Uma rosa vermelha,
Talvez derformada,
Encontrava-se,
Juntamente aos meus pés.

Cor rica,
Cor de sangue tinha,
E do amor;
Cantava seu sofrimento.

Espinhos haviam sido,
Cortados foram,
Jogada fora,
Como se fosse nada.

As pétalas murchas,
Estavam na mais mútua,
Percepção de que,
Algum dia,
Alguém acharia.
Porém,
Certeza não tinha.

Um pouco de cuidado,
Muito amor precisava,
Porque ali,
Ao chão descansava,
Uma rosa despedaçada.

Queria ser amada,
Queria isso mais que tudo,
Queria ser flor novamente,
E também,
Desabrochar de repente,
Mal esperava a hora,
De se tornar,
A mais bela rosa!...

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