei que você que sua marrenta.

– Ta bem. – Rolei os olhos, apesar de ele ter razão, eu estava morrendo de vontade de comprar as coisinhas pro nosso bebê.

– O que desejam? – Uma vendedora perguntou assim que entramos em uma loja.

– Gostaríamos de ver roupas unissex. – Respondeu Diego.

– É pra já. — A vendedora colocou várias roupas sobre a bancada. – Fiquem a vontade. – Disse indo atender uma mulher.

– Olha que fofo. – Disse eu cerrando os olhos ao pegar um macacão, minha voz estava manhosa, não tinha jeito, o momento mamãe tinha mesmo me atacado.

– Gostei desse. – Diego pegou um body do flamengo.

– Nem pensar. – Ri. – Como são tão pequeninhos, tão indefesos. – Pensei alto. Diego olhou para mim e sorriu.

Nós escolhemos as roupinhas, pagamos e saímos da loja.

(Roupinhas)

– Gostou? – Diego perguntou-me sorrindo.

– Amei aquelas roupinha tão pequenas e fofinhas. – Disse com os olhos brilhando.

– Eu também. – Ele pegou em minha mão.

– Você acha que vai ser menino ou menina?

– Bom... Eu gostaria que fosse uma menina.

– Sério? Achei que diria o oposto.

– Um menino?

– Sim. Os homens normalmente preferem os meninos, se bem que você não é normal. – Gargalhei.

– Muito engraçada, to morrendo de rir por dentro. – Ironizou.

– Não existe ninguém normal mesmo. – Continuei rindo.

– Verdade. – Ele riu fraco. – E você? Quer que seja o que?

– Um menino, mas o importante é que venha com saúde.

– Disse menino só pra me contrariar?

– Não, claro que não, seu bobo. – Selei nossos lábios.

– Por que então?

– Porque eu quero mais um Dieguinho pra mim. – Disse e ele sorriu como resposta.

– Vamos pro meu apartamento, estou cansado de ficar andado pra lá e pra cá.

– Ok. Vamos.

Continua...