O Demônio Esguio
1 Capítulo 1 - Desespero
Notas iniciais
Eu costumava ser uma garota normal. Tinha uma família estruturada, tinha bons amigos e até uma boa vida, mas um dia vi tudo isso escorregar das minhas mãos...
Bem, tudo começou do dia 19 de janeiro de alguns anos atrás, eu e uns amigos resolvemos acampar em uma pequena floresta ao lado da minha casa, uma maneira de aproveitar as férias, que nesse ano acabavam mais cedo. Algumas horas antes todos já estavam reunidos na minha casa. Não demorou muito até que meus pais chegassem e então fomos para a floresta, precisávamos arrumar as coisas enquanto ainda era dia.
- Tchau pai, tchau mãe. – Me despedi deles.
- Boa sorte filha, tente não sair correndo quando ouvir um esquilo durante a noite. – riu-se minha mãe.
- Cuide-se Lizzy. – se despediu meu pai, que insistia em usar meu apelido de bebe.
Alguns minutos de caminhada depois, finalmente tínhamos encontrado um lugar bom pra montar as barracas, uma clareira no meio da floresta com uma arvore simplesmente gigante no meio, que seria ponto de referência caso alguém se perdesse por algum motivo.
- Hey Matt, trouxe o violão? – Johana perguntou enquanto testava as lanternas, o começo da noite se aproximava.
- Claro gatinha, eu não disse que tocaria uma musica pra você? – respondeu, deixando a loira envergonhada.
Brincadeiras e palhaçadas depois, finalmente o acampamento estava pronto, e bem a tempo, o sol terminava de se pôr, porém não era possível ver pelas arvores altas e espessas.
- Certo, acho que já podemos começar a curtir. – James exibiu seu sorriso sacana enquanto tirava da mochila duas garrafas de vodka.
- James! Combinamos de não trazer bebidas lembra? – eu o repreendi.
- Relaxa ai patricinha, se não quiser não bebe. – respondeu franzindo o cenho.
Dei de ombros um pouco contrariada, se meus pais descobrissem eu estaria ferrada. Todos nos sentamos em circulo em volta da fogueira extremamente amadora que Matt tinha providenciado e começamos a conversar, conforme o céu ia ficando mais escuro eu ia ficando mais nervosa, por mais que eu não admitisse eu morria de medo de escuro e digamos que essa floresta não deve ficar tão amigável quanto é de dia, de noite.
- Hey Eliza, você tá bem? – perguntou Johana, se sentando ao meu lado.
- Claro, por que não estaria? – Empurrei meu medo pra baixo e sorri, seria no mínimo inconveniente ficar com cara feia quando todos estão se divertindo.
- Se precisar de algo me avise, minha mãe me obrigou a trazer uma maleta enorme de remédios. – Me tranquilizou e se afastou, sentando-se novamente ao lado de Matt.
A única iluminação vinha da fogueira e da minha lanterna que eu insistia em ficar agarrada, Matt tocava algumas musicas melosas e românticas para Johana e James enchia a cara do meu lado. Parei um pouco pra prestar atenção em um bicho na cabeça do garoto, e vi alguma coisa se mexendo nas arvores atrás dele. Passei a lanterna pelo lugar no mesmo instante, e eu posso jurar que vi alguma coisa branca junto ás arvores.
- Ou sua maluca abaixa essa lanterna, tá me cegando cacete! – exclamou James, se embaralhando nas palavras.
Decidi ignorar e enfiar na cabeça que o que quer que fosse aquilo, era apenas coisa da minha imaginação. Minha mãe mesmo vivia dizendo, o medo faz você ver coisas.
- Hey Eliza, o que acha que devíamos fazer agora? – perguntou Matt, acho que seu repertorio já tinha se esgotado.
- Hum, talvez devêssemos dormir? – Dei de ombros.
- Você tá maluca? – perguntou Johana arregalando os olhos – Temos uma oportunidade de ouro aqui, somos adolescentes e estamos completamente sozinhos, não podemos simplesmente dormir.
- Já sei meu povo! Vamos dar uma volta por esta bela floresta! – exclamou o moreno com a garrafa de vodka agora vazia nas mãos.
- Hey, é uma boa ideia, vamos desafiar a nos mesmos a entrar na floresta de noite, isso não é emocionante Liza? – Johana me cutucou.
Eu congelei. Johana me cutucou de novo e fui obrigada a dar um risinho nervoso, eles queriam mesmo entrar na floresta.
- Certo, peguem suas lanternas, e ai vamos nos! – disse Matt animado, e foi nesse momento que eu vi de novo a coisa entre as árvores.
- Vamos, vamos. – Johana me puxou pelos braços e logo estávamos fora do acampamento.
Agora não tínhamos mais o calor aconchegante da fogueira, não tínhamos mais a segurança das barracas. Tínhamos apenas nos mesmos e quatro lanternas. Johana logo abandonou o meu braço e tomou o de Matt, os dois riam e apontavam para os animaizinhos noturnos que apareciam de vez em quando. James cambaleava atrás de mim, o garoto já quase não conseguia falar de tão bêbado. E por fim eu, que segurava a lanterna como uma arma e mirava para todos os cantos. Agora eu não tinha só a sensação de ver as coisas embrenhadas na mata, mais também sentia que estava sendo vigiada. E a cada passo ficava pior.
A cada cinco segundos eu olhava para traz, até que em uma dessas olhadelas eu tropecei em alguma coisa e cai, batendo meu rosto contra uma árvore, então desmaiei.
Acordei algum tempo depois, me levantei com certa dificuldade e prendi meus cachos castanhos, que grudava no meu rosto por causa do sangue. Ainda um pouco tonta olhei em volta, e adivinhem, eu estava completamente sozinha. O desespero logo tomou conta de mim, mil e uma coisas passaram pela minha cabeça no momento e uma delas era que eu precisava desesperadamente sair dali. Olhei em volta a procura da arvore do acampamento, quando eu finalmente a localizei, percebi que no pé da arvore que eu cari se encontrava uma folha. Peguei a folha um pouco hesitante, meus olhos se arregalaram quando comecei a ler. O papel dizia: ‘’Colete as quatro páginas.’’ E no final da página, com tinta vermelha ou sei lá oque: ‘’Encontre seus amigos ou morra como eles...’’
No mesmo instante comecei a chorar. Larguei a carta e desabei no chão chorando. Meu coração palpitava desesperadamente, no momento pensei que provavelmente não veria mais minha mãe, nem meu pai, nem os meus amigos. Eu ainda não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Filmes de terror supostamente não deveriam acontecer na vida real, doce engano...
Me encostei na arvore e me pus a pensar o que deveria fazer. Nos malditos filmes de terror a mocinha procuraria seus amigos e tudo acabaria bem, na maioria das vezes é claro. Algum tempo depois, quando finalmente percebi que pensando não chegaria a lugar algum, peguei a lanterna nas mãos e decidi que procuraria meus amigos, e que seria a mocinha que sobrevive no final dos filmes.
Levantei do chão e corri para uma direção aleatória, algumas vezes parando para ver se ouvia algum som. A sensação de ser observada não havia passado, mas dessa vez eu sabia que não era apenas uma sensação, e que os vultos também não eram só imaginação. Corri desesperadamente até me esgotar momentaneamente, e tive sorte, se é que posso dizer isso. Há alguns metros de mim havia uma construção em forma de X, já me lembro de tê-la visto em algum lugar. Virei a primeira parede, depois a segunda e logo depois a terceira, bem lá no fundo eu sabia que na ultima parede, algo ruim me esperava. Eu estava certa. Na ultima volta uma onda de calor nada agradável me invadiu.
Johana estava morta.
Seus cabelos loiros agora estavam tingidos de sangue, e seus olhos não passavam de um buraco vazio, todos os seus membros pareciam ter sido torcidos com força máxima. Meus joelhos vacilaram. Em um segundo eu pensei em vomitar, e no outro eu vomitei. Apoiei as mãos no chão, me sentia tonta com tudo aquilo acontecendo, do jeito que sou, nem sei como estava conseguindo andar com toda essa situação. Meu coração acelerado não dava trégua em momento algum.
Depois de passado o estado de choque, percebi que no decote da sua blusinha tinha uma ponta de um papel, que se estendia por dentro da peça de roupa. Aquilo definitivamente era uma página. Estendi minha mão para pega-la, mas a mesma recuou sozinha. Eu senti algo nas minhas costas, como se alguém tivesse atrás de mim. Virei o pescoço para traz lentamente, eu sei exatamente o que acontece nesses momentos em filmes de terror, mas mesmo assim o fiz. E a alguns metros das minhas costas estava de pé uma criatura alta e esguia, que vestia um terno, isso não me assustaria nunca mais então percebi que a coisa não tinha rosto, sua face era inteira branca e lisa, e saindo de suas costas tentáculos enormes, o menor deles provavelmente teria o meu tamanho.
E então eu tive um surto de adrenalina, arranquei a página do decote de Johana e corri entre as pernas da criatura, por um momento senti que morreria ali mesmo, mas a criatura não se moveu, talvez fosse mais divertido se me deixasse viver mais um pouco. Corri como se não houvesse amanhã, até quando minha perna não aguentou mais. Só faltavam três paginas agora, e eu tive certeza que todos meus amigos estavam mortos. Enquanto corria pensei em algo curioso, se as paginas estão com meus amigos mortos então por que quatro páginas e não três? Percebi que se pensasse de mais provavelmente pensaria em justificativas nada boas.
Arfei enquanto desabava sobre uma arvore. A essa altura do campeonato já quase não sentia mais minhas pernas, mas mesmo assim eu teria que obriga-las a correr. Tirei a franja do rosto e examinei a folha que tinha em mãos, estava praticamente em branco, se não fosse um pequeno símbolo no final que indicava o numero 1. Descansei mais algum tempo, porém evitei ficar muito parada logo que uma criatura me seguia. Obriguei então minhas pernas a se levantarem novamente.
- Por favor não! Liza socorro! – Ouvi um grito ao longe e congelei. A voz me parecia extremamente familiar mas não era nenhum dos meus amigos que vieram comigo.
Olhei em volta desesperada esperando ouvir a voz novamente, porém a mesma não veio. Corri na direção onde eu achava tê-la ouvido e não demorei muito para encontrar outra construção, essa de longe era maior, logo consegui localizar a porta. Um pouco hesitante adentrei o local.
Paralisei na entrada ao ver as paredes azulejadas manchadas de sangue, comecei a andar em passos lentos e abafados, a cada esquina de cada corredor o meu coração parecia parar por um instante. Virei à direita, à esquerda, e depois a direita de novo, até sair em uma sala pequena sempre com os mesmos azulejos azuis, esperei meus olhos se acostumarem com a luz de uma pequena vela acessa no canto do cômodo. E ao lado da vela havia um corpo. Meu estômago embrulhou e pude sentir de longe o cheiro de morte, previ que se ficasse na sala por muito tempo, a criatura apareceria na única entrada e me encurralaria. Respirei fundo e fui até o corpo. James estava sentado em uma cadeira no mesmo estado de Johana, seus olhos um dia azuis, agora foram substituídos por buracos vazios.
Procurei rapidamente a página e a encontrei pregada na nuca. Respirei fundo, logo me arrependendo disso e arranquei-a sem dó alguma. Então voltei correndo para o corredor, sem tempo para lamentar a morte do rapaz, agora apenas duas páginas. Agora não tinha mais que ‘’jogar’’ para salvar meus amigos, e sim para salvar a mim mesma. No momento em que coloquei as mãos no pedaço de papel uma musica sinistra e de suspense começara a tocar e finalmente me lembrei do nome da criatura, há muito tempo atrás eu e minha irmã resolvemos jogar Slender, não passava de um joguinho, que agora é mais que real.
Virei os corredores tentando me lembrar do caminho que eu vim, e a cada momento eu ficava mais nervosa. A cada passo meu eu ouvia o de mais alguém. No fundo eu sabia que ele iria aparecer na próxima dobrada de corredor, se não na próxima, na outra e assim vai. E seria agora que eu viveria ou morreria nas mãos de Slender. Minhas mãos suavam e tremiam segurando a lanterna, minha respiração começava a ficar ofegante, e a sensação de morte iminente se apoderava da minha mente.
Sorri como sempre faço quando estou muito nervosa e virei o que eu achava ser o ultimo corredor, e no final dele estava me encarando, Slender man, o homem esguio. Eu tinha que pensar em algo rápido se não quisesse morrer. Entre eu e ele havia uma entrada de corredor, que talvez daria para o lugar certo, ou talvez para uma sala onde eu ficaria completamente encurralada e morreria. Não pensei muito, o maldito avançava em uma velocidade quase mínima, mas mesmo assim se eu demorasse mais alguns segundos entrar no outro corredor seria impossível. Corri e dobrei o corredor, senti um de seus tentáculos agarrar o meu rabo de cavalo e cai no chão. Puxei meu cabelo com toda a força tentando me livrar do tentáculo que me segurava, sem sorte. Então fiz algo maluco, sim, completamente maluco. Eu o mordi.
No mesmo momento o tentáculo recuou, senti uma dor insuportável nos dentes, como se tivesse mordido uma barra de ferro com toda força. Ignorei a dor, ou ao menos tentei e corri, a criatura já estava virando o corredor. Lágrimas escorriam no meu rosto enquanto eu corria. Meu cérebro parecia estar derretendo, só me senti melhor quando senti a brisa agradável da floresta. Virei a cabeça rapidamente para traz e Slender ainda me seguia, agora o numero de tentáculos parecia ter dobrado nas suas costas. Eu ia correr pra dentro das árvores novamente quando me lembrei de ter alguém gritando e pedindo socorro, como esse alguém não era James, provavelmente ainda estaria por ai.
Dei a volta na construção e segui minha direção original. Em algum momento minhas pernas realmente se recusaram a correr novamente, então fui obrigada a andar cambaleante. Minhas roupas estavam ensopadas de suor, e até pensei em tira-las, mas fazia frio, e também se algum humano me encontrasse seria vergonhoso.
- Liza aqui! Rápido! – Alguém gritando outra vez, e desta vez não estava longe de mim, talvez a uns 30m.
- Quem é? – Perguntei indo em direção a voz.
- Liza?
Andei um pouco até encontrar um garotinho encolhido entre algumas arvores baixas, na face estampada o terror que sentira enquanto caminhava sozinho, assim como eu.
- Will? Por que você está aqui? – Perguntei um pouco desconfiada, Will é um colega de classe, eu não tenho muita amizade com ele por meu grupo o achar estranho. É ainda mais estranho vê-lo aqui.
- E-Eu estava seguindo vocês e vi quando seus amigos desapareceram, e agora tem alguma coisa me perseguindo, por favor, me salva! – Exclamou chorando, pulando nos meus braços.
- Hey, calma, eu também não sei o que diabos aconteceu, mas acho que com mais alguém comigo fica mais fácil.
- Você sabe o que é isso? – Perguntou me encarando, seus olhos mostravam completo desespero.
- Não... A única coisa que sei é que tenho que encontrar quatro páginas com meus amigos mortos ou eu morro como eles, e isso não é nada legal. – Minha voz tremia.
- Ah, então você precisa das páginas? Eu achei uma junto com um cara morto. – Disse estendendo hesitantemente a página em minha direção.
Fiquei alguns segundos apenas encarando o pedaço de papel com certa confusão e desconfiança, depois de algum tempo, finalmente minha cabeça voltou a funcionar.
- Puxa, obrigada! Se me der essa só falta mais uma. – Estendi a mão e peguei a página, agora uma musica ainda mais sinistra começara a tocar do além.
E bem, como de costume, vi que algo se movia atrás de Will. E em uma velocidade surpreendente, a criatura já estava a poucos metros dele. O garoto olhou para traz e viu a coisa, com um olhar triste se voltou para mim.
- Bem, eu torci meu tornozelo a uns minutos atrás, acho que vou morrer agora. – Disse tremendo e com a cabeça baixa, agora o Slender se aproximava sem pressa nenhuma, como se perguntasse ‘’vocês não vão começar a correr seus idiotas?’’.
Will puxou minha nuca e selou nossos lábios, não por muito tempo. Um tentáculo perfurou seu estômago e senti o gosto ruim de sangue invadindo minha boca. Me separei de Will e cuspi o sangue fora, seus olhos estavam revirados.
- Me... Desculpa. – Foram suas ultimas palavras.
Ok, eu não tinha tempo pra processar o que aconteceu e corri, percebi que no momento em que Slender perfurara Will, colocou um pedaço de papel ali. Então entendi que Will era a quarta página. Corri como sempre, até ter certeza que a criatura já não me seguia mais. E como sempre também, me pus a chorar. Finalmente entendi por que Will era tão estranho comigo. Eu vi o único garoto que gostou de mim em toda a minha vida morrer, e acredite, esse sentimento não é nada legal.
Fiquei parada esperando que Slender viesse e me matasse logo, minhas pernas já não me obedeciam mais, eu estava esgotada de exaustão e meu cérebro estava mais confuso que cego em tiroteio. Percebi então, que agora que eu finalmente já tinha desistido de viver, Slender não viria me matar. Idiota. Respirei fundo e voltei onde Will fora morto. Eu pegaria a ultima página e se tivesse alguma sorte voltaria para casa, e se tivesse ainda mais sorte, eu provavelmente esqueceria que tudo isso aconteceu, apenas sentiria falta dos meus amigos quando não os visse no colégio. Chegando perto do corpo do garoto, senti meu estômago revirar e dar inúmeras voltas, com certeza fora a morte mais violenta das que eu vi. E não vou descreve-la muito aqui, provavelmente vão acabar vomitando. Olhei para traz e lá estava ele, me desafiando a pegar a página, a cada segundo se aproximava mais.
A página estava enfiada entre as tripas esparramadas de Will, vi que meu tempo não estava lá essas coisas e enfiei logo a mão ali, um jato de vomito saiu de mim no mesmo instante em que minhas mãos mergulharam no sangue e carne. Peguei a página, junto com algumas tripas despedaçadas. E no segundo seguinte Slender tinha os tentáculos enrolados em volta da minha garganta, apertando cada vez mais e mais, porém lentamente, como se dissesse ‘’morra lentamente sua vadia’’.
Logo comecei a ver manchas vermelhas e meus membros iam ficando cada vez mais moles, até que eu finalmente mergulhei no inconsciente.
Então eu morri? Obvio que não, eu nunca teria tanta sorte. Eu acordei na minha cama. Meus olhos fitaram o teto por vários instantes, simplesmente não podia acreditar no que estava acontecendo, na verdade eu nem sabia se estava realmente acontecendo. Me levantei rapidamente e gritei pela minha mãe.
- Filha, o que foi?! – Perguntou entrando no meu quarto. Eu não precisei dizer nada, ela apenas viu minha face de terror e abaixou a cabeça. – Você deve estar destruída não é filha? Não se preocupe, nos vamos achar o assassino que fez isso com seus amigos.
E então minha mãe dormiu comigo. E no dia seguinte entrei no meu computador e procurei por um amigo, relatei tudo o que aconteceu e ele, como estudante dessas coisas sobrenaturais e estranhas, ele acreditou. Na verdade ele até me deu a ideia de escrever o que aconteceu e postar em um site de histórias fictícias. E foi isso o que eu fiz, até hoje não descobriram o que realmente aconteceu e até hoje ainda não os contei o que aconteceu, ninguém acreditaria mesmo. Boa sorte quando for dar uma voltinha na floresta, realmente é uma coisa que eu não recomendo.
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