POV. Roberta.

No caminho de volta pra casa eu fiquei o tempo todo falando da Mandy, acho até que Diego ficou enjoado de ouvir o nome Mandy, mas vi a animação em seus olhos quando disse que estava ansiosa para ter nosso bebê em meus braços.

Quando chegamos a casa fui direto para o banheiro tomar um banho bem tomado, pois hoje eu precisava ter o desejo de Diego novamente pra mim. Talvez ele não perdeu o desejo por mim, mas ele se afastou, tenho quase certeza que é por causa de minha gravidez.

No banho eu estava planejando cada dele do que eu faria, usaria a camisola que eu estava vestindo quando demos nosso primeiro beijo, sorri involuntariamente ao lembra. Foi a primeira e a última vez que ele me viu com aquela camisola, não costumo usar camisola, gosto de dormi de maneira mais confortável possível, quase sempre com uma camisa dele ou com um moletom.

Pra mim camisola e lingerie eram pra mulheres que precisavam se garanti ou que queriam seduzir, bom parece que minha hora havia chegado, eu precisava das duas coisas.

Assim que acabei meu banho corri pro quarto e vesti, coloquei a minha menor e mais transparente calcinha, confesso que estava um pouco incomodada. Sequei meu cabelo rapidamente, até fiz um pouco que babyliss pra dá uma definida em meus cachos, por último passei meu creme mais doce, quem me deu foi a Alice, óbvio, mas pra falar a verdade o aroma era ótimo, passei nas minhas pernas, um pouquinho no meu pescoço e por último em minha barriga.

Na ponta dos pés fui até a sala, Diego estava apenas de bermuda assistindo um programa de humor na MTV, sentei ao seu lado com a mais calma possível.

- Que cheiro bom é esse? – Ele perguntou me fitando.

- Acho que sou eu. – Disse sorrindo timidamente.

- Hum, é muito bom. – Ele fungou meu pescoço e me arrepie só de sentir sua respiração quente.

- Que bom que você gosta. – Encostei a cabeça em seu ombro e fingi prestar atenção na TV. Depois de alguns minutos comecei a distribuir beijos em seu pescoço. – Pelo visto eu não sou a única cheirosa por aqui. – Sussurrei em seu ouvido com a voz mais “sexy” que eu pude fazer e em seguida mordi o lóbulo de sua orelha.

- Mas eu nem passei nada. – Ele disse com uma risada nervosa.

- E nem precisa, o cheiro de sua pele é maravilhoso. – Aspirei mais uma vez seu aroma, mas agora deslizando minhas mãos em seu peitoral desnudo. Ele fechou os olhos e segurou em meus cabelos com se me incentivasse a continuar e assim fiz só que agora não com apenas beijos suaves em seu pescoço. Eu já estava chupando e dando mordinhas em seu pescoço, a saudade era tanta que deixaria algumas marcas.

Fui beijando aqui, beijando ali, até que cheguei ao meu real tesouro: seus lábios. Nossas línguas disputavam território, o calor começou a invadir meu corpo dando os primeiros sinais de desejo. Ele me apertou contra seu próprio corpo gemi baixinho e ele imediatamente me soltou.

- Me... Melhor a gente parar. – Disse Diego gaguejando.

- Por quê? – Perguntei com a voz fraca.

- Não vai te fazer bem pequena, e ao nosso filho também. – Ele segurou minha mão e eu o olhei triste.

- Diego... Vai fazer o mal ao bebê eu me sentir triste. – Abaixei a cabeça, senti meus olhos arderem.

- Você está triste? – Ele levantou a minha cabeça.

- Estou. – Deixei uma lágrima escapar. – Você pode está carinhoso, mas não é o suficiente, a cada dia que passa, eu sinto cada vez mais falta de você.

- Te olhando assim você me parece tão frágil, eu tenho muito medo te perder. – Me acolheu em seus braços.

- E é assim que eu me sinto, frágil, vulnerável, e eu me sinto cada vez mais vulnerável com você longe de mim.

- Mas eu estou bem aqui. – Começamos a nos fitar.

- Está, mas eu sinto falta de ter você por completo.

- Roberta, pode...

- Pode fazer mal ao bebê, é isso que você ia dizer?

- E pode fazer mal a você também.

- Diego, tudo que satisfaz a mãe e a deixa feliz pra bem tanto para o bebê quanto pra mãe.

- Mas Roberta...

- Mas nada Diego, você não tem motivo pra se preocupar.

- Você tem certeza?

- Tenho, eu tenho certeza, até porque eu não colocaria minha própria vida em risco.

- É... Eu acho que não. – Colamos nossas testa e vagarosamente começamos a nos beijar, um beijo calmo, sem pressa, por enquanto.

Continua...