O Descendente De Netuno

1 Introdução - Octavian


"Como assim vocês estão me substituindo por uma galinha?" perguntei indignado.

"É uma harpia, não uma galinha. E não estamos te substituindo, você está se aposentando." respondeu Reyna calmamente.

"Vocês não podem fazer isso! Não podem aposentar um augúrio! E a harpia maldita nem deve saber o que é um augúrio!"

"Sabendo ou não já foi decidido pelo conselho. Você tem até a hora dojantar para empacotar tudo e levar para a sua coorte."disse com a mesma calma e caminhou em direção a saída."Pense no lado bom, agora você pode sair em missões." e saiu do templo de Zeus.

"Humpf, agora você pode sair em missões" repeti com raiva. Peguei os restos de um leãozinho de pelúcia e joguei onde Reyna estava a poucos segundos. Quem ela pensa que é? Uma pretorazinha de nada que só sabe ficar babando pelo Percy Jackson em cima de seu pônei com asas.

Percy Jackson. Tenho certeza que foi ele que deu essa sugestão, afinal, foi quem trouxe aquela pomba para o acampamento. E pouco interessa se eu leio ou não augúrios; a harpia decorou meia dúzia de profecias e já é queridinha de todo mundo.

Respirei fundo e olhei para o templo. Me acostumei a ficar ali, isolado... tudo seria diferente agora.

Dei uma olhada no sol. Ainda faltava um tempo para a hora do jantar. Resolvi começar a empacotar minhas coisas, que por sorte eram poucas... só uns bichinhos de pelucia e minha adaga. Coloquei tudo dentro de uma caixa de papelão e sai do templo.

Andei em direção à 1ª coorte. Deixei a caixa com as minhas coisas em um canto e sai para tomar um ar. Todo mundo me olhava como sempre. Pelo visto a péssima notícia da minha horrível decaída não tinha sido espalhada... que gentil da parte dos pretores não?

Me sentei e observei o sol, a única coisa que é realmente bonita nesse acampamento. Foi ai que senti. Aquela sensação na nuca que eu raramente sinto. A sensação de que tenho que pegar uma pelúcia e ler um augúrio muito, muito importante.