O Descendente De Netuno
4 Capítulo 3 - Octavian
Nunca gostei da Reyna e muito menos do Percy. Mas tive o impulso de contar a minha visão aos pretores. Respirei fundo e olhei pela janela. Por mais que parecesse que eu estava seguro e feliz com minha visão, por dentro eu estava muito assustado. Elas eram completamente diferentes dos augúrios. Augúrios eram sempre embaçados, apenas me falavam se alguma coisa ia dar certo ou errado; já a visão me mostrava tudo muito detalhadamente, e por mais que eu quisesse negar, tinha a sensação de que ela ia se concretizar.
Começou quando tive a idéia besta dos colchões. Assim que cortei o primeiro deles senti como se minha alma estivesse se separando do meu corpo — uma coisa muito bizarra diga-se por passagem — e me vi nos campos de Marte. Todos corriam de um lado para o outro querendo ver uma figura brilhante no meio do circulo. Por algum motivo eu não me movia, e também não conseguia ver a tal figura, mas tive certeza se tratar de um Deus assim que começou a falar:
"Acampamento, venho aqui ordenar que saiam em busca de uma missão imediatamente. Meu filho, e também descendente de Netuno, deverá sair com mais quatro companheiros de sua escolha. Só espero que seja sábio, filho, e ouça a profecia da harpia. Lembre-se: é sempre bom ter os amigos perto; mas é sempre melhor ter os inimigos mais perto ainda."
Quando acordei o quarto estava cheio de pedaços de colchões para todos os lados, e estava com uma horrivel sensação de mal estar. Prometi a mim mesmo nunca mais tocar em um colchão pelo resto da minha vida.
Quando terminei de contar, as expressões nos rostos de Percy e Reyna eram impagáveis. Eles duvidavam de mim, isso era óbvio, mas ao mesmo tempo parecia que tinham achado a última peça de um quebra cabeças.
"Caramba, a vida faz sentido!" Exclamou Percy.
"A profecia! Só pode ser essa." Gritava Reyna.
"Alguém pode me explicar que diabos está acontecendo aqui?" Gritei. Ao mesmo tempo Reyna e Percy iam me contando da profecia dita por Ella. Até que a galinha não era tão inútil assim.
Estavamos todos felizes e estupefatos com a nossa inteligência quando um clarão atravessou a janela. Era tão forte e luminoso que só poderia significar uma coisa:
O Deus da visão tinha chegado.
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