Notas iniciais
Voltei, pessoas maravilhosas sz. Esse capítulo está mais para uma explicação de como o Naruto chegou em Noha. Espero que curtam :P

Algo o estava sacolejando como um saco de batatas qualquer prestes a ser jogado de uma carroça para chão. Tentou ignorar e voltar ao seu sonho onde ele brincava com seu fiel e melhor amigo. Então escutou latidos, e estes não pôde ignorar, eram desesperados e altos.

Acordou rapidamente, os olhos se acostumando com a escuridão do quarto. Sentiu algo molhado e áspero na bochecha e ergueu a mão para acariciar o topo da cabeça do amigo. – O que foi Akamaru? – E então virou o olhar sonolento para Shino e Chouji que estavam do lado esquerdo de sua cama, iluminados pelos archotes que ambos traziam. – Espero que tenham uma ótima desculpa para terem me acordado! – falou de modo imperativo e cheio de mau humor, odiava ser acordado, principalmente de madrugada!

Os amigos trocaram olhares e Kiba notou que era algo sério. Foi Shino quem pronunciou com a voz calma e séria de sempre: — A fortaleza está ardendo em chamas, pediram para acordar todos e evacuarem.

Kiba arregalou os olhos e pulou da cama. – Por que não falaram antes! – reclamou indo para a porta.

— Kiba... – Começou o gordo, Chouji. – Por que não coloca calças e botas?

Kiba piscou e olhou para baixo. Fez um barulho descontente com a língua, semelhante a um “tsc” e deu meia volta. Pegou os calções com alguns rasgos nas coxas, decorrente de seu dia à dia como guarda dos canis, e vestiu apressadamente junto com as botas marrons de cano longo. –Preciso salvar os cachorros! – falou enquanto pegava uma chave presa ao lado da porta e saiu acompanhado pelos dois amigos.

— Oh, merda! – falou. As chamas rodopiavam no ar e dançavam sobre as pedras do castelo. A atmosfera estava quente e pesada. Pessoas corriam para todos os lados, guardas e empregadas com as saias levantadas e lágrimas nos rostos. Parecia um formigueiro, daqueles que gostava de cutucar e observar as formigas saindo desesperadas, quando não tinha nada para fazer.

Começou a cair uma leve chuva que logo evoluiu para uma tempestade de pingos grossos. – Os Deuses vieram nos salvar! – escutou alguém gritar no meio da confusão e logo outras pessoas começaram a repetir o mesmo.

— Agradeçam mais tarde, idiotas, agora corram para a saída! – Alguém gritou.

Akamaru apareceu do seu lado, roçando o lombo entre suas pernas e então Kiba saiu de seu devaneio.

Correu em disparada com Akamaru ao seu encalço junto de seus dois amigos dizendo que ele deveria ir para a saída e não para perto do castelo.

— Preciso soltar os cachorros seus idiotas. Não pedi para me seguirem.

E então aumentou o passo, passando pátio e entre torres. As chamas estavam desembestadas e devoravam o castelo de forma inenarrável. Um guarda passou correndo, por uma das pontes de ligações com torres, com as roubas em chamas e gritos agonizantes. Até que tropeçou e caiu da ponte em uma carroça de fenos que descaçava logo a baixo, esta logo começou a pegar foto também. Kiba passou direto, ignorando os gritos do homem que logo se sessaram. Tinha que abrir os canis. Salvar os cães.

Chouji balbuciava logo atrás dele. – Os canis não ficam na parte leste? Próximos a saída dos criados na encosta do rio? Aposto que está tudo em chamas.

— Cale a boca, Chouji, se não quiser o Kiba lhe jogue no fogo. – Shino falou.

A chuva só aumentava. As roubas de Kiba pesavam em seu corpo e os seus passos ficavam cada vez mais lentos.

Quando chegou aos canis, soltou um suspiro de alivio. Se adiantou para a porta e colocou a chave na fechadura. Girou uma, duas, três vezes até que a porta soltou um estalo. Kiba a abriu e se afastou.

Os cachorros correram em disparada noite a fora.

— Podemos ir agora? – Chouji perguntou, o olhar virado para a porta dos criados que pegava fogo.

— Maldito seja você Chouji, pare de ser um covarde! – Kiba gritou.

A porta caiu no chão e as chamas se extinguiram com a lama.

— Akamaru? – Kiba perguntou sentindo falta do companheiro. – Akamaru!

Só o que faltava! Onde seu amigo fora parar?

Escutou latidos e olhou em direção a encosta. O castelo ficava encima de um pequeno monte no meio da cidade, o lado leste do mesmo ficava lado à lado com um rio que dividia a cidade da Terra.

Kiba se dirigiu ao topo da encosta que tinha aproximadamente uns cinquenta metros até a margem do rio. – Como ele foi parar ali? – Shino perguntou levantando a voz, para ser ouvido além da chuva.

— O que ele vai fazer? – Chouji perguntou olhando para Kiba, este que havia se agachado e estava pronto para escorregar até o cachorro.

Havia hesitação nos olhos de Kiba quando ele começou a derrapar lentamente pela encosta. Se fizesse algum movimento errado poderia morrer. Escorregou dividindo o peso entre o calcanhar e a ponta dos pés, uma das mãos segurava na terra impedindo que perdesse o equilíbrio. Começou a escutar o barulho revoltado do rio que corria as presas estimulado pela tempestade.

“Calma”, era o que Kiba dizia para si mesmo.

Akamaru tinha parado de latir e começado a ganir. Kiba notou que o animal estava escorregando mais ainda. Soltou um apoiou do calcanhar e deixou-se escorregar mais rápido. Segurou Akamaru por uma das patas e o ergueu, puxando-o para si e o segurando-o em um abraço com um braço só.

Olhou para cima. Não tinha pensado em como subiria. Mas só tinha um jeito. Levantou um dos pés para começar a escalada, mas não pisou rápido o bastante e escorregou. Automaticamente, protegeu Akamaru com o corpo e deixou-se rolar, rezando para que não caíssem dentro do rio.

Suas costas esbarraram em algo pontiagudo assim que conseguiu parar de rolar. Aquilo havia doído. Sentou-se, primeiramente certificando de que seu companheiro estava bem, e tateou-o às cegas para ver em que havia esbarrado.

Era plano e tinha testura de couro cozido. Uma bainha, e pela rigidez, havia uma espada dentro. Fechou a mão ao redor da bainha e puxou. Estava pesada.

O céu começava a clarear com o amanhecer, apesar da chuva Kiba conseguiu ver um homem desmaiado. Aproximou-se. Ainda estava vivo!

— Shino! Chouji! – gritou para cima sobre o barulho do rio e da chuva.

***

Naruto ainda deitado na cama de palha onde havia acordado um dia antes. Mas dessa vez está cercado por três jovens: a menina de cabelos rosas, que se chamava Sakura; um garoto de péssimos modos, com cabelos arredios e marcas estranhas nas bochechas, chamado Kiba; e um menino com sobrancelhas estranhas, grossas e negras, acima de dois olhos grandes, chamado Lee;

Havia acordado com o barulho de discussões que logo sessaram e os três jovens se juntaram ao redor dele. Kiba, como se apresentou, foi quem o tinha levado até ali. E até então estava contando como o achou.

-... Gritei duas vezes e os dois babacas, mas não me ouviram por causa do barulho maldito da chuva! Fiquei ali naquela maldita encosta, prevendo o rio encher e nos levando para só os deuses sabem onde! – falou em um tom mal humorado. – Pensei que teria que esperar até a chuva parar, mas ai os dois apareceram encima de uma carroça pela beira do rio, até ai o sol já tinha saído e a chuva diminuído. Colocamos você, todo sujo de lama na carroça, falando nisso, seu cabelo ainda está marrom com a lama seca, melhor lavar depois que sair dessa cama. Enfim, viemos para cá.

Naruto assentiu agradecido e colocou a mão nos cabelos. Estavam duros. – Obrigada por salvar minha vida, irei retribuir... — assim que voltar para o castelo e falar com meu tio, Lorde Uzumaki, pensou em falar, mas calou-se.

Saiu da cama e esticou as pernas que doíam. – Então... Não estamos na cidade da Terra. Qual o nome dessa vila?

— Noha. – Lee falou. – Venha! Tem um rio aqui próximo, vamos tomar banho lá!

Kiba saiu correndo. – Quem chegar por último é um bastardo de merda!

— Esperem ai! – Sakura gritou.

— Você vai Sakura? – Lee perguntou com uma voz doce.

— O que? Com vocês três pelados? Não! – falou com a cara fechada e virou para o Naruto. – Você está bem?

— Estou ótimo! – falou com vivacidade e sorriu para mostrar que estava bem.

Sakura deu de ombros e saiu, os cabelos compridos balançando nas costas. E então Naruto seguiu Lee.

Quando chegaram ao rio, Kiba estava boiando próximo a algumas algas. Lee começou a tirar os calções e a túnica e pulou na água.

Naruto sorriu. Parecia divertido. Pelo que ele lembrava, nunca havia tomado banho em um rio. Observou enquanto Kiba afundava Lee na água e pensou, por um momento, que iria matar o amigo afogado, até que Kiba começou a sair de dentro da água, levantado por Lee que o soltou em determinado momento fazendo com que caísse com um estalo devolta a água. Ambos riam.

Tirou as roupas sujas de lama e entrou na água, sem perder tempo, junto com os meninos.

Passou as mãos rigorosamente pelos cabelos para tirar a maldita lama e nadou até os dois amigos que brincavam de guerra. Quando o notaram ali, se aproximaram discutindo algo e o encararam. – Sem aquela lama no cabelo você realmente fica diferente. – Lee falou sorrindo e passou a mão nos cabelos negros para tira-los dos olhos.

Naruto encarou Kiba que o olhava estranho. Então notou os brilho de reconhecimento quando Kiba arregalou os olhos e abriu a boca. – Você não é...

— Menma. – Naruto falou antes que Kiba terminasse a frase.

— Não, não. – Kiba balançou a cabeça. – Eu já te vi antes! Você é o... – Naruto o cortou novamente, tapando a bica de seu salvadir com as mãos e aproximou a boca do ouvido do garoto. – Guarde segredo. Mais tarde nós conversamos, você e seus dois amigos que trouxeram-me para cá, aqui eu sou Menma.

***

— Vossa Alteza, Princesa Hinata. – Escutou o conselheiro do pai chamar.

— Sim? – respondeu enquanto observava a cidade do Ar pela janela de sua torre.

— O Príncipe Itachi Uchiha, do reino do Fogo, virá lhe visitar em breve. – o homem falou e Hinata virou para encará-lo com os olhos pálidos, estava incrédula. – Vossa Graça pediu para lhe comunicar.

Notas finais
^^ Para quem não notou. "Noha" eu peguei de KoNoha :p só inovei um pouco. Pensei que não iria dar tempo de postar hoje, mas deu certo! hehe.