O Destino da Híbrida
4 Capítulo 4
Notas iniciais
" Que seja feita a sua vontade- Falei ao senhor do tempo"
POV ARTHUR
Não sei quanto tempo fiquei olhando minha filha dormir, cheirei seus cabelos e não me foi estranho encontrar o cheiro de lírios, onde estaria Tatiana agora? Já fazia quinze anos, e nada sobre ela. Minha preocupação cresce a cada dia que se aproximava o aniversario da Rose, não sei se ela vai se transformar, isso seria uma bac em tanto na vida delacaso ela não se transforme, ela é rápida de mais para um simples humano, mas não conseguiu a transformação parcial, ela também não percebe mas o vento a obedece assim como a mãe, mas ela não controla ainda, ela só reage ao humor dela, ontem quando ela saiu parecia que as árvores próximas a casa iriam literalmente voar, a olhando agora assim tão serena, não se pode imaginar o poder que tem. – Como ela esta: — Pergunto Catarina parada na porta semente com a metade aberta. Ela é uma mulher incrível, seus cabelos castanhos escuros presos em um coque destacavam seu rosto, a cor de seus olhos sempre atentos me lembram doce de leite da velha mucama dos meus tempos de criança, seus lábios fartos faziam ela ter um sorriso enorme quando estava feliz, é uma mulher muito expressiva, e fácil de se ler, era morena clarinha beirando o caramelo, sim caramelo como o seu cheiro. –Afirmei com a cabeça e me levantei devagar, a vendo se mexer um pouco e abraçar o travesseiro. –Ela Falou onde esteve? – Me pergunto assim que fechei a porta. – Não, e eu também não perguntei, o importante é que ela esta viva e aparentemente bem. – Me preocupo com esse sumiços dela, procuramos na fazendo toda e nada dela, e se ela foi para a fazenda dos Blacks? – Falou apertando o vestido o vestido que arrastava um pouco no chão conforme ela andava a minha frente, é essa cor verde musgo combinava com ela- Ela não saiu de nossas terras isso eu tenho certeza, se não eles mesmos trariam ela aqui, ela só é esperta demais, deve ter achado algum esconderijo ou algo assim- Falei de modo tranquilo, não que eu não me preocupasse, longe disso, só que ela me contava tudo, tínhamos esse voto de nunca mentir, era bom por um lado mas me matava por outro, não sei nem o que ela faria se descobrisse que Catarina não é sua mãe, ela é tão imprevisível quanto Tatiana. – Verdade. – Falou mas calma.- E como esta Juan? –Bem, ele chorou um pouco, ficou assustado, não entendeu porque os irmãos estavam brigando, ele é igual seu pai, ligado a família. –Falou com a voz chorosa, eu não sabia como ela esta reagindo a tudo isso, ela sempre foi forte, meu porto seguro, aprendi a amar essa mulher, minha companheira.
Acompanhei em silencio agora, entramos no nosso quarto e deitamos, ela se aconchegou no meu peito e chorou baixinho. –Onde eu errei com o Tobias? Arthur ele é nosso primeiro filho, eu ainda lembro-me do seu choro quando nasceu, eu era inexperiente, você tentando levar uma tradição em frente, é difícil... — Falou se apertando, mas ao meu corpo. -Sim também me lembro desse dia, era hora do almoço, o sol brilhava e estava muito quente. Acredite você não errou em nada, cuidou de todos como você acha certo, e se com ele deu errado, temos que tentar consertar, ser pai é isso. –Sim, você esta certo, mas afastar ele é o melhor? –Perguntou com uma aflição na voz, nunca ficou mais de dois dias sem seus filhos, era uma loba de garras com suas crias, mesmo com a Rose não vindo do seu corpo. – Eu acho você conhece o gênio forte desses dois, ou mandar ele ou ela, e ganharíamos mais mandando ele, papai pode coloca ló nos eixos, é rezarmos para que ele se controle ate irem, ela se transforma em duas semanas, como não teve a transformação parcial não fazemos ideia de como será sua loba, isso se ela se transformar. –Verdade, ela não é só uma loba. – Falou com amargura na voz, falar que Rose não era sua filha era o mesmo que dizer que um dos outros também não era. -Temos que esperar, não parei para conversar com o Sr. Alfredo vulgo meu pai, saber quanto tempo ele pretende ou pretendia ficar, ele só aceitou levar o Tobias, porque o chamei no final da conversa que tive com nosso filho. –Falei suspirando. –Você não me contou o que falaram nessa conversa. –Ela falou se apoiando no braço e me olhando, podia ver curiosidades neles olhos vermelhos agora. – E nem vou falar agora, outra hora sim, preciso dormir, uma noite em claro, muita tensão por vinte quatro horas, nem mesmo um lobo aguenta. – Verdade, vou preparar sua banheira, depois dormiremos um pouco.- Afirmei e a vi se afastar.
POV ROSE
Oi. – Falou uma voz atrás de mim, olhei rápido e era aquela mulher da gruta, ela estava sentada na beira do lago, o mesmo lago que a mulher chorava antes, mas ela não estava ali. –Oi – Falei me aproximando e sentando ao seu lado. –Estamos com o mesmo vestido – Ela falou depois de um tempo calada. – Olhei pro vestido dela, era todo azul marinho, com detalhes nas magas em preto, ele esta espalhado pelo chão ao seu redor, dando um ar de princesa a ela, e quando eu me olhei estranhei que estava assim também e estranhei mas ainda me sentir confortável – É você parece uma princesa –Ela falou me tirando da minha analise –É tenho certeza que minha mãe ficaria feliz em me ver vestida assim, sabe eu não curto muito, é difícil correr com ele. – hum – Ela bufou e revirou os olhos. Olhei em volta esta de noite, a lua iluminava o lago o vento soprava fraquinho fazendo cosquinhas na minha bochecha, fechei os olhos pra sentir melhor, fiquei assim um tempo, quando voltei a abrir os olhos ela me encarava e sorria. – Tudo bem? – perguntei sorrindo também e sentindo meu rosto ficar quente. –Tudo bem- Ela falou olhando o lago e me lembrei do sonho quando ela abaixou a cabeça e seus cabelos cobriram o rosto- Era você no meu sonho? Chorando? –Ela me olhou arregalou um pouco os olhos e entortou a cabeça me olhando como se quisesse ver minha alma. – Talvez,- Ela parou, fechou os olhos, respirou fundo e me olhou de novo. –Talvez você tenha entrado em um de meu pesadelos. -Porque!? –Perguntei espantada, como assim entrar nos sonhos? –Hum, é hora de acordar, outro dia conversamos mais sobre isso- Ela sorriu e foi desaparecendo aos pouco. –Não espere!! Eu não entendo!- Mas ela já não estava mais ali, abrir os olhos e sentei na cama, olhando em volta eu estava sozinha, voltei a deitar e encarar o teto. –Que loucura. – Falei baixinho. – Eu entrar nos sonhos de alguém, isso era possível? Há ótimo acabei de me lembrar que não perguntei o nome dela de novo!
Escutei alguém batendo na porta do meu quarto, é vamos levantar.
Fale com o autor