O Despertar do Lobo
1 Prólogo
Notas iniciais
Russel Fabray, Brandon Pierce e Bernardo Lopez caminhavam juntos pela reserva florestal de Lima no mais absoluto silêncio, enquanto o vento de outono uivava em seus ouvidos. Cada um deles continha em sua mão direita uma rosa branca. Russel Fabray liderava o grupo tinha os passos decididos quando começaram a subir o morro. Um lindo carvalho erguia-se poderoso da pequena colina abrigando uma lápide solitária, coberta por flores e folhas.
Ephraim Sylvester, amado pai, marido e líder.
– 32 anos... – Brandon suspirou. – E ainda sinto falta dele.
Russel fechou seus olhos relembrando com clareza o dia.
Flashback
Um gigantesco lobo dourado coberto pelo seu próprio sangue, e o sangue do adversário rosnava para um lobo cor de areia igualmente ferido. A luta continuava brutal, o clã dos renegados Stark atacavam os melhores lutadores de sua alcateia, sem importar-se com a idade.
O lobo cor de areia avançou mirando a jugular e mais uma vez os dois lobos rolaram pela clareira, abrindo novas feridas e agravando as antigas.
“Russel! Tire todos daqui agora!” – o Alfa rosnou as ordens para seu jovem beta. Ele estava exausto. A batalha acontecia a quase um dia inteiro. Seus ferimentos eram profundos. Uma emboscada havia iniciado tudo.
Uma matilha de renegados contra um líder durante duas horas, até o resto de seus lobos o alcançarem.
O lobo cinza-escuro assentiu. Enquanto ele tentava afastar a todos, uma jovem menina loira escapou de seu alcance.
– Papa!
“Sue!” – o lobo dourado uivou querendo que sua filha afastasse. Não permitira que ninguém ferisse sua filha. Não sua preciosa filhote.
Aproveitando-se do momento de distração, o lobo areia avançou sobre as costas do Alfa, agarrando em sua garganta. Ephraim ganiu de dor e começou a sacudir-se até conseguir lançar o outro há alguns metros de distância. Ambos cambaleavam. O Alfa suspirou, se não estivesse tão fraco...
Ephraim respirou fundo, sabia que só havia um jeito de deter Scott. Aproximou-se do lobo areia antes de pular em cima dele, cravando com todas suas forças restantes suas garras.
“Isso acaba aqui.”
Impulsionando-se com suas patas traseiras arremessou a ambos desfiladeiro abaixo.
“Russel... Cuide de minha família...” – tentou enviar.
Quando chegaram ao fundo, Scott jazia morto ao seu ludo, a cicatriz que marcava seu rosto cruzando seu olho esquerdo parecia ser o único rasgo em seu corpo que não sangrava.
Sem condições de manter em sua forma lupina, naturalmente seu corpo voltou à forma humana. Seus cabelos negros estavam empapados por sangue e seus olhos azuis elétricos sem foco. Viu uma cerejeira coberta de flores em um canto qualquer daquele chão pedregoso.
– Da minha morte, crescerão vidas... É apenas um ciclo... – murmurou.
Os antigos Alfas vieram lhe buscar.
– Adeus Sue...
Rachel Berry acordou sobressaltado. Em seu sonho acabará de rolar um penhasco junto a um gigantesco lobo com cor de areia.
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