O Desafio de Aizen Reeditando
1 Capítulo 1: O Desafio
Notas iniciais
Estava pensativo, apoiava-se confortavelmente em seu trono, o silêncio de seu aposento era perfeito para fal reflexão.
"Qual a melhor forma de testar a fidelidade de meu suposto fiel subordinado?" indagava a si próprio; o senhor de Las Noches, Aizen Sousuke.
Permaneceu imóvel por algum tempo e com um estalar de dentes, expandiu sua reiatsu distorcendo o ambiente ao seu redor. Após se levantar de sua poltrona, desviou da mesma, colocando-se de frente á uma grande tela que surgiu em resposta a sua emanação espontânea de reiatsu.
- Isto será interessante. — ditas tais palavras, o ex-capitão do Gotei 13 tratou de observar fixamente a cena na tela. Fitava a figura do comandante Yamamoto ordenando a seus esquadrões que mantivessem vigília sobre a cidade de Karakura. De repente, ouviu passos e reconheceu imadiatamente a reiatsu familiar.
- Ora, mas o que é isso Aizen? Pude sentir a sua reiatsu de longe, achei que havia acontecido algo. — disse Gin, caminhando em direção ao seu cúmplice.
- Não há nada para se preocupar, pois os objetos deste aposento foram projetados para obedecer a minha reiatsu, esqueceu-se disto Gin? — indagou Aizen e logo depois virou-se para encarar o ex-capitão que possuía um sorriso peculiar, e justamente por isto a idéia de manter-se de costas para o mesmo não lhe agradava muito.
- Tem razão, havia me esquecido. Mas então, o que se passa?
- Não é nada. — respondeu Aizen. — Se minha reiatsu houvesse atraído quem eu gostaria, eu não teria que lhe pedir o favor de chamar o Ulquiorra para mim. — acrescentou em tom gélido.
- Seria mais fácil me pedir para chamá-lo assim que eu entrei aqui. Este discurso foi desnecessário. Você e essa sua mania de prolongar uma simples conversa... — disse Gin, suspirando logo em seguida.
Aizen analisou as feições de Gin por um segundo e procurou permanecer calmo. Algumas vezes seu companheiro parecia provocá-lo propositalmente. Não era nada além de veneno expelido sobre as palavras que aquele shinigami com um rosto serpentil pronunciava.
- Acho que não será mais necessário chamá-lo. — disse Aizen, desviando o olhar para o imenso portão logo a frente de ambos que estava semi-aberto.
- Sim.
Ulquiorra projetou-se por meio do sonido frente a grande porta semi-aberta do aposento:
- O que deseja, Aizen-sama? — com uma reverência cordial aguardou as ordens de seu superior.
- Gostaria que você se retirasse Gin, eu preciso tratar de um assunto muito sério com este espada e a conversa será em particular. — seriamente direcionou sua atenção á Gin.
- Sem problemas. — disse Gin, retirando em direção a porta. — Se precisar de mim estarei vagando por aí nos corredores há procura de algo pra fazer.- dizendo tais palavras, observou rapidamente de soslaio a figura do comandante Yamamoto na grande tela e com um sorriso malicioso se retirou do aposento.
- Ergua-te Ulquiorra. — ordenou Aizen, com um tom firme que reverberou pelo aposento. — Assista um trecho do que se passa nesta tela atrás de mim.
- Sim senhor. — o espada obediente tratou-se de se levantar e se posicionar ao lado de seu mestre e de frente para a grande tela.
- Me responda sem hesitação e com total honestidade. — disse Aizen, colocando as mãos nos bolsos enquanto seus olhos mantinham atenção ás cenas. — Qual seria o tamanho de sua fidelidade a mim e meus objetivos? Isto é, até que ponto você chegaria para concluir uma missão destinada por mim? — indagou Aizen.
- Qualquer ordem Aizen-sama. — disse Ulquiorra sem hesitar. — Qualquer ordem a mim destinada seria cumprida sem qualquer questionamento, se o senhor desejasse. A missão seria cumprida sobre a aposta de minha vida. E minha fidelidade ao senhor se mostrou enorme durante todos os meus atos realizados até o presente momento sob suas ordens. — disse Ulquiorra, seriamente.
- Muito bom. — disse Aizen, retirando suas mãos de seus bolsos, cruzando os braços logo em seguida. — Tenho uma missão para você. Posso considerá-la até mesmo um desafio.
- Desafio?
- Poderá ser considerado um desafio, se assim preferir. Esta missão irá medir sua capacidade e o nível de lealdade a mim. Só posso propô-la a você.
- Somente a mim? — indagou Ulquiorra, com uma expressão confusa.
- Não se preocupe. Você entenderá no momento certo. — disse o ex-capitão, com um sorriso discreto.
- Qual o objetivo da missão, Aizen-sama?
Aizen hesitou por alguns segundos e durante este tempo emanou uma pequena quantidade de reiatsu; desativando a tela, fazendo-a desaparecer. Logo depois, virou-se de costas para Ulquiorra e caminhou alguns passos, colocando depois uma de suas mãos na parte superior de sua poltrona.
- Que me traga o cajado do comandante Yamamoto.
Ulquiorra estremeceu. Permaneceu estático de costas para seu mestre e se esforçou para não desmontrar qualquer emoção que revelasse sua opinião sobre o objetivo da missão.
-...Está bem.. — disse o espada, porém seu tom de voz não estava mais tão firme.
- Ora, Ulquiorra. Eu não preciso ler mentes para entender o que você sente neste momento. Talvez esta seja a missão mais difícil que já propus para qualquer espada. Porém, acho que agora você reconhece o motivo de eu lhe convocar para esta missão.
- Desculpe, mas ainda estou confuso.
- Entenda este teste. Como um teste de lealdade ou fidelidade como preferir.
O quarto espada não sabia o que dizer. E ele próprio reconhecia a impossibilidade de obter sucesso nesta missão. Várias maneiras de morrer para os capitães do Gotei 13 passaram pela sua cabeça. E a mais aterradora delas também projetava imagens do comandante Yamamoto igual o video que acabara de passar naquela imensa tela.
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