O Destino é Cômico.

16 Especial - Pingo de Gelo. Part 1


Notas iniciais
SORRY! Eu não pude postar nesse Sábado como eu tinha previsto porque eu tive um bando de coisas pra fazer e porque tive bloqueio. Mas cá estou eu para dar o capítulo para vocês! Esse especial é depois da primeira temporada, no ambiente da segunda. Então é meio um spoiler pequeno(só que é grande :v ). O capítulo será narrado pelo Gray :) E terá duas partes =w= ESPECIAL EM COMEMORAÇÃO AOS LEITORES, FAVORITOS E AS 1000 VISUALIZAÇÕES! AMO MUITO VOCÊS, SÉRIO Boa leitura!

O sol não tinha nem começado a dar seus primeiros raios de luz quando a maldita daquela mulher tocou os sinos que estremeceram todo o prédio.

Levei um susto, e já sentia o chão gélido debaixo de mim. Proclamei várias palavras de baixão calão enquanto vestia minhas roupas e aquela túnica que nos compromete.

Faz pouco tempo que eu vim para cá, mas já estou um pouco acostumado, a não ser, é claro, ser acordado quase todo dia para coisas que não são de meu bom grado.

Eu estou nesse lugar somente para ajudar aquele leigo de cultura e aprendizado. Nunca o vi tão obcecado por conseguir alcançar seu objetivo.

Até porque o sentimento de ter perdido ela deve ser avassalador.

Desço ás escadas ás pressas e encontro os sujeitos do meu grupo. Todos arrogantes, nenhum deles são meus amigos, só nos damos como grupo quando é necessário ajuda e reforços, mas ainda sim tenho que andar com esse bando de sadomasoquistas. Eles se batem, apanham, batem nos outros, e amam isso.

E porque eu estou num grupo desses mesmo?

Ah, lembrei! Porque a senhorita Juvia fez o favor de invadir meu quarto bem na hora em que aquela mulher magrela passou por ele.E como qualquer coisa que pareça relacionamento entre sexos opostos é proibido (sendo que a magrela namora um bando de outros recrutas), ela acabou separando o nosso antigo grupo que era somente Natsu, Juvia e eu. Agora todos nós estamos em grupos separados.

Passo pela sala de alquimia e vejo lá o Natsu. Na verdade, ele está pouco se importando com alquimia. O que ele quer aprender é a magia de necromante.

Eu já avisei á esse retardado que essa magia causa muitos problemas, mas ele ignora, ele tem que fazer uma magia dessa classe de qualquer maneira. Essa magia é totalmente proibida, pois causa danos colaterais graves e leva a pessoa até a morte.

A magia de necromante ou chamada de Necromancer é uma classe de magia negra. Desde os antigos tempos, ela só traz o mal para os seres viventes, e por exigir grande poder do usuário, traz danos graves, tanto físicos como mentais. Um mago Necromancer é geralmente isolado da sociedade. Porque sua mente foi tão corrompida pela magia, que é considerado louco, e faria um grande mal se decidisse "ver" o resto das pessoas.

Ser necromante é praticamente "comandar" o mal, sendo que este mal o carrega junto com si no final. Mas não é para o mal que o Natsu quer. Não, nunca usaria para o mal.

Ele queria cortar o mal.

Ele queria usar a magia de necromante para achar uma magia antônima á essa. Ele queria transformar flores em espinhos, pobreza em riqueza... Morte em vida.

... Só espero que... Ele consiga.

Caminho pelos corredores e logo avisto Roger. Um garoto um tanto tímido que virou nosso amigo por aqui. Apesar de sua timidez com tudo, é excelente no que faz, e sempre se mostra dedicado á seus trabalhos.

Um deles foi o que causou a revolta de Natsu.

Mas não foi culpa dele... Foi daquela maldita.

–Roger! -Por causa do meu grito um tanto alto, ele se atrapalha e acada derrubando algumas papeladas no chão.

–Ah! Gray! -Ele se ajoelha para catar os papeis. -Está se mostrando dedicado á vir ás aulas? Isso é um tipo de milagre? -Diz ele em um tom debochado. Apesar de ele ser tímido, ele já se acostumou á todos nós.

–Acha que vou para a aula? Já sou especialista no que faço. -Respondo no mesmo tom.

–Tão especialista que não conseguiu pegar aquele simples anel. -Disse ele se lembrando da minha primeira experiência em furto, mas que não deu muito certo porque eu acabei caindo em cima da caixa onde estava o anel e liguei todos os alarmes. Só um pequeno acidente.

–Mas era minha primeira vez naquela droga... Tanto faz, eu não vou pra aula de qualquer maneira. -Começo a andar em rumo á porta.

–Então para onde vai?

–Acertar alguns trabalhos e... Acertar assuntos pendentes.

...

Depois de algum tempo andando pelo jardim falso daquela espelunca, tratei de ver o que eu tinha que fazer. É só fazer um trabalhinho e logo estou liberado.

Peguei o papel que estava em meu bolso. Nele havia a foto de um homem baixinho e magricelo. Tinha cabelos bagunçados grisalhos e mãos enrugadas. Olhos caídos e cansados, e seu rosto era cheio de pintas. Trabalho fácil.

Pensei em chamar Juvia... Mas algo me diz que vou ter um ser grudado na minha perna enquanto acabo com uma vida, então... Acho que n- Fui interrompido por um grito estridente feminino.

–Droga! Ela já veio?

–GRAY-SAMA! -Grita Juvia já abraçada á mim.

É, pelo jeito vou ter que levá-la.

Entramos em um carro autorizado pelo lugar e fomos em direção á casa do senhor baixinho. Pelas informações que eu vi, ele se chama Túdio Luck Ulisses, tem 69 anos, e precisa ser executado imediatamente. Aqui diz que o motivo é que ele é parente de Xavier Luck Oregan. Não sei porque isso tem importância. ... Após uns 10 minutos chegamos ao lugar.

Era simples, uma casa pequena feita de madeira velha aos pedaços. Bastava um movimento brusco e aquela construção ia abaixo. Descemos do carro para analisar melhor. Precisaríamos de um plano bom para não o deixar escapar, se bem que um velho de quase 70 anos não iria muito longe. Bem, tenho sorte que estou com Juvia. Ela foi premiada a melhor arquiteta de planos, nunca falhou, e permanece invicta até hoje. Ás vezes eu deveria dar mais atenção á ela, sei lá.

Logo Juvia viu um plano e me contou. Era bem simples, não daria nada errado.

–No 3 você entra e o assusta, jogue-o pra fora e deixe comigo. -Juvia falava antes que eu arrombasse a porta de uma vez. Fiz o que ela mandou, mas ao invés de um velhote sair da cabana, correu vários ratinhos e no fundo daquela cabana dava para ver o velhote preso á algemas em um ferro fincado no chão.

Cobri meu rosto com o capuz e cheguei perto do velho. Este estava com a cabeça abaixada, o que dificultava ver se estava consciente. Levantei sua cabeça de uma vez, e ao invés de ver um rosto enrugado e cheio de linhas de velhice, vi um rosto jovial, pálido, e seus olhos eram amarelos claros, vibrantes, como luz de um farol.

–Mas que... -Comecei a me afastar dele quando o mesmo se soltou facilmente das correntes. -Você não é o velhote.

–E você não é uma mulher linda e maravilhosa como eu pretendia ver, mas veja, a vida é injusta não é? -Debochou com um sorriso sarcástico, se levantando e me encarando. -Gray Fullbuster...

–Como... Como sabe meu nome? -Á este ponto já estava quase do lado de fora da cabana.

–Ora, minha irmã não te disse? Veja na sua ficha ai. Sou um descendente de Xavier.

–E o que isso tem a ver? -Senti a presença de Juvia ao meu lado, desviei os olhos por um instante para que Juvia corresse dali. Mas alguém notou.

–Eu sei que a Lockser está ai. -Respondeu ele como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. -A melhor em arquitetar planos... -Riu ele baixo. -Que lixo... -Sussurrou.

Juvia do lado de fora estava quase estourando, odiava quando alguém falava mal dos seus planos.

–Responda minha pergunta, seu desgraçado. -Cuspi as palavras, para que ele veja quem tem uma arma e que não tem. Peguei a mesma e apontei para a cabeça dele. Não mexeu um centímetro. E algo estranho logo aconteceu.

Juvia sumiu de meu lado e estava nas mãos daquele homem, como num passe de mágica. Olhei perplexo para Juvia e ele, e percebi que Juvia não entendia nada também.

–Descendentes de Xavier... -Ele começara a apertar o pescoço de Juvia, e essa começava a se rebater. -São os que herdam o nome do grupo em sua túnica. Eu sou um renegado, irmão daquela que você conhece muito bem. -E Juvia se rebatia cada vez mais.

–Para com isso! -Disse alto para que ele parasse de torturar Juvia. Ele fingiu que não escutou e continuou a história. -Para que alguém de nós fique com o trono... Os outros precisam sumir não é mesmo? -Juvia começava a gritar de dor, e pequenas lágrimas começavam a escorrer de seus olhos.

–PARA AGORA! -E apertei o gatilho, tendo a certeza de que acertara nele mas...

–G-Gray-sama...?

–MERDA! O QUE VOCÊ FEZ?! -Tinha acertado o ombro de Juvia. Mas eu tinha a absoluta certeza que acertaria na cabeça desse desgraçado.

–Ah, nada, você que é ruim de mira. -E largou Juvia de uma vez, fazendo com que caísse com tudo no chão. Olhei para onde estava ele e já não havia nada. Tinha fugido.

–Ai... Isso vai dar uma cicatriz bem feia... -Disse Juvia estirada no chão, corri até ela, a abracei pedindo mil perdões pelo ombro. -Sei que não foi você Gray-sama... Ele... Ele conjurou alguma coisa...

Pensei bem no que ele disse, descendente de Xavier? Quem era Xavier?

Estaria isso relacionado á...

–Acho que devemos voltar... Gray-sama? -Falou Juvia me tirando do transe. Sacudi a cabeça e olhei bem pra Juvia. Fui eu que dei esse tiro...

–Claro, vamos voltar e cuidar desse machucado. -Digo levantando-a e carregando ela em meu colo em direção ao carro. Essa não reclamou e parecia bem diferente da Juvia que eu conheço, parecia... Compreendida.

Nunca reparei, mas Juvia sempre parecia controlada em relação á mim nos trabalhos. É como se ela... Esquecesse da minha presença. Talvez seja a dedicação ao trabalho, não é?

Coloquei ela no banco do passageiro e fui ao assento do motorista. Dirigi para aquela espelunca novamente.

...

–Como assim não o mataram?! -Gritava a magricela chefa da organização. -Você sabe o quão importante era matar aquele homem?! Ele pode acabar conosco! -E assentando-se em sua cadeira, suspirou, e levantando os olhos em nossa direção, e dando aquele olhar de morte e temor, decretou:

–Pois muito bem, irei propor uma coisa á vocês. -Estremeci por dentro e percebi que Juvia suava frio. -Se conseguir capturar aquele homem ou acabar de uma vez com ele... -Direcionou o olhar para mim. -Irei dar um trunfo de Silver para você Gray. -E olhando para Juvia, pensou uma boa recompensa. -... E para você... Uma estátua do Gray. -Ér...

–SÉRIO? AI MEU DEUS, EU TE AMO TIA! -E Juvia corria para abraçá-la quando uma escova atingiu sua cara e parou imediatamente. -Okay...

–Estou certa de que vão atrás dele? -E fazendo o símbolo da organização com as mãos (indicador e médio levantados das duas mãos que se encontram cruzadas sobre o peito), nos encarou até receber a resposta.

Olhei bem pra Juvia, esta parecia pensar. Apesar de que... Parecia que ela não estava tão interessada na estátua de minha pessoa... Eu estou ficando feio por acaso?

Ela logo olhou para mim e confirmou com a cabeça. Fizemos o símbolo.

–Ótimo. -Diz ela por fim- Poderia dizer ao Dragneel para parar de incendiar a sala á cada vez que é falado de necromantes e dragões? -Bufando, fez um sinal para que saíssemos da sala.

Andei com Juvia até a enfermaria inconscientemente, não havia percebido que estava a seguindo porque fiquei pensando sobre tudo o que aconteceu naquele dia.

Xavier. Quem é esse cara? Porque ele tem tanta importância afinal? E aquele cara... O que ele queria dizer em relação aos tronos... E como ele fez aquilo... ?

–Se quiser Gray-sama, pode ir. -Disse Juvia assim que chegamos á porta da enfermaria, ela olhava para mim com um olhar opaco. Impressão minha ou... Ela não se importava mais com minha presença? Não... Acho que não...

–Não, eu vou ficar mais um pouco. -E me preparando para um pulo e gritos de fangirl, fechei os olhos como num reflexo... Mas não veio nada. Juvia aparentemente só abriu a porta e adentrou a enfermaria, deixando a porta aberta caso eu quisesse entrar.

Mas...

...

–Gray-sama... -Sussurrou Juvia.

–O que?

–Me desculpe mas... Quando é que vai parar de me seguir? Eu preciso dormir... -Diz Juvia bocejando enquanto girava a maçaneta da porta olhando para mim. -Acho que você também precisa dormir.

–Ah... Desculpe, eu não percebi que...

–Claro. Então... Boa noite, Gray. -E depois disso ela entrou e fechando a porta, percebi uma coisa.

Espera, ela disse só "Gray"?

Viu que eu estava bloqueando o fechar da porta, insistiu o olhar no meu pé e rosto.

–Estava pensando Juvia... Não quer dar uma... Hm... -Não sei o que eu estou fazendo... -Uma volta?

Ela corou um pouco, mas logo respondeu.

–Agora? -Disse em um tom meio confuso.

–Ah! Não, não, amanhã...

–Ah... Tudo bem, te vejo amanhã... Hm... Boa noite Gray.

–Boa Noite Juvia.

E logo ela fechou a porta e segui para meu quarto e...

De novo ela disse "Gray".

Tsc.

Notas finais
Yep. É um especial Gruvia com spoiler da segunda temporada o3o GRANDES SPOILERS. Vcs vão entender -q Gostaram? Deixem seus reviews okay? *3* Kissus