O Destino da Híbrida
6 Capítulo 06
Notas iniciais
POV Tatiana
Daqui a uma semana minha filha faz dezoito anos, seus poderem vão despertar, assim como a sua parte lobo, ela não deve saber que é minha filha, me tiraram o direito de ser sua mãe por muito tempo. Mas nunca poderam quebrar nossa ligação, sinto tudo que ela sente.
Saio dos meus pensamentos por uma voz que eu conhecia muito bem – Você tem certeza que quer voltar prima? – Me perguntou pela milésima vez desde que a duas semanas decidi voltar para casa que é minha por direito, assim que meu marido morreu, os deuses que me perdoem , eu sei que ele era bom, mas me proibia de fazer aquilo que mas me consumia, ter minha filha em meus braços – Sim Greg – Falei desviando meu olhar da janela da carruagem e o encarando, ele era bonitinho, cabelos castanhos, olhos verdes musgos, rosto quadrado, traços fortes e um sorriso que faziam as mulheres se perderem – Porque eu acho que vai ser uma guerra quando você chegar lá, meus tios não querem que você voltasse, nem no caixão pra la! – Falou exasperado, mexendo as mãos – Sim eu sei, e já te expliquei mais de mil vezes que se eles querem guerra eles vão ter, não sou mas a adolescente de dezoito anos atrás, eu vim com um objetivo e vou até o fim. – Falei e voltei a encarar a janela, chegaríamos lá na hora da janta pelos meus cálculos, duas semanas na estrada estava me deixando com o humor péssimo! Sem deixar de olhar pela janela falei com uma voz cansada – Desculpe Greg, mas estou exausta da viagem e ainda tem uma guerra para travar, não só com a minha família mas com os Montenegros, você sabe que eles, todos eles são culpados, pelo que eu sofri e sofro até hoje, não quero mais falar sobre isso, só vamos aproveitar esse final de viagem e rezar para que eu não precise partir para o lado negro da situação, porque não tenho nenhum sentimento pelos meus progenitores, não mais, eles não se importaram comigo por que eu vou me importar com eles?
Pov Greg
Depois dessas palavras virei para a janela, era melhor ficar mesmo quieto, a áurea dela já estava dando sinais de preto, não sabia mas o que fazer, quando ela colocava algo na cabeça nem Merlin consegue tirar, o tom de voz quando ela fala dos meu tios esta cheio de magoa a áurea fica um vermelho escuro, já tentei falar sobre isso, mas não tem jeito, tudo relacionado a filha dela a deixa estável, não quero ter a certeza que ela é capaz de tudo para ter a filha, já tentei faze lá entender que ela já é grande, que ela poderia mas machucar do que fazer bem a filha agora depois de dezoito anos chegar do nada e falar oi, tudo bem? Sou sua verdadeira mãe, eles mentiram para você todos esses anos, não é será apenas uma guerra na família, será como trazer a tona a maldição novamente, mas essa ideia fixa de ter a filha esta a matando aos poucos, não posso falar que ela esta errada, não podiam ter a feito passar por aqueles sofrimentos, era desumano, e ela é mãe, a seis meses minha mãe teve a visão que voltamos eu e ela para casa dos meus tios, que eu a ajudaria de algum jeito, pode ser pelo meu dom de ver áureas, ou somente pela companhia, nunca vi minha mãe mas empenhada em me enviar em uma viagem, que ela não podia ver nada, o dom dela era parecido com o de nossa ancestral que formou os ramos dos nosso elementos, bem mesmo que minha mãe não apoia se eu viria – Desviei o olhar para Tatiana, ela estava com os cabelos agora pretos como a noite sem luar presos em um coque no alto na cabeça, a maquiagem escura nos seus olhos agora azul celeste, podem se assustar quando a verem, sabem que essas transformações são raras, mas nessa ramificação ninguém se surpreende mas, ou pensamos assim, foi um susto quando ela acordou assim tão diferente, ninguém quis falar sobre isso, ninguém se importava na verdade, não a viam mas como da família, uma desgraça, eram tempos dificis, e eles tiveram uma trégua, mas eles iriam piorar draticamente – Desviei o olhar novamente para as árvores que agora estavam mas agitadas, o vento piorava lá fora, a carruagem nem sequer parecia estar no meio de uma possível tempestade, acho que ela quer algo teatral, foi em meio a uma tempestade que ela foi levada daqui e é ao meio de uma que ela voltara.
— Prima, não acha que podemos ir voando desse jeito? Cade a parte sutil? – Falei o mais descontraído que consegui. Escutei sei suspiro. – Não consigo controlar as lembranças daquele inferno, ontem a noite tive outro pesadelo e dessa vez foi diferente, tinha uma menina no outro lado do lago, mas quando resparei nela, não consegui focar nela, só reparei que ela tinha os cabelos na cintura, eu podia sentir Greg era minha filha – Ela me olhou com os olhos marejados – Não precisa falar nada, eu sei que não sou maluca, ela pode ter estado sim.
–É um dom muito raro Tatiana, e mesmo que seja ela, não que eu esteja concordando que seja, ela não teria acesso a esses poderes assim, ela nem deve saber o que estava fazendo.
–Sim eu sei Greg e sei também que posso estar imaginando, mas era tão real, isso esta me matando.
Pov Autor
A conversa se encerrou ali, ambos perdidos nos seus pensamentos, e ficaram assim até chegar na entrada da fazenda, já estava noite, o vento só piorava, e a tensão pairava no ar, não era só na carruagem que era sentido que coisas novas estavam para acontecer, era em todo o território da Holanda, todos os descendentes de Lucios e Andromeda lembravam que a maldição não era só uma lenda, era parte do que eles eram, era parte do futuro que batia na porta.
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