Notas iniciais
Olá queridos leitores! Me desculpem a demora, tive algumas atividades que me tomaram tempo. Agradeço a quem tem tirado um tempinho para ler e comentar a história. Vocês são demais!! Sem mais delongas, boa leitura!

Josh se encontrava deitado em sua cama, com a cabeça apoiada em suas mãos, fitando o teto descascado de seu quarto de motel. Embora fosse noite, ele estava longe de sentir sono, encontrava-se, pelo contrário, em puro estado de excitação. Apesar de se encontrar em um local deprimente, exibia um grande sorriso de satisfação um tanto sinistro nos lábios.

Usava apenas uma cueca samba canção, deixando seu tórax largo à mostra. Estava à vontade porque não esperava ninguém, tampouco ele tinha algum encontro marcado, portanto ele merecia uma breve folga. Nem que fossem de míseras horas.

Seus encontros com a jovem Meg – teve de se encontrar mais de uma vez com ela – rendeu-lhe informações valiosas, além de algumas noites de puro prazer. A garota era fogosa, o fez chegar ao ápice no mínimo duas vezes. Ele não lembrava direito. Diferente do que imaginava, ele precisou mais do que apenas um encontro para conseguir extrair dela as informações de que necessitava, pois para sua surpresa, Megan não era tão ingênua quanto ele pensava. Precisou primeiro ganhar sua confiança, para depois conseguir o que tanto almejava. Lembrou-se de apresentar-se a ela com outro nome que não o seu para o caso de um futuro inquérito. Para Meg ele se chamava Joe Smith. Ninguém nunca o descobriria. Havia milhões de Joes Smith por todos os Estados Unidos. Estava em segurança. Além disso, depois daquela encomenda, durante o próximo trabalho que lhe surgisse, ele teria um novo nome, um outro rosto.

Através da doce Meg, descobriu a disposição correta de cada cômodo da elegante casa de Samuel Davies. Sabia por exemplo, que ela possuía dois andares e que os quartos ficavam no andar superior. Teria que tomar muito cuidado para não fazer bagunça quando fosse executar sua tarefa. Sabia também que Samuel e sua esposa, diferente dos outros casais ricos que conhecera, dormiam juntos. Mais uma coisa a se considerar.

Outra coisa de que tomou conhecimento foram os nomes de todos os empregados que trabalhavam ali e os horários em que entravam no serviço. Além de descobrir que nenhum deles, exceto o vigia, dormia no trabalho. No entanto, tinha ciência de que Henry Martinez – esse era o nome do segurança – era bem chegado em uma bebida. Necessitaria se valer dessa notícia para o êxito de seu trabalho. Além de Henry e Meg, trabalhava na casa a cozinheira Rose Roberts, o mordomo Peter Campbell, o motorista Vincent Lewis, e mais uma empregada chamada Anne Mary Thompson.

Outro dado muito importante do qual dispunha era que o senhor Davies sempre permanecia em casa junto com sua esposa. Todos os dias eles jantavam juntos, depois ficavam um momento diante da lareira conversando ou fazendo a leitura de um livro. Também todos os dias iam deitar-se no mesmo horário, às 23h.

Lembrou-se de perguntar a Meg, como quem não queria nada, como se não estivesse interessado, se a casa dispunha de um sistema de alarme. Como ela respondeu afirmativamente, tratou de extrair a informação da moça. Pois não seria nada bom, se ele fosse pego ao tentar assassinar Samuel Davies e demais testemunhas.

Repassou mentalmente a disposição dos cômodos da casa, conforme Meg lhe havia dito. Segundo ela, ao entrar na casa pelo grande portão de madeira maciça, a pessoa se depararia logo com uma enorme sala de estar com incríveis móveis de madeira do século XVIII, adornada com a magnífica lareira e composta ainda por um elegante sofá de madeira com estofado cinza de três lugares e um com o mesmo entalhe de dois lugares, havia ainda uma formosa mesinha de centro com tampo de vidro. Um pouco a frente se encontraria um grande armário no qual se guardavam as louças, porcelanas e as taças de cristais. Seguindo para o lado esquerdo da sala, haverá a cozinha toda equipada com os eletrodomésticos mais modernos que se possa imaginar. Do lado direito, estará a escada com corrimão a qual levará aos quartos tanto o de casal quanto os de hóspedes.

Outra informação muito importante dita por Meg, a qual ele não podia esquecer era que os donos não criavam cachorros. Para ele a cidade era bem pacata e nunca em toda a história da pequena cidade de Ames houve um caso de assalto ou qualquer outro crime. Menos mal. Um problema a menos para ele.

Josh ajeitou-se na cama sentindo o sono tomar conta de seu corpo, como se fosse o próprio Morfeu que viera embalá-lo, niná-lo para um sono tranquilo. Listar as informações obtidas trouxe-lhe uma espécie de alívio. Percebeu muito contente que não lhe faltava muitos passos para atingir o êxito que buscava. Agora precisava decidir qual o método para eliminá-lo sem deixar pistas.

Cobriu-se com o lençol que em algum lugar do passado, ele sabia, devia ser branco como a neve, mas que agora apresentava uma cor amarelada e virou-se de bruços. Sentiu seus olhos pesando e finalmente rendeu-se ao sono dos justos, ou no caso dele, dos assassinos.

Notas finais
E então? O que estão achando? Por favor me deixem saber. Beijinhos da Bia!!