O Despertar

1 Capitulo único


Notas iniciais
bem está é uma historia simples que eu tive num momento de tédio espero que gostem dela da forma como eu gostei de escreve-la

Lucy abriu os olhos calmamente para poder se acostumar à luz, era como se ela não visse a luz há muito tempo, sentiu todos os seus músculos doerem, provavelmente resultados de muito tempo na mesma posição, mas porque ela teria ficado tanto tempo em uma única posição? Ela se lembrava muito bem de que se mexiam muito quando ia dormir, então porque seu corpo reclamava de cor?

Ela olhou para o quarto onde se encontrava, com as paredes brancas, ela estava deitada na única cama do quarto, alem da cama tinham vários aparelhos no quarto, todos eles estavam ligados ao seu corpo, Lucy compreendeu que aquele não era o seu quarto, ela não tinha a mínima idéia de onde poderia estar acontecendo.

A única coisa que se lembrava era de ir dormir em seu quarto, ao lado de Natsu seu namorado, eles foram dormir sedo porque na manha seguinte sairiam para ir a um trabalho. Mas por algum motivo Lucy não acordará em seu quarto, acordará em um quarto de hospital, que ela acabará de se dar conta.

Ela ficou olhando para o quarto a espera de alguém, mas como tudo parecia quieto ela mesma saiu da cama, retirou os tubos do seu corpo e tentou andar, mas suas pernas não pareciam acostumadas ao seu peso, mas por quê? Ela se perguntava, por que tudo a ela parecia tão novo? Ela com muita dificuldade foi caminhando até a janela se apoiando na parede, quando chegou lá avistou o que esperava ver.

Ela viu do alto a cidade de Magnólia, ainda mais linda que a ultima vez que a vira, era uma noite relativamente calma, a cidade estava em festa, motivo? Eu não sabia, olhei uma bancada perto da janela que antes passara despercebida por mim, em cima dela estava um jornal, pelo seu estado estava novo e devia ser de hoje mesmo.

Pov Lucy

Com minhas pernas ainda bambas fui devagar até ela, quando cheguei lá peguei imediatamente o jornal, tentei ler, mas meus olhos não pareciam estar acostumados a ler, mas o que está acontecendo comigo?

Com dificuldade consegui ler o que estava escrito, na reportagem dizia:

Magnólia entra em festa mais uma vez, com o Fantasia, milhares de pessoas vem a cidade para comemorar a tão esperada data.

Eu li chocada, seria possível? Mas faltam muitos meses para isso acontecer, minha cabeça estava um turbilhão de pensamentos, como isso podia acontecer? Por que eu estou aqui? Está pergunta não saia da minha cabeça.

Eu fui atrás da data de hoje, em um canto do jornal estava escrito, Dia 27 de julho de 801X.

Eu olhei chocada, como assim 801X? Nós estamos no ano 791, como eu pude pular dez anos da minha vida? Sem entender muita coisa eu sai do quarto onde eu estava, fui andando pelo enorme corredor, o hospital parecia tristemente vazio, enquanto eu passava na frente de uma porta que estava aberta ouvi um som baixo me chamar.

– Pequena Lucy? — chamou à voz, ela parecia estranhamente conhecida, me virei em direção da porta e me deparei com um quarto igualmente branco que nem o meu, sendo preenchido pelas mesmas coisas, sobre a cama estava uma velha senhora, ela tinha seus cabelos curtos já brancos, continha uma roupa igual a minha de pessoas internadas, seu rosto estava iluminado por um sorriso singelo, mas ainda assim fraco, fui entrando calmamente no quarto, a mulher me parecia estranhamente conhecida.

– Eu conheço a senhora? — eu perguntei calmamente, a mulher ao ouvir a pergunta pareceu já ter a ouvido varias vezes, eu fui até a cama da senhora, ela sorriu pra mim calmamente.

– Conhece querida, você apenas não se lembra — ela me falou ainda com seu sorriso costumeiro — Eu sou Amy, sou uma amiga sua, você não se lembra de mim porque todas as semanas antes de acordar para um novo dia você perde as suas memórias, nunca passou uma semana em que você se lembrasse — eu olhei espantada para a velha que parecia estar muito acostumada com tudo o que se passava — Mas eu achei que suas memórias só iriam se perder amanha, pelo visto você deve ser examinada de novo para saber se a sua amnésia não está progredindo novamente, você deve ter caído e batido a cabeça e isso deve ter feito ela voltar a progredir.

– Espere ai senhora — eu falei sem entender muita coisa — Como assim eu perdi as minhas memórias? Mas e onde estão os meus amigos? — eu perguntei desesperada.

– Que amigos? — a mulher perguntou como se aquilo fosse completamente novo para ela.

– Meus amigos — eu falei agora extremamente preocupada — Meus amigos da Fairy Tail — a mulher me olhou chocada, por quê? Eu falei algo que não devia?

– Você se lembra do seu tempo na Fairy Tail? — me perguntou a velha senhora, eu confirmei com a cabeça, vi nos olhos da mulher a esperança nascer.

– Qual é a ultima coisa da qual se lembra? — me perguntou a senhora muito feliz, seu rosto podia conter algumas olheiras e também parecer bem fraco, mas mesmo assim ela sorria muito.

– Me lembro de ir dormir com meu namorado — eu falei com isso eu parei para pensar, se tudo isso fosse verdade, como estaria Natsu? — Natsu — eu falei baixo, mas mesmo assim a mulher ouviu.

– A querida — ela falou, eu olhei em seus olhos — Isso aconteceu a dez anos, no outro dia você saiu em uma missão, você sofreu um acidente e depois daquele dia não conseguiu mais se lembrar de nada.

Meu coração deu uma pequena falhada, seria isso possível, há dez anos que eu estou neste hospital? Mas como? Minha vida já não tinha mais sentido, se eu passei dez anos em branco o que aconteceu com meus amigos.

– Mas eu não me lembro dos últimos dez anos — eu falei para a mulher — Onde estão os meus amigos?

– Querida — ela falou ternamente, pude ver pelos seus olhos que o que vinha agora não era nada bom — Faz nove anos que nenhum deles vem te visitar.

Ali eu apenas fiquei com a boca aberta sem entender muita coisa do que ela dizia, eles me esqueceram? Não pode ser o Natsu deve ter vindo me visitar ele não iria me abandonar.

– Eu preciso tirar isso a limpo — eu falei, a mulher me olhou como se já esperasse que eu fosse falar isso.

– Entao vamos fazer assim — falou ela — Tem algumas roupas suas naquele armário — falou ela apontando um pequeno armário que antes estava escondido, pegue suas roupas e vá até a Fairy Tail, como todos estão participando do desfile você deve ir até a enfermaria, lá você vai encontrar apenas o Mestre da guilda que está doente, ele vai te explicar tudo.

Eu apenas confirmei com a cabeça e fui até o armário, logo encontrei as minhas roupas e sai, seguindo os conselhos de Amy não deixei ninguém me ver, e assim fui, caminhei pela cidade, apreciando a brisa em meus cabelos, meu corpo dizia que estava com saudades de sentir ela, perto do hospital tinha um rio e por isso como um habito antigo eu fui à berrada e me equilibrei por quase todo o caminho, quando cheguei à frente da guilda vi o quanto ela tinha mudado, estava maior e mais bonita, diferente de antes o silencio era absoluto, todos deviam estar no desfile.

Calmamente abri as portas, tudo lá dentro estava revirado, pelo menos isso não mudou, as luzes estavam apagadas por isso estava difícil contemplar o local, assim com o pouco de luz da lua fui seguindo meu caminho para as escadas, depois de chegar ao segundo andar sem saber para onde ir eu apenas me deixei levar e fui em direção da única luz no recinto, a luz passava por baixo de uma porta no fundo do corredor.

Ao chegar lá eu hesitei diante da porta de madeira, mas afastando os medos eu abri a porta e pude ver a enfermaria, estava bem iluminada e também decorada, segundos depois minha atenção foi voltada para a ultima cama no recinto, nela estava um velho senhor, ele olhava para a janela com um olhar triste, por isso ainda não a percebera.

Ela fez um pequeno barulho que já seria suficiente para atrair a atenção do homem, ele surpreso pelo barulho se virou para onde ela estava e ficou extremamente surpreso ao ver quem estava ali.

– Lucy? O que faz por aqui? — ele me perguntou eu sorri apenas para ele que de alguma forma notou a diferença e logo lagrimas de felicidade brotavam em seus olhos, ele perceberá que a maga dos espíritos tinha recobrado a memória.

– Vim lhe visitar, saber o que se passa e o motivo de ninguém me visitar — falou cabisbaixa enquanto ia em direção do velho choroso.

– A minha filha eu não sabia disso — falou ele — Não fui lhe visitar, pois acho que pode ver que também não estou em minhas melhores condições — Lucy neste momento chegará ao lado do homem, ela o abraçou e o velho senhor retribuiu.

– Eu entendo mestre só queria saber o porquê de os outros não me visitarem — falou ela triste.

– Eu também queria saber — falou ele — Como recuperou a memória?

– Eu não sei — eu respondi triste — Só acordei está manha com as minhas memórias — falou — Como andam todos? — eu perguntei calmamente.

– Você realmente é interessante Lucy — ele falou e eu não entendi muito bem o que ele quis dizer com isso — Mesmo eles tendo se esquecido de você, você faz questão de se preocupar — com estas palavras sorri, não quer dizer que porque eles me esqueceram eu também tinha que se esquecer deles — Vai muito bem, está cheia de pirralhos novos.

Eu fiquei chocada com a revelação, quer dizer que o pessoal da guilda teve filhos? E assim o mestre foi me contando o que tinha acontecido nos últimos anos na guilda, quando era o fim daquele dia eu sai rapidamente antes que os outros chegassem, fazendo um pedido ao mestre.

– Não conte a eles que eu me lembrei — o mestre relutante concordou, assim Lucy saiu da guilda pela ultima vez sorrindo abertamente, sabia que sentiria falta da guilda, mas não tinha mais o que fazer, foi até seu antigo apartamento, e pegaram algumas coisas, ela segurava com uma de suas mãos as suas chaves que o mestre lhe devolvera, depois de pegar o que tanto queria Lucy volto para o hospital, lá ela pediu se podia ficar por ali mesmo para ajudar a cuidar das pessoas, as pessoas que já tinham se afeiçoado a Lucy aceitaram de bom grado.

Ela então se mudou para uma casa perto do hospital, todos os dias ia para lá e ajudava a cuidar dos doentes, ela fez até algumas salas extras para as pessoas que ficavam internadas pudessem se distrair, todos no hospital a conheciam e antes a tristeza que vivia ali, seus espíritos sempre prontos para ajudar.

Amy veio a falecer pouco tempo depois de câncer, mas Lucy jamais se esqueceu do sorriso dela e de como as duas se divertiam juntas, Amy foi uma de suas melhores amigas no tempo em que passou no hospital e Lucy iria guardar a memória dela para sempre em seu coração.

Agora já fazia quatro meses que estava ajudando no hospital e ia em direção do berçário para levar algumas coisas que a medica pedira, ao chegar La ouviu uma conversa que não devia.

– Eu vou deixá-los aqui não quero essas crianças — falou uma mulher, Lucy reconhecerá a voz, era de uma mulher que a recém se tornará mãe de trigêmeos — Elas vão acabar com a minha juventude.

E assim a mulher se retirou da sala, Lucy foi até o local e encontrou a medica olhando as crianças.

– Aconteceu algo doutora? — eu perguntei a mulher de cabelos pretos, ela se virou para mim e sorriu um sorriso triste.

– Sim — falou ela — aquela mulher não quer os filhos e acaba de abandoná-los.

Eu olhei em choque para a minha superiora que estava triste, eu fui até os três berços e me deparei com três bebes, uma era menina, seus cabelos eram roxos com as pontas negras, seus olhos eram azuis assim como os da mulher que acabará de sair, outro era menino, ele tinha cabelos azuis e seus olhos igualmente azuis, já o terceiro também menino tinha os mesmos cabelos roxos da irmã, com a diferença de que suas pontas eram azuis, seus olhos diferentes dos irmãos eram vermelhos.

As três crianças abriram um leve sorriso a me ver e com aquele sorriso eles me conquistaram, eu ainda me sentia só porque estava acostumada a um monte de bagunça, decide por adotar os três, naquele dia a minha família foi restituída junto com a minha felicidade.

O que Lucy não sabia é que todos os dias depois de seu acidente os magos da guilda iam visitá-la, mas sempre que avistavam a fachada do hospital já tão conhecida davam meio volta com uma única frase na cabeça.

Quem é você? Não conseguiam entrar ali e saber que a amiga tão amada nunca se lembraria deles.

E com isso o tempo passou cinco anos ao total, Lucy viveu uma vida boa e feliz criando os filhos tão amados, mas ela não imaginaria que duas simples frases pudessem mudar sua vida por inteiro.

Aceita casar comigo? Proferida por seu tão amado colega de trabalho.

Não acham que esta na hora de visitarmos a Lucy para valer sem recuar? Falado pelo rosado que já não possuía a mesma felicidade de antes.

Ambos vão levar ao mesmo lugar serão Lucy capas de escolher por onde seguir agora que seu passado e seu futuro estão prestes a se unir?

Notas finais
se vcs quiserem uma continuação eu farei é só pedir nos comentários que eu faço