O Defensor

12 Capítulo 12 - Mudanças.


Notas iniciais
Boa noite meninas! Fiquei sumida por quatro dias e tem motivo: minha alergia (dermatite) atacou e eu gripei... Mas estou bem melhor e acabei de terminar este capítulo, que espero que gostem.

Como sempre, quero agradecer as Flores que deixam seus reviews iluminados, que me inspiram e instigam a continuar com esta fic.

Dedico o capítulo para:
- Ana_raposo: Obrigada, obrigada e obrigada por recomendar! Eu amei as suas palavras e fiquei mega feliz! O capítulo é pra você *-*
- Minhas novas leitoras, sejam bem vindas!
- As Flores que favoritaram.

Leiam as notas finais, por favor!

Bem, vamos lá!

Boa leitura ^^

Tomamos o café e enquanto eu tirava a mesa, ela me ajudava guardando o que sobrou do nosso café e eu sorria todo bobo. Ela parecia estar tranqüila e feliz, até ouvirmos um carro na entrada e ela retesar todo o corpo.

– Ei, calma. É só a sua mãe. – disse abraçando-a e ela bufou.

– Mas minha mãe não sabe nem da metade do que aconteceu ontem... – disse baixo e eu lhe dei um selinho.

– E ela vai ficar sabendo agora. Você quer conversar com ela antes ou eu posso falar com minha sogra assim que ela passar pela porta? – Bella riu por eu ter me referido a Renée como sogra e deu de ombros.

– Fique a vontade, depois converso com ela e conto os detalhes. Nós vamos sair agora? – assenti – Ótimo, fala com ela enquanto eu subo arrumar minha bolsa. – falou me dando um beijo na bochecha antes de subir. Ouvi o barulho da porta e resolvi esperá-la na cozinha, não queria matá-la de susto logo cedo. Renée entrou e ouvi seus passos em direção onde eu estava, quando me viu parou e arqueou uma sobrancelha.

– Bom dia Edward! – disse com evidente cansaço na voz e eu me levantei indo até ela.

– Bom dia Renée! Como foi o plantão? – disse sinalizando para que ela se sentasse.

– Foi cansativo, mas pelo menos hoje poderei dormir o dia todo e amanhã é sábado, poderei dormir mais ainda. – disse rindo e eu fui até a bancada.

– Aceita um café? Deixa que eu pego, você está cansada. – ela assentiu sorrindo de canto enquanto eu lhe servia café com algumas torradas. – Aqui está. – coloquei na mesa e me sentei a sua frente.

– Obrigada! Mas a que devo a honra de ser tão bem tratada logo cedo? – Renée me olhava com a expressão divertida ao perceber meu nervosismo.

– É que.. Bem... Eu... – “Merda! Boa hora para gaguejar. Calma, ela é só a sua sogra... Relaxa.” Eu dizia pra mim mesmo e Renée me encarava segurando o riso.

– Edward, respira garoto! Acho que já sei do que se trata. Contou a ela não é? – sorriu largamente ao ver que meus olhos brilhavam.

– Como você sabe? – perguntei e ela rolou os olhos rindo.

– Desde que você passou a ficar mais perto dela que de costume, eu percebi seu olhar perdido nela e principalmente: o instinto de proteção. Mas me diga, estão namorando? – ela estava empolgada e quicava na cadeira, ri baixo e ela veio me abraçar.

– Sim, e gostaria de pedir sua permissão... Estive aqui ontem à noite e conversamos... E bem, rolou um clima... Aí eu acabei falando que sou apaixonado por ela e hoje de manhã e pedi em namoro. – eu contava tudo com um sorriso torto no rosto e ela me olhava feliz.

– Bem, minha permissão você sempre teve – disse piscando – e fico realmente feliz que você seja esperto e tenha percebido logo o que já estava estampado no seu lindo rostinho. Só peço uma coisa: muita, mas muita calma mesmo. Bells ainda se sente insegura quanto a si mesma e acho que esse namoro precisa ser discreto no momento. – assenti concordando e ela sorriu. – Eu adoro conversar com você, mas preciso subir. Dar um beijo na minha filhota e dormir. Dormir muito. Por favor, não façam barulho. – disse piscando e gargalhando em seguida, ao ver que eu corava até a raiz dos cabelos.

– Renée... Por favor, eu não consigo me imaginar fazendo isso com você no quarto do outro lado do corredor... – falei baixo e ela riu mais alto ainda.

– Esse é o caminho natural da coisa... – piscou e eu baixei a cabeça. – Só estou pedindo que não façam muito barulho. – eu tapei o rosto com as mãos e ela balançou a cabeça. – Não sabia que você era tão tímido quanto a Bells, mas vou pegar leve Ok?

– Por favor... – disse rindo timidamente. –Aja com uma sogra ciumenta e diga que não posso dormir aqui ou ficar fechado no quarto dela.. – disse debochadamente e ela gargalhou de novo.

– Ih, se deu mal genrinho... O ciumento e protetor era o Charlie. – suspirei derrotado. – Eu sou a favor de que vocês se amem, literalmente. – disse mexendo as sobrancelhas e eu acabei rindo. – Vou subir, porque depois dessa conversa inocente que tivemos, Bells com certeza não vai descer tão cedo. – disse me dando um beijo na bochecha e subindo em seguida. Ainda rindo eu resolvi esperar Bella no hall de entrada e já estava esperando a um bom tempo quando ouvi a risada alta de Renée e segundos depois ela desceu as escadas mais vermelha que um pimentão, passou por mim e agarrou minha mão me puxando pra fora.

– Mas o que... – eu ia perguntar mas Bella nem me deu chance, pegou a chave do meu carro e perguntou.

– Quem dirige? – sorri torto e respondi.

– Minha namorada. – disse piscando e ela prontamente entrou no carro. Sentei ao seu lado e notei que ela parecia bem sem graça.

– Pra onde vamos? – perguntou já dando partida.

– Hum... Tem algum parque por aqui? Onde possamos caminhar? Ou melhor, pra onde você quer ir? – perguntei calmo e ela pareceu ponderar por um minuto.

– Vou te levar ao parque de Port Angeles, lá é lindo! Você vai amar. Depois eu escolho onde vamos almoçar. – disse tomando as rédeas do passeio e eu assenti animado, era bom ver que ela tinha atitude e sabia demonstrar suas vontades.

– Ótimo! Vou adorar ser guiado por você! – ela sorriu de canto e eu resolvi saciar minha curiosidade. – Bella, porque me arrastou pra fora da sua casa na velocidade da luz? – ela corou de leve e suspirou.

– Minha mãe veio me dar os parabéns e disse que está muito feliz com o nosso namoro. – assenti mas não vi motivos pra ela ter ficado tão sem graça. Ela pareceu pensar em algo e então disse. – E falou que na segunda tenho consulta em Port Angeles, com uma ginecologista. – disse baixo e dessa vez eu corei “A Renée é doida... Uma mãe prevenida, mas muito doida!” pensei rindo baixo comigo mesmo e Bella arqueou uma sobrancelha.

– Só estou pensando no quanto sua mãe é prevenida... – ri baixo e ela maneou a cabeça.

– Edward... Você sabe o que ela pretende com essa consulta? – perguntou meio sem graça e eu arrisquei a única resposta óbvia que tinha.

– Que você tome pílulas? – disse e aí me dei conta. “Pílulas? Ah meu Deus... Renée pensa que vou levar Bella pra cama hoje? Ou que planejo passar o final de semana trancado com ela num quarto? Ela é linda, reparei brevemente no seu corpo e sei que é lindo... Mas não estou pensando em...”

– Edward! Edward! – Bella me chamava meio assustada e eu saí de meus devaneios.

– Oi... – disse sem graça. – Desculpe, fiquei perdido pensando no que eu disse.

– Eu sei, percebi pela sua cara de pânico. Olha, eu sei o que minha mãe está fazendo. – disse calma e eu fiquei intrigado.

– O que?

– Ela quer nos induzir a conversar. Falar sobre tudo... Quer me incentivar a não ser tímida com você. – disse baixo e eu sorri, Renée é mesmo incrível.

– Ah, então devo dizer que ela me disse que apóia que a gente tenha... É... Que a gente... – ela riu baixo e eu bufei. – Ah, você entendeu! – ela riu alto e eu acabei rindo junto.

– Eu entendi, e acostume-se... Minha mãe não tem neuras com isso... – disse mais calma e eu resolvi que seria interessante continuar com esse assunto, afinal eu era meio sem vergonha quando se tratava de conversar com ela.

– Isso eu percebi. E então, você vai à consulta segunda-feira? – perguntei inocente e ela me olhou rapidamente, surpresa. – Não me olhe assim, eu sou parte interessada nesse assunto, e de certa forma ele me diz respeito. – disse rindo e ela rolou os olhos.

– Eu vou, mas é por algo importante: é melhor prevenir do que remediar. – disse decidida e eu babei na sua segurança.

– Uau, você está mais solta e decidida... – disse e ela riu.

– Edward, somos namorados agora... Temos dezessete anos e não sou boba, posso até ser tímida, sem muita autoconfiança... Mas não sou ingênua. Sei como os bebês nascem. – disse piscando pra mim e eu fiquei embasbacado.

– Garota, você faz meu coração dar saltos quando fala desse jeito. – disse encantado e ela mordeu os lábios. – Se você sabe como os bebês nascem, ficaria feliz que me explicasse. – disse fazendo cara de inocente e ela olhou cética.

– Seus pais são médicos e sua mãe é obstetra, tenho certeza que sabe a teoria completa da coisa. – disse segurando o riso.

– Aí é que está, sei a teoria só. – disse brincando e ela parou o carro.

– Chegamos. – disse desligando o carro e saindo. Nem tinha reparado que já estávamos em Port Angeles.

– Uau! Aqui é lindo! – disse embasbacado, o parque era lindo e tinha muitas árvores, um lago enorme e muitas pessoas faziam exercícios. Bella me rebocou para uma caminhada, ainda bem que estava com roupas confortáveis, não seria nada divertido eu começar a suar mais que o necessário. Tomei coragem e segurei sua mão a sentindo hesitar um pouco no começo, mas sentindo-se a vontade logo depois. Caminhamos num silêncio agradável por metade do parque e ela permanecia com um tímido sorriso satisfeito no rosto. Encontramos um grande árvore com uma sombra muito atraente, puxei-a para que se sentasse lá comigo e ficamos lado a lado, comigo abraçando-a pelos ombros.

– Preparada para as mudanças que estão vindo? – puxei assunto de repente, deixando-a surpresa.

– Você sempre me surpreende com suas perguntas objetivas... Acho que sempre vou me surpreender com você. – disse rindo baixo.

– Espero mesmo que eu nunca deixe de te surpreender. – pisquei pra ela. – Mas a senhorita ainda não me respondeu... – ela rolou os olhos.

– Ainda não sei dizer... É que tudo tem tomado um rumo diferente sabe? Acabei de entender que estou apaixonada por você e... – ouvir isso fez meu coração disparar. – O que você tem? – “Opa, ela percebeu...”

– É que você disse que está apaixonada por mim, não tinha ouvido ainda sabe... Fiquei emocionado! – ela sorriu.

– Ouviu agora. – disse piscando. – E bem, por ora eu darei um passo após o outro até o fim do Ensino Médio. Sei também que quero ser discreta quanto ao nosso namoro. Te garanto que tenho certeza quanto a nós dois e não sou de acreditar nos outros, ou seja, se viermos a ter problemas, irei te procurar antes de tomar decisões precipitadas. – disse muito segura de si e eu me surpreendi.

– Uau, quantas surpresas hein? Fico muito feliz que tenha metas definidas, e mais ainda que tenha segurança quanto a nós. Garanto que terei a mesma atitude que você caso venhamos a ter algum tipo de problema. Irei ouvi-la sempre. – me derreti. – Quais são seus anseios?

– Com relação a? – ela se mostrou aberta a conversar de tudo e resolvi aproveitar a brecha.

– O que fará até o final do ano letivo. – resolvi me limitar um pouco, era muito cedo para cobrar dela decisões quanto a faculdade.

– Bem, como já disse, pretendo encerrar o ano. Da melhor forma possível e tão inteira física e psicologicamente quanto eu puder. – disse sucinta e eu assenti. O assunto estava para um lado muito introspectivo, então resolvi mudar.

– Vai querer companhia para a consulta de amanhã?

– O quê? Nossa, você muda rápido de assunto hein? – disse rindo e eu dei a língua.

– Perguntar de sopetão as vezes faz você me dar as respostas que eu quero. – foi a vez dela mostrar a língua pra mim.

– Bom, minha mãe estará trabalhando e ficará com o carro... Se quiser, pode me trazer. Apenas trazer. – disse enfatizando de maneira séria e eu assenti.

– Mas é claro que irei te esperar, aproveito pra dar uma voltinha perto do consultório. – ela assentiu e pareceu ponderar algo.

– Um doce, um beijo e um abraço pelos seus pensamentos. – ela riu.

– Nossa, quantas recompensas! – sorri bobo.

– Sim... Mas você ainda não respondeu... – ela riu.

– Edward, eu queria dizer que apesar da consulta que irei segunda, o começo do uso das pílulas não quer dizer que a gente vá... Tão cedo. Desculpe-me, mas prefiro deixar tudo as claras. Não existe um relacionamento a dois se houver um no escuro. – fiquei paralisado com a garota decidida à minha frente, falando comigo de forma tão segura e confiante. “Eu só precisa ajudá-la a por essa garota pra fora de vez...”.

– Bella... – disse segurando suas mãos. – Acho que ainda não estamos prontos pra deixar rolar até isso. Você é linda, acredite. – ela rolou os olhos. – Mas eu não quero que role assim, ainda é cedo e eu concordo com você. – ela sorriu de canto e corou após me dar um selinho, eu não me fiz de rogado e aprofundei o beijo sentindo toda a maciez daqueles lábios delicados e muito, muito convidativos. Rimos e conversamos amenidades, no almoço fomos a um simpático restaurante japonês, ponto pra ela que é tão fã de comida japonesa quanto eu. Na parte da tarde fomos ao cinema, voltou dirigindo para Forks e eu tive todo o tempo da viagem de volta para admirá-la. A noite ela ficou na minha casa, mas não dormiu e eu já esperava por isso. Considerei que as mudanças em seu comportamento foram positivas até ali. A minha sexta-feira foi especial... Comecei solteiro e terminei namorando, me sentindo mais apaixonado e determinado. Eu iria definitivamente deixá-la cada vez mais a vontade consigo mesma para poder assistir de camarote ela brilhar no futuro promissor que tem pela frente.

Notas finais
Gostaria de indicar a fic: http://fanfiction.com.br/historia/409015/Noite_De_Trovoes__Raios/, da Megera e Romântica Winchester e aproveitar para abrir espaço para as fics de vocês, me mandem por review que eu indico!

Espero que tenham gostado!
Até o próximo capítulo!

Beijos