O Destino do Amor

14 Capítulo 14 - Julgamentos


Notas iniciais
Eles não se conhecem direito. Jon não quis saber nada da futura esposa. Annie não gostava do que sabia sobre o futuro marido. E eles trazem esses pré conceitos para o casamento. O que pode acabar disso? Confusão.

A chuva começou pouco depois da chegada deles. Torrencial, com muitos raios e trovões. Naquela noite, após o banho, Annie resolveu permanecer no quarto, inclusive para jantar. Mandou avisar ao marido que estava cansada e pretendia ficar em seu dormitório. Jon, ao contrário do que ela imaginou, aconteceria, não apareceu para lhe cobrar companhia.

Queria muito aproveitar aquele momento a sós, sentou-se na pequena poltrona florida perto da janela, e pôs-se a ler um livro que pegara na estante da biblioteca/escritório. Era um manual sobre como cultivar rosas. E pertencia a seu marido. O nome dele estava grafado na folha de rosto. Havia anotações, registros e frases sublinhadas em praticamente todas as folhas.

Em alguns pontos ele considerava as colocações do autor como corretas, em outros, fazia considerações contrárias. Havia sinais claros de que ele realmente conhecia o assunto. Mas, onde Jon aplicava esses conhecimentos? Ela não vira estufa em lugar algum na casa deles.

Após o solitário jantar, sonolenta, cansada e dolorida da última parte da viagem, Annie resolveu dormir. Tocou a campainha chamando Leisa que apareceu rapidamente para ajuda-la. E se acomodou entre os lençóis, no meio da cama. Certamente que naquela noite, Jon não apareceria para lhe cobrar o cumprimento do contrato.

Remexeu-se sobre o colchão, encontrando a melhor posição e só então percebeu que a porta que separava os quartos possuía chave. Não teve dúvidas, saltou da cama e girou o metal na fechadura. A outra também poderia ser trancada, e foi exatamente isso o que fez. Se ele tinha alguma intenção de lhe cobrar o que quer que fosse naquela noite, perceberia que a esposa não estava disposta a ceder.

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Quando Jon finalmente subiu para o próprio quarto, a hora estava adiantada, era já madrugada. A chuva dera uma trégua, mas ainda escorria pelo telhado. Estava cansado, mas mais do que cansado, ainda se sentia incomodado. Estava acostumado a se deitar com mulheres que pertenciam a outros homens. Algumas até diziam amar seus maridos, ele apenas servia como uma forma de vingança, isso não lhe importunava, sexo era sexo e pronto. Mas, Annie era “sua” mulher.

Naqueles dois anos de espera pela noiva, todas as vezes em que pensara sobre o futuro casamento que seu pai promovera entre ele e a filha do Conde Carter, se sentia tranquilo. Era tudo muito simples, casar, manter relações sexuais, ter um filho e voltar à vida de fornicador. O que sua esposa faria depois, não lhe interessava. Também não interessava se ela estava apaixonada ou não por outro.

Agora, isso o incomodava. Na verdade estava incomodado com esse assunto desde o noivado. Ser o outro lhe parecia normal, até porque a maioria dos maridos traídos, também traía. O problema residia no fato de que um dia, estaria inserido nesse jogo sem vencedores. Não apenas como o traidor, mas como traído.

Um trovão clareou a escada quando ele atingiu o último degrau. Pelo menos se sentia tranquilo por estar em casa. Desde que Joseph o acordara, naquela manhã, por causa dos problemas com os cavalos que sua cabeça não descansava. Se aquela chuva tivesse pegado o grupo na estrada, eles ficariam presos, atolados até que alguém pudesse correr até a propriedade mais próxima em busca de socorro. Ele não queria que Annie e Leisa passassem por isso.

Parou alguns segundos no corredor estreito, o quarto de Annie estava em completo silêncio. Não havia sinal de claridade sob a porta. Nem tentaria ingressar ali, seria uma investida frustrada. Ele não pensava em passar sozinho a primeira noite deles ali. Porém, depois da recusa dela em jantar com ele, o melhor seria permitir que sua esposa percebesse que estava agindo como uma tola mimada antes de fazer uma nova tentativa. Puxou a camisa para fora da calça, em último caso, se Annie não deixasse de teimosia, ele faria valer o contrato.

Em lugar de ingressar no quarto, foi direto para a biblioteca, se jogou na poltrona de espaldar alto. No canto, sobre a mesinha, Margô colocara as garrafas de rum e brandy. Um copo de bebida forte não faria mal, o ajudaria a relaxar. Puxou o ar com força desejando que o dia seguinte fosse melhor.

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Annie não conseguiu dormir. Ficou a espera de que “alguém” girasse a maçaneta trancada de uma das portas. A chuva acalmou mas nenhum outro som se ouvia além dos pingos de água escorrendo pelo vidro da janela, a casa parecia vazia. e numa residência tão pequena esse fato era no mínimo inusitado. As horas passaram, e apesar de cansada o sono parecia ter desaparecido, ela continuava a se virar na cama de um lado para o outro. De repente algo chamou sua atenção, ela sentou no colchão, na expectativa. Era o som lento de alguém subindo as escadas. Passadas pesadas.

Jon. Ela disse a si mesma com o coração acelerado. Aquele seria o momento da verdade. Ele tentaria entrar e não conseguiria. O que faria? Ficaria furioso? Quebraria a porta? Gritaria com ela?

Ele parou. Ela parou de respirar quando um raio caiu bem perto da casa sendo imediatamente seguindo pelo estrondoso trovão. Segundos de absoluto silêncio se sucederam, e nada aconteceu. Ele voltou a caminhar, só que não na direção que ela esperava. Uma porta se fechou, não era a do quarto dele. E depois disso, ela não ouviu mais nada. Apenas caiu sobre o travesseiro tentando compreender o que aquilo queria dizer. Sem conseguir.

O dia, quando chegou, estava limpo, sem chuva e sem sol. O ar fresco da manhã inundava seu quarto enquanto fazia o desjejum. Leisa a informara sobre a chegada de uma costureira. A mulher viria ainda naquela manhã para confeccionar os vestidos de que Annie precisaria.

Annie deu uma olhada pela janela, mal tivera como ver alguma coisa na noite anterior. Seu quarto dava para a lateral, a parede de pedras, daquele lado da casa era toda revestida por alguma espécie de trepadeira. Havia um corredor feito de pedras que conduzia para os fundos, ao longe, avistava morros, campos, campos, campos. Havia também um lago, próximo a um bosque. Nada mais. Definitivamente no meio do nada. Era bom mesmo ter vestidos simples para usar naquele lugar, ou acabaria estragando os seus, caso resolvesse passear.

Jon não apareceu, nem ela perguntou por ele. Margô, a garota mais jovem da dupla que Annie descobriu se tratar de irmãs, sorria sem parar sempre que lhe atendia qualquer pedido. E se mostrava satisfeita em poder ajudar.

A modista, uma senhora bem idosa, bem como sua ajudante, uma menina entre doze e quinze anos. Chegou no horário marcado, em uma charrete puxada por dois cavalos esbeltos e muito bonitos. Annie acreditou que a mulher deveria ser eficiente, pois numa região erma, possuir clientes tão boas a ponto de manter um gasto como o que aqueles animais deveriam dar, lhe parecia quase impossível.

A mulher alta, com bochechas rosadas foi acomodada na sala da frente, a maior peça da casa. E o único lugar onde elas poderiam ter um pouco de privacidade. Já que a sala do andar de cima mal caberia Annie e a costureira, que dirá com uma ajudante.

Ali, elas ficaram horas. A mulher tirou as medidas, traçou, cortou e costurou um vestido com rapidez surpreendente. E mais surpreendente foi perceber que o corte e o caimento do tecido comum em nada deixavam a desejar para aqueles que Annie fizera com as modistas da capital.

Diante de um espelho improvisado por Bridgite, Annie se admirava quando a modista se aproximou arrumando a faixa na cintura alta.

— Está perfeito Sra. Carey!

A mulher mostrou os dentes em um sorriso repuxado.

— Sir Hawkins me informou que os vestidos deveriam ser simples... – ela passou a mão de dedos tortos pela bochecha de Annie – Mas uma mulher tão bela merece belos vestidos.

Lisonjeada com o elogio, Annie correspondeu garantindo que se sentia curiosa pelos outros dois vestidos que foram cortados naquela tarde.

— Estou com suas medidas. Farei estes dois para amanhã, e os trarei aqui para que milady possa experimentar.

Annie se voltou para a mulher dizendo:

— Fique tranquila... posso pedir a Andrew que me leve ao seu atelier.

O sorriso se transformou em algo maior assim que ouviu o comentário.

— Não possuo atelier milady... mas será um prazer receber a esposa de Sir Hawkins em minha casa.

Constrangida, Annie garantiu que assim faria. Tão logo seu marido chegasse, diria a ele que no dia seguinte iria até a casa da modista para experimentar os outros vestidos.

No final da tarde a mulher, sua ajudante e a máquina de costura eram novamente carregados na charrete. Deixando para trás uma surpresa e satisfeita futura Duquesa.

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Jon passou o dia fora, pescando. Talvez Annie melhorasse de humor depois que tivesse feito vestidos novos, geralmente as mulheres gostam de compras, de roupas novas. A Sra. Carey fora para sua casa pela manhã, e ainda não regressara. Ele sabia disso porque enviara a charrete para busca-la e o criado ainda não regressara.

A partir do dia seguinte ele teria muitas casas para visitar, muitas pessoas para ver. Muitos negócios e livros a contabilizar. Isso daria a Annie no mínimo dois dias sem sua presença. Não sabia se afastar-se seria bom ou ruim. Esperava apenas ter tomado as decisões certas.

Quando finalmente chegou em casa, com um cesto cheios de peixes preso a sela do cavalo viu a esposa no jardim, conversando com Bridgite. Assim que ouviram o som dos passos se aproximando elas o observaram. Annie usava um vestido novo, de tecido simples, porém, aos seus olhos ela não estava diferente. Ou estava. A falta de detalhes, de enfeites, de bordados, parecia salientar a beleza natural de sua esposa.

Desceu do cavalo, desamarrou o cesto e o entregou para Bridgite ainda admirando a mulher com quem se casara.

— Assado senhor? – a moça ruiva o distraiu.

Ele sorriu de leve. A garota o conhecia bem.

— Sim, assado.

Annie o observou rapidamente, seu marido parecia relaxado, tranquilo. As botas estavam cobertas de barro, as calças sujas de grama, os cabelos esparramados, sob um chapéu preto, camisa branca aberta no pescoço e casaco fino. Ele estava completamente à vontade.

Pensou em entrar em casa, mas antes que pudesse se mover, Jon a atraiu.

— Annie...

Ela parou e se voltou. Ele vinha sobre o caminho de pedras batendo com o chicote na bota.

— Como foi a noite?

Aquilo era provocação? Ela se perguntou.

— Tranquila. – mentiu.

— Conseguiu descansar?

— Plenamente. – outra mentira.

Ele a olhou de alto a baixo. E Annie pensou em dar um volta, para que seu marido pudesse medi-la melhor. Em vez disso perguntou:

— Gostou do vestido?

Ele ergueu os olhos para os dela. Sério, penetrante e determinado. Deu dois passos em direção a ela antes de dizer:

— Você está linda...

Ela engoliu o elogio em seco. Jon não parecia o tipo de homem que elogia a própria esposa. Ela esperava por algo como, adequado, correto ou, era exatamente isso o que esperava. Mas não que ele dissesse que estava linda.

— Obrigada! – se pegou falando. – Amanhã irei a residência da Sra. Carey para experimentar os outros.

— Quantos vestidos serão?

— Ela me sugeriu cinco.

— Há tecido suficiente?

— Sim... Hilda é precavida.

— Então não há problema. Faça quantos desejar.

Ele se moveu, olhando em direção ao caminho de pedras, parecia indeciso. Depois comentou:

— Gostaria de passear um pouco?

Annie suspirou de leve e acabou por recusar o convite:

— O ar mudou, está mais fresco... vou para o meu quarto ler um pouco. – remendou um sorriso — Com sua licença. – moveu a cabeça tranquilamente e deu as costas para Jon. Mesmo que ele fosse cordial e até simpático com ela, esses momentos eram raros, e só serviam para que ela cumprisse o que estava estipulado no contrato. Annie decidira que não esperaria mais gentilezas ou cordialidade dele, apenas faria o que deveria fazer.

Se Jon entrasse em seu quarto naquela noite, ela não o recusaria. Seria a forma mais rápida de os dois acabarem com esses momentos de constrangimento e falsas delicadezas.

Mas, assim como na anterior, ele não foi até o quarto dela naquela noite. Ficou na biblioteca remexendo em livros, sozinho e calado. Quando Annie subiu após o jantar solitário, o viu, vestido do mesmo jeito, com as mesmas botas, a cabeça apoiada na mão, entretido sobre um caderno grosso.

Também não o falou com ele na manhã seguinte, nem durante a tarde, depois que chegou da casa da Sra Carey carregando mais dois vestidos.

Na manhã do quarto dia, quando ela saiu do quarto, o encontrou sentado à mesa, esperando pelo desjejum. Assim que a viu ele ficou em pé, a ajudou a se sentar e depois se acomodou. Annie não sabia o que esperar dele. Era tão mais fácil quando seu marido agia de forma alterada, ou até autoritária. Ela sabia como agir. Mas, quando a observava assim, era difícil reagir, pois não sabia o que fazer, o que esperar.

Ele esperava que Annie lhe questionasse a ausência prolongada. Porém ela nada falou, passou a remexer distraidamente no guardanapo como se estivesse sozinha à mesa.

— Seus vestidos estão prontos? – perguntou a primeira coisa que lhe veio a mente.

Ela o observou surpresa pela pergunta.

— Quase, ela ainda está terminando os últimos. Conseguimos fazer seis.

— Isso é bom... – Jon comentou cruzando os braços sobre a mesa e emendou outro assunto: – Você já foi a algum lugar além da casa da Sra. Carey?

— Não...

— Nem pelo entorno da casa?

— Nem pelo entorno da casa.

Bridgite surgiu trazendo pães, broas e biscoitos fumegantes.

— Bom dia milady! – falou sorrindo.

— Bom dia Bridgite! – Annie correspondeu ao sorriso da moça. – Seus pães estão cheirando muito bem, como sempre! – e assim que os pratos foram largados sobre a toalha, tratou de pegar uma broa.

— Obrigada milady. – o agradecimento vinha recheado de alegria. Era bom agradar. Era bom ter para quem cozinhar. Era bom ter finalmente uma mulher naquela casa. Sir Hawkins sempre que vinha estava só.

E se voltando para o patrão perguntou:

— Deseja café senhor?

— Pode deixar que me sirvo... obrigado.

— Senhora?

— Está tudo bem Bridgite. Obrigada...

Acreditando que o casal pretendia ficar a sós a garota deu meia volta e retornou para a cozinha, tratando de passar as impressões sobre a dupla para a irmã. As duas estranhavam o fato de os dois não parecerem em nada com os casais que elas conheciam. Estavam sempre afastados, mal se falavam. Não dormiam no mesmo quarto.

— Desculpe ter deixado você sozinha nesses dias... – Jon tentou se justificar, se ela não ia tocar no assunto, ele o faria – mas, estava ocupada com os vestidos e eu tinha coisas para resolver, há quase um ano que não vinha aqui. – essa era apenas a metade da verdade, a outra metade seria a necessidade de deixa-la sozinha um tempo para que se acostumasse ao lugar.

— Não se preocupe... como o senhor disse, estive ocupada também.

Ela não perguntaria quais eram os afazeres do marido, pois Bridgite se dedicara a explicar que os camponeses da região se aconselhavam com Sir Hawkins, pois todas as vezes em que ele vinha, assessorava-os nos negócios.

— Mas, sua ocupação foi apenas em visitar a costureira...? – ele insistiu: — Há muitos lugares para ver, há um belo pomar do outro lado do muro, ao fundo, depois das árvores. Gostaria de leva-la até lá...

Annie não precisava daquele fingimento.

— Foi para isso que me trouxe até aqui? Conhecer o lugar? Ou para me manter afastada de Peter?

Ele se calou por alguns segundos. Se recostou na cadeira encarando a própria xícara. Os dias afastado parecia não terem ajudado em nada. Respirou fundo e começou a explicação:

— A trouxe porque considerei que este era o lugar mais seguro que conheço, e também porque é... minha casa favorita...

Annie custava a crer que aquela casa tão pequena, com tão pouco conforto fosse seu lugar favorito.

— Certamente que o ducado deve ter ótimos recantos onde o senhor possa se esconder.

Jon sorriu levemente, sem olhar para ela.

— Em qualquer lugar que vá, serei tratado como o filho do Duque Hawkins, as pessoas vão me aturar por isso, me convidar a reuniões, bailes, passeios, caçadas, piqueniques... aqui, posso evitar todos esses dissabores.

Ele puxou o ar com força. Estava a ponto de desistir das tentativas de se darem bem. O que o fez lembrar:

— Recebemos um convite.

— Convite? – ela repetiu incrédula. De quem? Para o que? Num lugar como aquele? E seu marido não acabara de dizer que pretendia fugir desses “dissabores”?

— Sim, um baile público, amanhã a noite, na residência de Sir Draytor.

— Quem é sir Draytor?

— Um arrendatário. – Jon respondeu passando geleia numa fatia de pão. – Uma pessoa bastante simples, mesmo assim um amigo. – seus olhos correram para o rosto da esposa. – Por isso, não precisa se preocupar em colocar os vestidos que trouxe, pode usar um destes que a Sra. Carey fez.

— Mas é um baile... – ela retrucou.

Jon a olhou de frente.

— Você logo percebeu que estava em um ambiente diferente, mas acha que precisa continuar se vestindo e agindo da mesma forma que se veste e age lá?

Ficando em pé, largou o guardanapo sobre a mesa e a encarou sério.

— Se por acaso considerar inadequado ir ao baile. Se estiver fora de seus padrões, oferecerei a Sir Draytor uma desculpa justificando sua ausência. Agora, se sua má vontade diz respeito a mim, lhe digo, será apenas uma noite. E prometerei me manter afastado.

Em segundos a peça estava vazia. A xicara de Jon ficara ali, fumegante, e pela metade, o pão sobre o prato e a cadeira arredada. Eles nunca chegariam a um ponto comum. Ela pensou. Mesmo com um contrato em vigor.

Notas finais
N/A: Não sei porque, mas acho que esse baile vai ser muito bom! kkkkk BJ e obrigada às meninas que deixam seus reviews. Me fazem muito feliz. Até o próximo.