O Desafio Dos Sete
2 Presságio
Notas iniciais
Já devia ser quase meia noite quando estávamos prontos para deixarmos a cabana.
– Quando eu voltar, nós iremos partir. — Juan me avisou enquanto saia para averiguar os arredores da floresta.
– Para onde vamos? — perguntei.
– Ache um lugar saindo pela clareira. — ele respondeu já do lado de fora da cabana com uma flecha já preparada no arco.
Segui em direção a clareira, levei comigo minha arca lórica e uma mala verde com minhas roupas e uns poucos pertences, coloquei-os sobre a pedra em que eu acordara naquela tarde. Parei e senti o vento úmido da floresta refrescar-me um pouco.
O céu estava repleto de pontos brilhantes e eu sabia que um deles era Lorien ou pelo menos tinha fé de que fosse. Só havia uma nuvem em todo o céu, e cobria completamente a lua. De acordo com o que já aprendi sobre as crenças dos Astecas isso significava um mal presságio.
Sem que eu pedisse minha visão se desprendia do meu corpo, olhei para meu corpo que continuava em pé, respirando regularmente esperando paciente que eu voltasse. Voei até o topo do morro, ele era circular e parcialmente plano. Inalcançável para um ser humano qualquer. Sinto que posso voltar ao meu corpo rapidamente, então faço força como se fosse abrir meus olhos e quando abri eu vi novamente as estrelas.
Levitei minha arca e minha mala até o topo do morro e comecei a escalar, aos poucos fui obtendo sucesso, haviam poucos pontos de apoio. Eu já estava soado e só havia escalado por quinze minutos, toda vez que
eu caia a minha telecinesia impedia que eu caísse diretamente no chão. Depois de vinte minutos de tentativa eu me irei. Corri até a cabana e arranquei um dos troncos com as duas mãos e arremessei em direção morro. Esperei que o tronco se partisse em pelo menos duas ou três partes, mas ele simplesmente fincou em uma parte mais barrosa do morro.
Tive uma ideia meio louca, corri em direção a pedra. Pulei para cima dela, peguei impulso e me lancei em direção ao tronco. Meu coração quase parou por um instante, quando cai sobre o tronco e ele ameaçou desprender-se do barro. Pulei rapidamente e minha alcançou o topo do morro, fiz um esforço e com um pouco de telecinésia e pronto, eu estava no topo. Não era muito alto, não era nem possível ver a parte da copa de nenhuma das árvores, mas podia ser um bom lugar, pelo menos por essa noite. Me sentei ao lado da arca, para esperar que Juan voltasse. Foi quando eu percebi que havia um pequeno buraco no centro do morro. Ando até lá e encontro um pequeno papel. Abro. É um bilhete de Juan, e dizia:
"Ótimo, agora você está a salvo.
Nós viemos morar aqui nessa pequena cabana escondida porque um grupo de dez mogadorianos achou de alguma forma nossos rastros. E hoje enquanto você dormia eu me certificava que estávamos seguros quando dois deles estavam andando próximos demais de nós, eu precisava matá-los, mas seria muito perigoso. Até ai seria ótimo, se eles não soubessem que estávamos por perto, se não os matarmos iremos morrer.
Então eu sai para mata-los antes que eles cumpram o plano deles. Que é queimar toda a floresta para te achar. Talvez não dê certo. A qualquer sinal de fumaça, segure o cadeado de sua arca, e ela abrirá. Se ela abrir será a certeza de que eu morri. A qualquer sinal de fumaça continue a salvo, não seja burro."
Eu te amo
Juan
Olho para a floresta atrás da cabana e eu me sinto mole e incompleto, incapaz de fazer qualquer coisa, sozinho nesse mundo. Eu deito no chão e começo a chorar quando eu vejo uma coluna de fumaça se estendendo ao céu estrelado.
Levanto-me lentamente, quando percebo que a coluna tinha se espalhado num circulo enorme em minha volta. Juan não morreu atoa,matarei os dez mogs da forma mais cruel possível.
Seguro uma parte do cadeado e ele esquenta ao meu toque, ouço um estalo. Olho assustado para o cadeado, mas ele permanece intacto.
– Clac — Ouço o estalo novamente, então percebo que é atrás de mim. Então eu viro e vejo o final de uma escada improvisada de madeira entrelaçada com cipó, e uma pessoa está quase terminando de subi-la.
Corro na direção da escada esperando que fosse Juan. Olho para baixo e lá está ele com as roupas sujas com cinzas mogadorianas.
– Preparado pra matar? — Eles estão vindo.
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