O Despertar para Um Novo Mundo

1 O Despertar para um novo mundo


Já nem sabia mais que dia era aquele. Do pouco que me lembrava, poderia ter sido numa terça. Ainda estava escuro, porém os primeiros raios de sol, ah os raios de sol, já estavam saindo. Deveriam ser por alto, cinco, talvez seis horas da manhã.

Fiquei deitado em cima do prédio com a camisa de botões aberta, o peito de fora e sentindo um grande frio que vinha cada vez mais forte. Eu não deveria estar bebado, afinal não lembro de ter bebido muito. Porém das poucas coisas das quais me lembro era de ter bebido dois copos de Whisky com gelo, e ... Havia uma mulher, branca com algo que não me lembro direito. Ah, quer saber, esquece. Eu tenho mais em que fazer do que ficar no teto do meu prédio lembrando o que eu fiz ontem.

Segurei firme no parapeito com uma das mãos e tentei me levantar. Talvez, teria sido um de meus maiores erros. Ao ficar de pé um dos primeiros raios de sol bateu fixa e diretamente em meus olhos, os quais ficaram cegos instantanemente e por alguns segundos. Me debati por alguns minutos até que consegui enchergar novamente. Estava tudo embaçado e ja havia me batido e tropeçado em algumas coisas das quais não sabia o que era. Corri para a porta de serviço que levava a escadaria, por sorte o zelador não a trancou. O que lhe é de costume fazer depois das 22:00,deve ser para evitar que os drogados do prédio se joguem de cima, creio eu. Afinal, quem é idiota o suficiente de dormir no telhado? Ah, é claro.. Eu.

Após algumas tentativas consegui desemperrar a porta, a qual se abriu rangendo muito. Jurava que ela iria cair e se despedaçar ali, bem em minha frente. Entrei então no setor das escadas. Sentei-me no primeiro degrau e procurei minhas chaves nos bolsos. Fiquei sentado por alguns minutos, e então começei a sentir uma forte dor de cabeça. Era uma dor a qual nunca havia sentido antes. Meu coração estava totalmente acelerado e minha camisa pulava levemente em meu corpo. Elevei minhas mãos a cabeça e então vi minhas veias completamente alteradas e saltitantes, pareciam que estavam dançando num ritimo envolvente, o qual todo o corpo dançava.

Desci a escadaria correndo e cheguei ao corredor de meu apartamento. Por sorte eram apenas dois andares a baixo. Joguei-me na parede, apoiando-me, e fui me arrastando até a porta do vizinho, quando olhei para trás, vi um rastro de sangue na parede, de onde eu havia despencado, até onde eu estava. Todo meu corpo parecia sangrar e as dores aumentando cada vez mais. Minha camisa já não era mais cinza, se encontrava totalmente escura. Me segurei na parede e a empurrei, equilibrando-me agora em minhas próprias pernas. Fui andando ainda tonto até meu apartamento, abri a porta sem toca-la, apenas com a chave, e caí para dentro num tropeço.

Corri até o banheiro, porém a dor era tanta que me fez ir de olhos fechados. No banheiro, tirei a camisa, jogando-a num canto e cai dentro da banheira. Liguei-a e esperei encher. Enquanto enchia, abri meus olhos lentamente e consegui ver algumas marcas em meu corpo, haviam alguns furos profundos e outros cortes mais superficiais. Pareciam ter sido feitos a pouco tempo. Elas pareciam cauterizadas, mais não eram feitas a mão. Eram cortes muito, digamos que... Estranhos. A água ja estava começando a chegar na minha cintura, e começando a tocar nas feridas, que ainda sangravam bastante. Numa fração de segundos, eu estava tomando banho em sangue, porém com a frequencia que a banheira enchia, a cor se perdia mais, voltando ao tom transparente.

Deitei minha cabeça na quina da banheira e com dificuldade desliguei água. Fechei os olhos e no meio de tanta dor acabei desmaiando.

Notas finais
Uff.. o Primeiro já foi... =P
Espero que gostem. Se possivel, comentem? ^^'

Grato!

KDM"
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!