Mansão Kido

Indo para frente da mansão, nos despedimos do Sorento.

(Julian) – Mais uma vez, obrigado pela sua ajuda, manterei contato e me mantenha informado de tudo o que acontece na empresa!

(Sorento) – Sim, Sr. Julian, o manterei informado! Por favor, qualquer problema, me avise!

Julian sorriu.

(Julian) – Não se preocupe, estarei ótimo aqui!

Sorento entrou na limousine e partiu.

(Atena) – Julian, posso aproveitar que estamos aqui fora e te mostrar a área externa da Mansão?

Julian sorriu para mim e me ofereceu o seu braço. Coloquei a minha mão esquerda no seu braço direito e ele colocou a sua mão esquerda em cima da minha mão.

(Julian) – Adoraria conhecer o resto da propriedade, Saori!

Sorri sem jeito e fomos andando assim por toda a área externa e o Dite nos acompanhava neste passeio. Todos os meus cavaleiros estavam do lado de fora da casa, uns jogavam futebol, outros malhavam na academia e outros estavam na sinuca.

Mostrei toda a parte externa e nós três conversámos durante o passeio agradável.

(Julian) – O imóvel da sua família é realmente fabuloso!

(Atena) – Obrigada!

Estávamos voltando para a mansão – passávamos perto da quadra onde alguns cavaleiros jogavam e outros assistiam à partida – quando ouvimos um grito.

(Máscara da Morte) – CUIDADOOOO!!!!

Nós viramos e uma bola vinha rápida na direção da cabeça do Julian e, faltando apenas dois dedos para atingir o seu rosto, ela simplesmente parou e ficou levitando. Olhei ao redor e vi Mu concentrado a uns vinte metros de distância.

Sorri e o Mu sorriu de volta.

(Atena) – Você está bem, Julian?

(Julian) – Sim, estou bem... Minha nossa! Quem está controlando a bola?

(Atena) – O Mu, meu Cavaleiro de Áries! Ele evitou que a bola o acertasse.

Acenei para o Mu que retribuiu o aceno, Julian acenou para ele e fez um gesto de agradecimento.

(Julian) – É incrível!

Ainda controlando a bola, Mu a fez levitar em direção ao Máscara da Morte.

(Máscara da Morte) – DESCULPA AÍ! FOI MAL!!! VALEU, CARNEIRINHO!!!

“(Atena) – Obrigada Mu. Como sempre, você foi incrível!”

“(Mu) – De nada, Anjo!”

Olhando ao meu redor, vi que o Saga estava assistindo ao futebol a menos de três metros da gente e facilmente teria impedido a bola em nossa direção. Sorri.

“(Atena) – Não viu a bola vindo na direção do Julian, Saga?”

“(Saga) – Não, infelizmente não vi. Seria uma pena se a bola tivesse acertado bem na cara dele, não é?”

Sorri.

“(Atena) – Não era bem isso que eu teria planejado para o primeiro dia do meu convidado na Mansão!”

“(Saga) – É sério isso? Você tem que guiá-lo pelo braço, para desfilarem pela propriedade?”

Sorri e balancei a cabeça.

“(Atena) – Amor, você sabe que não estou desfilando, estou mostrando a residência ao nosso hóspede. O Julian me ofereceu o braço e eu apenas aceitei. Não gostaria que eu fosse grosseira, não é?”

“(Saga) – Esse é o problema, parece que você quer fazer de tudo para agradá-lo!”

Sorri.

Julian parou e viu o Pólux mais ao longe.

(Julian) – Não sabia que tinha cachorro, Saori!

(Atena) – Ele chegou há poucos dias, se chama Pólux. Mask o trouxe de um abrigo.

(Julian) – Que gesto bonito da parte de vocês... Ele é manso?

(Afrodite) – Bom, com a maioria ele é!

O Pólux olhou em nossa direção e veio correndo com toda a velocidade para nós.

(Afrodite) – Pelos deuses...

Quando o Pólux ia pular no Julian, Dite entrou na frente e recebeu o carinho do cachorro que não se continha de tanta alegria.

(Julian) – Não se preocupe, Dite! Pode deixar o Pólux falar comigo!

Dite o soltou. Pólux pulou em cima do Julian e começou a balançar o rabo muito rápido!

(Julian) – Oi, Pólux! Também estou feliz em conhecê-lo!

Dite puxou um sorriso.

(Afrodite) – É, ele gostou de você, Julian!

Julian abaixou-se para passar a mão na barriga do cão festeiro.

(Julian) – Ele é um lindo pastor belga! Eu tenho quatro cães na minha residência aqui na Grécia! Você vai adorar ter cachorros, Saori! São bastante fiéis aos donos e defendem a todos que moram com eles!

Ele olhou para mim e sorriu.

(Julian) – Ou seja, mais um para protegê-la!

Sorri.

(Atena) – É verdade, já gosto muito do Pólux!

Julian se levantou e Dite acariciou os pelos negros e compridos do pastor.

(Afrodite) – Vou levá-lo. Vocês dois estavam indo para o escritório?

(Atena) – Sim, temos que muito que conversar. Vamos Julian?

Julian me ofereceu novamente o braço e eu aceitei.

(Julian) – Vamos.

Área Externa da Mansão

Máscara da Morte se aproximou do Afrodite, que estava levando o Pólux para os fundos da Mansão, e cruzou os braços.

(Máscara da Morte) – Até que enfim desgrudou do Sr. Chão!

Afrodite se virou, ficando de frente para o marido, e sorriu.

(Afrodite) – Não me diga que está com ciúmes do Julian?

Máscara da Morte puxou um meio sorriso.

(Máscara da Morte) – Julian? Estão íntimos mesmo!

Afrodite sorria.

(Afrodite) – Querido, não faz o menor sentido você estar com ciúmes dele!!!

Máscara da Morte puxou marido para os seus braços.

(Máscara da Morte) – É claro que faz! Vocês têm muito em comum, falam a mesma língua difícil, são elegantes, bonitos... e, SIM, eu estou MORRENDO de ciúmes de você desfilando ao lado dele, Dite!

Afrodite passou a mão no rosto do amado.

(Afrodite) – Amor... para com isso... só tenho olhos para você!

Afrodite deu um beijo carinhoso nele.

(Máscara da Morte) – Dite... não quero você perto dele! Ele, com certeza, vai se apaixonar por você, assim como eu me apaixonei...

Afrodite puxou um sorriso.

(Afrodite) – Querido... você fica ainda mais lindo com ciúmes!

(Máscara da Morte) – Eu estou falando sério, Amor! Acha mesmo que, ficando ao seu lado, ele não vai descobrir o quão maravilhoso você é? Você é meu!!!

Afrodite colocou os braços no pescoço dele.

(Afrodite) – Sou todo seu, querido! Eu te amo!

Máscara da Morte fechou os olhos e respirou fundo.

(Máscara da Morte) – Fala de novo!

Afrodite sorriu.

(Afrodite) – Eu sou todo seu e eu te amo!

(Máscara da Morte) – Isso... todo meu!!!

Máscara da Morte puxou o Afrodite para um beijo urgente e quente.

Mansão Kido

Depois de mostrar todos os projetos para o Julian, estávamos revendo um em especial: o projeto que o Mu era encarregado de cuidar. Tratava-se de um pequeno povoado ao leste da Grécia, perto do Mar Egeu, que sofria constantemente com as inundações devido à fúria do mar. A solução era transferir as famílias que ali viviam para um lugar mais longe da costa, porém o local que determinamos seguro para as famílias era de propriedade particular e, por diversas vezes, foram oferecidos montantes acima do valor de avaliação para o proprietário, mas sem sucesso.

(Atena) – Julian, eu já cheguei a oferecer bem mais do que o valor de avaliação daquele terreno ao Sr. Drivas! Não vamos conseguir comprar aquelas terras...

Julian, de frente para mim, com a mão no queixo, me olhava com os olhos azul-claros intrigados.

(Julian) – Não faz o menor sentido para mim... Eu conheço essa região, é uma das poucas na Grécia que não servem para turismo, o mar é agitado, rodeado por rochas, poucos conseguem viver ali... E o proprietário nem mora na região justamente por isso! Por que ele não aceitaria a sua proposta?

(Atena) – É a mesma pergunta que eu me fiz na época, e ainda me faço... E a única forma de ajudá-los no momento é refazendo aquilo que o mar destrói e levando recursos para as famílias.

(Julian) – Um instante por favor...

Julian folheou a sua agenda, pegou o telefone e fez uma ligação.

(Julian) – Elisabeth? Bom dia, necessito de um favor urgente! Faça o levantamento financeiro da família Drivas, em especial o Sr Heitor Drivas. Também quero saber qual é o advogado atual da família. E me faça o levantamento do terreno pertencente ao Sr Drivas, ao leste da Grécia, listando quais os pontos positivos e negativos. Quero adquirir o imóvel e preciso saber de qualquer informação que me ajude a fechar o negócio... Repasse esse levantamento ao Dr. Harris, quero a opinião dele sobre o caso e que ele redija um pré-contrato de compra e venda do terreno. Entrarei em contato com ele em algumas horas... Certo, ficarei aguardando, obrigado!

Julian desligou o telefone, fez algumas anotações na agenda, voltou a olhar para mim e sorriu.

(Julian) – Me perdoe pela demora na ligação, mas se vamos comprar esse imóvel, tenho que saber exatamente qual a proposta que tenho que oferecer!

Sorri e me inclinei para frente.

(Atena) – Bom, se você acha que temos chance de comprar esse terreno... quem sou eu para discordar! Torço para que esteja certo, seria simplesmente maravilhoso!

Julian apoiou os dois braços na mesa e também se inclinou para frente, diminuindo a distância entre nós. Olhou nos meus olhos e puxou um sorriso confiante.

(Julian) – Não tenho o hábito de perder, Saori... Você quer mesmo esse terreno?

Confirmei com a cabeça.

(Atena) – É a única solução para este caso... Estudamos as opções viáveis, não encontramos outra que nos atenda a contento.

Julian segurou as minhas mãos e as beijou.

(Julian) – Então eu farei o impossível para consegui-lo para você!

Minha nossa! Fiquei sem palavras diante desta afirmação tão convicta.

Ouvimos batidas na porta do escritório e a porta se abriu, revelando meu cavaleiro de 1,88m, que olhava a cena do Julian segurando as minhas mãos.

(Saga) – Desculpe, interrompo alguma coisa?

Delicadamente tirei as minhas mãos das mãos do Julian.

(Atena) – É claro que não, em que posso ajudá-lo?

(Saga) – Como a senhora Carmem está ocupada, pediu que eu a avisasse que o Sr. Linus a espera. Ele disse que tem hora marcada. Vai poder atendê-lo no outro escritório, ou quer que eu o dispense, Atena?

(Atena) – Eu vou atendê-lo. Obrigada pelo recado, Saga!

Me virei para o Julian.

(Atena) – Me desculpe, mas realmente marquei com o Sr. Linus, o leiloeiro. Me espera aqui?

Julian puxou um sorriso.

(Julian) – Não se preocupe, Saori, ficarei aqui a aguardando!

Me levantei e segui para a porta.

(Atena) – Saga, vamos?

Saga olhou para o Julian e para mim e disse sério.

(Saga) – É claro, Atena!

Nos afastando da porta do escritório e indo para o lado oposto, no final do corredor, Saga reclamava enquanto andávamos:

(Saga) – É isso o que vocês ficam fazendo naquele escritório???

Parei de andar e olhei para ele.

(Atena) – Saga, estávamos trabalhando!

Ele sorriu sarcástico.

(Saga) – Ah, por favor! Ele estava te comendo com os olhos!!! Se eu não apareço, o que vocês estariam fazendo depois???

Respirei fundo.

(Atena) – Saga de Gêmeos, não exagera!!! O Julian realmente tem o hábito de pegar na minha mão... me desculpe se o que você viu o incomodou, não foi essa a intenção!

Ele ficou furioso.

(Saga) – Pare de defendê-lo!!!! Ele está aqui porque a quer! Droga!!!

Passei a mão no rosto dele.

(Atena) – Saga, ele vai me ajudar nos projetos, ele já está fazendo isso!!! Olha... depois conversamos... tenho que atender o Sr. Linus!

Dei um selinho nos seus lábios e olhei nos seus lindos olhos azuis.

(Atena) – Eu te amo!

Saí e fui atender o leiloeiro que me aguardava.

Escritório da Mansão

Respirando fundo, entrou no escritório e fechou a porta ao entrar.

(Saga) – Se importa em conversarmos por uns minutos?

(Julian) – De forma alguma! Em que posso ajudá-lo, Sr. Saga?

Notas finais
Continua...