O Destino...
2 Adeus férias...
Notas iniciais
Duas semanas depois...
– Tia Marina, eu volto no verão do ano que vem. O natal a senhora vai passar lá em casa?
– Sim querida! – Ela fez uma breve pausa e depois completou. – Não vejo a hora.
– Meu voo sai daqui a vinte minutos – Disse olhando para o televisor que marcava os horários dos voos. – É melhor eu ir.
– Luna, eu tenho uma coisa pra você. – Disse tirando uma caixinha da bolsa. – Era da sua avó, quero que fique com você.
– Que colar lindo tia! Obrigada! – Dei eu abraço apertado nela. Certamente sentiria saudade dos mimos...
– Se cuida! Mande lembranças aos seus pais!
– Ok, tia te amo!
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– Nome?
– Luna Connely.
– Documentos, por favor...
Pov. Luna
Eu estava prestes a embarcar no avião quando um menino muito indelicado esbarrou em mim e derrubou minhas malas, e nem parou para me ajudar, estava tão distraído ouvindo música naquele fone de ouvido que não me ouviu chama-lo, hurg!
‘’Calma Luna!’’ eu pensava, a única coisa que eu podia fazer agora era juntar a bagunça ou perderia o voo.
Embarcando no avião fui procurar meu lugar. Eu estava alegre, ia voltar pra casa, ver minha amiga e o Drake meu namorado, no entanto quando encontrei minha poltrona adivinha quem estava lá? Ele mesmo o garoto dos fones. Pois é eu teria que passar seis horas do lado daquele idiota, ainda bem que eu trazia muitos livros, talvez conseguisse me distrair um pouco.
Alguns minutos depois...
– Ei, você é a garota que esbarrei, não é? – Ele perguntou tirando os fones dos ouvidos.
– Exatamente! – Respondi sem tirar os olhos do livro que estava lendo.
– Me desculpe! Eu sou Luke, e você? – Disse estendendo a mão.
– Luna. – Acabei fazendo o mesmo, mas na realidade não tinha simpatizado muito com ele.
– Você é de São Francisco, Luna?
– Aham...
Pouco tempo depois ele fez outra pergunta, já estava me irritando.
– Estava passando as férias de verão eu Miami também?
– Sem querer ofender Luke, mas eu estou lendo esse livro e estou louca pra chegar ao final, se não se importa.
– Ah! Tá bom, foi mal, vou continuar ouvindo minha musica aqui.
Eu apenas sorri e continuei lendo.
Pov. Luke
Eu tentava não olha-la, porém era inevitável. “O que essa menina tem de tão especial?” eu me perguntava, mas de uma coisa eu sabia: Ela não havia gostado nem um pouco de mim... E continuava distraído quando ela me chamou.
– Luke?
– Que?
– O que você vai fazer em São Francisco?
– Terminou de ler? – Perguntei.
– Não, eu já li esse livro muitas vezes, já sei o final.
– Então por que...
– Responde! – Ela interrompeu.
– Vou morar com minha mãe.
– E seu pai?
– Mora na Filadélfia com minha madrasta e meu meio irmão, mas por que essas perguntas agora?
– Tô entediada, desculpa se incomodei.
– Não, você não incomodou... Você mora lá?
– Sim.
E a conversa começou a fluir a partir daí...
Pov. Luna
Talvez eu tivesse enganada a respeito desse rapaz, ué também posso mudar de opinião. O Luke era muito bonito, pele branca, cabelos escuros, olhos verdes ou azuis não dava pra saber, alto, não era fraco não, será que tem namorada? Luna você acabou de conhecer esse garoto e já quer sair agarrando, não esquece que você já tem namorado... Pensamentos invadiam minha cabeça, era engraçado eu estar pensando assim.
– Você tem namorada? – Perguntei quase sem querer.
– Tinha, quando eu morava na Filadélfia, Heloisa era o nome dela. – Ele pegou o celular e mostrou uma foto da tal Heloisa, até que não era feia.
– Hum, por que você disse que ‘’tinha’’ namorada? Você terminou com ela?
– Sim, antes de ir pra Miami terminamos nosso relacionamento, nós sabíamos que namoro a distancia nunca daria certo, mas e você tem namorado?
Por um momento eu pensei em dizer que não tinha, mas por que mentir né...
– S-sim, o Drake.
*Passageiros apertem o cinto de segurança, estamos chegando a SFO.* — Anunciou a aeromoça.
– Acho que daqui alguns minutos vamos nos separar...
– Talvez não. – Anotei meu numero e meu e-mail em um papelzinho colorido que achei no bolso. Conversamos mais um pouco e depois desembarcamos no aeroporto internacional. – Se precisar da minha ajuda estou disponível. – Chamei um taxi e me despedi. – Me liga! – Disse acenando e entrei no taxi. – Powell, por favor! – Sim eu moro em Nob Hill.
Quando eu cheguei em casa meus pais estavam na sala me esperando, queria que eles tivessem feito uma festa surpresa, mas não fizeram, reparei que a coisa não estava boa só pela cara deles. – Tenho que ligar pra Alissa vou contar tudo sobre minhas férias e... – Fui interrompida.
– Tenho que falar uma coisa pra você, filha. – Disse minha mãe sentando no sofá dando algumas batidinhas para que eu sentasse ao seu lado. – Não sei como começar, é que...
– Fala logo, já estou ficando preocupada.
– A Alissa está internada em uma clínica para dependentes químicos. – Ela fez uma pausa e continuou logo em seguida. – Ela teve uma overdose, uma semana atrás ela estava ótima e os médicos decidiram que ela poderia sair, mas foi esse o erro deles, quando ela saiu foi para uma dessas festas noturnas que tem todo tipo de droga e ela exagerou, faz quatro dias que ela está em coma e...
– E o que mãe? – Disse chorando.
Porra, Alissa é minha melhor amiga desde quando tínhamos cinco anos, crescemos juntas e agora tomamos caminhos tão diferentes. Não era difícil de entender o porquê da escolha dela, seu pai havia morrido há alguns anos atrás por conta de uma overdose também, ela dizia que ia ser diferente do seu pai, que iria ser forte...
– Os médicos acham que ela não vai sobreviver.
Aquelas palavras me deixaram sem chão, perder um amigo nunca e fácil.
– Mãe eu vou pro meu quarto.
Drake tinha ido me visitar aquela tarde, ele era a única pessoa com quem eu queria ficar naquele momento, o abraço dele era o único que me confortava. Além de namorados éramos ótimos amigos. – Eu senti muita falta sua quando estava no Brasil.
– Você não vive sem mim, eu sei. – Rimos por um momento, mas logo a expressão séria tomava conta dos nossos rostos.
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