O Demônio da Colina
4 Conversas rumo a uma tempestade turbulentas
O velho guia-me o caminho e eu o sigo, ele estava muito enérgico e para preencher o silêncio me perguntava da capital e sobre suas novidades, dando a entender que já foi um morador antigo de lá, falava sobre suas viagens e me perguntou um monte de coisas da vida atual na capital que, naturalmente, eu não tinha resposta, já que era um estrangeiro naquele país.
O tempo estava fechando e o vento frio ruidosamente percorria em nossa volta, quando um estrondo forte rompe-se e assusta-nos, era um trovão que caiu em uma das árvores próxima a uns vinte metros de nós que começa a queimar loucamente, colocando o cachorro já alvoraçado a latir incessantemente, o velho põe-se a acalma-lo, ao término ele me encara e diz:
—Maldito demônio. Sempre ouvindo nas envoltas da floresta.
O velho gospe no chão e continua:
—E nos tormentando de todas as maneiras.
Pego-me em um momento de ceticismo que é apresentado ao exterior como um estalo de língua em resposta a fala do velho, quase como um movimento involuntário, percebo que ele ouviu e desvio o olhar com um pouco de arrependimento de ter feito isso.
O velho levanta, ainda me encarando e diz:
—Filho, sei que você pode até não acreditar nesta velha lenda, muitos não acreditam, mas saiba de uma coisa, existem muito mais coisas neste mundo que nós mesmo nem ao menos imaginamos.
Eu confirmo sua afirmativa acenando e digo:
-entendo.
Porém ele rebate minha afirmativa:
—Não, você não entende. Você não foi o primeiro aventureiro a vir aqui.
O velho fica um pouco exaltada e diz:
—E tem mais, dentre todos os outros você não é o maior.
Me incomodo com o tom da voz do velho ao falar comigo e acho que dei-lhe muita liberdade para agir assim, Ele mantem-se ainda me encarando porém abaixa a cabeça e diz.
—desculpe por pegar assim no seu pé garoto, mas muitos outros aventureiros já vieram aqui, porém nenhum deles voltou, em média sou eu quem os guio até a mansão, e, sei que posso parecer rude mas é melhor que você já saiba de antemão que o que vai enfrentar aqui é, em poucas palavras, mortal.
Sinto uma gota cair em meu rosto e vejo o velho perceber também que a chuva já estava começando e ele diz:
—Mas bem, falemos disso depois, já chegamos em GoldOre.
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