O Destino dos Herdeiros
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo, e devo dizer que eu custei a escrever esse capítulo, por que eu tive um bloqueio que vocês não tem ideia, mas como prometido, um capítulo novinho em folha!
PoV Alyria
Wim disse: – Mas pai, eu nem terminei o café...Fiquei com raiva, que direito ele tinha pra falar isso pro Wim? Logo no meu último café! Respondi: – Wim, toma seu café em paz, nosso pai esta um pouco exaltado por ter saído da prisão recentemente, né pai? Meu pai nem respondeu, fechou a cara e simplesmente continuou a comer.Olhei para Leo, ele tinha um sorriso terno pra mim, e estendeu a mão pra mim, e entrelaçou nossos dedos, e deu um beijo casto em minha testa. Após o café eu e Leo nos levantamos, e estávamos saindo pra uma volta na cidade, pra que eu pudesse ver por uma última vez meus súditos. As pessoas que são parte de mim, a minha família de alma. Mas meu pai nos interrompeu antes de cruzarmos a porta.– Leo, Alyria, venham comigo, precisamos conversar — disse ele com um sorriso. – Agora pai? — perguntei. – Agora Alyria. – Vamos minha flor — disse Leo, olhando confiante pra mim — Podemos ver seus súditos mais tarde, antes de viajarmos. Não acreditei que, primeiro, Leo me chamou de sua na frente de Cael, e segundo, iria conversar com ele. Mas achei melhor não contrariar..– Ta bom — respondi — mas, Majestade, não demore, eu preciso muito ver os moradores do reino, tenho que me despedir da minha família. – Eu sei, filha, não vou demorar, te prometo. – Bom mesmo — eu disse fazendo birra. ~ Para de ser tão birrenta Aly, sei o que seu pai fez, mas não precisa fazer birra amor ~ Leo sussurrou no meu ouvido me deixando vermelha na hora. "Amor"?Eu não consegui esconder o sorriso. Meu pai ja estava a nossa frente nos encaminhando para sua sala, enquanto Leo sussurrava isso pra mim. Ele disse amor... Meu coração nunca bateu tão rápido. Isso só me fazia ficar mais apaixonada por ele.. Ao entrarmos na sala Cael se sentou, e fez sinal pra que eu e Leo nos sentássemos a frente dele. – Muito bem, eis o que vai acontecer, eu vou tentar ir no anúncio do noivado de vocês — não o deixei terminar. – Mas é claro que não pai, tem muita coisa em acontecendo no reino, você não pode abandonar as situações que, graças a mim, conseguimos sair, ainda existem acordos, leis e muitas outras coisas pendentes a serem resolvidas, eu me recuso a deixar tudo nas mãos de Wim pelo simples fato que você quer ir num baile. – Aly — Leo se pronunciou, me olhando — Se acalma, sei que Vossa Majestade, Cael, não faria isso — Ele se virou para meu pai — Não faria, certo? – Era exatamente isso que eu queria dizer a ela, meu anjo eu disse que vou tentar, mas é bem provável que eu não vá conseguir, ja que temos o príncipe Seth vindo pra cá, e todas as coisas que você ja disse, mas é óbvio que o meu desejo é estar com você até o seu último segundo como apenas a minha princesinha, não pode me culpar por isso. – Desculpa pai.. — respondi, sem graça, acho que fiquei um pouco nervosa depois de perceber a tensão entre meu pai e meu irmão no café. – Minha flor, tem algo que eu quero te dar, uma coisa que pertenceu a sua mãe, tenho certeza de que ela ia gostar de te ver usando isso no dia do seu noivado. — dito isso, ele me entregou uma caixinha com um colar prata, com duas pedras verdes, uma no centro, maior, e outra na ponta, com o formato de um pequeno cristal. Me lembro de ter visto minha mãe o usando, ela sempre usava jóias lindas, mas essa, essa era especial. Lembro dela me dizendo o quanto este colar valia pra ela, e ela me disse que um dia seria eu a usa-lo, e eu o passaria para minha filha, que passaria adiante. Lembro dela me dizendo que isso era uma herança dos élfos. – Obrigada pai, não tem noção do quanto isso é importante! — eu disse com lágrimas nos olhos. Estava sentindo tanto a falta dela. E justo quem a tinha matado que acabara de me entregar o colar. – Eu sei, minha flor — ele respondeu — agora se nos dá licença, eu preciso conversar a sós com o príncipe. Olhei para Leo, que olhou para mim. Ele mostrava um pouco de medo, então eu dei um sorriso, e um beijo em sua bochecha e saí. Assim que a porta do escritório foi fechada eu não consegui segurar a gargalhada. Eu só espero que eles não tenham me escutado. PoV Leo Assim que Aly viu o colar, lágrimas surgiram em seus olhos e ela agradeceu ao pai. E então ele disse:– Agora se nos dá licença, eu preciso conversar a sós com o príncipe. Eu olhei pra ela em desespero, eu não queria falar com Cael, principalmente depois que Wimich me contou sobre as coisas que ele ja fez. Não pensava que o rei poderia ser tão sujo, e se envolver em tantos planos que só prejudicariam o próprio reino. Mas ele ainda era o pai da Alyria. O pai da garota por quem eu estou apaixonado, e iria, em breve, me casar. Aly me deu um sorriso como se dissesse "boa sorte", me deu um beijo na bochecha e saiu. Assim que a porta foi fechada conseguimos ouvir as gargalhadas gostosas de Aly. "Não tem graça" eu pensei comigo, e então dirigi meu olhar ao Rei. – Majestade, prossiga, por favor — eu disse. – Muito bem, Leo, você hoje, está levando deste reino a joia mais preciosa, a flor mais rara, o que mantêm esse lugar do jeito que ele é, então, espero que cuide bem da minha filha, espero que tenha em mente que quando ela se for, você terá que traze-la constantemente. Não sei se sabe mas Alyria é a alma deste reino, sem ela as flores não nascem, as árvores morrem, e tudo no reino começa a perder a vida. Isso vai durar até ela ter um filho. E é ai que você entra, quando o primeiro filho dela nascer ela perde essa capacidade, que é transferida para o filho dela, você tem a missão de tirar a criança dos braços de Alyria e trazê-la pra cá imediatamente, porque vai ser necessário que a criança faça os laços com Gardenalia, e não com Stonefalls.
Quando ele terminou de dizer isso eu simplesmente não pude acreditar, ele queria mesmo que eu tirasse meu primeiro filho dos braços de Aly só pra que o reino dele continuasse a florescer? E se essa capacidade é do primeiro filho, por que Wimich, que é o herdeiro de Gardenalia não pode fazer isso? Ja estava irritado, então disse quase gritando:– Você perdeu a cabeça? De jeito nenhum eu vou tirar meu filho dos braços de Alyria, jamais faria isso, nem com ela nem com meu filho, e me diga, se Wimich é tão filho de Shakya quanto Aly, e é inclusive o herdeiro deste reino, porque diabos ele não pode fazer isso com o filho dele? — quando terminei de falar eu ja estava em pé, com as mãos em cima da mesa, quase avançando em Cael. – Se acalme garoto, eu ainda sou o rei de Gardenalia, e a guerra ridícula que você e meu filho iam começar, pode ainda acabar acontecendo. Não faça nenhuma besteira! E Wimich não é forte, tenho certeza de que não conseguirá ter filhos, não posso arriscar a vida do meu reino. – Ache outro pra fazer isso pra você Cael, sempre te tive como alguém da minha família, mas não teste meu afeto por você, Alyria é bem mais importante pra mim que você. — depois que eu disse isso, dei as costas ao rei e sai da sala, eu tinha um passeio pra ir. Sai procurando Alyria e a achei tocando piano, uma melodia linda, mas triste. Senti que ela estava triste em partir. Fiquei olhando ela tocar do batente da porta, como estava linda, a luz que saia da janela fazia com que ela tivesse um aspecto transcendental, os cachos loiros caindo pelas costas até a cintura, a coroa que misturava magicamente flores e prata, as orelhas pontudas aparecendo entre os cabelos, os dedos finos e delicados tocando as teclas de marfim rapidamente. E então ela olhou pra mim. – O que faz aqui? — disse ela com o rosto corado, parando de toca. – Por que parou Aly? Continue, a música era linda! — eu a incentivei. – Não.. Eu perdi a vontade — ela disse abaixando o rosto. Eu fechei a cara, fui até ela e levantei seu rosto. – Alyria Rose Lilian Garden nunca abaixe seu rosto, e toque pra mim, por favor, não se negue a tocar pra mim, promete? – Esta bem mas.. Como você sabe que meu terceiro nome é Lilian? — ela disse sorrindo, e eu sorri de volta. Dei nela um selinho carinhoso. – Meu amor, eu sei muito sobre você — então me aproximei e sussurrei em seu ouvido — seu irmão me contou. Ela soltou uma risada gostosa e disse: – Sente aqui comigo, Leo — ela se endireitou pra eu me sentar ao seu lado, o que eu rapidamente fiz, e começou a tocar a música da parte que tinha parado. Quando ela terminou de tocar, ela olhou pra mim e percebeu que eu fiquei olhando ela. – Ficou olhando pra mim o tempo todo? — ela perguntou. – Foi impossível desviar o olhar — disse isso e a beijei. Não conseguia ficar muito tempo sem beijar aqueles lábios. Que beijo maravilhoso. Cada vez que eu beijo Aly parece ser ainda melhor e viciante que a vez anterior. Me afastei quando ja estava começando a ficar sem ar. Os braços dela estavam em meu pescoço e os olhos estavam brilhando. E assim como eu, ela estava ofegante. – Você precisa parar de tirar meu ar, Príncipe de Stonefalls. – Só se você parar de tirar o meu, Garden. — eu respondi — Ainda quer ver seus súditos? Imagino que o almoço será servido a uma, seria melhor irmos agora e voltarmos a tempo de você dizer tchau a todos.. – Sim, vamos então — ela disse tirando seus baços do meu pescoço e se levantando. Peguei em sua mão, e fomos em direção a porta do castelo. – Alyria, você quer ir depois do almoço? – Acho melhor, quero comer alguma coisa daqui antes de ir. – Como você quiser, Aly — eu sorri pra ela. Estávamos quase chegando a porta, quando Wim apareceu na nossa frente. – Aonde vão? – Vamos ver os súditos, Wim, quer vir conosco? — ela perguntou. – Claro, eu tenho muito pra fazer mas nenhuma vontade, to precisando de ar, vamos à cavalo ou nas carruagens? – Podemos ir à cavalo? — ela perguntou com o rosto sorridente, parecia uma criança, tão linda. – Acho que sim, vou pedir pra pegarem nossos cavalos, Wim, você vai ficar com a égua que pertence a Aly, o Silverthy. – A Aly vai ficar com qual? — eu perguntei. – Daylight, que é o meu cavalo de passeio, mas eu amo a Silverthy, cavalgo sempre com ela quando quero passear, pode cuidar bem dela? — percebi no tom da voz de Alyria que ela realmente tinha um grande sentimento pela égua, e senti que era assim por qualquer criatura viva. – Amor, eu vou cuidar dela, adoro cavalos — eu respondi. – Você já esta chamando ela assim? -Wimich falou com uma cara emburrada, fazendo Alyria rir. – Eu ja sou noiva dele Wim — ela respondeu, me olhando — Meu amor e eu somos assim, aceite. Eu dei um selinho nela, na frente de Wimich, peguei ela pela cintura e a levantei, dando um giro, Aly riu, divertida. – Você finalmente me chamou de seu amor — eu disse feliz quando coloquei ela no chão. – Ai meu Klark, parem com esse nojinho de vocês e vamos cavalgar logo. — Wim disse indo pra fora, pedindo para que trouxessem os nossos cavalos. – Seu irmão é um chato — eu murmurei. – Esse chato é seu melhor amigo — ela disse ja mais à frente seguindo seu irmão. Não perdi tempo e fui atrás dos dois. –-----
Notas finais
Eu espero que vocês tenham gostado, um beijo da tia vika pra vocês, até o próximo sábado.
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