Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês! Espero que gostem.

Depois de entregarmos o relatório da missão a Shizune, fui deixar Hinata em sua barraca/casa. Fomos recebidos com festa por Hiashi, Hanabi e Neji, que queriam todos os detalhes da missão. Queria muito evitar aquele assunto, mas não podia fazer desfeita ao pedido do meu sogro, que me convidou para um chá, enquanto conversávamos. Então aceitei e me juntei a eles, muito a contragosto, contei alguns detalhes, como a descoberta de que Ken era um criminoso da pior espécie. Mas fiquei desconfortável quando Hanabi perguntou que tipos de crimes ele cometeu. Vendo meu desconforto, Hiashi pede que a filha mais nova se retire. Continuo com a narrativa, ouvindo várias exclamações de espanto e raiva. Eu não queria contar que aquele maldito pretendia abusar de Hinata, mas era preciso, o pai dela tinha que saber da verdade, então contei até a parte do plano. Mas me envergonhei ao contar que me descontrolei ouvindo as imundícies que o desgraçado falava, abaixei a cabeça e contei que senti vontade de matá-lo e que por pouco não o fiz, se não fosse Hinata me acalmar.

— Eu teria feito a mesma coisa em seu lugar! Não tenho como te agradecer por cuidar da minha filha, e nunca tive tanta certeza como tenho agora, você é realmente digno de estar ao lado dela! — Hiashi-sama afirma tranquilo e inesperadamente me abraça.

Me sinto tão feliz com esse gesto que esqueço todo o resto, agora faço parte de uma família. E o inusitado de tudo aquilo era que justamente uma das famílias mais rígidas e tradicionais de Konoha agora me acolhia como se sempre tivesse pertencido àquele lugar.

— Obrigado, meu sogro! — Realmente feliz, curvo minha cabeça em sinal de respeito.

Neji também vem e me aperta a mão e me diz que agora também somos irmãos. Realmente fiquei emocionado, ser acolhido assim por uma família, sem que ninguém me discrimine, isso significou muito para mim. Conversamos mais um pouco, então me despeço. Minha pequena me leva até a saída, a fim de se despedir. Quando chegamos à frente da barraca, eu lhe abraço apertado. Se pudesse, ficaria assim para sempre, mas tenho planos para pôr em prática, e um deles é ir comprar um terreno com o pagamento desta missão.

— Eu te amo tanto, Hina, não suportaria que algo te acontecesse! — Confesso baixinho para ela.

— Eu também não suportaria te perder, Naruto-kun, você é minha vida! — Hinata sussurra ao meu ouvido.

Acerco meu rosto do seu e selo nossos lábios calmamente, sentindo toda paz que Hinata me traz, toda sua doçura. Mas somos interrompidos por um grito histérico.

— O que você pensa que está fazendo com Hinata-sama, Kyuubi? — Uma voz irada fala.

Me separo de Hinata e olho para o dono da voz, percebo que é um membro do clã Hyuuga e parecia pronto para me acertar com os punhos gentis.

— Se afaste dela imediatamente, seu monstro! — Irracional, ele grita chamando mais atenção para a cena.

— O que está fazendo, Tokuma? Pare já com isso! — Hinata ordena, vermelha de vergonha.

— Mas Hinata-sama, esse... — Ele não termina a frase.

— O que está acontecendo aqui? — Hiashi sai da barraca com Neji e Hanabi em seu encalço.

— Hiashi-sama, essa raposa demônio estava agarrando a Hinata-sama. — Mais que depressa, o tal Tokuma abre a boca se curvando levemente.

— Isso é verdade, Hinata? — Hiashi pergunta e vejo Neji dar um sorrisinho de lado.

Que situação mais incômoda, estou pronto para começar a me desculpar, sem poder supor quais seriam os limites agora. Tudo estava indo tão bem, eu só devia ter me controlado mais.

— Não, papai, Naruto-kun apenas me deu um beijo.— Hinata conta envergonhada e abro a boca para me desculpar.

— Tokuma, eu quero que você se desculpe agora mesmo com o meu genro! — Hiashi diz bravo, e me surpreendo — E que fique bem claro, todo aquele do clã que ousar ofender Naruto será expulso! Isso vale para você também, Tokuma, e o nome do meu genro é Naruto, entendeu?

Eu não estava esperando por isso, e até sinto um pouco de pena, além de me sentir estranho, afinal, foram poucas as vezes em que fui aceito tão naturalmente; vejo o coitado ficar pálido e concordar espantado.

— Naruto-san, me perdoe, eu não sabia, eu... — Podia sentir a mentira em cada sílaba, mas não ia causar confusão.

— Está tudo bem, levante daí, vamos esquecer isso! —Lhe estendo a mão, que ele aperta a contra gosto — Bom, eu vou indo, Hina, eu não ia te contar, mas não me aguento.

Digo fazendo certo suspense, e quatro pares de olhos tão iguais e tão diferentes me fitam cheios de curiosidade.

— Conta logo, Naruto-kun! — Hinata pede com as mãos juntas.

— Eu vou comprar o terreno para nossa casa! — A expressão de pura felicidade que inunda seu rosto é inestimável, ela não se controla e me abraça imediatamente.

Eu só contei porque queria ver a cara de desgosto do tal Tokuma, mas esse abraço valeu mais a pena. O meu sogro e Neji me dão palmadinhas nos ombros, visivelmente satisfeitos, enquanto Hanabi faz troça de mim, dizendo algo como "está com pressa, hein, cunhado". Eu rio do seu comentário, o que uma criança como ela sabe dessas coisas? Então percebo que eu também só sei os ensinamentos pervertidos do Ero-Sennin, que não podem ser utilizados com Hinata.

Com este pensamento me despeço de todos e vou em direção ao centro da vila. Chego ao prédio dos Hokages, dou início à papelada de compra e perco um bom tempo em todo esse processo enfadonho, mas necessário. Quando retornamos à vila, fiquei surpreso e contente de ver como as obras estão adiantadas, segundo o Capitão Yamato, mais umas duas semanas e tudo ficará pronto. Saindo dali, procuro o Capitão Yamato; ele fica muito feliz com a notícia e me parabeniza.

— Vou fazer uma casa linda para vocês, Naruto! O terreno é ótimo, bem grande, posso projetar até mesmo um jardim para Hinata. — Empolgado, o Capitão fala sorridente.

— Eu nem sei como te agradecer, capitão Yamato. — Respondo sincero.

Depois decido comprar alguns mantimentos para o mês, no meu caso, lamen instantâneo. Encontro Kakashi-sensei, que igualmente me parabeniza, e pelo visto a notícia se espalhou rápido por Konoha, nós conversamos um pouco, e quando ele vai embora, deixa cair um de seus livros. Decido guardar e entregar outra hora. Todos os meus amigos que encontro pelo caminho também me parabenizam, alguns fazem troça de mim, dizendo que agora estou com pressa para recuperar o tempo perdido. Eu não ligo, vou para minha barraca e guardo as coisas que comprei, desfaço a mochila e decido ir ao rio lavar minhas roupas, agora que tenho uma namorada, preciso que minhas roupas estejam limpas e cheirosas. Quem diria que um desleixado como eu ficaria preocupado com a roupa suja? A tarefa é realmente chata, mas necessária. Então me dou conta de que ainda não dei nada para a Hinata, para representar nossa união. Mas como sou tapado! Vou ter que resolver isso depois. Enquanto espero que as roupas sequem, fico treinando um pouco; meu Taijutsu ainda não é dos melhores. Quando volto para a Vila, sou surpreendido por uma cena espantosa.

— Por que não larga da Hinata e fica comigo, Naruto-kun? — Uma moça que nunca vi na vida, de peitos enormes, me aborda.

Eu rio, como ele foi tão longe? Que idiota! Esse moleque trambiqueiro está cada dia mais atrevido.

— Você não vai me pegar no meu próprio Jutsu Konohamaru! —Aviso entre as gargalhadas.

— Mas que droga, chefe! Você sempre descobre. — Reclamando, Konohamaru desfaz o Jutsu.

O que foi uma sorte, porque Hinata vinha em nossa direção seguida de Sakura, Ino e Tenten, caminhando e conversando alegres pelas ruas. Nem quero imaginar o que ela pensaria, ao me ver falando com uma garota peituda. Acho que estou ficando igual ao Ero-Sennin, eu não era de reparar nesses detalhes.

— O que os dois estão aprontando? — Sakura indaga de cara feia.

— Eu não fiz nada, só fui lavar minhas roupas. — Me defendo indo em direção a Hinata e lhe dou um beijinho.

Ela fica um pouco constrangida, mas já está se acostumando. As garotas dão gritinhos e batem palmas, acho que ninguém tinha nos visto juntos ainda, com exceção de Sakura e Shikamaru.

— Eu tentei pegar o chefe no Jutsu sexy dele, mas ele é mais esperto, como sempre. — Konohamaru fala desolado.

As meninas riem, e Sakura balança a cabeça negativamente dizendo: "eu sabia". Voltamos juntos para a vila. As pessoas nos param para conversar, outras nos parabenizam e eu mais que orgulhosamente confirmo, apresento e exibo a minha namorada. Quando deixo minhas coisas em casa, as garotas me convidam para ir à praça com elas, onde os rapazes já esperam, para aproveitarmos o dia de folga. Eu aceito prontamente. Como está um dia quente, visto apenas uma bermuda e uma camisa laranja. Reparo que Hinata também não está usando sua roupa habitual, ela cora quando percebe que estou a observando, mas não consigo evitar, ela ficou linda nesse vestido, que destaca bem todas as suas curvas.

— Você está muito linda! — A elogio segurando sua mão e sentindo meu rosto esquentar com o rumo dos meus pensamentos.

— Obrigada Naruto-kun! — Ela me abraça e eu fico mais desconcertado ainda, meu corpo treme quando encosta no dela.

— Não sabia que a Hinata não gagueja mais perto do Naruto. — Ino observa.

— Você não sabe de muita coisa, eles até tomam banho juntos. — Sakura alfineta.

Vejo as meninas ficarem histéricas e fico bravo com Sakura, que garota mais linguaruda.

— Pode parar de maldade, Sakura, você sabe muito bem a razão! — Brigo muito sério e ela percebe que pisou na bola.

— Eu sei, desculpe, eu só estava implicando com a Ino. — Constrangida, Sakura se desculpa e em seguida relata os acontecimentos da missão para as garotas.

Enquanto elas ficam falando daquele assunto, vou andando mais à frente com minha pequena, não quero lembrar dessa droga agora. Nós conversamos e rimos, até chegarmos à praça, onde os garotos já estão aguardando. Como de costume, Akamaru se posiciona para pular em Hinata, mas eu não deixo, e se ele lhe arranca o vestido? Kiba ri com gosto do meu receio, quando falo. Quando as garotas chegam, engatamos numa conversa animada, percebo que Neji e Shikamaru já contaram aos outros o que aconteceu, e eles sequer tocam no assunto, e agradeço imensamente por isso.

— Já comprei nosso terreno, pequena. — Conto animado e vejo seus olhos brilharem — É bem grande, e o capitão Yamato vai fazer até um jardim para você.

— Onde fica Naruto-kun? — Hinata pergunta entusiasmada, cheia de curiosidade.

— Bem abaixo do monumento dos Hokages, mais precisamente abaixo do rosto do meu pai. — Digo orgulhoso vendo ela ficar feliz.

— Que história é essa de pai, Naruto, você não sabe quem são seus pais, e agora vem dizer que um Hokage é seu pai? — Kiba retruca incrédulo.

— Não é história, Naruto realmente é o filho do Youndaime Hokage — Shikamaru confirma a todos, que ficam em choque — O Sandaime apenas não revelou isto para a aldeia.

— O Relâmpago Amarelo? — Lee pergunta admirado.

— Como você descobriu Naruto? — Sai pede interessado.

— Quando me transformei na raposa, logo depois que Pain feriu Hinata, eu fui para um lugar onde os Jinchuurikis podem conversar com seus Bijuus. A raposa queria que eu retirasse o selo que a prende, então meu pai apareceu, ou melhor, seu Chakra, que ele selou em mim antes de morrer. — Explico sem revelar muitos detalhes, aquele dia horripilante era outro tema que eu não gostava de falar.

— Você conversa com a Kyuubi? — Tenten pergunta apavorada, de olhos esbugalhados.

— Ah, sim, muitas vezes, ele é um cara muito irritadiço. — Respondo tranquilamente, para o espanto de todos.

Depois de passar o final da tarde com nossos amigos, levo Hinata até em casa. Neji resolveu acompanhar Tenten, e eu e minha pequena ficamos imaginando se os dois formarão o próximo casal. Mas esqueço completamente o assunto, quando ouço sua risada, enquanto ela acaricia meu rosto. Subitamente a abraço, apertando suavemente sua cintura, aproximo o rosto do seu. Vejo em seus olhos que ela está tão desejosa quanto eu, então a beijo apaixonadamente. Sinto meu corpo esquentar, não sei de onde veio essa sensação, mas ver Hinata tão bela e graciosa despertou esse desejo. Quando o beijo termina, luto para não agarrá-la e beijá-la novamente. Ainda estávamos ofegantes e de rostos colados, quando ela sorri para mim, os lábios inchados e vermelhos.

— Desculpa, Hina, eu não sei o que me deu. — Peço com medo que ela fique brava.

— Está tudo bem, eu queria esse beijo também — Hinata declara para minha surpresa — Gosto da sensação da sua barba no meu rosto.

Fico espantado, minha Hinata tímida também tem seus momentos. Sorrio para ela, eu nem havia percebido que não me barbeei hoje. Segundo Iruka-sensei, meus hormônios agiram rápido e eu entrei na puberdade mais cedo, e antes de completar quatorze anos, estava tendo que pôr atenção a mais isso, já que sou um Shinobi, devo manter o regramento; agora, faltando alguns meses para completar dezessete, se fico um dia sem me barbear, na manhã seguinte vou estar com cara de ter vinte anos. Quando a beijo de novo, faço com calma, saboreando seus lábios, explorando sua boca, enquanto minhas mãos passeiam por suas costas. O resultado foi o mesmo, meu corpo esquentou e ardeu de desejo. Nós nos separamos e decidi não testar a boa vontade do meu sogro. Deixo Hina em sua barraca e vou para a minha, a fim de descansar.

Deito na cama e fico encarando o teto, não tenho nada para fazer, então pego o livro do Kakashi-sensei e começo a ler. A princípio é muito chato, mas a leitura fica melhor. Então é esse tipo de leitura pervertida de que o Kakashi-sensei gosta? Gargalho alto, recordando como ele fica com a maior cara de paisagem lendo isso, mas paro imediatamente quando me pego imaginando com Hinata, a mesma cena do livro. Novamente meu corpo se aviva e reage quando lembro da imagem dela nua, e penso em como seria tocar seu corpo sem nenhum tecido atrapalhando, como sua pele deve ser macia e cheirosa. Em minha cabeça se formam imagens bem vivas. Ah, como eu quero fazer Hinata minha. Me assusto com meus pensamentos, decido parar com isso e vou tomar um banho bem gelado. Encho a minha banheira improvisada e entro, lavo meu corpo e fico um bom tempo na água, quando meus dedos começam a enrugar, saio. Me seco e vou procurar uma roupa para vestir, mas antes que faça qualquer coisa, sou surpreendido.

— Naruto-kun, eu fiz o jantar e trouxe para você! Papai e Hanabi não estão... — Hinata não termina a frase, apenas paralisa no lugar.

Hinata fica muito vermelha, mas mesmo assim não desvia o olhar. Eu fico sem reação, sem saber o que fazer, de olhos arregalados, congelado e espantado, estou completamente nu em frente a Hinata.