O Céu Sem Estrelas
8 Chapter VII
Notas iniciais
Localização desconhecida — Horário desconhecido
— Foi muito louco, daí o cara loiro lançou fogo pelo graveto – Emily estava muito animada, nunca havia saído do acampamento, portanto, nada o que vira chegava aos pés dos truques dos dois que acordaram ao seu lado.
— Não há como isso acontecer, devem ser filhos de Hécate, e controlar a névoa como você – Esperanza ponderou.
— Eu não consigo controlar a névoa Esp – a garota retrucou.
— Ainda.
— Isso não vem ao caso, o que importa é que aconteceu, e foi muito legal.
— Menos pra garota que bateu a cabeça e o pulso do garoto – Isaac murmurou, não muito alto.
— Não foi engraçado, ela sangrou bastante – Emily o repreendeu.
— Ela está ótima, olha só pra ela – ele apontou para a garota, ela conversava com as pessoas que conhecia, os longos e cheios cabelos loiros tapavam a fratura.
— Por falar nisso, como veio parar aqui Esp?
— A ruiva, a de cabelo curto e a japonesa, estavam todas desacordadas, eu tive que reanimá-las, encontramos o loiro, as de cabelo castanho e o de cabelo azul.
— Temos que achar o pretor – Isaac disse, Esp e Emily o encararam – Não que eu goste dele, mas ele é o nosso pretor, noa representa, precisamos dele.
— Concordo, aquele pessoal parece amigável, e pelo que eu ouvi, também procuram alguém alguém que se chama Luke – Esperanza avisou.
— Vamos falar com eles então – Emily concluiu.
~°-°~
— Não vamos avisá-los? – Leah questionou ao loiro.
— Eles não parecem ser inimigos – Theo ponderou – mas não creio que vão aceitar a nossa proposta, vamos sozinhos e salvamos nosso amigo, e voltamos, simples.
— Não acho que é assim – aquela ruivame pareceu uma pessoas boa – Sophie retrucou – voto em falarmos com eles, ninguém Savé como chegamos aqui e nem quem bos mandou, somos um time agora.
O grupo da latina que Leah conheceu foi em direção ao maior.
— Vamos lá também – Leah disse, ignorando o plano de Theo.
Quando todos se reuniram, Rose, a ruiva anunciou:
— Pessoal, ninguém sabe como viemos parar aqui, e precisamos encontrar quatro pessoas até agora, Fred e James, Orion e Luke, confere?
Assentiram.
— Vamos em grupos procurá-los, se acharem-no, gritem, a área não é tão grande – a ruiva parou de falar quando os arbustos farfalharam e quatro formas humanóides saíram retirando gravetos do cabelos e das roupas.
— Jay, Fred – Rose gritou quando avistou os amigos.
— Isso garotas, todas envolta de mim – um moreno de olhos verdes disse, ele se parecia com Luke, que correu em direção a eles, acompanhado de um ruivo e um de pele morena, Esperanza abraçou o último.
— Não precisamos mais do plano – Leah observou – O que fazemos agora?
— Estamos todos juntos, primeiramente, fazer um abrigo – a garota de cabelos loiros disse, ela tinha um ar assustador – bem grande.
— Acho que ninguém se preparou para um piquenique na floresta – Luke retucou.
Rose olhou para o lados, e tirou sua mochila das costas.
— Nao seria muito estranho se eu trouxesse uma barraca magica comigo o tempo todo né? – a ruiva erubeceu-se.
— Claro que não, eu mesmo esqueci a minha em casa antes de sair – um garoto de cabelos azuis respondeu sarcástico, a ruiva ignorou-o e tirou a pequena caixa de pano de dentro da mochila.
Assim que ela colocou-o chão e apontou a varinha para o objeto a caixa começou a aumentar e a criar forma de uma barraca de verdade, no fim, era quase igual a que seu pai tinha escondido no porão de sua casa em New Jersey.
~°-°~
— Podem entrar – Rose começou – é bem espaçosa, mas não sei se cave tod...
Ela foi interrompida pela garota latina, James não conhecia nenhuma dessas pessoas, mas sabia dizer que a cara daquela garota não significava que ela estava bem, ela sr curvou, se apoiando na grama, tossia, o garoto de pele escura que James estupefou segurou-a.
Repentinamente, a latina olhou para o céu, e uma luz verde saiu de seus olhos e sua boca, uma névoa da mesma cor surgiu entorno deles.
— Esperenza! – o garoto ao lado dela gritou – Sou eu, Orion, lembre-se do que te falei, respira, esvazie a mente, não pense naquilo.
Ela empurrou o garoto com uma força monstruosa, ele caiu de costas na grama. Não perecia estar no controle de si. Ela gritou. A névoa se tornou mais densa, e James não não conseguia enxergar um palmo a frente de seus olhos. Uma voz ecoou pelo lugar.
— Semideuses, bruxos, éons que não vejo-os juntos— era uma voz feminina, parecia que passava por vários auto falantes mal regulados – talvez tenha uma profecia para vocês.
Juntos, Semideuses e bruxos devem lutar,
Para um mal que ambos os mundos assombra derrotar,
Em pares encontrarão seu poder,
E, assim, um dia poderão vencer.
A névoa se dissipou, e James viu a garota deitada com o rosto na grama úmida, Orion a levantou.
— Preciso de água quente e um pano – ele ordenou para Rose, ela pareceu não entender muito bem mais entrou na barraca logo depois dele.
Todos entraram em seguida.
Como de praxe, o lado de dentro era muito maior e diferente do lado de fora, as paredes eram feitas de tijolos, o espaço era bonito, havia sofás, uma cozinha, uma mesa gigante e escadas que subiam.
— Isso tem dois andares? – o garoto de cabelos negros perguntou, ele realmente se parecia com James.
— É magia de expansão, poderia ser muito maior, depende da capacidade do bruxo – James respondeu.
— Muito louco – seus olhos brilhavam
James se jogou no sofá vermelho, sua perna estava dolorida, a última luta fora muito física, e o corpo magro de James não estava preparado para aquilo.
~°-°~
Esperanza desabou na cama, ela suava muito, Orion nem prestou muita atenção na beleza da barraca, do quarto, ou na desproporção do lado de fora e do de dentro. A ruiva entrou logo atrás e bateu a porta.
A garota colocou o pano com água morna sobre a testa dela, Orion viu seus músculos relaxarem.
— Ela vai ficar bem? – ela perguntou.
— Vai sim, não é a primeira vez que acontece, só precisa descansar.
— Vou deixá-los sozinhos, se precisar de ajuda pode me chamar.
— OK – ela bateu a porta quando saiu.
O garoto sentou-se na beirada da cama.
— Vai ficar tudo bem – disse Orion, acariciando a bochecha da garota.
— Orion? É você aí? – perguntou ela, sonolenta, e ainda com os olhos fechados.
— Sou eu sim, durma, precisa descansar para amanhã – avisou, se levantando.
— Não, não vá, fica aqui até eu dormir? – pediu ela.
— Fico sim, estou aqui – Orion beijou sua bochecha.
~°-°~
Sophie se acomodou no pufe vermelho da sala de estar, o resto do pessoal fez o mesmo, Luke sentou-se no chão ao seu lado, Leah e Theo dividiam uma poltrona, Rose, a ruiva, desceu as escadas, e o clima se tornou tenso.
— O que aconteceu com a Esp? – a garota ao lado do árabe perguntou – Ela vai ficar bem?
— Ele disse que sim, ela só precisa de descanso – ela se sentou em uma dos sofás, empurrando as pernas de Teddy.
— Quem são vocês? – a loira perguntou, mudando de asunto – disseram que são semideuses, mas, não é o bastante.
Leah e Theo se entreolharam, Quíron ressaltava que não se poderia contar sobre os deuses para mortais, a não ser em casos extremos, mas aquelas pessoas não eram simples mortais.
— Os deuses gregos antigos, aqueles que estudamos em História, eles existem hoje, e têm filhos com mortais, e daí nascem os semideuses – Sophie explicou.
— Temos um lugar seguro, um acampamento para semideuses, ele fica em Nova York – Theo disse.
— Os deuses gregos também têm uma forma romana, e para os filhos das formas romanas temos o Acampamento Meio-Sangue – o garoto árabe se pronunciou, Sophie ouvira falar num acampamento para os semideuses romanos, mas nunca vira um.
— É isso? – a loira mais uma vez perguntou – Só, isso?
— Aposto que não têm uma história melhor – Luke cutucou.
— Veremos então, somos bruxos, usamos magia, e estudamos em uma escola de magia, sabe, não temos Química ou Inglês, temos Feitiços, e poções, cara, você perdeu.
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