Narradora:

Assim que Diego e Roberta chegaram ao hospital encontraram Márcia na sala de espera.

– Diego... – Foi só o que ela conseguiu dizer ao ver o irmão em seguida o abraçou.

– Ele vai ficar bem, eu prometo, ele vai ficar. – Ele disse aconchegando a irmã em seus braços.

– Você não pode prometer isso Diego, não pode. – Disse Márcia se debulhando em lágrimas.

[...]

– É tudo culpa minha. – Diego disse a Roberta assim Márcia dormiu com a cabeça em seu colo.

– Claro que não Diego, porque você esta dizendo isso?

– Era pra eu estar com ele, mas eu fui grosso e estupido, provavelmente ele dirigiu embriagado por causa disso, porque eu não estava com ele.

– Ah, então culpa é minha também.

– Como assim? – Diego franziu o cenho.

– Você deixou seu pai pra ficar com quem?!

– Isso não tem nada haver Roberta.

– Exatamente, não tem nada ver o que você esta dizendo.

– Talvez você tenha razão.

– Eu tenho razão. – Riram baixinho. – Eu tenho que ir pra casa, amanhã eu tenho uma consulta na obstetra.

– Claro, não vai fazer bem pro bebê você ficar aqui, é muito desconfortável. Quer que eu vá com você?

– Não precisa, eu vou pro seu apartamento que é mais perto.

– Ok, eu vou te levar até a porta e te ajudo a encontrar um taxi.

Os dois seguiram até a porta do hospital. Diego viu um taxi e fez um sinal para ele vir e assim fez.

– Tchau peixinho, qualquer coisa me liga. – Selaram seus lábios dando um selinho demorado.

– Tchau, amo você. – Beijou a mão da amada.

– Eu também te amo. – Sorriu e entrou no carro.

[...]

– Dona Roberta. – Gritou Jorge, o segurança do prédio, assim que a viu.

– Eu tenho cara de dona? – Riu baixinho.

– Desculpe, é costume.

– Tudo bem, o que foi? – Perguntou sorrindo simpática.

– Sua mãe, ela veio aqui e deixou isso. – Jorge entregou a Roberta uma bolsa grande, preta e cheia de caveiras, dela mesma. – Ela pediu pra você ligar mais tarde.

– Ok, obrigada por avisar.

Como ela me achou?

Continua...