* * * Mansão Kido – Atenas, Grécia * * *

Casa Principal — Escritório

Ele desconectou o nosso beijo. Apoiou a sua testa na minha. Estávamos ofegantes. Eu fazia carinho na sua nuca enquanto me recuperava.

(Atena) – Kanon, te amo tanto.

Ele beijou a minha testa.

(Kanon) – Também te amo, princesa.

Olhei nos seus olhos.

(Atena) – Nada vale o risco de perder você, meu amor. Nada! Consegue entender isso?

Ele respirou fundo e acenou que sim com cabeça

(Kanon) – Não se preocupe, meu amor, tenho que acreditar que essa é a melhor escolha que podemos fazer, então pelo menos vamos tentar, qualquer problema cancelamos essa loucura e voltamos para o Santuário, está bem?

Concordei com a cabeça.

(Atena) – Estarei feliz em qualquer lugar, desde que você esteja ao meu lado, Kanon.

Ele me mostrou um sorriso lindo e acariciou a lateral do meu rosto.

(Kanon) – Eu não saberia mais viver sem você e é essa possibilidade que está me enlouquecendo!

Beijei seus lábios.

(Atena) – Eu não consigo se quer imaginar minha vida sem você, Kanon.

Ele respirou fundo.

(Kanon) – Ficaremos juntos para sempre, prometo.

Sorri.

(Atena) – Sou sua para todo o sempre.

Ele sorriu e me beijou.

(Kanon) – Vamos?

Acenei que sim, foi quando ouvimos a porta do escritório sendo aberta com tudo e eu me virei para ver quem entrava e vi meu lindo cavaleiro de 1,84m me olhar nos olhos e cair de joelhos no chão levando as duas mãos ao rosto e desabando em choro.

(Kanon) – Ah, droga!

Corri na direção dele, me abaixei em desespero ficando de frente e toquei nos seus ombros.

(Atena) – Pelos deuses! O que aconteceu??? Fala comigo, por favor!

Ele me abraçou apertado e apoiou a cabeça dele no meu ombro e continuou chorando. Kanon se aproximou de nós dois, se abaixou e fazendo carinho nas costas dele olhou para mim e começou a falar.

(Kanon) – O Dite e ele se separaram.

Com certeza ouvi errado!

(Atena) – O quê??? Se separaram?

Mask balançou a cabeça confirmando. Olhei espantada para o Kanon.

(Atena) – Mas isso é impossível! Eles se amam!

Kanon me explicou sobre o primeiro amor do Dite ser o Lune, da promessa de casamento feita entre os dois mesmo após logos anos, do reencontro dos dois no leilão e que agora iriam viver esse amor da adolescência.

Eu estava de boca aberta com o que ouvi. Apenas conseguia fazer carinho nas costas do Mask, eu não sabia o que dizer.

(Atena) – Pelos deuses....

Kanon acariciando as costas do Mask disse:

(Kanon) – Eu sinto muito, amigo.

Kanon me deu um beijo na testa e se levantou.

(Kanon) – Vou deixar vocês dois a sós, qualquer coisa que possa fazer para ajudar, me chamem.

Acenei que sim.

(Atena) – Obrigada, Kanon.

Respirei fundo e me levantei pedindo para que ele se levantasse também. Ele sem questionar se levantou e o guiei para uma poltrona mais próxima, fiquei de frente para ele e tocando no seu rosto o fiz olhar para mim. Ele me olhava com tristeza com os olhos cheios de lágrimas que desciam pelo seu rosto e falando baixinho disse:

(Máscara da Morte) – Por favor... me ajuda.

Meus olhos também se encheram de lágrimas, vê-lo assim estava acabando comigo.

(Atena) – Sabe que o que eu puder fazer por você eu farei.

Ele tirou uma das minhas mãos que estavam no seu rosto e colocou em cima do seu coração. Com a voz embargada pelo choro suplicou baixinho.

(Máscara da Morte) – Faz parar de doer...

Certo, me desabei em choro também.

(Atena) – Ah, Mask, eu não tenho esse poder, infelizmente

Ele abaixou a cabeça e voltou a chorar, eu o abracei. Deixei-o chorar e se acalmar nos meus braços.

(Atena) – Adoraria ter esse poder de curar um coração ferido, mas eu não tenho.

Ele me abraçou pela cintura e me apertou.

(Máscara da Morte) – Eu não posso... não consigo... sem ele...

Respirei fundo.

(Atena) – Eu sei... ele é a sua vida...

Ele acenou que sim. Fiz carinho nos seus cabelos.

(Atena) – Eu não posso curar o seu coração, mas o que puder fazer para vocês dois se entendam eu farei, está bem?

Ele levantou a cabeça e me olhou.

(Máscara da Morte) – Acha que o Dite ainda volta para mim?

Sequei as lágrimas do seu rosto.

(Atena) – Eu não sei, mas tenho certeza do amor de vocês, vocês se amam muito e esse amor não acaba assim, de um dia para o outro! Preciso entender melhor esse novo relacionamento entre eles.

Ele abaixou a cabeça.

(Máscara da Morte) – Acredito que eles são alma gêmeas, por isso ele não pensou duas vezes em me deixar...

Voltou a olhar para mim.

(Máscara da Morte) – Mas eu prometo que amo o Dite mais do que mil almas gêmeas juntas.

Sorri docemente.

(Atena) – Não duvido disso, Sol. Na verdade, ninguém, nem o próprio Dite.

Ele pegou as minhas mãos e as beijou.

(Máscara da Morte) – Por favor, minha deusa, me ajuda a recuperar o Dite, eu faço qualquer coisa!

(Atena) – Eu também faço qualquer coisa para que voltem a ficar juntos, não duvide disso!

Aproximei o meu rosto do dele e falei firme.

(Atena) – Eu sei que não é fácil se recuperar de um coração partido, eu mesma estou com o meu assim, mas conte com o apoio de quem te ama para superar isso está bem? Não desista! Se ele é o seu grande amor, precisa ser forte para recuperá-lo.

(Máscara da Morte) – Está bem, vou tentar. É que lembrar que não o tenho mais, faz meu coração doer muito.

Entendia perfeitamente.

(Atena) – Eu sei, dói demais, mas você ainda tem a mim e aos seus amigos para te ajudarem a passar pelo pior e te fortalecer! Você sabe que eu o amo.

Ele começou a chorar.

(Máscara da Morte) – Eu também te amo.

(Atena) – Então sabe que vou fazer o possível e o impossível por vocês dois.

(Máscara da Morte) – Eu sei que sim.

Ele me abraçou mais forte.

(Máscara da Morte) – Obrigado, minha deusa.

Casa Principal – Sala de Jantar

Lune terminou seu café da manhã e olhou para o Dite ao seu lado que mal havia comido. Ele pegou o copo com o suco de laranja e ofereceu ao amado.

(Lune) – Pegue, meu amor, preciso que se alimente. Não o quero ver doente.

Dite pegou o copo da mão dele e deu um gole. Lune sorriu.

(Lune) – Não se preocupe, logo estará recuperado.

Dite acenou que sim.

(Lune) – Onde dormiremos essa noite, amor? Na mansão ou na Casa Oeste?

Dite colocou o copo na mesa.

(Afrodite) – Acredito que seja melhor irmos para a Casa Oeste.

Lune concordou.

(Lune) – Está bem, o quarto é bastante confortável, será maravilhoso ficarmos lá.

Lune se levantou e aguardou o amado se levantar também. Ofereceu a sua mão e o Dite a pegou.

(Lune) – Poderia me mostrar a mansão, amor?

Dite puxou um sorriso forçado.

(Afrodite) – Claro, será um prazer.

Lune olhou para os que continuavam na mesa.

(Lune) – Se nos derem licença.

Ambos saíram em direção aos fundos da mansão de mãos dadas.

*

O céu estava claro, sem nuvens e a temperatura agradável, andaram pelo lindo jardim.

(Lune) – O dia está maravilhoso, não acha?

Dite acenou que sim. Lune parou de andar e ficou de frente para o amado. Colocou as suas mãos na cintura do Dite e colou os seus corpos. Ele olhava diretamente nos olhos azuis celestes dele.

(Lune) – Amor, preciso que abra o seu coração para mim! Quais provas de amor você quer que eu te mostre? Me guardar para você, sonhar todos esses anos com o nosso reencontro, querer te fazer o homem mais feliz desse mundo não são motivos suficientes? Te amo demais, Dite.

Ele aproximou o seu rosto do amado e o beijou docemente, saboreando os lábios que sempre o aqueciam e o faziam sentir vivo. Passaria horas assim, saboreando e sentindo a maciez desses lábios que nunca esqueceu.

(Lune) – Não faz ideia do quanto eu preciso de você na minha vida, meu amor! Me diz que entende isso, por favor!

Dite o olhou.

(Afrodite) – Sim, eu entendo, meu amor.

Lune respirou de alívio.

(Lune) – Então entende que eu preciso de você, agora? Que não quero mais esperar nenhum segundo para te ter enfim nos meus braços?

Dite o olhou chocado.

(Lune) – Eu preciso sentir que você é meu! Todo meu! Meu corpo não aguenta mais esperar para te ter, meu amor. Foram muitos anos sonhando com esse momento, não me faça esperar mais.

Dite colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e sem jeito falou:

(Afrodite) – Sim, eu entendo, é que eu realmente não estava ...

Dite ouviu o barulho vindo da sua direita e antes de pudesse reagir. Lune apontava sua mão na direção do Pólux, o fazendo paralisar no ar, Pólux tentava ainda mordê-lo e latia sem parar.

(Lune) – Olá, Pólux, vejo que ainda não entendeu que não se deve morder as pessoas, não é?

Dite ficou assustado e falou com calma.

(Afrodite) – Por favor, solta ele... ele não teve a intenção de mordê-lo, ele geralmente é calmo.

Lune ainda olhava nos olhos do cachorro e puxou um sorriso.

(Lune) – Ele quis sim, essa é a segunda vez, tenho a impressão que assim como o seu dono você também não gosta muito de mim, não é?

Dite foi na direção do Pólux para pegá-lo no colo.

(Lune) – Não se atreva a se aproximar dele!

Dite parou na hora.

(Lune) – Não se preocupe, meu amor, Pólux vai aprender a não se aproximar de mim, não é?

Em questão de segundos a pata dianteira direita dele foi quebrada fazendo com o Pólux começasse a gritar de dor e Lune tirou seu poder que o paralisava no ar o fazendo cair sobre a pata machucada. Pólux assustado começou a gritar e a mancar para trás.

(Afrodite) – Pelos deuses! O que você fez???

Nesse momento apareceu o Julian que correu em direção ao Pólux que estava assustado e latindo de dor. Em seguida apareceu o Mu que também correu em direção ao Pólux. Julian se aproximou dele e viu a pata quebrada.

(Julian) – Ele está com a pata quebrada.

Lune respondeu calmamente.

(Lune) – De fato, ele vai precisar de cuidados, espero que ainda tenha jeito de arrumar, seria lamentável ter que sacrificá-lo. Vamos, amor?

Dite ainda estava processando o que viu e simplesmente foi seguindo o Lune que o puxava para longe dali. Mu olhou nos olhos do Dite que estavam lacrimejando e sem jeito o pisciano disse baixinho para o Mu.

(Afrodite) – Me desculpe...

Mu viu os dois se afastarem e voltou a sua atenção ao Pólux. Julian olhou para o Mu.

(Julian) – Consegue trazer a Saori aqui? Acredito que ela possa ajudá-lo, correto?

Mu concordou.

(Mu) – Sim, consigo, ela pode sim ajudar.

Mu desapareceu. Julian tentava acalmar o cachorro.

(Julian) – Calma, logo você ficará bom.

Casa Principal — Escritório

Apareceu no escritório meu lindo cavaleiro trazendo sua deliciosa fragrância de lírios. Ele estava preocupado.

(Mu) – Desculpe aparecer assim, mas precisamos da sua ajuda. É o Pólux.

Mask se levantou.

(Máscara da Morte) – O que ele tem???

(Mu) – Vamos, é melhor vocês verem.

Mu se teletransportou com os dois.

*

Mu nos levou para o jardim dos fundos e vi o Julian abaixado com o Pólux que latia e chorava.

(Julian) – Ele está com a pata quebrada.

Mask se abaixou ao lado do Pólux que começou a “conversar” e a chorar com o dono sem parar.

(Máscara da Morte) – Calma amigão, você vai ficar bem. Eu sei que está doendo, mas você ficará bem.

Mask olhou para mim.

(Atena) – Sim, vai sim.

Me aproximei dele e o olhei nos olhos do cachorro.

(Atena) – Espero que funcione, Pólux! Não vou te machucar, mas preciso aproximar minhas mãos da sua pata, está bem? Prometo que não vai doer.

Aproximei as mãos da pata quebrada e elevei o meu cosmo iniciando o processo de cura. Em alguns minutos, o Pólux já me beijava e balança o rabo em agradecimento.

(Atena) – De nada, mas tome cuidado!

Ele começou a pular no Mask.

(Máscara da Morte) – Eu sei, você está zerado, né? Eu disse que você fiaria bem! Quer brincar?

Pólux começou a puxá-lo pela calça.

(Máscara da Morte) –Valeu por vocês dois também por cuidar dele. Obrigada, minha deusa!

Mask começou a correr e o Pólux o seguia.

Julian se levantou e olhou para o terno e com um sorriso.

(Julian) – Bom, se me derem licença preciso trocar de roupa.

(Atena) – Agradeço por cuidar do Pólux.

(Julian) – Na verdade devemos agradecer a você por ter esse poder tão incrível. Com licença.

Julian saiu e eu o Mu ficamos olhando o Mask e o Pólux ao longe.

(Mu) – Por que o Dite está com o servo de Hades? Ouvi ele o chamando de amor e agora o Mask claramente estava chorando. Sabe o que está acontecendo?

Expliquei para o Mu o pouco que sabia, da separação, da promessa do Dite e do Lune.

(Atena) – Sinceramente eu ainda nem acredito que os dois se separaram.

(Mu) – Difícil de acreditar na verdade. Deve ser por isso que o cosmo do Dite está tão fragilizado.

(Atena) – Sim, provavelmente.

* * *

Notas finais
Continua...