O Despertar
5 A conversa
Notas iniciais
Lucy corria desesperada, ela tinha que encontrar o rosado, não poderia perdê-lo mais uma vez, há quinze anos eles tinham sido separados, mas ela não deixaria que isso voltasse a acontecer agora, ela tinha a chance de ficar para sempre ao lado do rosado e não iria a deixar escapar por suas mãos mais uma vez.
Os pés da loira a levaram para um lugar muito conhecido, a casa do rosado, ela rapidamente abriu a porta, mas não tinha ninguém ali, nada, tudo estava vazio. Ela saiu da casa no objetivo de voltar à cidade e o encontrar mais uma vez, mas quando chegou perto do barranco ele se rachou e ela foi de encontro ao chão lá embaixo.
Ela gritou em desespero quando viu o chão chegar cada vez mais perto de si, foi quando ela gritou a única coisa que lhe vinha à cabeça – Natsu – um grito de repleto desespero, como se tivesse ouvido o seu grito ele apareceu mais uma vez, pronto para salva-la, lá estava ele pronto para pega-la.
Ela caiu em seus braços como sempre acontecia e ele a segurou firme em seus musculosos braços. Ele a carregou até perto do riacho que corria ali perto, com cuidado a colocou no chão ambos em silencio, ele olhou o pé da menina, estava inchado, sinal de que tinha o torcido antes de cair.
Ele rasgou uma parte da blusa da mulher e molhou na agua cristalina e limpou o pé dela, seu olhar era reprovador, mas não falou nada e ela também. Estava inerte em lembranças do passado dos dois, de um dia igual a esse.
Onde a loira cairá igualmente do mesmo penhasco e quebrara o pé, naquele dia ela estava brava com o rosado, ele tinha feito coisas absurdas em seu apartamento. Mas ele como estava arrependido a pegou e cuidou pela noite inteira.
Lucy saiu de seus devaneios quando sentiu estar mais uma vez no chão, mas agora era a cama do rosado adquirida há pouco tempo, ela percebia o quanto esta era macia e quente, assim como o dono da mesma, o cheiro do lugar era tão contagiante que ela não podia negar que a deixavam feliz.
Só de estar ali, onde um dia eles selaram o amor que tinha ela ficava feliz, só de estar perto do que um dia foi o cenário do selamento do amor do casal – O que você estava pensando quando passou ali? – Natsu perguntou irritado. Lucy se permitiu olhar para Natsu pela primeira vez.
Os olhos do rosado estavam vermelhos e ele parecia cansado, quando seus olhos se cruzaram o rosado deixou que mais umas lágrimas escapassem por seus olhos. A loira levou a mão até o rosto do amado e secou as lágrimas com o dedo e deu um singelo sorriso para ele que apenas o retribuiu.
– Você lembra-se do dia em que eu sofri o acidente? – a loira perguntou. O rosado fez que sim com a cabeça – É a única coisa que eu não consigo me lembrar, você pode me dizer o que eu disse pra você antes de perder a memoria? – a loira sempre ficara curiosa em saber o que dissera ao rosado.
– Você disse que me amava – ele falou com um pouco de pesar na voz, aquele dia não era bom de lembrar – Você olhou em meus olhos e me pediu para te beijar uma ultima vez – ele disse – Eu fiz isso – mais uma vez ele estava chorando – Quando nos separamos eu senti o seu coração parar de bater, eu me desesperei e fiz a única coisa que estava ao meu alcance – o rosado explicou – Te marquei e passei metade da minha magia para que você não morresse – ele explicou.
A loira arregalou os olhos ao ouvir tais palavras, isso não podia ser verdade, se ele tinha a marcado ele poderia ter morrido junto dela – Natsu, você poderia ter morrido junto comigo – a loira advertiu.
– Eu teria morrido se você tivesse me deixado – ele se defendeu – Eu só seu que eu jamais consegui imaginar um mundo sem você – ele se explicou olhando para a mão da loira onde repousava a marca dela – Quando você acordou um mês depois eu estava igualmente internado, quase não conseguia me mexer e minha magia estava sendo controlada, quando você acordou, eu me lembro de sorrir, mas quando você me perguntou quem eu era eu me desesperei – o rosado disse se lembrando dos dias mais terríveis da sua vida.
– Natsu – a loira disse triste – Você não devia ter feito isso – a loira disse ainda preocupada – Você devia ter me deixado morrer, pelo menos assim você ficaria vivo – ela disse decidida.
– Eu teria me matado – o rosado disse – Eu quase não consegui me levantar depois de descobrir que o que você tinha não havia cura, eu me desesperei e quase morri de desespero, a cada dia você se esquecia e eu tinha que me apresentar todos os dias, cada dia era mais sufocante a única forma que eu arranjei para sobreviver foi ficando longe de você.
– Natsu, não fale mais isso, eu te amo – a loira disse abraçando ele – Se você tivesse morrido por minha culpa eu nunca me perdoaria – a loirinha se explicou e entrou em prantos. Natsu a abraçou e assim eles ficaram enquanto tinham uma conversa sem pé nem cabeça sobreo que teria acontecido.
No fim do dia Lucy acabou por ver pela primeira vez a sua marca que se alojava em seu pescoço, ela decidiu que nunca poderia ficar longe de Natsu, pois o destino os tinha unido em amor eterno, nada os separaria.
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