* * * Centro – Atenas, Grécia * * *


Hotel Primórdio – Cobertura — Salão

Ainda consolando o amado no seu ombro e acariciando a sua cabeça. Disse de forma carinhosa.

(Lune) – Infelizmente acredito que hoje não possamos dormir juntinhos, amor. Eu sei que precisa se explicar e se despedir do seu marido, estou certo?

Dite acenou que sim com a cabeça. Lune respirou fundo e afastou o rosto do amado do seu ombro para olhá-lo. Ele secou as lágrimas do Dite.

(Lune) – É só mais uma noite separados, meu amor, mas depois estaremos juntos para sempre, como deve ser. Então, seja gentil e agradeça os cuidados que recebeu do seu marido na minha ausência. Pode fazer isso?

(Afrodite) – Posso.

Lune sorriu.

(Lune) – O esperarei ansioso para concretizarmos esse sonho juntinhos, foram tantas noites sonhando com esse dia que não sei como reagir a tanta expectativa!

Lune pegou a mão direita do Dite e beijou a aliança de esmeraldas e olhou nos olhos do amado.

(Lune) – Prometo que farei o possível e o impossível para colocar essa aliança na sua outra mão. Ainda se lembra de como seria o seu casamento perfeito, amor? – Dite acenou que sim – Eu não me esqueço de nenhum detalhe que me descreveu, ainda que faça tanto tempo eu me lembro de cada descrição que me fez.

Lune colocou as duas mãos no rosto do Dite.

(Lune) – Você queria que seu casamento fosse todo na cor branca, como se estivesse nevando, mas teria que ser decorado com o branco das rosas que você ama. Pétalas delas espalhadas pelo chão, colunas recheadas delas, para que você se lembrasse da sua pureza ao esperar pelo grande dia em que se casasse e se entregasse para seu grande amor.

Dite caiu em lágrimas, levando as duas mãos ao rosto. Lune o abraçou.

(Lune) – Amor, não chore, nosso casamento será exatamente assim, como sonhou! Mesmo que tenha perdido a sua pureza, eu ainda o amo e faremos exatamente como você sonhou a tanto tempo atrás. Eu prometo!

Lune começou a dar beijinhos no rosto do amado.

(Lune) – Me perdoe, sei que está emotivo e acabei tocando em um assunto com muita carga emocional como nosso casamento. Teremos muito tempo para planejar e torná-lo perfeito como deve ser!

Lune afastou o rosto do amado do seu ombro e o olhou nos olhos.

(Lune) – Pode me perdoar por ter feito você chorar?

Dite acenou que sim.

(Lune) – Obrigado, meu amor, prometo tomar mais cuidado com a sua sensibilidade de agora em diante. Acredito que uma deliciosa sobremesa o animará, o que acha?

Dite secou as lágrimas e forçou um sorriso.

(Afrodite) – Seria perfeito.

Lune sorriu e tocou no rosto do amado.

(Lune) – É esse sorriso que quero ver no seu rosto meu amor!

Ele pegou na mão do Dite.

(Lune) – Vamos para a nossa mesa, você poderá escolher a sobremesa para nós dois.

Eles saíram de mãos dadas em direção as mesas. Ao se sentarem o garçom se aproximou da mesa.

(Garçom) – Querem mais vinho?

(Lune) – Não, na verdade vamos pedir uma sobremesa, escolheu, amor?

Dite olhou rapidamente o cardápio.

(Afrodite) – Pudim de leite, por favor.

O garçom olhou para o Lune.

(Lune) – O mesmo do dele, por favor.

(Garçom) – Já trarei em um instante.

Dite ficou pensativo.

(Lune) – O que foi, amor?

Dite hesitou em responder.

Lune puxou um sorriso.

(Lune) – Eu te fiz uma pergunta, meu amor, o que foi? Por que está tão pensativo?

Dite colocou as duas mãos juntas embaixo da mesa.

(Afrodite) – Eu estava pensando sobre o nosso casamento...

(Lune) – Acho que está emotivo demais para pensar sobre esse assunto, amor.

(Afrodite) – Na verdade é sobre depois de casarmos.

Lune ficou olhando para o Dite esperando-o terminar de falar.

(Afrodite) – Ambos estamos servindo aos nossos deuses e tenho certeza que não deixaremos de servi-los, não consigo imaginar como....

Lune fechou os olhos e disse com calma.

(Lune) – Já chega disso, Dite! Já sei onde você quer chegar e não quero ouvir mais nenhuma palavra sobre isso!

(Afrodite) – Me desculpe, eu só achei importante que ...

Lune bateu a mão na mesa, assustando o Dite que parou de falar. Ele falou sério.

(Lune) – Você vai para onde eu for! Não entendeu isso ainda? Eu já disse que nada nem ninguém vai nos separar novamente. Então, amor da minha vida, tenha a gentileza de não se preocupar com esses pequenos detalhes, porque eu cuidarei tudo!

O garçom chegou servindo as sobremesas. – Espero que desfrutem da sobremesa – disse o garçom e se retirou.

Lune olhou para a sobremesa a sua frente e olhou sério para o Dite. Dite abaixou a visão para a sobremesa, pegou a colher e se serviu comendo um pouco. Dite falou com calma.

(Afrodite) – Não vai experimentar?

Lune arrastou a sua cadeira e se levantou.

(Lune) – Infelizmente, graças a você perdi a vontade de apreciar a sobremesa, então se me der licença, preciso me ausentar por uns minutos.

Temendo o pior, Dite arrastou a sua cadeira.

(Afrodite) – Eu vou com você.

Lune sem olhar para o Dite, levantou a mão para que ele parasse.

(Lune) – Não, você não vai, quero que fique e aproveite sua sobremesa, tenho certeza de que quando eu retornar você estará muito mais receptivo.

Dite ainda sentado pegou na mão do Lune.

(Afrodite) – Me desculpe, se te chateie, não foi a minha intenção, eu não deveria ter tocado em um assunto tão irrelevante. Eu gostaria muito que você me fizesse companhia, por favor.

Lune olhou sério para o Dite.

(Afrodite) – Já ficamos tanto tempo separados como você mesmo disse e eu não quero que me deixe sozinho, por favor. Pode me desculpar?

Lune respirou fundo.

(Lune) – Quer mesmo que eu volte para essa mesa, Dite?

(Afrodite) – É o que eu mais quero! Por favor, fique.

Lune olhou para o rosto do amado.

(Lune) – Você sabe que eu te amo, por que está tentando me ferir agindo assim?

(Afrodite) – Tem razão, estou agindo sem pensar, eu tomarei mais cuidado para não te magoar.

Lune se sentou ao lado do Dite e pegou no rosto dele, fazendo o Dite fechar os olhos involuntariamente esperando pelo pior. Lune acariciou o rosto do amado com os polegares. Dite abriu os olhos.

(Lune) – Dite, você sabe que eu cumpro as minhas promessas, então por favor pare de arrumar problemas ou empecilhos onde não tem! Prometo te fazer muito feliz ao meu lado!

Lune deslizou o nariz pelo rosto do amado.

(Lune) – Dite, por favor, acredite no nosso amor, acredite em mim, pode fazer isso?

(Afrodite) – Claro.

Ele olhou para os lábios do amado.

(Lune) – Você é tão lindo, meu amor, eu não me acostumo com tamanha perfeição! Me prometa que acordarei e terei o seu rosto para apreciar a cada manhã.

Dite respirou fundo, olhando para o rosto do Lune que ficou sério.

(Lune) – Eu não me lembro de ter feito uma pergunta e sim uma ordem direta, Dite.

Dite falou rapidamente.

(Afrodite) – Sim, você me terá por todas as manhãs.

Lune sorriu.

(Lune) – Estarei contando às horas para isso acontecer, amor, mas por enquanto, vamos aproveitar o momento.

Lune pegou a colher e colocou uma porção nela e levou a boca do amado. Dite abriu a boca e comeu o que lhe foi oferecido.

(Lune) – Vou cuidar muito bem de você, prometo!

Ele aproximou os lábios e deu um beijo suficiente para saborear o sabor doce da boca do Dite.

(Lune) – A sobremesa está deliciosa!

Lune se levantou e foi para a cadeira a frente do amado. Dite respirou de alívio.

(Lune) – Vou te acompanhar na sobremesa, amor.

(Afrodite) – Agradeço muito.

Lune pegou a sua colher.

(Lune) – Amor, saberia me dizer onde eu ficarei na mansão?

(Afrodite) – Sinceramente não sei dizer, mas sei que tem dormitórios livre na casa oeste da mansão.

Lune pegou sua taça de água e deu um gole.

(Lune) – Você fica nessa casa?

(Afrodite) – Não, eu durmo no quarto da mansão, Atena nos quer por perto.

Lune devolveu a taça para a mesa.

(Lune) – Bom, isso não importa, o importante é que a partir de amanhã à noite, ficaremos juntos em qualquer lugar, meu amor. Concorda?

Dite bebeu um pouco de água da sua taça.

(Afrodite) – Hãm, sim, claro que sim.

Lune sorriu e voltou a atenção para a sobremesa.


* * *

Notas finais
Continua...