Narradora:

No dia seguinte:

Roberta havia entrado no quarto dos meninos sem ninguém perceber, Tomás estava dormindo e Pedro não estava no quarto. Vagarosamente sentou-se na cama e começou a distribui beijinhos no rosto de Diego, que sorriu sem ao menos abrir os olhos.

- Bom dia aniversariante. – Diego sorriu se espreguiçou e abriu os olhos, colocou a mão na direção dos olhos para diminuir a claridade.

- Bom dia coisa linda. – Sorriu. – Quero acordar assim todos os dias.

- Lindo! – Roberta se aproximou para dar-lhe um selinho, mas ele desviou. – O que foi? – Franziu o cenho.

- Você ta toda linda ai e eu com esse bafo matinal. – Diego disse e Roberta gargalhou.

- Deixa de ser bobo. – Roberta foi beijá-lo, mas ele desviou. – Diego!

- Não, depois eu te beijo muito, ok?

- Mas depois eu não quero. – Cruzou os braços, contendo o riso.

- Mas ai eu roubo.

- Acontece – apertou as bochechas de Diego com a mão — que eu também sei roubar. – Deu um selinho rápido.

- Roberta! Pra quer provar meu hálito matinal?

- Bobo, só senti seus lábios macios.

- Você não existe. – Sorriu.

- Pombinhos! Tem gente querendo dormir. – Disse Tomás tapando o rosto com o travesseiro.

- Cadê meu presente? – Perguntou Diego em tom de ironia.

- Ta no inferno. – Disse Tomás irritado.

- Mais tarde eu busco.

- Vou te dar agora. – Tomás se levantou rapidamente da cama.

- Nossa! Rapidinho ele né? – Perguntou Roberta.

- E bipolar também.

- Feche os olhos Diego. – Tomás pediu.

- Pra que? – Ele franziu o cenho.

- Pra eu te dar seu presente.

- Sério?

- É, feche os olhos. – Tomás insistiu e ele fechou.

Tomás abriu a gaveta de sua cabeceira e com cautela retirou de dentro dela dois ovos, Roberta as mão a boca ao perceber a real intenção de Tomás, que pediu silêncio pra loira. Mirou e de longe jogou um ovo de cada vez.

- Idiota.

Diego começou uma guerra de travesseiros com Tomás, Roberta ria e fugia das travesseiradas. E se acalme Diego, pois o dia esta só começando.

Continua…