Narrado por Roberta:

Diego me pediu pra falar mais, vi que ele estava realmente muito entereçado, mas o lado ruim é que tinha que sair dos seus braços aconchegantes, eu tenho um ‘problema’ que eu não consigo falar sério com as pessoas sem as olhar nos olhos.

- Depois de tudo isso eu ignorei todas as garotas e alguns garotos que vinham falar comigo, me tornei… — Ele me interrompeu.

- Selvagem (risos)?

- Também (risos), mas me tornei mais fria. — Disse em meio a um suspiro.

- E quando essa friesa passou? – Ele me pergunta.

- E quem disse que passou (risos)?

- Eu! – Ele disse com um sorriso.

- Ok, passou quando conheci a Carla. – Disse.

- E como vocês se conheceram? – Ele me pergunta.

- Foi na vila lene, a Luli que trabalha com minha mãe mora lá e Carla também. Ai agente se conheceu e acabamos virando amigas, ai ela foi me mostrando um jeito diferente de olhar a vida (risos).

- Mais… — Ele pediu.

- É sério? – Perguntei.

- É. – Ele afirmou.

- Quer que eu fale sobre o que? – Perguntei.

- Sei lá.

- Tem que ter alguma coisa que você queira saber. – Disse.

- Ah… — Ele ficou pensativo. – Seu primeiro amor talvez. – Engoli seco.

- Não acho que o que eu já senti pelo meu primeiro namorado pode se chamar amor. – Disse.

- Por quê? – Ele me perguntou.

- Primeiro que ele era super possecivo, e depois fez uma besteira que eu achei pelo resto da minha vida eu ia sofrer, mas depois disso eu coloquei uma frase na minha cabeça… — Disse.

- Qual? – Ele me perguntou.

- Quem me ama de verdade não vai me fazer borra o rimel de tristesa, de raiva ou decepção.

- Quer um abraço? — Ele me pergunta me fazendo sorri.

- Não preciso, mas quero. — Ele sorri e me abraça eu apenas retribuo.

Continua…