O Despertar dos Sentimentos
15 Pedido
Notas iniciais
Depois de deixar aquela garota me bater, eu só esperava que ela entendesse que não adiantaria nada. Mas ela não entende, continua batendo e batendo. Mas isso não importa, não é nem perto da dor da tristeza que estou sentindo. Tristeza por ver meu amigo se tornar cada vez mais irreconhecível, por não ter sido capaz de trazê-lo de volta antes. As coisas que Itachi disse não me saem da cabeça, talvez eu precise escolher entre Sasuke e a Vila, mas por que as coisas chegariam a esse ponto? Tudo tinha que ser tão complicado sempre, por que Sasuke não podia ter voltado para casa depois de conseguir sua vingança? Eu não entendo, mas tenho certeza de que as coisas vão ficar bem piores se seguirem esse caminho.
— Agora já chega! — Escuto a voz de Sai, eu nem vi ele chegar.
— Fique fora disso! — A moça, Karui, avisa.
— Não adianta, Karui, ele não vai falar! Esse cara tem palavra. — Ouço o tal Omoi.
— O que os dois estão fazendo? Não causaram nenhum problema, espero. — Escuto uma voz desconhecida enquanto me ponho sentado — O que vocês fizeram? Por Kami, agora que não vamos mais encontrar o Bee-sama!
A mulher parece muito brava, ela tem um ar autoritário e feições severas. Pelo jeito é a líder da equipe.
— Estamos colhendo informações com esse moleque, Capitã Samui. — Karui retruca petulante.
— Você por acaso sabe quem é esse moleque, Karui? — Vejo a moça raivosa negar — Pois ele é Uzumaki Naruto que lutou contra Pain e salvou a vila da Folha sozinho! Vocês dois perderam o juízo, só pode.
Vejo os dois ficarem embasbacados, certamente não acreditam, afinal eu deixei essa garota praticamente me espancar.
— Bom, sozinho não moça, minha Hina também ajudou — Só de falar nela eu sorrio bobo — Mas o caso é o seguinte, o seu mestre ainda pode estar vivo, já que a Akatsuki leva três dias para extrair um Bijuu do seu Jinchuuriki, e eu também gostaria de falar com seu Raikage.
— Isso é impossível, Uzumaki, estamos em estado de alerta desde o ataque de Sasuke Uchiha, ninguém além de nós chega perto do Raikage-sama — Samui responde.
Ela está irredutível, então terei de usar outros meios. Peço auxílio a Sai para me levantar. Ela faz seus subordinados se desculparem e os três partem.
— Sai, você pode chamar o Capitão Yamato e o Kakashi-sensei para mim? — Pergunto enquanto caminhamos para minha barraca.
— Não é melhor chamar a Sakura ou a Hinata, Naruto? — Sai pergunta.
— Não, Sakura vai ficar ainda mais triste com o Sasuke, e não quero preocupar a Hina. — Respondo.
Quando Kakashi-sensei e o Capitão Yamato chegam, Sai está começando a fazer alguns curativos no meu rosto. Explico meu plano a eles, que também acham impossível devido à situação da Vila. Insisto mais um pouco, apelo até para o meu pai, que agora sei que foi sensei do Kakashi-sensei, e por fim eles concordam. Estávamos resolvendo tudo quando ela chegou, minha pequena ficou triste assim que me viu, ela assume o lugar de Sai e começa a tratar meus ferimentos. Me parte o coração ver seu rosto banhado em lágrimas. Tento lhe acalmar e dizer que tudo vai se resolver, e, ao que parece, funciona, quando Hinata vai embora, ela está bem mais calma. Arrumamos tudo e partimos escondidos de todos.
...
O caminho até o País do Ferro é tranquilo, vamos seguindo os três ninjas da Nuvem. Fico imaginando como seria trazer Hinata aqui um dia; esse lugar é realmente bonito. Sou tirado de meus pensamentos quando o Capitão Yamato anuncia a aproximação da comitiva do Raikage. Quando eles chegam perto, saímos de nosso esconderijo.
— Você é bem persistente, não é, Uzumaki? — A primeira a se pronunciar é Samui.
— Como ousa aparecer assim, sem avisar, para o Raikage-sama? — Karui vocifera enquanto Omoi a segura.
— Uzumaki, hã? Tudo bem, vou ouvir o que você tem a dizer, garoto! Ainda mais vendo que vocês nos seguiram e nós nem percebemos. — O Raikage se pronuncia.
Reúno toda minha coragem e determinação para o momento, sei que vou precisar. E tentando não tagarelar coisas sem sentido, começo pelo correto a se fazer primeiro.
— Raikage-sama, peço perdão por vir assim sem avisar, mas eu tenho um pedido muito importante para lhe fazer. — Olho para ele, mas como não me interrompe, continuo — Eu peço que o senhor perdoe Sasuke por todo mal que lhe fez e que deixe que eu cuide dele!
— Isso é impossível, não tenho como perdoá-lo e também a Folha não foi capaz de cuidar de seu Nukenin antes, por que faria agora? — O Raikage responde irritado.
— Eu ajudo a encontrar seu irmão, Raikage-sama, sabemos como encontrar a Akatsuki, já fizemos isso antes. Eu peço perdão pelo Sasuke também, eu sei que o que ele fez foi horrível, acredite, para mim também está sendo ter que tratar meu amigo como um criminoso. Mas acontece que se isso continuar assim, logo teremos uma guerra sem sentido, gerada pelo ódio e pela vingança. Não quero que isso aconteça, eu perdi meu mestre por causa de um ressentimento entre as vilas, sei bem o que estou falando, bem como entendo o que estão sentindo. Mas é assim que começa, uma vila toma a iniciativa, a outra se vinga e logo não sobrará mais nada! Então eu vim aqui lhe suplicar por perdão, por alguém que talvez nem me reconheça direito, mas estou fazendo principalmente pela minha vila, pelos meus amigos, pelas pessoas que amo! — Suplico prostrando meu rosto na neve fria.
— Você devia ter mais orgulho e se preservar disso tudo, garoto! Não é assim que um ninja deve agir. — O Raikage fala meio amargurado.
— Isso não te faz pensar nem por um segundo, Raikage-sama? Ver Naruto assim, deixando todo seu orgulho, se pondo humildemente à sua frente, por uma causa que, sem dúvidas, é muito maior que todos nós. Ele não faz isso apenas por seu amigo ou pela vila, ele faz pela paz. O senhor deveria, pelo menos, considerar que o entendimento desse garoto é melhor que o nosso. — Kakashi fala com um grande pesar na voz.
Ouço passos e sei que a comitiva seguiu seu caminho. Minha esperança é que talvez minhas palavras façam surtir algum efeito.
— Vamos, Naruto, levante daí, você vai acabar doente. — Kakashi me chama.
Levanto devagar, ainda frustrado pelo fracasso da minha tentativa, mas decidido a continuar tentando.
— Vamos voltar ou passar a noite aqui, Kakashi-senpai? — Yamato pergunta.
— Vamos passar a noite, é arriscado voltarmos agora. — Kakashi-sensei responde caminhando em direção ao pequeno vilarejo.
O seguimos em silêncio, cada um perdido em seus próprios pensamentos. Chegamos a uma pequena pensão e pedimos um quarto. Enquanto estava descansando, o cara da máscara aparece, ele fala que é inevitável que eu lute com Sasuke e conta a história de Itachi e do clã Uchiha, depois desaparece como se não estivesse preso pelo Mokuton de Yamato. Mas como eu precisava pensar nos meus próximos passos, acalmar minha mente agitada e incoerente, saio para fora, estou certo de que devo achar Sasuke antes da Nuvem. Até que minha atenção se desvia para uma movimentação próxima a mim. Vejo Kiba e Akamaru, Rock Lee, Sai e Sakura correndo apressados até onde estou. Mas o que será que eles estão fazendo aqui? Eles chegam no mesmo instante em que Yamato e Kakashi saem para fora, talvez, por perceberem a movimentação.
— Kiba? Aconteceu alguma coisa com a Hina? — Pergunto a única coisa que me preocupa.
— Não, ela está bem, um pouco preocupada com você, mas bem. — Kiba me tranquiliza.
— Mas então o que fazem aqui? — Pergunto.
— Viemos ver qual o resultado da sua tentativa, Naruto. — Lee responde nervoso.
Isso está estranho, por que eles viriam até aqui só para saber notícias? Não era só esperar nosso retorno?
— Bom, o Raikage me ouviu pelo menos. Mas não posso dizer que vai atender meu pedido. — Conto analisando suas reações.
Sakura, que até agora estava calada, resolve participar da conversa. E seu rosto pálido e demacrado é o que mais atrai minha atenção; isso está tão esquisito.
— Bom, nós só viemos ver como estavam as coisas por aqui. E, Naruto, estou aqui para te dizer que você está livre da promessa que me fez, você não precisa mais se preocupar com Sasuke-kun! — Sakura anuncia, mordendo os lábios e contendo o choro.
— Sakura, você me conhece bem o suficiente para saber que não volto atrás com minha palavra. — Rebato sério.
— Mas, Naruto, não há mais necessidade disso, e também, tem muito tempo que não gosto mais do Sasuke-kun, já me desiludi com ele. — Ela vai diminuindo seu tom de voz, conforme vai falando.
Aquilo eu realmente não esperava, mas basta olhar em seus olhos para saber que ela está mentindo; isso me enfurece de uma maneira. Por que Sakura está agindo assim? A vida toda correu atrás do Sasuke e agora vem dizer que já não se importa? Ela só pode estar de brincadeira.
— Sabe, Sakura, eu odeio pessoas que mentem para mim. — Afirmo sério e ela se assusta — Mas odeio ainda mais quem mente para si mesmo!
Ela me olha magoada, sei que fui longe, mas ela está maluca se acha que vou acreditar nessa história. Existiam tantas camadas de mentiras e enganos em suas palavras que nem sabia por onde começar a analisar tudo.
— Estou aqui te dizendo a verdade, se você não quer acreditar, problema seu, Naruto! — Zangada, ela cospe as palavras e vira-nos as costas — Não temos mais nada para fazer aqui, garotos.
Dito isto, os três a seguem e voltam pelo mesmo caminho por onde vieram. Observo eles se afastando e fico tentando entender o que aconteceu aqui. Não sei bem quanto tempo fiquei assim, mas quando olho novamente, Sai vem voltando até nós, quando ele chega mais perto, noto que é apenas um clone.
— Naruto, acho que você tem direito de saber. — Ele fala sério — Sakura veio até aqui para te livrar da promessa, porque ela mesma pretende eliminar Sasuke!
— Ela o quê? — Ouço Kakashi pedir abismado.
Não tenho nenhuma reação, fico apenas processando as informações, em choque. O que a Sakura acha que está fazendo? Por acaso ela pensa que é só encontrar Sasuke e eliminá-lo? Ela realmente não sabe onde está se metendo. Mas nem tenho tempo de externalizar meus pensamentos, chega a nossa inusitada reunião outra pessoa que eu não esperava ver aqui.
— Gaara? — O chamo atordoado, ao reconhecê-lo.
— Naruto, que bom que achei vocês! Eu trago notícias da reunião dos cinco Kages. — Ele fala se aproximando de nós.
— Nos conte o que aconteceu. — O Capitão Yamato pede nervoso, talvez antecipando o que ouviríamos.
— Bom, para começar, o Hokage de vocês, Danzou, estava tentando manipular a reunião a seu favor. Depois, Sasuke se infiltrou no local da reunião e por pouco não o capturamos, e agora nós entraremos em guerra mais uma vez. Só que agora as Cinco Grandes Nações irão se unir contra um inimigo, Madara Uchiha. Ele apareceu na reunião exigindo que entregássemos Killer Bee e Naruto para a Akatsuki; ao que tudo indica, o Jinchuuriki do Hachibi não foi capturado. — Gaara narra tudo com muita calma.
— Mas como a Folha pode ajudar e se unir às demais nações, se nem podemos confiar no nosso Hokage? — Kakashi pergunta, externalizando os temores de todos nós, diante dos acontecimentos.
— Na verdade, Danzou fugiu quando foi descoberto, e nós decidimos nomeá-lo o seguinte Hokage, Kakashi Hatake, no momento não há melhor opção. Quanto a você, Naruto, o que fará a respeito de Sasuke? Agora ele é considerado um criminoso internacional. — Gaara questiona, acrescentando outra voz às outras que me perguntam.
— Eu realmente não sei, Gaara, eu queria realmente saber a resposta. — Confesso sinceramente.
— Naruto, você sonha se tornar Hokage, então sabe que um Hokage faz o que precisa ser feito. Eu te considero um amigo, pense no que isso significa e faça o que é certo em relação ao Sasuke. — Gaara aconselha tranquilamente.
Então ele, Temari e Kankuro se afastam. Escuto ao longe Kakashi e Yamato discutindo que agora é melhor voltar para Konoha, mas não consigo entender muito, minha cabeça gira e não consigo respirar direito, é como se o ar não entrasse em meus pulmões. Escuto um zumbido em meus ouvidos e de repente tudo fica escuro.
...
Abro os olhos devagar, tentando entender o que aconteceu, então as memórias chegam. Tão vivídas como se estivessem acontecendo agora. Vejo capitão Yamato sentado a um canto do cômodo.
— O que aconteceu? Cadê o Kakashi-sensei? — Pergunto ainda zonzo.
— Você sofreu um choque emocional muito forte, por isso desmaiou. Kakashi-senpai foi atrás de Sakura junto com o clone de Sai; ele pediu para ficarmos aqui. — Yamato explica.
Mas que droga, preciso resolver isso. Yamato diz que vai pegar algo para eu comer e aproveito para achar um jeito de sair daqui. Faço um clone da sombra e saio pela janela antes que Yamato volte. Me afasto da pousada e entro no modo Sennin para localizar Kakashi e Sakura. Quando os encontro, corro o mais rápido possível até eles. Chego a uma ponte e sei que eles estão aqui. Tomo um susto quando vejo que Sasuke vai matar Sakura, corro como um louco e consigo pega-la antes dele desferir o golpe. Por sorte eles estavam tão distraídos que não sentiram minha presença.
— Você ia mesmo matar a Sakura, Sasuke? — Exijo irado.
Ele realmente não é mais o Sasuke que conheci. Como pode agir tão friamente?
— Eu vou matar todos daquela Vila, todos vão pagar pelo que fizeram ao Itachi! — Ele promete furioso.
Então o que o mascarado disse era verdade, e deve ser por isso que Sasuke não voltou à Vila depois de se vingar do irmão.
— Você distorce muito as coisas que seu irmão fez. Mas antes de chegar à Konoha, você vai ter que passar por mim! — Asseguro convicto, já que é inevitável, então que seja.
— Realmente você é o primeiro que quero matar, Naruto! — Sasuke parece contente e segue rindo.
— Ah, Sasuke, como você é ingenuo! Eu não sou mais aquele moleque que perdia para você. E tem mais, você sabe muito bem que no nível em que estamos hoje, vamos os dois morrer. — Prevejo tranquilamente.
— Você que é muito ingenuo se acha que vai me parar. — Ele debocha.
— Eu não acho Sasuke, eu vou! Tenho muito mais para proteger do que a vila. — Respondo sentindo o coração encolher.
— Você fala da Sakura? Ela nunca te quis e você fica aí, se sacrificando por ela. — Sasuke provoca.
— A Sakura é minha amiga, assim como você, na verdade, a considero uma irmã! — Reconheço a surpresa em seu rosto — Eu estava me referindo a Hinata, que a essa altura deve estar me esperando voltar para casa.
Sasuke fica atônito, nunca esperou ouvir tal resposta. Seu espanto logo se transforma em raiva, no fundo sei que é porque ele ainda está sozinho. Sei que toda essa revolta dele com a Vila é por estar sozinho, e ele se incomoda com o fato de eu não estar mais. Sasuke se enganou quando disse que eu não o entendia, na verdade, o entendo melhor que ninguém. Entendo toda sua dor, toda sua solidão. Mas ele está cego demais pelo ódio para perceber.
— Então vamos acabar com isso agora! — Sasuke se prepara e eu também.
Mas então o cara mascarado, o tal Madara, chega e impede Sasuke de continuar, alegando que ele está muito fraco depois de lutar contra Danzou, e realmente me pareceu que Sasuke sequer podia ver um palmo à sua frente; pensei que talvez esse mascarado fosse nos atacar finalmente, e me preparo para tomar qualquer medida protetiva, que não são necessárias por ora. Eles somem, Sakura chora e Kakashi fica pensativo.
— O que você decidiu, Naruto? — Kakashi pergunta.
— Decidi que quando chegar a hora, eu vou parar Sasuke! — Respondo, por fim me decidindo naquele impasse.
Quando vamos retornar, não dou dois passos e minhas pernas tremem, sinto uma ânsia e uma vertigem. Mas o que está acontecendo? Outra vez?
— Droga! A kunai envenenada. — Escuto Sakura praguejar.
Mas que veneno? Ai, Kami, eu vou morrer antes de me casar? Sinto como se o mundo estivesse desabando sobre meus pés.
— Rápido, Sakura, ministre o antídoto! — Kakashi ordena, já estou com minha visão meio turva.
Sakura aplica um antídoto em mim e os efeitos do veneno começam a passar. O capitão Yamato nos encontra e está furioso comigo, me desculpo com ele e, após explicar a situação, partimos para Konoha. Kakashi leva uma moça nas costas, uma das acompanhantes de Sasuke, que ele também tentou matar. No caminho encontramos Kiba, Akamaru, Lee e Sai desacordados. Depois que Sakura os acorda com outro antídoto e de muito se desculpar, seguimos viagem. Eu realmente me sinto mais leve, após tomar minha decisão, é como se eu entrasse em harmonia comigo mesmo. Caminhamos calmamente e conversamos bobagens, sinto a garota nas costas de Kakashi olhar curiosa para o nosso grupo, é como se ela nunca tivesse visto algo assim. Quando estamos mais próximos de Konoha, eu aperto o passo, quero chegar logo.
— Calma, Naruto, Hinata não vai fugir. — Kiba brinca e percebo a garota me olhar mais curiosa ainda.
— Não importa, eu quero vê-la logo. — Replico e meus amigos riem com gosto.
— Desse jeito você vai assustá-la. — Sakura debocha.
Não ligo para eles e ando mais depressa ainda. Quando estamos a dois metros do portão, eu a vejo, tão linda me esperando. Abro meu maior sorriso e corro a seu encontro.
— Minha pequena!— Abraçando e girando com ela nos braços, sou recebido de volta.
As pessoas que passam nos observam, nossos amigos riem, Hinata solta um gritinho de surpresa.
— Naruto-kun! — Hinata protesta, a voz cheia de carinho, e me abraça apertado.
Me afasto um pouco dela e lhe dou um beijo cheio de saudade. Como é bom ouvir sua voz doce chamando meu nome. Hinata cora um pouco, ela ainda fica envergonhada e acho isso muito lindo nela.
— Naruto, pode deixar que eu entrego o relatório aos anciãos, vá descansar! — Kakashi ordena.
E assim faço, me despeço dos nossos amigos e sigo com Hinata até o conjunto habitacional. Por mais que agora eu tenha uma casa, eu só quero morar nela quando Hinata e eu estivermos casados. Falei com Shizune sobre isso, e ela não viu problema, disse que, como por enquanto ainda sou menor de idade e a Vila ainda é responsável por mim, poderia ficar em um dos apartamentos. Ao chegarmos, tomo um banho, me desfazendo de todo o cansaço e relaxando finalmente, sentindo-me renovado, sento à mesa com Hinata. Ela fez lamen para mim.
— Hina, isso está muito bom, é melhor que o do Ichiraku! — Elogio com gosto, realmente está muito bom.
— Obrigada, Naruto-kun. — Ela responde satisfeita.
Conversamos sobre a minha ida ao País do Ferro, sobre os acontecimentos lá ocorridos e sobre minha decisão. Hinata me ouviu atentamente e me apoiou na minha decisão, claro que não dei muitos detalhes para não preocupá-la. Ficamos sentados na sala, apenas nos abraçando, beijando e matando nossa saudade desses dias longe um do outro. Até que nossos beijos ficaram mais urgentes, nossos corpos aqueceram e respirar era sofrego. Hinata me fitou com os olhos escurecidos pelo desejo, numa súplica silenciosa que eu não poderia ignorar. Naquele instante a peguei no colo e a levei para o quarto, a depositei delicadamente na cama e me desfiz das nossas roupas. Não havia constrangimentos ali, não havia problemas, nem guerra iminente, nem Sasuke, nem qualquer outra coisa. Apenas nós dois nos amando intensamente, nos fundindo como um só.
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