O Destino do Amor

22 Capítulo 22 - O noivado


Notas iniciais
Olá. Mais um capítulo. Ficarei na espera da opinião de vocês. BJ

O torturante jantar acabou e eles finalmente voltaram para casa. Em silêncio por boa parte do caminho. Annie trazia na mente a percepção de uma família poderosa e desordenada. Jon, as palavras trocadas com o pai em particular.

O III Duque Hawkins estava furioso pelo comportamento do único filho. Pela irresponsabilidade que parecia ser marca ser registrada do jovem. E assim como em outras ocasiões, de nada adiantou a Jon garantir que as atuais intrigas das quais era vítima, não passavam de falação e maledicência. Eles terminaram a noite trocando palavras ásperas e pouco agradáveis.

Quando o casal ingressou em casa, Hilda os recebeu tranquilamente como sempre, mas logo percebeu que algo estava errado. A parelha que desde a chegada do campo parecia tão harmoniosa, trazia no rosto as marcas de uma noite infeliz. Mas, ao perceber o gesto de carinho que Annie teve com o marido antes de subir em direção ao quarto, a mulher pode respirar aliviada, ao se dar conta de que entre eles estava tudo bem. O que quer que tivesse acontecido durante o jantar, e que os perturbava, vinha de fora.

Era já madrugada no momento em que o casal se acomodou sobre o colchão da cama de Jon, que para Annie, parecia estranho e preocupado. Estranhamente silencioso, mas igualmente carinhoso seu marido a aconchegou contra si. Ela cruzou o braço pelo abdômen dele acariciando o peito nu.

— Você parece preocupado Jon. – comentou afagando o rosto liso, sem a barba cultivada nos últimos dias.

Ele apertou um pouco mais o braço em volta do braço dela. Ajustando a cabeça feminina contra seu ombro e suspirou.

— Meu pai algumas vezes esquece que não sou mais um garoto.

Ela compreendia que para um adulto essa relação de cobrança era pesada. E por isso ficou calada, não queria remexer nos sentimentos que naquele momento estavam fervilhando dentro dele e dos quais Jon não tinha interesse em falar. A esposa já o conhecia o suficiente para saber que em muitas ocasiões seu marido precisava remoer o assunto para melhor digeri-lo antes de falar sobre ele.

Bastava a Annie sentir e perceber que ele estava absolutamente igual com ela. Que seu toque era quente e gentil. Que sua voz era mansa e acolhedora. Que seus braços a envolviam de forma protetora.

Eles ficaram calados, Jon passou a respirar com regularidade, como se fosse adormecer produzindo a tranquilidade que Annie precisava. Lentamente o sono chegava, ela se ergueu, beijou delicadamente os lábios carnudos, e voltou a se acomodar no ombro firme do marido. Sentia-se gostosamente sonolenta. Preguiçosa. Foi quando Jon a chamou:

— Annie...

— Hum... – ela respondeu sentindo os olhos pesados, ajustando o braço no peito dele.

— Eu te amo... – ele sussurrou e os olhos dela se abriram.

Ah! Aquelas três palavrinhas outra vez. Imediatamente um calor bem vindo subiu por seu corpo e inundou seus olhos. Ela ainda não sabia o que responder aquilo. Fora tão fácil detectar o que sentia e como se sentia em relação a Peter. Mas, nada daquele sentimento se aplicava a Jon. Definir suas emoções por ele lhe parecia quase impossível. Rapidamente ela se moveu sobre o corpo firme do marido e o beijou. As lágrimas escaparam e escorreram por sua face deslizando para a pele branca da face masculina.

Annie segurava seu rosto com as duas mãos e o beijava como se o amasse. Mas, as lágrimas e o silêncio dela o confundiam. O que aquilo significava? Ela chorava porque o amava ou porque não conseguia retribuir os sentimentos dele? Apertou com força a cintura dela contra si. Não sabia quanto daquilo ainda suportaria. O quanto daquela incerteza seria capaz de aceitar. E se viu realmente virando um monstro caso sua esposa nunca chegasse a retribuir o amor que sentia por ela.

Um filho não era mais a única realidade que Jon Hawkins almejava ter e desejar mais do que pode se obter, ele sabia, era um decreto para a infelicidade.

******************

No dia seguinte, Annie acordou sozinha. Jon levantou bem cedo, a beijou e saiu, estava no escritório naquele momento, tratando de algum assunto com dois homens quando ela finalmente desceu. Havia uma novidade importante que ela queria muito contar a ele. Mas, naquela manhã não seria possível.

Hilda estava organizando o cardápio para almoço quando ela ingressou na varanda. A mulher a observou e sorriu. Annie titubeou querendo falar, mas ao mesmo tempo, com medo de falar. Algo que para ela parecia quase impossível, dada sua capacidade de não deixar nada para depois.

— A senhora precisa de alguma coisa? – Hilda perguntou atraída pelo jeito da moça.

Annie apertava as mãos num gesto nervoso. E já estava pronta para dizer que não, quando finalmente se decidiu pelo sim. Pedindo a cozinheira que lhes desse licença, convidou a governanta babá, ou quase mãe de seu marido para sentar. Ninguém melhor do que ela para lhe aconselhar. Para lhe dizer como agir.

— Estou um pouco confusa... – ela começou movendo as mãos sobre o vestido e confirmando para Hilda o quanto estava agitada.

— O que a confunde senhora?

Ela sorriu lembrando de Jon.

— Hilda, me chame de Annie, você trata meu marido pelo nome, eu sei... pode fazer a mesma coisa comigo.

A resposta foi apenas um movimento direto de cabeça, indicando que a mulher concordava com o pedido.

— Diga-me Annie, o que a incomoda?

— Prometa que não contará nada a Jon... não enquanto não tivermos certeza. – ela ficou em pé, e passou a caminhar de um lado para o outro, povoando assim a mente da outra de ideias perturbadoras sobre o motivo para aquela conversa. – Eu fiz isso, e acabei criando expectativas nele, e sei que isso o perturba, porque o Duque o perturba e... ele já tem tantos problemas...

Voltou a sentar. As frases desconexas ainda não apresentavam qualquer direção em que Hilda pudesse recorrer em um auxilio.

— O que precisa de mim?

— Minhas regras...

— Elas vieram, Leisa me disse.

— Pois eu pensei que sim, mas foi apenas um sinal... nada mais, não como sempre. Estou em dúvidas se há ou não a possibilidade de uma gravidez...

Hilda sorriu aliviando seu coração. E percebendo a preocupação estampada nos olhos de Annie. Aquela preocupação era por Jon, e não por ela mesma.

— Não posso lhe afirmar Annie. O médico do senhor Duque seria a pessoa adequada para lhe confirmar qualquer coisa.

Annie sentou na ponta da cadeira, se aproximando de Hilda.

— Mas eu não farei isso. Não posso ir ao médico, ele irá informar ao Duque, e nós, e Jon não terá paz... e se depois, minhas regras acabarem vindo?

Sabendo que a jovem tinha razão, Hilda logo concordou na tentativa de acalmá-la.

— Então esperemos mais alguns dias. – e percebendo os olhos ainda preocupados da jovem confirmou – Prometo não contar nada a Jon, até que se confirme.

Annie sorriu mais aliviada.

— Você falou com Leisa?

Movendo negativamente as mãos diante da governanta Annie salientou:

— Não... eu pedi a ela minha caixa, não falei, nem pretendo falar nada a ela. Só você e eu sabemos...

Hilda afagou as mãos geladas entre as suas, observou levemente o corpo da garota. Detectando seios mais fartos. Talvez, Annie realmente estivesse esperando um filho. Sorrindo internamente ao constatar que Jon ficaria imensamente feliz quando isso acontecesse. Principalmente porque ele estava apaixonado pela esposa.

*****************

O restante do dia transcorreu com calma regular. Jon encerrou o assunto com os homens e acompanhou a esposa durante o almoço, quando puderam voltar a conversar e trocar ideias sobre algumas mudanças que Annie pretendia fazer na biblioteca.

A tarde, eles tiveram a oportunidade de visitar a estufa, que como Jon havia dito, estava praticamente vazia, dado o tamanho do prédio. As rosas vermelhas estavam lá, as mesmas que enfeitavam o quarto deles todos os dias, desde a noite do casamento.

Quando a tarde findou e Annie subiu para se arrumar para a reunião na residência dos Besant, Jon voltou para o escritório. Hilda logo apareceu garantindo que seu criado pessoal havia feito tudo o que lhe fora ordenado.

— Obrigado. – ele respondeu solene sem olhar para ela, mas teve que erguer os olhos ao se aperceber da presença da mulher na sala, mesmo após ser dispensada.

— Você parece preocupado. – ela percebera essa preocupação em cada gesto de Jon, desde o início da manhã.

Jon desviou a atenção do rosto redondo que tão bem conhecia e voltou a remexer nos papeis que tinha diante de si.

— Tenho muitas coisas para resolver.

— Você sempre tem coisas a resolver Jon.

Ela queria dizer alguma coisa, mas ele não estava disposto a ouvir.

— Sim, eu sei. Mas agora meu pai resolveu acrescentar um pouco mais de responsabilidade as que já me deu antes do casamento.

Não era apenas isso, Hilda sabia. Mas, ele não falaria. Ela finalmente desistiu e saiu da peça.

Ao se encontrar novamente sozinho, ele largou tudo. Se recostou na cadeira olhando o teto. Voltando ao tema de sua principal contrariedade daquele dia. Em poucas horas, estaria sozinho num ambiente em que ninguém, além de sua esposa, lhe ofereceria qualquer gesto de amizade ou consideração reais. Além disso, muito mais do que enfrentar a falsidade das pessoas, ou George Besant, ele sabia que naquela noite toparia com Peter Mitchell. E sabia que Annie também toparia com Peter Mitchell.

Um ambiente público, onde não é pecado conversar com uma mulher casada, Peter poderia se aproximar de sua esposa, falar com ela e incrementar um pouco mais o amor que Annie sentia por ele, bem diante dos olhos de Jon, sem que ele pudesse fazer qualquer coisa em contrário.

Para piorar tudo, Annie estava linda. Como se algo nela brilhasse. Seu sorriso, seus olhos, sua pele, seu jeito. Ela estava feliz. A última vez em que a vira assim, fora no baile público do povoado. Há dias atrás. Ele tentou se mostrar adequado para a situação. Porém, se sentia como se estivesse sendo carregado para a forca. Só se sentia assim quando, nos primeiros anos, retornava para a escola após o período de férias, sabendo que seria alvo das brincadeiras e azucrinações dos mais velhos.

A festa, animada e movimentada, contava com mais gente do que Annie pensou que haveria. O III Duque de Hawkins estava lá, empunhando todo o seu poder e autoridade diante dos convidados. E como não estaria? Havia muitas pessoas importantes, inclusive seu pai, o Conde Carter, acompanhado por Hellen que ostentava uma barriguinha saliente de uma segunda gestação. E todos, sem exceção queriam um momento de conversa com Jon, não por ele mesmo, mas por seu pai ou pelo titulo que um dia ele herdaria. Separada do marido pelo grupo feminino, Annie de vez em quanto o observava, percebendo o velho hábito de seu marido retornar com força total.

Ereto, firme e com o olhar frio, ele conversava com todos que se aproximavam usando de cortesia fingida. Annie tinha consciência de que ele estava sendo bajulado pela posição que um dia ocuparia. Mas, se sentia totalmente insatisfeito com isso. Em alguns momentos ela desejou ardentemente se aproximar e poder afastá-lo dali. Mas, sabia que isso só traria problemas a ele. Afinal, o Duque estava no mesmo grupo que o filho e não aprovaria uma interrupção feita pela nora.

Daisy e o noivo, um jovem filho de um barão, formalizaram o compromisso diante de todos e receberam os devidos cumprimentos. Até aquele momento as duas amigas não tiveram oportunidade de uma conversa mais íntima e pessoal, além de simples cumprimentos formais.

— Annie – ela ouviu a outra se aproximar e a abraçar carinhosamente como sempre fazia – Você está radiante! – Daisy parecia realmente admirada.

— Eu estou radiante? – retrucou devolvendo o abraço — Você está radiante! Está linda e parece muito feliz.

— Estou mesmo feliz. Meu noivo não é lindo?

As duas riram animadas.

— Sim! Exatamente como você me dizia que seria.

Daisy enfiou o braço no da amiga afastando-a levemente do grupo de mulheres com quem Annie conversava.

— Como você está? Soube de sua chegada, queria ter ido a sua casa, mas estava totalmente envolvida com o noivado.

— Eu sei como é isso. – Annie comentou, lembrando dos preparativos para o próprio noivado.

Voltando a falar Daisy parecia uma menina agitada.

— Mas hoje, arranjaremos um jeito de conversar sozinhas. Estou muito curiosa para saber como tem sido sua vida de casada com o Duque mons...

— Não fale mais isso! – Annie a interrompeu – Daisy... por favor, não diga que meu marido é um monstro.

Admirada pela reação da amiga, Daisy garantiu que nunca mais faria isso.

— Está bem – falou baixo. – Desculpe. Ele agora é seu marido... você deve de qualquer forma respeitá-lo, não importando o que seja.

Annie queria dizer que não era por isso. Que ela tinha uma nova visão de Jon. Que sua relação com ele se modificara. Mas não conseguiu. Ficou calada e deixou a amiga pensar que estava certa em suas conclusões.

Daisy olhou em volta, franziu a testa e disse por fim:

— Queria muito conversar com você um pouco, mas acho que terei de ver o que minha mãe precisa... você me espera? Já retornarei. – e encarando o rosto de Annie novamente ela continuou: — Tenho tantas coisas a lhe contar!

Annie sorriu em resposta, acreditando que se tratava do noivo ou dos preparativos para o casamento.

— Espero. – garantiu antes da outra se afastar.

Do grupo onde estava, Jon podia ver Annie e Daisy conversando animadamente. Sua esposa estivera o tempo todo entre as mulheres, e em nenhum momento, se afastara do salão principal. Mitchell e George estavam sumidos, fato que o deixava bastante satisfeito. Ele os vira rapidamente logo antes do anuncio do noivado e depois disso, não mais. Seu coração lentamente se acalmava e ele podia prestar atenção a cansativa conversa que se desenrolava a sua volta, quando foi convidado a ir até a sala de jogos.

Antes de aceitar, ele observou Annie, que junto de Hellen, da mãe do noivo e da esposa de um lorde, conversava tranquilamente, de lado para ele.

De repente, Annie sentiu novamente a presença de Daisy ao seu lado.

— Tudo resolvido... vamos conversar um pouco? Em um lugar mais reservado?

Annie olhou em volta. Havia um grupo bem grande de pessoas ali, mas ela não se sentia mal em conversar naquele ambiente. Por isso recusou.

— Ah! – Daisy parecia insatisfeita com aquela resposta — Quero tanto contar-lhe algo que aconteceu comigo.

— O que foi? – Annie perguntou interessada.

— Venha, vamos até a biblioteca rapidamente. Ninguém vai dar por nossa falta.

Annie voltou a revisar o ambiente com os olhos, o grupo de Jon não estava mais no mesmo lugar. George ou Mitchell não eram vistos a um bom tempo. Parecia que nada havia para impedi-la de ir com a amiga. E prontamente aceitou.

— Você esta fazendo suspense. – disse rindo quando Daisy enlaçou o braço no dela.

— Você nem imagina o quanto estou feliz em vê-la aqui! Minha melhor amiga presente no anúncio de meu noivado. Estava tão triste imaginando que não poderia contar com sua presença! Desde que o Duque... desde que seu marido a levou para o campo não tivemos mais como nos comunicar. Ninguém sabia dizer onde vocês estavam.

Annie sorriu lembrando da casa, dos lugares, de Jon.

— Aquela governanta é intragável! Não sei como você a suporta. – o tom de voz mostrava que Hilda não fora muito solicita com visitas “indesejadas”.

— Eu estava, eu estou muito bem. E espero que um dia você possa ir conosco até lá. Sei que vai gostar.

Daisy retorceu o nariz de forma descontente.

— Vou amar estar com você como sempre, mas me desculpe Annie, passar alguns dias com seu marido é algo que não em agrada.

Elas estavam diante da porta da biblioteca e Annie se aprontou para pela primeira vez ser firme com a amiga quanto ao seu modo de falar de Jon, mas, acabou nada dizendo, pois elas ingressaram na biblioteca e se depararam com algo que a garota não esperava ver.

— Annie! Esta é minha surpresa para você! – Daisy parecia muito feliz em poder fazer aquilo.

Annie sentiu o coração parar no peito. A pessoa que estava diante dela, sorrindo amena e simpaticamente era alguém que ela julgava já estivesse longe da festa de noivado.

— Annie... – Peter disse estendendo as mãos para ela.

Estática ela sentiu ele se aproximar assustadoramente rápido.

— Vou deixar vocês conversarem sozinhos... – Daisy anunciou antes que Annie tivesse reagido aquela situação da forma como deveria.

— Não! – quando aquela palavra saiu, a porta já estava fechada.

Nervosa Annie caminhou estendendo a mão para a maçanete, seu coração acelerado e a cabeça perdida em alguém que não era o homem diante de si.

— Annie querida! – Peter falou segurando-a pelos ombros – Estive louco a sua procura nesses últimos dias. Daisy acreditava que seu marido a prendera em algum lugar para afastá-la de nós.

Ela se voltou para ele, séria, incomodada.

— Jon nunca faria uma coisa assim. – mesmo que ela própria já tivesse acreditado que tal ato era possível.

Ele tentou se aproximar novamente, acreditando que a recusa dela se devia a moral rígida transmitida pela escola de freiras, ela se afastou.

— Por favor sir Mitchell...

— Annie,... eu precisava vê-la...

Pare de repetir meu nome. Ela gritava para si mesma com a lembrança do sonho saltando diante de seus olhos.

— Isto é uma estupidez, eu preciso sair daqui! – falou consigo, tentando desviar-se dele, e cruzar em direção à porta. – Como Daisy pode fazer isso comigo?

— Annie meu amor... – Peter pronunciou emocionadamente, e pela primeira vez ela o observou detidamente, sentindo o coração quase sair pela boca. – eu precisava lhe dizer isso cara a cara. Não apenas por carta...

— Sir Mitchell... não... – quase implorou dando alguns passos para trás.

— Eu amo você... – ele falou se aproximando, e ela perdeu qualquer reação.

Os olhos azuis muito, muito, muito perto dela. Os cabelos claros, o rosto perfeito. De repente ela sentiu, os lábios masculinos sobre os seus. Lábios estreitos, macios, sedosos. Um beijo, o beijo com o qual ela sonhara por várias noites, enquanto sozinha, dormia em sua cama de solteira.

Notas finais
Leitora nova! Oba! Obrigada pelo review. Adorei! BJ a todas que estão acompanhando, mas especialmente a vocês que nunca me deixam sem um review. Até o próximo!