O Cálice do Desejo e a Trindade Dourada - 1ª Temp
9 As Medidas

Casa do Grande Mestre
Em uma sala menor, que tinha uma mesa de escritório e três cadeiras, foi improvisado uma espécie de trocador para que um a um pudesse entrar, sem armadura, e tirar suas medidas para as novas roupas. Nesta etapa, ficamos na sala apenas Afrodite, para anotar as medidas sentado atrás da mesa, e eu para tirá-las. Eu já segurava a fita métrica, ficando de frente para Afrodite!
(Afrodite) – Atena, você sabe as partes do corpo masculino que mediremos, certo? Tem certeza que quer fazer isso?
(Atena) – Não acho que seja um mistério tirar as medidas de um corpo masculino, Afrodite!
(Afrodite) – Não, não é – sorriu balançando a cabeça – só acho que pode não estar preparada para isso.
(Atena) – Por quê?
(Afrodite) – Tecnicamente, eles ficarão só de calças para podermos tirar as medidas.
(Atena) – Bobagem, não se preocupe, já vi um homem seminu antes, não será nenhuma novidade!
(Afrodite) – Tudo bem, então! – ainda sorrindo disse — Se mudar de ideia me avise!
O primeiro a entrar pela porta foi o cavaleiro Mu de Áries, sem armadura e vestindo apenas a calça verde-escura e a blusa amarelo-clara. O cavaleiro de 1,82m entrou e sua fragrância de lírios veio direto na minha direção.
(Afrodite) – Mu, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
E lá se foi a camisa, deslizando pela cabeça e bagunçando o lindo cabelo lilás, que depois ele arrumou passando os dedos nas mechas.
(Afrodite) – Tiraremos as suas medidas do tórax, cintura, quadril, braço, pescoço, pernas, costas, punho e gancho.
Estava relembrando o quando Mu era lindo, então, os dois olharam para mim, Afrodite sorrindo e Mu me dando um meio sorriso:
(Afrodite) – Quando quiser Atena...
Indo na direção de Mu e sorrindo, respondi:
(Atena) – Agora mesmo...
Me aproximando dele, olhei nos seus olhos verde-escuros e disse:
(Atena) – Com licença, Mu.
Ainda com seu meio sorriso, me respondeu:
(Mu) – Fique à vontade, Atena.
Depois coloquei a fita em seu pescoço para tirar as medidas, ficando perto demais! Tentando me concentrar apenas na minha função, estava tentando ignorar os olhos verdes, a boca, o cheiro... Como consigo me concentrar com tudo isso, bem pertinho de mim?
Eu tentava bancar a profissional e estava sendo um fiasco! Tinha que ser logo o Mu o primeiro??? Falando baixinho só para ele ouvir, eu disse:
(Atena) – Está difícil me concentrar em outra coisa que não seja você, Mu!
Ganhando um sorriso ele me disse baixinho:
(Mu) – Me desculpe, Atena.
Respirei fundo, o que não ajudou em nada porque senti a fragrância de lírios me invadir. Mas eu conseguiria! Tirando a medida do pescoço passei as numerações que eu via para Afrodite.
(Afrodite) – Ótimo, agora o tórax, por favor.
Contornando onde o tronco era mais largo, passei a fita e informei as medidas para Afrodite. Tirei a da cintura, dos braços, das costas, punho, pernas. Ficar perto do Mu era fácil, era familiar, meu corpo já o conhecia e ficava totalmente à vontade com ele.
(Afrodite) – Ótimo, o quadril agora, por favor!
Certo... Me inclinei e passei a fita de trás para frente, e tirei as medidas para o Afrodite!
(Afrodite) – Para finalizar, agora preciso da medida do gancho – olhou para mim sorrindo.
(Atena) – E o que é o gancho?
(Afrodite) – Atena, para tirar a medida do gancho, preciso que você meça da cintura na frente passando a fita entre as pernas até a cintura nas costas, sem forçar a fita métrica, é claro, não queremos machucar o Mu, não é?
Ceeerto, o gancho! Me virando para Mu, sorri, peguei a fita e fui medir o gancho e passei as medidas para Afrodite.
(Afrodite) – Ótimo! Terminamos, Mu. Muito obrigado, pode se vestir.
Falando baixinho para Mu, falei:
(Atena) – Eu disse que ia abolir essa sua armadura, não foi?
(Mu) – Sim, você disse, Atena – me respondeu sorrindo.
Vestindo sua blusa novamente, saiu pela porta da sala, levando sua maravilhosa fragrância. Cruzando os braços, me virei para Afrodite:
(Atena) – Eu te disse que ia conseguir!
(Afrodite) – Você é mesmo durona, Atena! Não pensei que conseguiria! Então, vamos continuar.
Entrando pela porta, apareceu o cavaleiro mais alto dos doze, que com seus 2,10m quase não passou pela porta!
(Afrodite) – Aldebaran, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
Cruzando seus braços, em sua posição preferida, disse:
(Aldebaran) – Não posso! Atena está aqui, isso seria desrespeitoso com ela!
(Afrodite) – Aldebaran, se não for Atena a tirar as medidas, terei que chamar o Máscara da Morte para fazer o trabalho. O que prefere?
(Atena) – Aldebaran, garanto que não é nenhum desrespeito, afinal EU que estou precisando das suas medidas, quero fazer roupas novas para cada um de vocês! Prometo não me sentir desrespeitada, ok?
(Aldebaran) – Tudo bem, mas só porque não quero desobedecê-la e o Máscara da Morte não é uma opção!
(Afrodite) – Ótima escolha! Vamos começar.
Tirando sua blusa, voltou a manter sua posição de braços fechados.
(Atena) – Pode se abaixar, por favor, preciso medir seu pescoço, está bem?
(Aldebaran) – Claro que sim, Atena!
Então tirei todas as suas medidas, e esse tal de gancho, que foi uma novela!
(Atena) – Faremos o seguinte, então, assim como você me ajudou a medir os quadris, você segura a fita e eu apenas vejo a medida está bem?
(Aldebaran) – Tudo bem!
Passei a numeração do gancho para Afrodite.
(Afrodite) – Ótimo! Terminamos Aldebaran, muito obrigado, pode se vestir.
Vestindo sua blusa, Aldebaran se retirou da sala.
Afrodite ainda anotando alguma coisa, no caderno, me disse:
(Afrodite) – Ele é assim mesmo, muito tímido, só tem tamanho!
Chamando o próximo, entrou o cavaleiro de 1,86m, pela porta!
(Afrodite) – Shura, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
(Shura) – E eu tenho opção?
(Atena) – Não, não tem, Shura! Preciso tirar as suas medidas!
Tirando sua blusa disse:
(Shura) – Não acho uma boa ideia ficarmos sem nossas armaduras, é muito arriscado!
Passando a fita no seu pescoço, eu disse:
(Atena) – Shura, não se preocupe, tenho certeza que fará um ótimo trabalho cuidando da segurança nesses eventos!
(Shura) – Farei o meu melhor, Atena!
(Atena) – Sei disso, Shura, por isso o escolhi!
Conclui suas medidas e as repassei para Afrodite.
(Atena) – Obrigada, Shura, por sua cooperação!
Vestindo a blusa, disse:
(Shura) – De nada Atena! Com licença!
Em seguida, entrou nosso próximo cavaleiro de 1,85m.
(Afrodite) – Aiolia, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
Hesitando por um momento e olhando para mim:
(Atena) – Não, você não tem opção, Aiolia!
Tirando a blusa, falou:
(Aiolia) – Vamos logo acabar com isso!
(Atena) – É assim que se fala, Leão!
Então tirei todas as suas medidas e as repassei.
(Atena) – Viu? Não doeu nadinha!
(Afrodite) – Obrigado, Aiolia, pode se retirar!
Saindo o leão pela porta, entra o cavaleiro de Sagitário, com 1,87m.
(Afrodite) – Aiolos, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
(Aiolia) – Claro!
Tirando sua blusa, me aproximei e disse:
(Atena) – Com licença!
Então tirei todas as suas medidas e as passei para Afrodite.
Aiolos vestiu sua blusa.
(Atena) – Obrigada, Aiolos!
(Aiolos) – De nada, Atena!
Saindo da sala, entra o Cavaleiro de Câncer, com 1,84m.
(Afrodite) – Máscara da Morte, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
(Máscara da Morte) – Poxa Dite, Máscara da Morte? Cadê o Xuxinho? Amorzinho? Docinho? Razão do seu viver?
(Afrodite) – Para de gracinha e não nos atrapalhe, temos mais da metade dos cavaleiros para tirar as medidas, então tira logo essa blusa!
(Máscara da Morte) – Uau! Mas assim, sem oferecer um vinho antes? Você já foi mais romântico, Dite! Me lembro da nossa primeira noite juntos ...
(Afrodite) – Pelos Deuses!!! Atena me ajude, por favor!
(Atena) – Máscara da Morte, você poderia fazer a gentileza de tirar sua blusa para que eu pudesse tirar suas medidas, por favor?
Curvando, fazendo uma reverência, disse:
(Máscara da Morte) – Atena, é claro! Você não pede, você manda! Sou seu humilde servo!
Tirando a blusa e abrindo o zíper da calça:
(Afrodite) – Deixe de ser ridículo!!! É só a blusa, feche essa calça! Não me rache a cara de vergonha!
Não aguentei e comecei a rir!
(Atena) – Adoro o seu senso de humor, Máscara da Morte!
(Máscara da Morte) – Ouviu, Dite? Atena me adora!
(Afrodite) – Atena, pelo bem de todos, não dê corda para ele!
Ainda sorrindo, finalizamos todas as medidas.
Vestindo sua blusa, nos disse:
(Máscara da Morte) – Foi um prazer me expor para vocês, se precisarem de mais de tudo isso, me chamem!
(Afrodite) – Já terminamos, Máscara da Morte! Pode se retirar, a-g-o-r-a!
Saindo pela porta, ele voltou colocando apenas a cabeça, e disse:
(Máscara da Morte) – Nós vemos mais tarde, amor!
Afrodite arremessou um pequeno copo de madeira, que ficava na mesa para colocar canetas, na direção de onde, segundos antes, estava a cabeça do Máscara da Morte. Passando as mãos pelos seus cabelos azul-celeste, me disse:
(Afrodite) – Como eu disse, não se pode dar corda para ele!
Fazia um bom tempo que eu não me divertia tanto! Melhor ideia que tive, de querer passar mais tempo com eles!
Perto da porta dava para ouvir uma conversa:
(Máscara da Morte) – Ei, eu vou tirar as suas medidas, fiquei sabendo que sou a segunda opção, então me escolhe!
(Kanon) – Não acha que está me confundindo com meu irmão??
(Máscara da Morte) – Claro que não! Sassá não me dá mais atenção, então, como você é a cópia dele, poderá substituí-lo no meu coração, Nonon!
(Kanon) – Puta merda! Aonde você arruma esses nomes ridículos???
(Afrodite) – MÁSCARA DA MORTE, SE EU FOR AÍ, EU JURO QUE VOU TE ENVENENAR!!! PARA DE SEGURAR O KANON!!!
(Máscara da Morte) – DESCULPE DITE! JAMAIS TROCAREI SEU AMOR POR CAUSA DE UMA VERSÃO NÃO POSSUÍDA DO SASSÁ!!
Entrando pela sala, o cavaleiro de 1,88m, de cabelos azuis e olhos azul-esverdeados, usando uma camisa em tom de azul-petróleo e uma calça bege clara, era lindo como o irmão!
(Afrodite) – Kanon, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa, por favor?
Tirando a camisa e passando-a pelos longos cabelos azuis, era uma cena linda de ver! Com o corpo sarado igual ao do irmão, que me tirava o sono várias e várias noites! Não era a hora de me lembrar disso, tenho que ser profissional!
Respirando fundo, me aproximei de Kanon.
(Atena) – Com licença, Kanon!
(Kanon) – Tem toda, Atena.
E ainda tinham que ter a mesma voz?
Eu nunca tive que usar tanta concentração na vida!
Tirei as medidas uma a uma e as repassei ao Afrodite.
(Afrodite) – Ótimo! Obrigado, Kanon!
Vestindo sua blusa e cobrindo todo aquele corpo sarado, saiu e disse:
(Kanon) – Disponha!
Saindo como se não tivesse feito nada de errado! Porque tanta perfeição em uma só pessoa? Correção, em duas pessoas!
Entrando o cavaleiro de 1,82m, com longos e lindos cabelos loiros e olhos azuis e com sua calça e blusa brancas.
(Shaka) – Atena, faz um bom tempo que não a vejo alegre assim!
(Atena) – Sim, Shaka, nem me lembro da última vez que eu tenha sorrindo tanto como hoje!
(Shaka) – Fico feliz que isso esteja acontecendo! Você merece um descanso das suas batalhas internas!
(Afrodite) – Shaka, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
(Shaka) – Mas é claro.
Shaka foi tirando a sua blusa e seus cabelos deslizaram, enquanto a blusa saia e seus cabelos loiros voltavam para o lugar.
(Atena) – Com licença.
(Shaka) – Tem toda, Atena.
Tirei todas as suas medidas e finalizamos.
(Atena) – Obrigada, Shaka!
Vestindo sua blusa branca novamente me disse:
(Shaka) – Disponha, Atena!
Entrando na sala o cavaleiro de 1,84m de cabelos azul-turquesa.
(Afrodite) – Camus, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
(Camus) – Só pra ter certeza que eu entendi, se não for a Atena minha opção é o Máscara da Morte?
(Atena/Afrodite) – Sim!!!
(Camus) – Esquece!
Camus tirou sua blusa azul.
(Atena) – Com licença!
Tirei todas as suas medidas e as repassei para Afrodite.
(Afrodite) – Pode se vestir, Camus, terminamos por aqui, obrigado!
Saindo pela porta da sala, ficamos esperando o próximo cavaleiro e ouvimos outra conversa, meu coração já disparou.
(Máscara da Morte) – Vou te contar um segredo, fiquei sabendo que sou a segunda opção para tirar as medidas, me escolhe, Sassá!
(Saga) – Já disse para não me chamar desse nome idiota!
(Máscara da Morte) – Então você prefere Gagá?
PLAFT!
(Saga) – Madição!!! Não se atreva a me chamar disso!! Ou juro que te mando para outra dimensão, sem pestanejar!
(Máscara da Morte) – Ok, Ok, me coloca no chão! Prometo que não vou chamar você de Gagá!!! Palavra de Câncer!
POW!
(Máscara da Morte) – Aaaaiii!!
(Saga) – Não sei por que ainda te dou atenção!
E entra pela porta o cavaleiro, com seus 1,88m, de cabelos azul-violeta e olhos azuis intenso, vestido com a roupa que adoro, blusa azul clara quase branca, calça cinza bem clara e de bota com cordas até próximo ao joelho. Suspirei! Inegável a beleza do Saga.
(Afrodite) – Saga, tiraremos as suas medidas, poderia ficar sem a blusa?
Me olhando nos olhos, me pergunta:
(Saga) – Vai mesmo ficar na sala, Atena?
(Atena) – Até o momento, sou EU quem está tirando as medidas, Saga! Mas sempre há outra opção, podemos chamar o Máscara da Morte para você, Sassá!
(Saga) – Hrum! E eu achando que Sassá era o pior que ele podia inventar!
(Atena) – E então?
(Saga) – Eu sempre escolherei você, Atena!
Tirando a blusa, em uma cena de cair o queixo – porque tive a sensação de que o meu caiu – a blusa branca passou pelos longos cabelos azuis, que depois voltaram para o seu devido lugar quando passou seus dedos na franja. Os músculos dos braços flexionaram com o movimento de levar as mãos aos cabelos. Saga, definitivamente, tinha um peitoral maravilhoso, com grandes músculos, a barriga definida, onde se via cada gominho, e a calça parando bem no começo do caminho da felicidade... Deveria ser proibida tamanha beleza e masculinidade juntas!
Certo! Estava descaradamente olhando cada centímetro daquele homem: os olhos azuis semicerrados me olhando, o nariz fino dando uma beleza e compondo com os lábios, que agora puxavam um sorriso no rosto enquanto me encaravam, uma boca no tamanho e na medida certa para se querer beijar... O pescoço largo, peitoral largo, cintura fina, pernas grossas definidas... sim, um baita espécime masculino que faria qualquer mulher implorar para tocá-lo!
(Saga) – Gosta do que vê, Atena?
Erguendo uma sobrancelha, respondi:
(Atena) – É... Nada diferente daqueles que eu vi até agora, Saga!
Saga balançou a sua cabeça e sorrindo me diz:
(Saga) – Você não para de me surpreender, Atena!
Me aproximei do Saga, ficando na ponta dos pés, lacei com a fita métrica o seu pescoço largo e o puxei pra minha direção. Olhei diretamente para os lábios e depois nos seus olhos.
(Atena) – Esperava uma resposta diferente, Saga de Gêmeos?
Me olhando nos olhos, com o olhar semicerrado, me disse:
(Saga) – Nunca sei o que esperar de você, Atena!
Desviando o olhar, olhei a medida do pescoço e passei a informação para Afrodite.
(Atena) – Faço das suas palavras a minha, Saga!
Dando a volta e sentindo o cheiro amadeirado com maçã-verde da sua pele, afastei seus sedosos cabelos para o lado e tirei a medida das costas largas. Olhando a numeração, repassei para Afrodite.
Voltando para frente, tirei a medida dos braços largos e do pulso, estava ignorando seus olhos me acompanhando nessas medidas.
Encostando meus seios em sua barriga, peguei a fita que passei pelas costas e a puxei para frente, para medir sua cintura.
Passando a fita pelas pernas, me inclinei, deixando uma vista privilegiada do decote do vestido. Ao medir o comprimento, passando pelos músculos duros como rocha, deslizei a fita com meu dedo sentindo cada elevação deles.
Me levantando do chão e olhando nos olhos azuis que estavam no meu decote, fiquei de frente novamente e encostei mais uma vez meus seios em sua barriga. Com uma mão por trás tentando pegar a fita da outra mão, deslizei o meu dedo sobre a fita por seus músculos duros do bumbum e passando pela frente ignorei o rígido e grande volume que senti em meus dedos. Olhando para a medida da fita, passei a numeração tranquilamente ao Afrodite.
Com um meio sorriso, me disse:
(Saga) – Eu sei o que você está tentando fazer, Atena!
(Atena) – É mesmo? Eu digo para você que estou tentando fazer.
Pegando a fita na frente e deslizando os dedos pelo volume da sua ereção, peguei a fita por trás. Puxei a fita e olhei a medida.
(Atena) – Estou apenas tirando as suas medidas, Saga!
Encostando na mesa para me apoiar, cruzei os braços, dei uma última olhada naquela maravilha de homem e falei:
(Atena) – Obrigada Saga, agora, pode se vestir!
Fazendo o mesmo que eu, me olhou de cima a baixo, vestiu a blusa e, com um meio sorriso, disse:
(Saga) – Como quiser, Atena!
Saindo aquele homem maravilhoso de 1,88m pela porta, soltei o ar que eu segurava sem perceber e Afrodite fez o mesmo.
Ele se levantou e pegou um copo de água para mim e um para ele.
(Afrodite) – Pegue, Atena!
Virou o copo de água de uma vez e voltou para trás da mesa.
Olhando para ele vi que ainda escrevia alguma coisa no caderno.
(Afrodite) – Certo, Máscara da Morte tem razão, você é mesmo durona, Atena! Pensei que ele iria te devorar aqui nesta sala!
Tive que sorrir.
(Atena) – Acha mesmo?
(Afrodite) – Eu entendo dessas coisas! Dava pra sentir a tensão sexual de vocês dois nesta sala!
Então não foi nada sutil o que aconteceu entre nós!
(Afrodite) – Que indelicadeza da minha parte! Me perdoe, Atena!
Olhando para os olhos azul-celeste de Afrodite e pegando no seu braço, eu disse:
(Atena) – Não, não se preocupe, Afrodite, na verdade adoraria poder falar desses meus “problemas” com você!
(Afrodite) – Sou todo ouvidos, então é mais de um “problema”...
(Atena) – Sim, é mais de um... Três, na verdade!
(Afrodite) – Não a julgo! Na verdade, ninguém a julgaria!
(Atena) – Obrigada!
(Afrodite) – Bom, se permitir, poderia adivinhar os seus “problemas”?
(Atena) – Uau! Vejamos aonde vai a sua intuição! Pode tentar!
(Afrodite) – Hum, percebi que fica muito à vontade com Mu e com Shaka, algum deles seria seu “problema”?
(Atena) – Bom, Shaka é um irmão para mim, sempre me ajudou e me ajudará sempre que eu precisar, sei que posso contar com ele para tudo, vivemos muitos momentos juntos... Talvez, ele me conheça melhor do que eu mesma!
(Afrodite) – Hum, e o Mu?
Suspirei.
(Atena) – O Mu, é único! Ele consegue me tirar do ambiente só com o seu cheiro... Ele tem um cheiro maravilhoso...
(Afrodite)- De lírios recém-cortados!
(Atena) – Sim! Como sabe disso?
(Afrodite) – De flores eu entendo!
(Atena) – Que pergunta boba, me desculpe!
(Afrodite) – Prossiga, Atena!
(Atena) – E eu o acho lindo, em todos os sentidos! E é claro, eu quis que ele fosse meu primeiro, tinha total tranquilidade em me entregar para ele, e, como esperado, ele não me decepcionou, ele é maravilhoso!
(Afrodite) – Não poderia ter escolhido melhor! E esse é o motivo do Mu ter ficado aqui com você na Casa do Grande Mestre.
(Atena) – Sim, por muito tempo alimentei esses desejos a ponto de que, para escondê-los, abri mão do meu cosmo para suprir a necessidade e, felizmente ou infelizmente, não deu certo e Mu me incentivou a colocar isso pra fora de uma vez.
(Afrodite) – Hum, faz todo o sentido! E os irmãos gêmeos?
(Atena) – Kanon, é muito parecido com o irmão, lindo, maravilhoso e gostoso, sempre tenho um choque inicial com a semelhança deles, mas consigo lidar com isso! Agora, o Saga... Esse com certeza é um “problemão”!
(Afrodite) – Em todos os sentidos da palavra “problema”!
(Atena) – Saga é um mistério para mim! Me desperta várias emoções: luxúria, perigo, desejo, raiva, cobiça e um monte de coisas! Eu sei que tenho vários motivos para não chegar perto dele, mas dado o meu histórico, parece que gosto de correr perigo!
(Afrodite) – Faz sentido! Me lembrei que teve uma pequena reunião com três cavaleiros de ouro: Mu, Saga e Milo! Então seu terceiro problema seria o Milo!
(Atena) – Sim, o Milo. Acho que tudo começou com ele, os olhos dele parecem um convite implícito para o sexo, o sorriso puxado parece te desafiar a não beijá-lo...
(Afrodite) – Falando no dito cujo...
Milo, com seus 1,85m, entra pela porta de calça verde e blusa regata preta, com cabelos úmidos de quem acaba de sair de um banho, um cheiro afrodisíaco emanava dele, com um meio sorriso, disse:
(Milo) – Ei, não briguem por causa da demora, mas eu tive que tomar um banho, afinal vou ser o modelo, correto?
Me aproximando e dando a volta em torno de Milo, olhei para Afrodite e disse:
(Atena) – É exatamente disso que eu estou falando!
(Afrodite) – Realmente, Atena! Um convite implícito!
(Milo) – O que foi? Estou tão atrasado assim?
Olhando nos olhos azul-esverdeados claros, que se destacavam nos cílios negros espessos.
(Atena) – Não Milo, você chegou na hora certa! Poderia tirar a camisa, por favor?
(Milo) – É claro, Atena!
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